Putin face à ditadura genocida europeia

(Nicolas Bonnal, in reseauinternational.net, 08/08/2022)

Racionamento, euros digitais e espionagem informática estão na ordem do dia; todo o acesso a contas e passes de carbono podem ser cortados através dos bancos. Sem aquecimento e sem higiene, e em colisão diária com uma administração paga para te pôr em pânico. Este é o menu para o Inverno, que começa já agora, em meados de Agosto. Porque haveremos de nos incomodar? Em Madrid os hotéis estão a esvaziar-se porque já não podem fornecer aos hóspedes uma temperatura ambiente inferior a 27°. As multas democráticas do governo socialista podem ascender a dez milhões de euros. Como disse Trotsky, se quiser obedecer ao capital americano e reduzir o europeu ao mínimo, vote socialista! Casada com o globalismo, o multiculturalismo e o feminismo mundano, a Segunda Internacional nunca esteve em melhor forma, controlando dois terços (dois terços, ou todos os terços?) do parlamento francês.

Tanta felicidade enlatada contra o pano de fundo da guerra eterna contra a China e a Rússia. Os povos zombies do Ocidente, convencidos de que são as luzes do mundo, deixar-se-ão até ao fim conduzir ao matadouro. Com duas guerras mundiais a troco de nada, é verdade que adquiriram um gosto pela guerra. Assim, vão ser privados de leite e carne este Outono e, para além do punhado de agricultores prejudicados (os outros receberão os “subsídios” e abaterão os seus rebanhos), estão todos eufóricos. O que não faremos para combater o aquecimento global?

Putin terá tentado tudo para salvar a sua população, evitando a guerra, mas nada funcionou. Veio a guerra há muito planeada pelos EUA, acarinhada e desejada, e tivemos as sanções cujo objetivo é impor o Great Reset e não enfraquecer a Rússia. 

De qualquer forma, com Donbass ou sem Donbass, eles teriam engendrado um atentado, um evento insano que tornaria possível impor essa agenda genocida, que é a de Gates, Fink, Soros, Schwab, Rothschild e outros. Uma elite bilionária, cosmopolita, supranacional e anti-humana que tomou o poder na América e na Europa, preparando-se para nos liquidar a todos.

Nunca mais teremos gás. As sanções são definitivas, a menos que a Rússia seja derrotada ou que haja uma revolta na Europa. Fale com os seus vizinhos para ver se consegue evitar que eles tenham o mesmo destino que lhe está reservado. A liquidação dos europeus através da vacina, ou este ano pelas sanções, está a tornar-se um facto evidente para todos, exceto para a massa dos idiotas e para a minoria dos bastardos que nos estão a conduzir ao matadouro. O europeu médio vê-se confinado, arruinado, liquidado, privado de tudo, mas também se mostra incapaz de reagir. Só Tocqueville, que há dois séculos atrás antecipava o tempo – não dos tiranos mas sim dos tutores (burocratas progressistas e benevolentes) -, previu isto.

E se o formos reler?

“Acima deles ergue-se um imenso poder tutelar, o único responsável por garantir a sua felicidade e zelar pelo seu destino. É absoluto, detalhado, regular, previdente e suave. Seria semelhante ao poder paterno se, como ele, o seu objetivo fosse preparar os homens para a masculinidade; mas, pelo contrário, procura apenas fixá-los irrevogavelmente na infância; ele gosta que os cidadãos se regozijem, desde que pensem apenas em regozijar-se. Ele voluntariamente trabalha para a felicidade deles; mas ele quer ser o seu único agente e único árbitro; ele providencia a segurança, prevê e assegura as suas necessidades, facilita os prazeres, dirige os negócios principais, dirige a indústria, regula as sucessões, divide as heranças; então porque não há de poder tirar-lhes completamente o problema de pensar e a dor de viver?»

