(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 23/12/2023)

A ação do Estado Judaico na Palestina, o genocídio em Gaza e a destruição da Cisjordânia constitui um ato que os seus autores pretendem que seja o ato final do direito de origem divina de Povo Eleito à Terra Prometida, a provocar um Armagedeão em termos do Antigo Testamento bíblico. Os dirigentes judaicos justificaram e justificam com o Antigo Testamento da Bíblia e com o seu deus Javé a ocupação manu militari de mais este território da Terra Prometida a Abraão há quatro mil anos. Sem a dimensão religiosa não é possível entender a política do Estado de Israel, o discurso e o comportamento dos seus dirigentes e a atitude de arrogância que revelam perante aa comunidade internacional (gentios) e até contra os seus protetores americanos.
No entanto, no Ocidente cristão esta guerra santa, equivalente a uma cruzada ou uma jhiad, está a ser quase exclusivamente analisada sob o ponto de vista técnico, como um historicamente vulgar conflito tendo por base os interesses de grupos políticos, económicos e sociais, interesses estratégicos de poder global envolvendo superpotências e potências regionais. Como mais uma “guerra” das muitas em que o Ocidente se tem envolvido desde que se reconstituiu após a queda do império romano, tendo o cristianismo como base ideológica e civilizacional.
No entanto esta é uma guerra de rutura civilizacional, que coloca em causa as raízes mais profundas da nossa civilização, que promove a substituição dos valores do cristianismo e do Novo Testamento pelo judaísmo e pelo Velho Testamento, o retrocesso de uma civilização de abertura, que o cristianismo foi e daí a sua universalidade, por uma civilização fechada, racista e suprematista como é o judaísmo.
O que nos tem sido apresentado pelos grandes meios de manipulação são episódios da violência inerente a qualquer confronto armado, com a particularidade da utilização de meios desproporcionados, da impiedade e da ausência de limites, ou de misericórdia. Os autores do guião da ação do Estado de Israel em Gaza e na Cisjordânia e os especialistas contratados para a analisar pretendem inculcar a ideia de que a atual ação militar contra as populações palestinianas faz parte do “direito de defesa de Israel”, pelo que o mundo estaria perante um facto recorrente, apenas um pouco mais sangrento, mas sem que nada de essencial tenha sido alterado. O discurso dominante, mesmo quando especializado, encontra-se delimitado pela análise da arte da guerra: aniquilação do inimigo através do genocídio, ou por uma conjugação de massacre e sujeição dos vencidos aos princípios e leis dos vencedores.
Podemos chocar-nos com o genocídio dos palestinianos executado a frio e com justificações de aberrante hipocrisia em nome dos interesses do Ocidente americano, mas do ponto de vista estratégico e operacional, como referem os comentadores militares, a operação está a decorrer muito bem e conforme o planeado. Nada de novo: Delenda Carthago! — Cartago tem de ser destruída! — assim terminava Catão os discursos fosse qual fosse o assunto. O mesmo afirmam Netanyahou e os seus camisas negras em todas as ocasiões: Delenda o Hamas! — Delenda Gaza, a Cisjordânia! Até surge nas notícias o picante de que os alvos são selecionados pela Inteligência Artificial, o que, numa segunda leitura, reduz os pilotos dos aviões, os artilheiros, os manipuladores de drones a imbecis que se limitam a seguir a inteligência das máquinas. Mas como é em nome da promessa da posse da Terra Prometida, tudo se desculpa e nenhum desses seres invocou problemas de consciência.
Há, contudo, uma outra análise que deve (devia) ser feita e que remete para a profundidade das raízes desta ação de Israel — da vingança histórica e milenar que ela materializa contra o Ocidente. O Ocidente está a dar a oportunidade de ouro para a realização do mais extraordinário ato de vingança contra si próprio desde a instauração do cristianismo como religião do império romano decretado no século IV por Constantino, dentro do princípio cujus regio, ejus regio — a religião do príncipe é a religião do país.
