(Tiago Franco, in Facebook, 13/02/2024)

O Ventura disse que Portugal devia regular a imigração como o Canadá, Suiça ou Austrália, que abrem “vagas” consoante as necessidades do mercado de trabalho.
Esta é uma forma de ele dizer, com recurso à semântica, que não quer mais brasileiros, paquistaneses ou guineenses.
Eu não sei que oportunidades de trabalho é que o Ventura acha que existem em Portugal. E também não percebo que hordas são estas que ele vê a baterem à porta do país. Nem refugiados de guerra para cá querem vir mas o Ventura fica aflito se vê 5 indianos ou 3 angolanos na baixa pombalina.
Se o plano é trazer apenas louros para as oportunidades de trabalho que Portugal gera, acho muito bem, que esta coisa de misturas é muito desagradável e vem com cheiros. Desde o tempo dos mouros que não há maneira de sermos puros e arianos. Até o próprio Ventura é arraçado de marroquino.
Eu aconselharia que ele estudasse as necessidades do país e começasse a distribuir vistos (gold) por noruegueses, alemães e holandeses. De preferência com cursos superiores, que lhes abrirão mais portas nas obras, na apanha da framboesa ou na limpeza de quartos dos hotéis.
De facto, com o Ventura no governo, ficaremos a 5 ou 6 tubarões de sermos uma Austrália no velho continente.
A Mariana Mortágua é uma máquina. Que pena não vestir o vermelho certo.
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Como se chegaram a frente nos anos 60? Um Governo que expulsas se os imigrantes que agora são explorados também cortaria todas as proteções no desemprego. Não havia mais remédio se não trabalhar no limite da sobrevivência como aconteceu a quem por cá ficou nos anos 60.
Ordenados a sério do depois do 25 de Abril. E se os ordenados que se continuassem a praticar ainda fossem esses de antes nem o Diabo para cá queria vir. Como nos anos 60.
Os portugueses sempre fugiram daqui a unha de cavalo, não é de hoje. Na década de 60 ninguém para cá queria vir, ninguém, excepto meia dúzia de pobres diabos trazidos das ex colonias as vezes a toque de caixa, para aqui vinha e nem por isso os portuguses deixavam de arriscar a vida para sair ilegalmente do país.
Nesse tempo não tínhamos um mar a separar-nos, como muitas vezes teem indianos e paquistaneses, mas tínhamos a barreira da selvagem Espanha e os seus temiveis “carabineiros” e as fronteiras guardadas por PIDE e GNR. Pelo que muitos acabaram com um tiro e lançados ao fundo de ravinas. Quantas histórias em todo o interior e mesmo no litoral de gente que demandou a França e simplesmente desapareceu.
E também tínhamos as mafias e os infames “passadores”. A quem muita gente pagava o que tinha e o que não tinha para na melhor das hipóteses ser abandonado na terra de ninguém uma vez passados os Pirineus.
Por lá as condições de alojamento também eram muitas vezes indignas, que o diga quem viveu os bidonvilles.
Culpar os indianos, paquistaneses e outros pela emigração que hoje temos e pelos salários miseráveis que se continuam a pagar na hotelaria e agricultura, só para citar alguns, é não saber a história e não saber a mentalidade mesquinha que o nosso empresariado sempre teve.
E simplesmente risível que, alguém pense que sem indianos e paquistaneses os hotéis passariam a pagar ordenados de, digamos, 1500 euros, o mesmo se passando com os exploradores das estufas.
A emigração em massa dos anos 60 não fez nenhum patrão pagar mais, apenas explorar ainda mais impiedosamente quem ficava.
Seria o mesmo que aconteceria se a extrema direita se sentasse na cadeira do poder e não entrasse cá mais emigrante escuro nenhum. E que os que já cá estão fugissem todos graças as hordas de espancadores neonazis.
O fim de todos os apoios sociais, mas mesmo todos asseguraria essa submissao, como assegurou nos anos 60. E é com isso que sonham os empresários que hoje subsidiam generosamente a extrema direita. Ou alguém acredita que é só por desporto que os donos disto tudo subsidiam a extrema direita?
Não vê quem não quer. Mas quando acontecer não se queixem.
A solução é continuar a escravizar e explorar os imigrantes ? Se não houvesse esta mão de obra barata os donos disto tudo tinham que se chegar à frente, porque se não também tinham que ir trabalhar
para sobreviver.
Isto é complicado…Já falei sobre este assunto aqui,e vou voltar a falar,sem ideologias politicas, apenas por aquilo que vejo.
Portugal quer imigrantes para reduzir os custos laborais. O resto não lhes interessa.