Regresso a Putin que espera uma revolta europeia. Eu não, porque somos entusiastas (Céline). Mas não é por isso que o líder russo deixará que o genocídio ocorra à sua porta.

E você faça-me um favor: tente acordar as pessoas à sua volta. Verá como é fácil.


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7 pensamentos sobre “Putin face à ditadura genocida europeia

  1. Decididamente, parece que agora está na moda dissertar até ao infinito sobre o “Grande Reinício” e os seus mentores no Fórum de Davos de 2021.

    O problema que eu vejo nesta teimosia bem intencionada, é que ela tende a centrar o verdadeiro problema global, que de facto nos ameaça a todos, em meia dúzia de velhos mais ou menos senis que não são mais do que meros figurantes da Grande Peça que entretanto se desenrola no mundo.

    Eamon McKinney, que recentemente não conseguiu abster-se de abordar este tema, é taxativo no final da sua análise ao postular:

    “Os Globalistas não devem ser temidos. As suas acções são ridículas e de cada vez que falam expõem-se ainda mais. Que eles pensaram que poderiam forçar a Grande Reinicialização no mundo mostra o quão distantes da realidade eles estão. A arrogância demonstrada por Klaus Schwab e pelo WEF em nos explicar como será o futuro que eles decidiram, dará início à sua queda. Eles estão a perder e a sua agenda está a falhar.”

    Pois é, o “Grande Reinício”, tal como é preconizado pelos seus “apóstolos”, de facto não tem nenhuma hipótese de ser levado à prática. E isto é por muitas e boas razões, mas a principal de todas é que um tal procedimento é absolutamente contrário às leis universais que regem o próprio Capitalismo.

    Repare-se que, como eu próprio já lembrei aqui, o Capitalismo já foi “reiniciado” duas vezes em menos de cem anos. As duas guerras mundiais do século passado, de 1914/18 e de 1939/45, na verdade marcam os dois momentos finais do sistema capitalista, que então se regenerou sobre as ruínas e os muitos milhões de cadáveres gerados pelos dois confrontos globais.

    E, se o “Grande Reinício” fosse de facto realizável de forma controlada, e não houvesse na sua ausência uma verdadeira alternativa ao Armagedão, poderia até pensar-se que a alternativa de Davos não estaria totalmente desprovida de mérito, perdoem-me a ”heresia”. Mas a questão é que ela não é realizável, já não o seria quase de certeza numa economia planificada, e é completamente irracional num sistema puramente intuitivo e economicamente “selvagem” como é o Capitalismo.

    Ainda por cima a situação global já não é aquela que eles pensavam. Já não o era em 2021, mas então isso não era tão visível como é agora, depois que o velho Biden pontapeou as pedras e fez aparecer a serpente. O mundo mudou e os tentáculos do imperialismo ocidental já não chegam a todo o lado num mundo que entrou em mudança acelerada.

    E ainda por cima há na verdade alternativa. O grande problema, do ponto de vista de Schwab e dos seus correlegionários, é que ela não se encontra dentro do sistema capitalista neoliberal. E isso deve ser uma grande chatice para eles.

    Para compreender as coisas, por vezes temos que regressar às bases.

    Tanto se fala de Economia nos tempos que correm, a Economia está mal, a Economia isto, a Economia aquilo…

    Mas afinal, o que vem a ser essa tal de Economia?

    Vou socorrer-me da definição dada pelo Professor Armando Castro, num livro editado pela Caminho que eu li quando era quase uma criança:

    “Economia é um conjunto de processos, desenvolvidos pelos grupos humanos, no sentido da criação de riqueza e da sua distribuição, entendendo riqueza como o conjunto dos bens materiais”.

    Podemos obviamente considerar a prestação de serviços como um bem em si que esse facto não vai deturpar o sentido da geral frase.

    Os economistas modernos não gostam nada de definir o seu próprio objecto de trabalho e compreende-se porquê. Quando questionados engasgam-se, adoptam um ar de superioridade balofa e respondem: “Ora, Economia é o que fazem os economistas”.