Independentemente das convicções religiosas de cada um é inegável a importância das religiões na organização das sociedades e na vida dos seres humanos. Para criar instituições políticas, o primeiro obstáculo é o de superar a desconfiança geral do grupo. Não se pode organizar um sistema político estável se a população, ou pelo menos uma parte dela, não aceita a autoridade de um chefe. A resposta mais eficaz a este desafio foi concentrar a autoridade religiosa e a do chefe político e militar. Estabelecer a religião como fonte da autoridade política. O primeiro registo desta ideia parece ser o do faraó Akenaton (1350 a.C), que se declarou emissário de um único Deus, Aten, a única ponte entre o humano e divino. A associação do poder de base militar e religiosa teve consequências para a religião, que se tornou parte da organização política.
A criação dos deuses e das religiões constituem as mais importantes descobertas do ser humano, mais importantes que a descoberta da roda, do fogo ou da escrita. O ser humano não quer apenas viver, tem necessidade de dar sentido à vida. A religião é um dos espaços para dar sentido à vida e os deuses são criações do homem, têm real existência. Quando um piloto judeu larga uma bomba do seu avião sobre Gaza em nome do seu deus, esse deus existe, mata e venceu o deus que não salvou os seus fiéis palestinianos. O deus dos cruzados europeus que atacaram o Templo de Jerusalém e mataram os que lá se encontravam a ponto de o sangue dar pelos jarretes dos cavalos existia e venceu o deus que lá estava. Os deuses existem, têm criador e, infelizmente, os criadores de deuses são por norma os mais ambiciosos e sem escrúpulos dos homens, que os utilizam para lhes servirem de instrumento de domínio.
A dimensão religiosa desta ação do Estado judaico devia e deve estar no centro das análises, porque é ela que, em última instância, determina o futuro de todos os envolvidos e, desde logo, do Ocidente que fornece as armas e o apoio político e ideológico a quem se bate por um deus que é o seu e que há dois mil anos foi derrotado pelo deus do Ocidente.
O Estado de Israel tem o judaísmo por infraestrutura ideológica. Pelo seu lado, o Ocidente, a partir do édito de Milão e da “conversão” de Constantino, validou o cristianismo como religião oficial, colocando o judaísmo na situação de seita responsável pela morte e sacrifício do novo Deus de Roma. Durante séculos, até ao nazismo, os judeus foram tidos no imaginário ocidental como um povo-vítima, pacífico, perseguido, estigmatizado, que se deixava sacrificar sem luta. O judaísmo era uma religião de mansos que viviam em guetos e aí celebravam os seus rituais. O Ocidente ignorou a violência genética do judaísmo e do seu deus, Javé. Não pareceu surpreendido com o terrorismo que os judeus praticaram logo que tiveram a oportunidade de reunirem uma massa critica adequada primeiro no protetorado britânico da Palestina, que evoluiria para Estado de Israel sob os auspícios das Nações Unidas, atribuindo as práticas dos seus grupos terroristas à necessidade de defesa e ao seu direito de existência. Não era: o judaísmo é geneticamente violento, por ser exclusivista, racista e negacionista do outro, por se assumir como a prova de que é a ideologia de um povo eleito, superior.
O grande sofisma utilizado pela elite judaica no coração do Ocidente para se confundir com ele e o tomar por dentro tem sido o de que o cristianismo é uma “continuação” do judaísmo (uma justificação que também serviria para o islamismo…) e o instrumento culminante dessa manobra de continuidade do cristianismo a partir do judaísmo foi o Estado de Israel, promovido pelo movimento sionista, aproveitando as condições do pós-Segunda Guerra.
Na realidade, o cristianismo é uma nova religião que nasceu e se desenvolveu em confronto direto e irredimível com o judaísmo. Durante dois mil anos o convívio entre as duas religiões teve episódios de grande conflitualidade — a Inquisição, os pogrom e o nazismo — alternando com outros de coexistência mais ou menos tolerada segundo os interesses do momento, em especial nos momentos de aperto financeiro dos soberanos cristãos.
