Como o filho de Biden está envolvido no financiamento de programas biológicos na Ucrânia

(Artigo in Resistir, 03/04/2022)

A operação militar russa na Ucrânia permitiu desmantelar cinco laboratórios biológicos que participavam em projectos encomendados directamente pelo Pentágono e cujos objectivos no território ucraniano estavam “longe de serem científicos”, informou o Ministério da Defesa da Rússia

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E para os que acham que não há laboratórios nenhuns ver as declarações da subsecretária de Estado dos EUA, Vitoria Nuland, que admitiu a sua existência perante o Congresso dos Estados Unidos. Ver mais informação aqui.


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O Refém — o oráculo de Delfos — e o velório da UE

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 02/03/2022)

Vê lá se ficas os quatro anos, Ok? E diz o Costa: – Claro que fico.

A figura do refém faz parte da história de Portugal. O mais conhecido será o infante santo, D. Fernando, que ficou preso em Fez, como penhor da entrega de Ceuta aos mouros, após o desastre de Tanger.

Em 2022, o Presidente da República recupera essa figura, agora a do refém do povo, com o primeiro-ministro. Devemos levar Marcelo Rebelo de Sousa a sério.

Uma das curiosidades do nosso presente político é a figura do atual Presidente da República. Eu tenho por Marcelo Rebelo de Sousa a mesma admiração, afeto e até simpatia que dedico aos grandes músicos de Jazz. Eles simplesmente tocam, não interessa a pauta da música, nem as regras da composição. O importante é o swing, a improvisação, os ritmos não lineares. Em Marcelo Rebelo de Sousa nada é linear. E o improviso, como no Jazz, é uma técnica muito bem ensaiada e pensada.

No caso da imposição a António Costa que fique refém por quatro anos e seis meses em São Bento a Marcelo Rebelo de Sousa não interessa nada a Constituição, que o governo dependa da Assembleia. Ele está a ver mais além. Não há resgate, não há Ceuta, isto é, não há Europa que lhe valha. Dali não sai. Mas, ao contrário do que alguns analistas mais apressados afirmam, não se trata de vingança de Marcelo, nem maquiavelismo. A imposição é por boas razões. A sério.

Marcelo Rebelo de Sousa improvisa e encanta, mesmo que tenha de torcer o trompete da lógica. E, não sendo eu músico, acredito não ser fácil tocar com um instrumento com as escalas todas trocadas. Mas ele é um artista!

A questão é de música, da que nos dão. Isto é de lógica. De percebermos o que estão os verdadeiros poderes a maquinar para aumentar os seus lucros. Marcelo Rebelo de Sousa conhece-os, conhece a falta de caráter dos poderosos do mundo, mas não os pode denunciar, nem as suas estratégias de aranhas.

À primeira vista, a sentença de manter António Costa amarrado ao pelourinho de São Bento, levar-nos-ia a concluir que Marcelo Rebelo de Sousa seria tão ingénuo que considerava que Portugal se governa a partir de São Bento! Que Portugal tem moeda própria, que tem uma política económica autónoma, que decide taxas de juro, que o Banco de Portugal não é uma dependência do BCE, que Portugal pode decidir comprar petróleo à Rússia, ou à Venezuela, que pode pescar o que quiser nas suas águas territoriais, decidir intervir na TAP sem autorização de Bruxelas, que os tribunais portugueses podem desrespeitar os tribunais europeus!

Enfim, pelo que se pode concluir da imposição de Marcelo Rebelo de Sousa, este estaria a afirmar aos portugueses que a União Europeia afinal não é aquilo que todos julgávamos ser, que os Tratados de Roma, de Lisboa, de Nice, de Amesterdão, o de Maastrich, o Tratado da União Europeia são letra morta e não afirmam que a legislação da União se sobrepõe à legislação nacional, que a Comissão Europeia se sobrepõe aos conselhos de ministros locais. Pela imposição de Marcelo Rebelo de Sousa a António Costa de se manter por cá, pode chegar-se à surpreendente conclusão que Marcelo Rebelo de Sousa, sempre adiantado, já considera, em Abril de 2022, a União Europeia um «já foi», um has been, isto após a submissão e rendição completa aos Estados Unidos na decisiva questão da Ucrânia!

A tomada de António Costa como refém de Marcelo Rebelo de Sousa (ele disse que era refém do povo, mas Marcelo é o povo!) revela que o presidente da República Portuguesa já deu uma antecipada extrema-unção à União Europeia (ele é um católico praticante) e, entrando a União Europeia num período de moribundeza mais ou menos longo, mas fatal, é, de facto, conveniente que um político experiente e consistente como António Costa se mantenha em Portugal, porque a nação será o nosso último refúgio e Marcelo quer resistir aqui com alguém de confiança ao lado.

Enfim, devemos ver Marcelo Rebelo de Sousa mais como um presciente oráculo de Delfos em Belém, do que como um maquinador de factos políticos. E levá-lo a sério. A sério.

Marcelo Rebelo de Sousa já estará a planear a ida ao velório da União Europeia e não quer lá encontrar António Costa como mestre-de-cerimónias dos cangalheiros. É isso.