    E não gostam, porque da definição acima retira-se imediatamente que o dinheiro não é na realidade riqueza. Éle é o elemento neutro, um intermediário que foi criado há cerca de 2 700 anos, supostamente na Ásia Menor, com o objectivo de facilitar as trocas dos referidos “bens materiais” e a sua distribuição na comunidade.

    Ao transformar o dinheiro na maior das riquezas e na fonte de todo o poder, e ao conduzir todo o processo económico no sentido da acumulação desse dinheiro nas mãos de cada vez menos pessoas apenas com o objectivo do auto-enriquecimento e dominação dos povos, o Capitalismo subverteu completamente o fenómeno económico com as consequências que se conhecem. Nos tempos que vivemos ele é a verdadeira causa da fome, da guerra e da miséria no mundo.

    Veja-se o exemplo de uma família, entendida aqui como uma célula económica. Qualquer dona-de-casa sabe perfeitamente que o dinheiro não é elástico, e que se um elemento da casa ficar com mais do que deve, todos os outros passarão dificuldades.

    A Economia é na verdade uma coisa simples quando conseguimos pensar para além de todos os teoremas matemáticos, modelos e parafernália de inutilidades com que os “especialistas” gostam de a adornar. Se aquilo servisse para alguma coisa não haveria crises económicas umas atrás das outras como sucede.

    Mas voltemos atrás para reflectir sobre uma outra coisa importante. Se o dinheiro serve para ser trocado por produtos necessariamente valiosos, então ele próprio também necessita de ter valor. Caso contrário qualquer um poderia recolher algumas conchas na praia e depois dizer que era dinheiro. O dinheiro na Antiguidade era composto de metais preciosos, especialmente ouro e prata, que as pessoas transportavam consigo em bolsas.

    Mais tarde, o dinheiro passou a ser da exclusiva responsabilidade dos Estados, que mandavam cunhá-lo e imprimi-lo e garantiam a sua conversão em metais preciosos. Em Portugal no tempo de Salazar, as notas de cinquenta escudos do Estado Novo traziam escrito “Cinquenta Escudos Ouro”, querendo significar que qualquer pessoa podia dirigir-se com aquela nota ao Banco de Portugal e trocá-la pelo seu equivalente em ouro. E isto era o garante da credibilidade de todo o edifício económico português.

    Ao abandonar o padrão-ouro ou qualquer outro padrão de valor, o Capitalismo Ocidental cometeu o segundo “pecado capital” e estabeleceu as bases para a sua própria destruição como sistema económico viável.

    Ainda por cima, uma vez que o dinheiro deixou de estar associado a coisa alguma que os condicionasse, os crâniozinhos que governam nos EUA e na UE parecem ter achado que não fazia mal desatarem a imprimir mais e mais dinheiro sem que esse acréscimo tivesse contrapartida num aumento concomitante da produção interna. Basicamente os americanos e os europeus durante demasiado tempo passaram a vida a trocar bens preciosos de outras paragens por papel sem valor impresso com caras de presidentes mortos e bonitas fotografias de animais em vias de extinção.

    E isso parecia que ir durar para sempre porque, quando algum país se mostrava renitente em alinhar no esquema, ou simplesmente tinha alguma dificuldade em cumprir os requisitos estabelecidos de acordo com a “sociedade global baseada em regras”, os americanos e os seus aliados da NATO estavam lá para meter tudo nos eixos. Mais de quarenta países foram passados pelas armas e na sua maioria destroçados por estes figurões.

    Até que este ano a Rússia lhes mostrou os dentes.

    Já vimos o que é o dinheiro e que ele serve para negociar produtos. Mas, como é que se estabelece o valor de cada um desses produtos para podermos saber quanto dinheiro devemos pagar por eles?