O facto de duas famílias judaicas dominarem desde o século XVIII o sistema financeiro mundial, o coração do sistema capitalista, as duas praças mundiais, os Rothschild em Londres (e também Frankfurt) e os Rockfeller em Nova Iorque fez com que o judaísmo, enquanto formatador civilizacional, aparelho ideológico e legitimador de comportamentos fosse parasitando e metastesiando o corpo principal da civilização ocidental, tendo o cristianismo como base dos seus princípios.
Segundo o Antigo Testamento da Bíblia, pelo qual se regem os judeus, o pacto entre eles e Javé, o seu deus, teria começado com Abraão, há cerca de 4 mil anos. Este foi chamado por Deus para deixar a cidade de Ur, na Mesopotâmia e ir fundar uma nova nação numa terra desconhecida, a Terra Prometida, que seria chamada de Canaã. O deus que apareceu a Abraão rompia com a tradição politeísta dos gregos, e colocava-se na posição omnipotente de exigir o que quisesse. No caso de Abraão, ordenou-lhe que sacrificasse o seu filho Isaac como prova de fé, isto é, de sujeição.
O Javé do Antigo Testamento (o Pentateuco, para os judeus) não tem semelhanças com o pai protetor que mais tarde o cristianismo iria propagar como sendo o seu Deus. Javé é um deus brutal, parcial e assassino, um deus de guerra, que seria conhecido como Javé Sabaoth, Deus dos Exércitos. Manda pragas aos egípcios, mostra-se até arrependido da sua criação, como quando ordenou a morte por afogamento de toda a humanidade através do dilúvio, do qual só escapou a família de Noé e os animais que colocou na arca.
Javé, o deus dos judeus, está mais preocupado em ameaçar a raça humana para que ela não se desvie das instruções que entregou a Moisés do que em criar condições de paz e de harmonia, de felicidade e de justiça. Javé é passionalmente partidário do seu povo eleito, os judeus, e tem pouca misericórdia pelos não favoritos. É uma divindade tribal.
A narrativa de continuidade entre o judaísmo e o cristianismo foi destruída por Paulo de Tarso, ao estabelecer que o cristão se justificava pela fé e não pela obediência à lei judaica, nem à sua ascendência judaica, que os gentios, os não judeus, se podiam converter, abrindo o cristianismo a novos espaços. Paulo tirou Jesus Cristo da pequena gaiola de um messias para o povo hebreu, ou de mais um profeta, transformando-o num salvador de todos os povos. Javé, esse continuou ligado apenas ao povo hebreu, enquanto Cristo ganhava um caráter universal. Javé continuou a ser o deus carrancudo dos judeus e o cristianismo transmitiu a imagem de um deus bem mais amistoso que Javé.
Na tradição judaica estava muito claro que o homem devia temer a Deus acima de tudo. Com o cristianismo, a mensagem passa a ser amar a Deus acima de tudo. A diferença entre o judaísmo e o cristianismo é a mesma entre temer e amar. É esta escolha que está em causa com a ação de Israel na Palestina e em que os dirigentes ocidentais estão a tomar o partido do Deus do medo, defensor de um pequeno povo de eleitos contra a humanidade. O “direito de Israel a defender-se” tem o sentido de direito divino a destruir ou subjugar todos os que não são os eleitos, incluindo nós, os que lhe fornecemos as armas e a complacência.
O que o Estado de Israel está a realizar perante o mundo e em nome do Ocidente é a morte do Deus dos cristãos, do Deus que, apesar das violências cometidas em seu nome, permitiu que surgisse um humanismo cristão, que produziu um Santo Agostinho, um São Francisco, que permitiu a recuperação do conceito de um deus moral, em oposição ao deus brutal.
