O National Gallery, de Londres, pratica terrorismo cultural

(Alfredo Barroso, in Facebook, 04/04/2022)

National Gallery, de Londres, pratica ‘terrorismo cultural’ alterando o título de um quadro de Degas, de “bailarinas russas” para “bailarinas ucranianas”… – regista Alfredo Barroso, estupefacto e perplexo com tal delírio.


Será que a ‘russofobia’ de fanáticos adeptos da NATO não tem limites, nem sequer os do ridículo absoluto? Não, está visto que não tem! E já chegou ao célebre museu inglês ‘National Gallery’, que decidiu mudar o título dum célebre quadro que o grande pintor francês Edgar Degas (1834-1917) pintou há 150 anos e chamou «Bailarinas Russas», e que passou a chamar-se «Bailarinas Ucrânianas».

A decisão da National Gallery aconteceu depois de ter sido criado um movimento anti-russo nas redes sociais a reclamar ao museu inglês a alteração do nome do quadro, alegando que as fitas amarelas e azuis das bailarinas justificam a mudança.

O famoso pintor impressionista francês Edgar Degas retratou, em tons de pastel, bailarinas russas que o fascinaram durante um espectáculo em Paris. Nesta obra destacam-se as cores amarela e azul das fitas no cabelo das dançarinas e das guirlandas que elas trazem, e que, hoje, são as cores da bandeira nacional da Ucrânia. Logo: que se lixe Edgar Degas! A “malta” pró-NATO – que constitui a “nata” da estupidez que invadiu a União Europeia fazendo justiça à estupidez do ‘cowboy’ Joe Biden, actual presidente dos EUA – exigiu imediatamente a mudança do título do quadro.

O porta-voz da National Gallery, que não primou pela dignidade nem pela inteligência, declarou ao jornal ‘The Guardian’:

– «O título desta pintura tem sido alvo de discussão e abordagem na literatura académica há muitos anos. E, entretanto, houve um aumento da focagem nesse alvo durante o mês passado, devido à guerra actual na Ucrânia. Portanto, sentimos que este era um momento apropriado para actualizarmos o título do quadro de Degas para reflectir melhor o tema pintura»…

Vejam só a que ponto chegou o “debate académico”, caramba! E que grande idiota me saiu este porta-voz!

Esta mudança de nome já levou outras instituições culturais a repensar interpretações ditas “preguiçosas” – o Edgar Degas seria preguiçoso? – ou “rótulos incorrectos” da arte e do património ucranianos – como já acrescentam comentadores foleiros e burgessos, que comparam Putin a Hitler, mas que não percebem que, ao condenarem, por exemplo, a leitura das obras dum escritor genial como Fyodor Dostoievski, a arte dum extraordinário maestro como Valery Gergiev, ou o talento duma admirável cantora lírica como Anna Netrebko, estão a fazer o mesmo, exactamente o mesmo!, que faziam os nazis à arte e à cultura alemãs, que consideravam «degeneradas»…

Entretanto, a National Gallery – já tão enlouquecida como o primeiro-ministro inglês, Boris Johnson – garante que a pesquisa sobre pinturas da sua coleção de obras de arte continua, estando jjá a ser recolhidas informações sobre outras pinturas que serão igualmente atualizadas conforme for e quando for apropriado…

Em suma: a estupidez com palas nos olhos é delirante! E eu só poderei acrescentar, citando o que escreveu o Nuno Bragança a abrir o conto «O Imitador», que «o riso alarve é imediatamente muito forte por ser colectivo e militante»!

Campo d’Ourique, 4 de Abril de 2022


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Londres recusou reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Bucha Ucrânia

(Artigo in SouthFront, 04/04/2022)

(É estranho que Londres se tenha recusado a debater o assunto no Conselho de Segurança da ONU. Havendo tanta certeza sobre a culpabilidade do exército russo no que ao massacre de Bucha diz respeito, porque não colocar essas culpas a claro perante o mundo? Porque não uma investigação independente que os russos pedem? Parece que, neste caso, quem supostamente “deve” não teme e quem é dito que “não deve” é quem mais tem a temer.

Estátua de Sal, 04/04/2022)


Em 4 de abril, Londres recusou-se a realizar uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre os atuais eventos em Bucha (LINK, LINK ) na região de Kiev, na Ucrânia, segundo a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. Moscovo exigirá mais uma vez a convocação do Conselho de Segurança da ONU sobre esse assunto (1).