E para piorar a situação, estamos a ser saqueados a partir de dentro pelos nossos líderes.
Como um pugilista costumava dizer, “é preciso destruir para poder reconstruir”.
Todos nós somos responsáveis pelo declínio do nosso país, principalmente devido à falta de envolvimento nos assuntos públicos e à educação popular (deliberadamente) inexistente.
E eles conseguiram explorar tudo isso, têm as ferramentas, a propaganda .
Paradoxalmente, há pessoas bonitas e coisas bonitas a serem feitas em Portugal mas tudo é parasitário…. Pela lobotomia dos próprios Portugueses.
Vamos trazer pessoas de países com taxas de reprodução elevadas para agradecer aos Portugueses por não terem filhos…
Esqueceram-se de um factor importante: o número crescente de Portugueses que emigram ou se deslocam para o estrangeiro para trabalhar porque os salários oferecidos no Canadá, nos Estados Unidos e na Austrália são mais atractivos. Quantos Portugueses qualificados acham que há só na França? Muitas vezes são as pessoas mais qualificadas e mais trabalhadoras ou os empresários que emigram. Quando ouço as pessoas que me rodeiam, não há uma única família cujo filho ou filha esteja a estudar ou a trabalhar num país estrangeiro…. Gostaria de saber o custo desta emigração qualificada.
As chegadas incessantes à Europa não são para preencher os postos de trabalho vagos, mas para evitar que os europeus se revoltem contra os decisores. Um indivíduo sem instrução é mais fácil de manipular! De qualquer modo, os robots e outras IAs terão “prioridade” sobre os indivíduos;
Gostaria de acrescentar mais : SE precisássemos realmente de mão de obra, poderíamos pelo menos trazê-la em condições decentes, nomeadamente em termos de segurança. Mas não, deixamo-los nas mãos de traficantes que lhes extorquem dinheiro e os reduzem quase à escravatura. Estamos a alimentar toda uma máfia do tráfico moderno.
É mais porque precisam de mão de obra barata, mesmo que isso signifique deixá-los dormir mal e mendigar!
É a que ponto chegámos em Portugal, terra de dourados e iluminados, com as suas políticas de 2 bits.
Quando um país não tem capacidade para dar abrigo (atualmente, pessoas acampam em tendas em baixo da ponte) e comida (as doações de alimentos já não são suficientes), porquê continuar a acolher os outros, a não ser que se invoque o anjo Gabriel!
Estamos salvos, foi-nos enviado um santo, que Deus seja abençoado, ámem.
Quando ouço este tipo de pessoas, sinto-me sempre tentado a pensar na corrupção que reina no Parlamento Europeu. Para mim, é impossível ser intelectualmente honesto e amar a Europa para dizer tal disparate.
Quem paga aos deputados europeus?
Os Estados Unidos? Soros?
Gostava muito que alguém me explicasse isto.
De qualquer modo, se a população diminuir, haverá menos necessidade de trabalhadores porque não haverá necessidade de novas infra-estruturas (estradas, escolas, etc.), menos necessidade de construir habitações (apenas para substituir as habitações que destruímos), menos necessidade de professores, menos necessidade de fabricar automóveis, roupas, mobiliário, etc. …. a lista é interminável. Não vale a pena inventar novas necessidades, apenas pelo prazer de trazer novas pessoas.
Estamos a fazer TUDO para destruir a economia, ao ponto de desencorajar as pessoas de terem filhos e de obrigar os mais qualificados a emigrar.
É claro que é preciso compensar, mas as pessoas não são lâmpadas que se possam trocar 1 por 1. Os que pensam assim são os que vêem os trabalhadores como acéfalos, uma negação da competência.
Pergunto-me como é que toda esta tecnocracia, que nos olha de cima, pensa, se é que pensa de todo. Estes arciprestes do culto português que nos dizem o que pensar estão a organizar a nossa ruína.
Apenas temem pelos seus rendimentos. A colmeia tem de continuar a girar para lhes dar 15 000 a 30 000 euros por mês.
A corrupção faz-se através dos salários que pagam a si próprios.
Quando se ganha 5 vezes mais do que realmente se vale, deixa-se de ter moral e passa-se a obedecer ao patrão em tudo o que ele pede.
Depois, a dissonância cognitiva faz o resto.
Quantos imigrantes Portugal exporta???
A população de Portugal pode simplesmente aceitar a queda do seu PIB total, desde que o PIB per capita não sofra grandes alterações.
5 Indianos e 3 Angolanos, isso só na varanda dela, se olhar para os prédios ao lado verá que as varandas estão cheias, não sou do Chega, mas também não sou cego, ela não é burra, mas gosta de fazer burros os outros!