A vitória nas guerras foi sempre a vitória dos deuses dos vencedores. A vitória de Israel na Palestina é a vitória do deus dos judeus sobre o deus dos muçulmanos, mas também sobre o deus dos cristãos. O deus moral representado por Cristo podia oferecer uma via para que as sociedades cooperassem, evitando ofender um poder superior atento ao seu comportamento em relação aos demais. Javé, o deus dos judeus exclui o compromisso. E essa exclusão é evidente no discurso dos dirigentes judaicos.
Mesmo para quem, como eu, entende a religião apenas como uma dimensão simbólica do comportamento humano e a religiosidade como um sistema produtor de normas e culturas inerentes a qualquer sociedade, quer a religião, quer a religiosidade são fatores constitutivos e estruturantes da vida humana. Não me é, pois, indiferente, muito pelo contrário, ser regido pelas normas de Javé ou de Cristo, de ser regido pelo Velho Testamento, pelo Alcorão ou pelo Novo Testamento. Não é a mesma coisa ser não crente numa divindade numa civilização que tenha por deus Javé ou Alá, entre judeus e muçulmanos, ou sê-lo numa civilização que tenha Cristo por referência.
Impressiona-me a ausência de pensamento no interior do cristianismo sobre o conflito judaico-cristão, que coloca em causa a nossa civilização. Preocupa-me que estejamos a ir atrás do canto das sereias do conflito com os muçulmanos, encadeados que estamos pelo domínio dos poços de petróleo do Médio Oriente e dos eixos de ataque à Rússia, a primeira barreira a ser ultrapassada para os Estados Unidos enfrentarem a China. Entendo ser uma cegueira perigosa e criminosa o Ocidente abdicar do seu Deus e dos seus valores, trocando-o por Javé, o velho carrancudo, vingador e sem piedade.
Além dos palestinianos, é também o cristianismo que está debaixo de fogo neste Natal na Palestina. Quem invoca um deus para justificar o genocídio na Palestina não me merece respeito. Repugna-me a corrupção dos que traficam o seu deus com eles. Dos católicos, dos anglicanos, dos luteranos, das igrejas evangélicas, dos cardeais de Roma, dos televangelistas americanos, dos vendedores de dízimo brasileiros nem uma palavra!
Para ser claro: à vingança dos judeus por dois mil anos de humilhação pela derrota de Javé, os cristãos respondem agora com a traição ao seu Deus. Falta-nos um Shakespeare!

Se para alguma coisa esta barbaridade toda tem servido e para que uma religião que afirma a superioridade do povo que a professa sobre todos os outros, dando aos seus fiéis o direito de lhes fazer todas as atrocidades que lhes der na mona, mostre a sua verdadeira face.
Os israelitas não teem conseguido conter a verborreia e o verniz com que se mostraram próximos do nosso modo de vida, o que quer também que isso signifique, está a estalar por todos os lados.
Que a malta cristã e discriminada por eles não é de hoje que muitos visitantes dos lugares sagrados do cristianismo que lá foram ficaram com pouca vontade de lá voltar.
Aliás, até quem não tem Deus nenhum éra discriminado até depois de morto pois diga me quem souber se ainda por lá continua em vigor uma disposição tresloucada que exigia, para um desgracado poder ser enterrado, que houvesse uma declaração escrita por uma igreja a dizer que o homem era lá crente. Essa disposição perfeitamente iníqua vigorava ao tempo em que Óscar Schindler morreu e foi o cabo dos trabalhos para conseguirem enterrar o homem.
Depois fanáticos são os que querem tal gente fora da sua terra por entenderem não terem de ser eles a pagar o crime do Hitler.
E claro que alguns ter se ao fanatizado como se fanatizaria qualquer apoiante de Israel se os israelitas lhes fizessem o mesmo.
E certamente decretaria morte a Israel e a qualquer traste que os apoiasse. Trastes esses que, estão em pulgas para que haja um grande atentado na Europa possível de atribuir aos palestinianos para justificar ante os basbaques a barbaridade em curso em Gaza. A encomenda já deve estar feita. Quem serão os desgraçados participantes em grandes festejos de Ano Novo a quem sairá a fava. E mesmo que não haja nada vao dizer que havia um grande atentado em preparação mas as nossas vigilantes e eficazes autoridades policiais impediram a tragédia. Se calhar até prendendo meia dúzia de desgracados que devidamente torturados vão confessar tudo o que foi preciso.