Não vai ser com os 2% do orçamento determinados pelos Estados Unidos para compras em material militar que nos vamos safar nem na Europa, nem cá. Sendo assim, o melhor é declarar Portugal um offshore e apresentar António Costa como refém dos depósitos. Se forem oligarcas, tanto melhor. Marcello Rebelo de Sousa, de quem se conhece o gosto pelos banhos de mar, será o nosso nadador-salvador.


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O jornal Público e o “humanismo de geometria variável”

(Alfredo Barroso, in Facebook, 31/03/2022)

Desgraçadamente, o jornal Público tornou-se um jornal ‘iliberal’ e adoptou o ‘humanismo de geometria variável’… – lamenta Alfredo Barroso, escandalizado com os insultos cobardes em editoriais do director e em artigos de colaboradores(as) sem o mínimo sentido da dignidade e sem inteligência.


Para o director e a maioria dos jornalistas e colaboradores do jornal ‘iliberal’ em que, desgraçadamente, se tornou o ‘Público’, pouco lhes importará que haja milhares de neonazis no Exército ucraniano (por exemplo, o famoso “batalhão Azov”) que já cometeram autênticas chacinas no Donbass, onde o número de mortos se eleva a cerca de 15 mil desde 2014 – chacinas essas que se intensificaram, sobre as populações russófanas daquela região, durante os primeiros meses deste desgraçado ano de 2022.

Pouco importa, também, que o ex-comediante Volodymyr Zelenski, actual presidente da Ucrânia, que a propaganda já transformou em herói, seja um político corrupto sustentado pelo mais rico e poderoso oligarca ucraniano, Igor Kolomoysky, ‘padrinho’ político e financiador do presidente, e com fortíssimos interesses económicos na região do Donbass. Aliás, Conforme está registado nos “Pandora Papers” e já foi relatado pelo ‘The Guardian’, em 3 de outubro de 2021, Volodymyr Zelensky detém acções em três empresas ‘offshore’; tem ligações com vários oligarcas ucrânianos que lhe proporcionam financiamentos bilionários mas ilegais; e está directamente envolvido na atribuição ilegal de armas e de dinheiro a grupos de neonazis que actuam, nomeadamente, na região do Donbass.

É lamentável que o ‘Público’ também tenha adoptado o “humanismo de geometria variável” como critério de avaliação dos “crimes de guerra”, conforme eles sejam cometidos pelas NT (Nossas Tropas) – sempre ‘justificáveis’, inclusive com mentiras, como a das ADM (Armas de Destruição em Massa) inexistentes, no caso da criminosa invasão do Iraque – ou ‘injustificáveis’, se forem cometidos pelo IN (Inimigo), seja ele uma ‘democratura’ ou uma autocracia (orientais), um regime comunista ou uma monarquia czarista (orientais). Acresce que, para esta ‘seita’ sinistra que faz opinião nos jornais e na TQT (a Televisão Que Temos), há gente de primeira, segunda e terceira classes. E até há gente que nem sequer é gente, como os “untermenschen”, o termo alemão da ideologia nazi que significa “infra-humano” ou gente de “povos inferiores” – judeus, ciganos, polacos, sérvios, bielorrussos e russos, a que hoje poderemos acrescentar os iraquianos, líbios e sírios, como também já o foram os vietnamitas e ainda são os mexicanos, os cubanos e, de um modo geral, todos os outros povos (“inferiores”) da América Latina.

Em suma: a favor de quem manda – e hoje quem manda ainda são os Estados Unidos da América (EUA) e o seu actual presidente, o “great old dummy Joseph Biden” – toda a ‘propaganda’ pouco séria e rasca nunca é demais contra os “untermenschen”, neste caso russos – como já foram, aliás, os iraquianos para o jornal ‘Público’ então dirigido pelo sinistro José Manuel Fernandes, um adepto fanático da invasão, em 2003, nomeadamente contra as “torneiras de ouro das casas de banho de Saddam Hussein” (lembram-se? não, não é para rir, é para chorar perante tanto fanatismo).

Mas, ainda mais do que o fanatismo de José Manuel Fernandes – que o actual director do ‘Público’, Manuel Carvalho, também pratica – há ainda a estupidez deslumbrante, a desonestidade intelectual e política aterradora, a intolerância desmedida de uma ‘gaja’ (das manhãs de 2ª feira na SIC) que se intitula economista (mas que nunca escreve sobre Economia) e que escrevinhou um texto tão repugnante e rasca – que eu nunca imaginei que pudesse vir a ser publicado no outrora liberal ‘Público’! Uma ‘gaja’ que, em matéria de ‘reaccionarismo’, bate por KO o João Miguel ‘última página’ Tavares. A ‘gaja’ chama-se Maria João Marques, é obviamente de extrema-direita e oriunda do jornal digital ‘Observador’, ou seja, é discípula do José Manuel Fernandes, e o seu texto repugnante tem por título, absolutamente ridículo, «II Guerra Mundial para relativistas da invasão da Ucrânia»… E a ‘porcina’ que o debitou deve achar que esta sua prosa tão miserável como insultuosa “é uma gracinha”…

Campo d’Ourique, 31 de Março de 2022


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