    Citando mais uma vez o Professor Armando Castro, o que concede valor a um dado produto é o trabalho que ele tem incorporado e o valor desse trabalho. Isto é, o produto final é a soma do trabalho realizado para o fabricar, mais o trabalho incorporado nos materiais usados no seu fabrico. É por isso que bens com elevado teor tecnológico ou com uma maior exigência de trabalho especializado são mais caros do que produtos de quinquilharia.

    Para fazerem baixar o valor da mão-de-obra e assim aumentarem a sua taxa de lucro e ainda se manterem competitivas nos mercados, as grandes empresas ocidentais em dada altura migraram em massa para países do terceiro mundo, e dessa forma, sem o quererem, acabaram por promover o desenvolvimento acelerado dessas economias e gerar a criatura que agora ameaça devorá-las.

    O facto de o valor dos bens comercializáveis depender exclusivamente do trabalho que têm incorporado, diz-nos uma outra coisa muito importante, especialmente nesta era de adoração da tecnologia e em que se aventa até a possibilidade de as máquinas poderem em breve substituir as pessoas na esmagadora maioria das cadeias de produção.

    Bem, isso seria de certeza o fim do Capitalismo. Pois, se o que dá valor a um produto final é o trabalho que ele tem incorporado, então, se considerarmos um universo em que toda a produção global seria produzida exclusivamente por robôs, esses produtos simplesmente não poderiam ser vendidos.

    Alguns dirão: “Ora essa! Que disparate. Independentemente de ser produzido assim ou assado, o proprietário poderia decidir vendê-lo e ninguém o poderia impedir”.

    Pois, e quem comprava? Sem salários não há rendimentos.

    Está tudo ligado. São os próprios trabalhadores, com os seus salários, que asseguram o escoamento dos bens e serviços que as empresas produzem e o respectivo retorno financeiro. E o Capitalismo vive na vertigem da busca constante de mais e mais lucro, do crescimento produtivo sem regras nem limites. É a sua natureza.

    É por isto que, quando os profetas do “Grande Reinício” preconizam uma regressão massiva do nível de vida das populações e concomitantemente do seu poder de compra, e queimam neurónios a pensar no que deverá ser feito com essa multidão de “comedores inúteis”, concluindo finalmente que lhes poderiam fornecer jogos de computador para eles se entreterem, só estão a demonstrar toda a sua imbecilidade e total ausência da mais elementar noção da realidade.

    Na sociedade que eles idealizam, os “comedores” não teriam dinheiro para comer, e muito menos para comprar jogos de computador. Mas certamente teriam dentro de si raiva bastante para pegarem em objectos contundentes e fazerem esses velhos imbecis e todos os seus seguidores em pedaços.

    Como eu já disse aqui, o estômago decide sempre melhor do que o cérebro.

    • Nas primeiras sociedades não existia dinheiro. Todo o comércio era feito à base de trocas. O ouro era meramente ornamental. Vivia-se em comunidade, onde todos tinham o seu lugar em nome do bem colectivo. E os Aztecas até criaram cidades com o chamado desperdício zero.
      Mesmo nessa situação, existia colonialismo, existia guerra, existia escravatura, existiam elites a explorar os comedores inúteis, e existiam desastres ambientais provocados pelo homem, e como tal crises económicas e demográficas por elas provocadas.

      A natureza humana é assim, egoísta e destrutiva, seja neste ou naquele sistema, com esta ou aquela forma de comércio, aqui ou ali, antes, agora, e depois. Pelo menos é isto que toda a história registada nos diz.

      Um Grande Reset a toda a espécie humana, que lhe mudasse a natureza, nem seria má ideia na teoria. Mas nunca seria boa ideia na prática. Quem não gostaria de uma espécie menos egoísta e destrutiva? O problema é: como se faz tal coisa? Engenharia genética? Não me parece. Um plano global feito por um clube de “pensadores” em Davos? Claro que não.