Teorias da conspiração? Talvez. Mas desde que me disseram que um certo veneno era eficaz e seguro e que os russos com batiam com pás e estavam a usar chips de máquinas de lavar, já para não falar no Dentinho e no seu calor que impediria festejos da liberdade já não acredito em porra nenhuma que esta gente diga.
O que me dá que fazer na malta que apoia tal gente é acharem que eles seriam santos e aceitariam abandonar as suas casas e as suas terras para dar lugar a gente que veio da santa coisa do assobio mas quer regressar onde nunca esteve. Como se alguém aceitasse uma alarvidade dessas.
Mas fanáticos são os outros!
https://youtube.com/shorts/vio53jUpJz0?si=kTN_-9icjfuJUrCi
O nazionismo está bem presente senhor fiscal. Para os antigos judeus qualquer imagem era um ídolo a excepção dos dois anjos da arca do pacto. Para os de hoje continua a ser assim e por isso qualquer cristão é um adorador de ídolos e merece ser morto. Por isso eles matam tanto cristaos como muçulmanos na Palestina senhor fiscal treteiro.
Se não matam mais cristãos e porque sabem que, se deitarem em cima de alguém as suas armas nucleares serão obviamente destruídos e a sua terra prometida ficará inabitavel por dezenas de anos, contas por baixo. É só por isso que não o fazem, ninguém tenha dúvidas. Mas que eles nos odeiam tanto como odeiam os palestinianos também ninguém tenha dúvidas.
Os ucranianos nazis não deixaram de matar lá porque era Natal, os judeus nazis também não e tu não deixas de ser um apoiador de nazis ucranianos e judeus lá porque é Natal.
Se ouvisses tudo o que os trastes israelitas dizem sabias que eles continuam iguais ao que foram quatro mil anos atrás. E por isso que se vai buscar a história não porque agrade a alguém voltar ao tempo em que tinha pesadelos por ter de ler o Antigo Testamento. Vai ver se o mar da Faixa de Gaza da choco.
Christians are idol worshippers. So, the godly thing to do is to kill you!
(mas democraticamente, claro!)
https://youtu.be/lq28ZFNzaWM?si=uHzH2TnE_INnvWz3
Muitos beijinhos repenicados e ternurentos da “única democracia do Médio Oriente”:
https://youtube.com/shorts/BzbX-0zqdt0?si=1M97kky9Se9_oZ96
Post scriptum — Perdão que já me esquecia: ternurentos, democráticos e civilizacionais. Sieg heil!
A missão civilizacional da “única democracia do Médio Oriente”:
https://youtu.be/Otw-1JQsP2g?si=DurItuzFxEm1H45H
Já agora, um Auschwitzv e muitos Babi Yar onde começaram a meter os palestinianos depois de expulsarem os cristaos ingleses com terrorismo total.
O ataque à bomba ao Hotel Rei David, onde morreram mais de 70 quadros britânicos foi a gota de água que fez os trastes, talves pressionados pelos Estados Unidos, abandonar os palestinianos e os vizinhos daqueles fanáticos a sua sorte. Mas já antes o terrorismo era total e até mulheres estripavam soldados britânicos. Os palestinianos e outros que enveredaram pelo caminho do terrorismo não fizeram mais que, aprender uma lição ensinada por quem iniciou o terrorismo na ensanguentada terra da Palestina.
Um terrorismo feito contra cristaos porque isto de ingleses brancos se fazerem mouros é fenómeno recente.
Para os treteiros sempre há algo na História que se preste a sustentar o que se pretenda justificar no presente.
Para os inconsequentes sempre o presente é interpretado sem pôr os ohos num qualquer futuro.