      Só através da evolução natural. E tendo em conta a situação do planeta, precisamos de uma bem rápido. E pode até estar para breve. O aquecimento global natural provoca degelo, o que altera a salinidade dos oceanos, o que interrompe correntes oceânicas, o que desregula o clima global, o que leva a idades do gelo, o que leva a uma seleção natural das espécies mais rápida e drástica, pois só os mais fortes, mais espertos, e mais eficientes, sobrevivem.

      Foi assim com a árvore evolutiva dos hominídeos, desde o Australopitecus até ao Homo Sapiens, onde se associam todos os principais saltos evolutivos a cada uma das idades do gelo. Ora, o aquecimento global acelerado pela actividade humana pode provocar novamente algo assim. Só não se sabe quando…

      O que se sabe é que para já, a Europa vai auto-flagelar-se com uma mini idade do gelo já neste Inverno. Em nome de quê? Da estupidez humana. Não será suficiente para provocar uma evolução na espécie, mas tenho uma vaga esperança que possa ser suficiente para pelo menos provocar uma evolução na espécie que nos governa. Ou melhor, na espécie que vota em quem nos governa.

      Pode começar com um Italexit feito pelos Fratelli d’Italia na “nova” crise da Zona €uro, seguido por eleições antecipadas em França que originem maioria contra a NATO, e a seguir uma revolta na Alemanha contra quem lhes destruíu a economia. Ressurgimento do independentismo Escocês e Catalão, e nova escalada no Kosovo. Extrema-Direira no poder em Espanha, Sinn Féin no poder em ambas as Irlandas. Manifestações em todo o lado contra a inflação (energia vai custar mais, euro vai desvalorizar mais) e contra as medidas impostas pelos não-eleitos de Bruxelas. Mais subidas na taxa de juros, mais falências. Filas na sopa dos pobres como no tempo da troika. E o BCE ou a deixar caír países endividados, ou a ajudá-los com o tal mecanismo especial e a causar a revolta dos países “poupadinhos e bem comportados”.

      Em alternativa, se o pior cenário for evitado, é só porque se confirmam as ações da Europa para contornar as suas próprias sanções, comprando a terceiros/intermediários o gás e o petróleo Russos. Isto ao mesmo tempo que a propaganda anunciará a entrada em vigor dos tais cortes prometidos por Leyen, para Europeu comer e acreditar, em nome de:
      “Slava Ukraini. E vivam os heróis de Azov, defensores exemplares da Liberdade e Democracia Liberal e Valores Ocidentais.”
      E ainda há de ir um Sakharov postumamente para Bandera, e um Nobel da Paz para Zelensky. E ainda uma autocolante a dizer Green New Deal para a fachada de cada uma das centrais a carvão da Polónia e Alemanha”.

      Seria para rir, se não fosse para chorar.

  2. Existe de facto pessoas sombrias na sombra que manipulam as coisas e, em particular, o Grand Reset é a guerra na Ucrânia. Esta guerra era evitável, contudo sob as ordens dos americanos, a europa deixaram a Ucrânia violar os acordos de Minks sabendo exactamente que a dada altura, quando a Rússia se fartar, irá entrar em guerra. Como todas as outras guerras, esta guerra era desejada e desejada. Há muitos outros exemplos que eu poderia usar para vos provar que a fome e as guerras no mundo são desejadas.

    É uma verdadeira questão… Se reduzirmos os cérebros às pessoas apenas interessadas em dinheiro, só compreenderemos parte do problema. Penso também que ao destruir o serviço público, o tecido social com ódio e o aumento das diferenças nos padrões de vida, estas pessoas já não querem ver as suas famílias a viver nele. Penso que por vezes as pessoas desistem mais pelo ambiente do que pelo salário. Antes tínhamos um grande sistema de saúde, benefícios sociais, uma vida social local… agora os hospitais estão em crise assim que há o menor problema, os benefícios sociais transformaram-se na mente das pessoas num esquema do sistema de solidariedade e a vida social reduz-se a esbarrar nas pessoas na rua com os seus telemóveis com auscultadores. A verdade não é que os cérebros estejam interessados no dinheiro… é que os ricos têm agora o conforto, a cortesia, o relaxamento, a educação, a qualidade dos cuidados, o tempo em produtos de luxo, inacessíveis para a maioria das pessoas. Portanto, um tipo inteligente que pode ganhar dinheiro com a cabeça quer isso para si e para a sua família, não porque não queira ajudar o seu país, mas porque sente que nas ruas do mundo você é deixado a morrer no pavimento enquanto esvazia os seus bolsos.