Desagradável é verificar.se o quanto de texto ou oratória é consumido por tal gente!
O Ocidente e as suas democracias relacionam se muito bem com o fundamentalismo religioso judaico, com o nazismo ucraniano e até com um tal de Duterte, o patife filipino cujos seus bandidos armados na sua guerra para limpar o país de traficantes e consumidores de droga até teem morto doentes com cancro.Tambem quem os manda não fazerem o favor de matarem antes de a doenca os fazer emagrecer tanto?
Uma chatice com efeito mas o pais governado por esse traste vai acolher mais quatro gloriosas bases americanas com as quais vai ser possível conter a China.
Com efeito nos somos muito amigos de quem nos fizer o frete. Sejam assassinos filipinos, nazis ucranianos ou fanáticos que acham ser o povo escolhido por Deus.
Israel um polo tecnológico? Sem dúvida, já provarem que são capazes de construir armas mortíferas, afinal de contas já há quatro mil anos que era assim.
Por mim dispenso os frutos da tecnologia Israelita e já agora os israelitas também.
Se lá vivesse perto certamente tambem lhes quereria dar a jihad, uma cruzada, o que quer que limpasse o sebo a uns quantos desses trastes. Ou tentaria sair para qualquer sítio longe das suas patas. E quem vivendo no sossego do outro lado do mar se arroga grande admirador das realizações de Israel, se tivesse a desdita de lá viver ao pé ia querer o mesmo.
Porque por muito menos defenderam uma cruzada contra os russos. Quanto mais defenderiam contra quem lhes roubasse as casas e as terras, os metesse em guetos, os bombardeasse regularmente, transformasse a sua vida num Inferno de controles militares, matasse por desporto e lhes chamasse “árabes sujos” e “pretos da areia”.
Se calhar pensam que com eles seria diferente porque são cristaos. Se calhar aqueles dois pobres diabos mortos numa igreja também pensavam o mesmo. O que eu não tenho paciência naqueles trastes de Israel é o andarem a gozar com a nossa cara. No caso daqueles mulheres, que se deviam identificar com os valores ocidentais ou não teriam roupas ocidentais e cabelos pintados de louro, foram mortas não porque o patife do sniper se quis divertir matando mas porque “trabalhavam para o Hamas”.
Ora façam o excelentíssimo favor de irem para a p*ta selvagem de Babilónia que os pariu.
Se ao menos não abrissem as latrinas que teem no lugar de bocas para dizer atrocidades isto seria um pouco menos complicado.
Mas acho engraçado quem chorava pelos ucranianos achar agora que o povo eleito tem o direito de matar todos quantos lhes apetecer e expulsar da terra que, acham que Deus lhes deu quem sempre lá viveu. Como segundo a Bíblia fizeram há quatro mil anos.
Tudo bem que a Islamofobia tem muito a ver com isto mas pelo menos podiam ver que, aqueles trastes tanto matam muçulmanos como cristaos. E desprezam os cristaos tanto como desprezam os muçulmanos, tanto mais que até o apontado como fundador da nova religião eles arranjaram maneira de fazer uma potência ocupante pendurar numa cruz.
Se as populações que lá estão fossem cristãs o resultado seria o mesmo. Porque a proverbial resignação cristã também vai ia durar para sempre face à condições de vida intoleráveis.
Quando os castelhanos nos esmifraram com impostos e nos fizeram ir morrer nas guerras deles, até tínhamos a mesma religião, mas jogámos o Miguel de Vasconcelos pela janela e deixamos o desgraçado ser comido por cães. E durante quase 30 anos sustentamos uma guerra cruel. Tivemos sorte por os espanhóis não se acharem o povo eleito de Deus, não terem uma superpotencia a cobrir lhes as costas e acabarem por optar por negociar a paz em vez pelo nosso extermínio puro e simples.
Mas a cegueira e estupidez dos pro Israelitas é tanta que acreditam mesmo que no lugar dos palestinianos aceitariam com toda a boa vontade o Auschwitz sem câmaras de gás onde aqueles assassinos sem entranhas os andam a meter há 75 anos.
Tão bonzinhos e tenrinhos que eles são, coitadinhos.
A estupidez militante tanto se faz materialista dialética como espiritualista religiosa conforme o que dê mais jeito para o ataque a tudo o que aparente relacionar-se com o Ocidente e suas democracias.
O Trump que reconheceu Jerusalem e os Golan com território israelita, sempre fica fora dessas invectivas que a sua bruteza e imbecilidade é reserva estratégica para Moscovo.
A jihad do Hamas nunca vem ao caso e as sutras do Maomé para os incréus sempre se calam para dar lugar ao fundamentalismo judeu, em relação ao qual só falta invocar a sua relevância para que Israel se estabeleça como o único polo científico e fecnológico de relevo no médio oriente.
Uma religião que diz aos seus fiéis que são a única raça e religião escolhidas e aceites por Deus e que teem o direito a fazer o que bem entenderem dos desgraçados que teem o azar de viver na terra que supostamente Deus lhes deu será por definição fundamentalista. Ai não há grande volta a dar lhe, e uma questão genética como bem frisou o articulista.
E tendo em conta os tentáculos de tal gente e a sua sanha vingadora contra quem quer que se lhes oponha, bem como a falta de espinha de muita gente, e preciso muita coragem para chamar os bois pelos nomes como ele chamou.
Houvesse mais gente assim corajosa e clarividente e talvez a aberração que é o estado de Israel nunca tivesse tido oportunidade de existir como é. Uma nação de gente cruel, armada até aos dentes e acima de tudo impune.
Agora claro que Netaniahu não é religioso. É um mero pulha que usa a religião para apelar a crueldade e ao fanatismo da gente que governa. É um traste corrupto que prega o genocídio desde os anos 80 do século passado. Um animal digno do bárbaro profeta Samuel. Sim o tresloucado sacerdote que segundo a Bíblia matou o rei amalequita a espadeirada.
Mas é um traste a quem o Ocidente lambe o traseiro. O resto é conversa.
Um excesso de religião para avaliar e encontrar as raízes de um conflito, quando esta prática social perde influência de dia para dia. É certo que Israel tem uma comunidade grande de fundamentalistas, tal como alguns países islâmicos. E até no “ocidente” cristão se estabeleceram algumas crenças com essa intensidade de convicção. Não duvido da influência delas para o desenvolvimento do actual conflito. Mas a componente dita judaica sociedade israelita é muito diversificada e sofreu grande alteração com a imigração dos países do leste da Europa, em especial da Federação Russa, donde vieram muitos elementos com poucas ou nenhumas convições religiosas, a ponto de o critério para a sua aceitação formal como judeus, basicamente o de serem filhos de judias, suscitar dúvida e rejeição por parte dos sacerdotes “oficiais”. Mas lá ficaram e são uma componente forte dos corpos políticos da extrema direita, cuja agenda, considerávelmente secular, aposta decisivamente na colonização e na exploração econónica dos habitantes da Cisjordânia , suportada pela ocupação militar e pela represssão policial e judicial dos palestinianos, da qual a doutrina da expansão geográfica é um subproduto ideológico. Lamentavelmente, europeus e americanos, que num passado recente tiveram de optar pela descolonização, de bom ou mau grado, não compreendem a natureza deste conflito nem as suas consequências na sua relação com o “resto do mundo”, agora amávelmente redenominado como “sul global”, ao qual se habituaram a impor os seus conceitos e regras e que tentam continuar a explorar, com sucesso variável. Torna-se óbvio que essa relação sofrerá um corte rápido e profundo, que esta guerra (que beneficia da complacência da “comunidade internacional”) acelera e a partir do qual se estabelecerão novos equilíbrios geopolíticos. Caso para dizer, fia-te na virgem e não corras…
Um bravo pela coragem. Um bravo por tanta verdade junta.