    Princípios para Lidar com a Nova Ordem Mundial em Mudança:

    Os impérios em declínio fazem tudo o que podem para tentar aguentar um pouco mais antes de dar lugar a outro, incluindo usar a guerra para durar o máximo de tempo possível, guerra externa, mas também interna. Quem será o próximo? China? Outro?

    Os 2 anos de Covid têm sido um tremendo acelerador, independentemente do caminho. Repor ou não, estamos a viver um ponto de viragem, qualquer grande crise teve sempre grandes consequências.

    Mas é claro que estamos a viver o declínio do império industrial. E como todos os impérios, há a ascensão e a queda. Todos os impérios têm tido o mesmo fim. No início, é a ascensão do populismo, o regresso do racismo e de outros anti-semitismo. Depois, a economia passa a ser um fio de palha, e finalmente alcançamos a revolução e a mudança desejada.

    Penso que estamos no início do declínio da civilização industrial. É óbvio. O fosso entre ricos e pobres está a aumentar cada vez mais. Lembrem-se da mola árabe… Todos estes movimentos sociais são o início de uma revolução “global”. Quando digo que nada está a correr bem, estou a falar de social, político e económico (e ambiental!!!). Nunca mais vamos viver como antes.

    Isto é bom. É mau. Cabe-nos a nós decidir o que queremos deixar aos nossos filhos.

    O Ocidente investiu muito lá, claro, mas com o único objectivo de pilhar a riqueza com a ajuda de líderes escolhidos, estabelecidos e corruptíveis… Está na ordem do dia, depois de ter investido nos últimos países da Europa de Leste com baixos custos, ver os nossos industriais deslocalizarem as suas produções para lá. A mão-de-obra não custa nada e a terra ainda menos. Eles terão os exércitos locais para se defenderem contra possíveis ameaças terroristas em troca de subornos a estes governos fantoches, e o povo europeu chorará lágrimas de sangue. Fim do jogo para nós …

    O sistema democrático está sem fôlego. Demasiados bloqueios para impedir que surja uma oposição real, demasiada corrupção, demasiados escândalos e, sobretudo, falta de sentido moral e de visão a longo prazo, eleitoralismo e mercantilismo.

    A história é cíclica (e não apenas económica). As civilizações nascem, progridem e depois declinam. E, de um modo geral, quando estas diminuem, isto é acompanhado de invasões migratórias (é o que está a acontecer na Europa Ocidental e do Sul), demografia a meio mastro, uma deterioração da moeda devido às dívidas, e sobretudo um enfraquecimento da vitalidade das populações (esmagamento, desmazelamento, depressão, derrotismo).

    Estamos a viver numa época em que um pequeno grupo de homens se tornou mais rico do que o próprio império americano. O futuro do made max é traçado, vamos livrar-nos dele e isso vai acontecer com sangue e lágrimas! temos de ser lúcidos .

  3. Cumprimentos para si tambem.A pirâmide social é baseada no egoísmo e no valor que atribuímos ao dinheiro. Recusar-se colectivamente a reconhecer o valor do dinheiro iria destruir o sistema num dia.

    O problema não está apenas naqueles que fazem a tecnologia, mas especialmente naqueles que fazem a economia; o problema é que o dinheiro não sublinha as qualidades humanas, serve os defeitos humanos: quanto mais desonesto, egoísta, egocêntrico, insensível, etc,etc,se é, mais rico.

    Quanto mais coisas possuir (que não têm valor, pelo menos é o que eu penso, porque a priori, ter um bom sofá para estar sozinho como um idiota nele não tem valor), quanto mais rico for, mais será considerado uma pessoa de valor,pela sociedade sem valor que é na sua maioria..

    Mas se olharmos para os factos, é o contrário: entre um descerebrado, arrogante, pretensioso e egoísta,vigarista, claramente, o que tem mais dinheiro e poder é o que tem menos qualidades humanas.

    E no entanto, a economia obriga-nos a acreditar que este modelo é um “sucesso” . ….é preciso ser bastante estúpido para acreditar nesse tipo de coisas,e tudo se inverte assim na nossa sociedade: A prova é que nos agarramos mais à cortesia do que à verdadeira bondade, por exemplo, preferimos pessoas que “escrevem” frases vazias sem cometer erros, do que pessoas que têm ideias mesmo que cometem erros, tudo está ao contrário, e vamos contra o muro, mas acima de tudo, não devemos inverter a tendência. Permaneçamos educados , honestos, é mais aceitável do que ser barulhentos e “inteligentes”..

    Os formados em universidades são realmente inteligentes? Perguntamo-no se este qualificativo é exacto, quando vemos tudo o que esta inteligência destrói, e não se apercebe que corre para a sua perda … Finalmente, como de costume, pela responsabilidade de alguns, claro … Sim … mas não há uma reacção significativa da massa de indivíduos para que isso mude então, é angustiante, mas talvez este tipo de gente escreva a sua história, e o seu fim, embora tenhamos todo o conhecimento científico para alcançar uma vida eco-compatível .

    Isto explica de imediato,porque é que a ideologia política por detrás da ideia de trabalhar mais e durante mais tempo foi capaz de passar. Como surgiram as empresas de consultoria. Porque é que a humanidade não consegue trabalhar menos enquanto produz mais e mais?

    Uma coisa interessante a notar é que há provavelmente uma enorme quantidade de pessoas, profissionais políticos, etc… que estão eles próprios em empregos de treta e que contactam empresas de trabalho de treta para fazer tretas. E a beleza dos trabalhos da treta é que eles podem ser auto-sustentáveis (desde que um sistema os suporte).

    Os narcisistas, colocam as pessoas umas contra as outras, criam conflitos, etc…

    Chegámos ao fim de uma era, que vai criar uma revolução, guerras ou outras … Em suma, estamos na era da grande mudança, demasiados parâmetros acabam de se mover ao mesmo tempo: ódio, guerra, pobreza, medo, raiva, negação, mentiras, covid, propaganda, pensamento único, menos liberdade, escassez, inflação, taxa negativa, etc… Isto vai mudar… quando e como não sei, mas está a acontecer. A luta de classes nunca foi tão forte, 1% contra 99%, mas a luta é desigual porque o 1% tem todas as armas para nos dividir, para nos controlar e até para nos levar a fazer guerras que não queremos. A guerra na Ucrânia é um exemplo perfeito…

    Famílias tristes muitas vezes, por vezes famílias mafiosas… Venho de uma família de classe pobre .. Pude ver os seus tormentos… O ultra rico não sei como é, mas não acho que seja muito diferente do muito rico… Em todo o caso, são frequentemente sim, socialmente racistas e os seus filhos muitas vezes mal comportados!

    Enquanto o dinheiro e o valor de troca existirem e dominarem na nossa sociedade, o que representa a apologia do capitalismo, do liberalismo, do materialismo e da mercadoria. Estamos, de facto, numa República democrática de valor de troca. Assim, infelizmente, as desigualdades continuarão a existir. O capitalismo anda de mãos dadas com o egoísmo,corrupção e o individualismo, além disso, não é preciso ser rico ou ultra-rico para possuir estas qualidades, a classe média possui-as amplamente, e mesmo a classe proletária, em certa medida, quando critica os desempregados, as pessoas, e os beneficiários da assistência social em geral, está ancorado na natureza humana. Basta ver o debate e a opinião das pessoas sobre o rendimento universal que poderia ajudar os mais pobres a sobreviver, ou pelo menos impedi-los de se afundarem total e socialmente. Estamos num mundo que, de facto, não tem piedade de ninguém. Mesmo os mais modestos estão prontos para “criticar” ou “arrancar” o pão da boca dos mais pobres. Em segundo lugar, é tudo uma questão de mercado, existe um mercado para a exploração da pobreza (instituições de caridade e associações humanitárias), bem como um mercado para a exploração da solidão e da miséria emocional e sexual (sites de encontros e aplicações, agências matrimoniais, etc.).

    Porque se a sociedade fosse realmente humana e unida, isto não existiria, as guerras deixariam de existir, mas aqui estamos provavelmente a ir longe demais na análise. Vivemos numa sociedade que valoriza o sucesso, a riqueza, a glória e a aparência. É melhor estar em tal sociedade: alto, bonito, inteligente, culto e rico do que baixo, feio, pobre e estúpido, isso é óbvio, mas ao mesmo tempo é necessário evitar que a “cabeça incha” e se tome pelo primeiro da classe. Riqueza e imensa fortuna não justificam o “racismo social”, ou seja, considerarem-se uns aos outros como inferiores ou superiores na escala social. Esta pode ser uma visão idealista, mas há uma razão profunda para tal. Porque, na realidade, os destinos são decididos antecipadamente antes do indivíduo nascer, e por isso a escolha do nascimento num país, numa classe social e num determinado tipo de família (intelectual de referência ou não, cultural ou não), é determinada antecipadamente em função dos méritos e deméritos de cada pessoa. Pois, de facto, não se pode realmente compreender a existência humana sem se passar por todos estes aspectos. Não se pode compreender a vida de uma pessoa pobre sem se tornar pobre, não se pode compreender a vida de uma pessoa rica sem se tornar rico. Do mesmo modo, não se pode compreender a vida de um homem sem se tornar um homem, e não se pode realmente compreender a vida de uma mulher sem se tornar uma mulher. Deve-se ser e tornar-se a experiência a ser vivida. Esta é a Lei humana! Mas, ao mesmo tempo, não devemos afundar-nos no fatalismo ou desprezar os outros. Vemos miséria e sofrimento humano todos os dias, por vezes perto de casa: é um homem, uma mulher ou uma família que está sem abrigo há meses ou anos. O desespero e a decadência humana não são motivo de riso, e eu sofro por eles o tempo todo quando vejo este tipo de situação.

    Por vezes, ou muitas vezes, não prestamos atenção ao sofrimento dos outros, talvez por modéstia e também para não sermos afectados pelo desespero. Recentemente, ao andar na cidade, vi uma mulher sentada no chão a mendigar e a apanhar moedas que tinham caído no chão. Havia também uma jovem, bonita e bem vestida, mas uma vez levantada para caminhar, tinha um coxear por uma deficiência ,era grave e incapacitante. Tive realmente pena dela. Ela deve ter sofrido muito com a sua deficiência. Mas o pior de tudo é que podemos imaginar que a vida desta rapariga está arruinada, de acordo com as normas padrão da nossa sociedade, podemos imaginar a sua solidão e que ela poderá nunca mais tarde ser amada por um homem, ou mesmo ter um namorado. A sua vida está arruinada, arruinada, e nenhuma quantidade de riqueza, nenhuma quantidade de dinheiro, irá compensar isso. Pensei para comigo, se ao menos tivesse um dom de cura, poderia ter sido capaz de fazer algo por ela… Mas aqui não sou Cristo! Não posso fazer nada, só posso simpatizar. Pode ver a banalidade da crueldade da existência humana, simplesmente andando pela cidade, perto da sua casa.

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