Em 3 de abril, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu uma investigação independente sobre o que aconteceu em Bucha para levar os responsáveis ​​à justiça e acrescentou que estava “profundamente chocado” com as imagens da cidade.

“Ontem, nas piores tradições inglesas, a presidência britânica do Conselho de Segurança da ONU não concordou em realizar uma reunião do Conselho de Segurança sobre a situação em Bucha”, escreveu ela no Telegram.

O primeiro vice representante permanente da Rússia na ONU, Dmitry Polyansky, disse que “à luz da flagrante provocação dos radicais ucranianos em Bucha”, Moscovo exigiu a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em 4 de abril.

A razão pela qual Londres se recusou a realizar uma reunião do Conselho de Segurança da ONU não é clara. Provavelmente, tem medo da verdade. Se as falsificações forem reveladas oficialmente, Londres não poderá impor mais sanções contra a Rússia que já foram proclamadas.

Mais cedo, o chefe do Centro de Controle da Defesa Nacional da Rússia, Mikhail Mezentsev, disse que as autoridades ucranianas estavam ordenando que os batalhões nacionalistas gravassem vídeos encenados sobre os assassinatos de civis pelas Forças Armadas russas.

Segundo ele, os batalhões estão gravando vídeos sobre “ultrajes e assassinatos em massa de civis, saques e destruição de infraestrutura social”, que são supostamente cometidos pelos militares russos. Isso deve criar um histórico de informações negativas em torno da operação militar da Rússia na Ucrânia, explicou Mizintsev.

(1) Esta insistência da Rússia parece que resultou, pois, em notícia posterior e de última hora, o Conselho de Segurança reunirá amanhã, dia 5 de Abril de 2022.


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Desinformação e perfídia, é o que temos na comunicação social

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 03/04/2022)

Esta manhã, um amigo publicou um vídeo de Bucha, uma cidade perto de Kiev, com a seguinte mensagem “assassinatos em massa de civis por russos”. (Ver aqui).

Não lhe perguntei como é que, nesse vídeo, todos os corpos estavam deitados na estrada e à beira da estrada, e não em casas ou sob os seus escombros. Bastaria essa simples pergunta para desmascarar aquela grotesca encenação.

Mas também se pode interrogar mais. Como aconteceu que todos os corpos jaziam na mesma rua e só numa área de algumas centenas de metros?

Foi algum tipo de coluna civil que a artilharia atingiu? Mas, no entanto, no vídeo, a maioria das casas está intacta. E os corpos estão muito dispersos, como foram atingidos em simultâneo?

Uma coluna de civis foi baleada? Mas as casas não têm nenhumas marcas de tiros. Além disso, alguns cadáveres têm as mãos amarradas nas costas. E qual foi o motivo? Porque os russos são maus e só sabem é matar? E os vestígios de sangue nas roupas e à volta dos corpos, porque não se vêem?

Se repararmos, no vídeo, as viaturas só se desviam dos corpos e os militares ucranianos não mostram qualquer emoção, nem sequer se apressam a verificar se há alguém ainda vivo, o que indicia que sabem da farsa.

Vamos ser sérios e ter objectividade. No caso de ser um vídeo original, NÃO haveria um momento em que um dos cadáveres move a mão, ouve-se o militar ucraniano a comentar esse facto e ninguém lhe dá importância.

Mais ainda, a verdade é que as tropas russas deixaram Bucha como parte de uma manobra de reagrupamento, alguns dias antes de serem descobertas as “vítimas da ocupação”. As Forças Armadas da Ucrânia não se deram conta disso imediatamente e durante quase três dias bombardearam intensamente aquela pequena cidade com artilharia, sob a qual esses civis poderiam ter sido abatidos, mas nunca naqueles locais e naquele formato.

Quando as forças ucranianas finalmente perceberam que os russos já lá não estavam, como sempre, iniciaram uma “caça às bruxas” em busca daqueles que, na sua opinião, tinham colaborado com as “forças de ocupação”. Na febre da guerra, os extremistas não se preocupam em provar o colaboracionismo de outrem e aparecem então corpos atirados aos poços com as mãos amarradas.

Só que, (e este pormenor é que evidencia a total falsidade e a perfídia das alegações de ter havido um massacre) o estado desses corpos sugere que eles foram mortos muito recentemente (menos de 24 horas), ou seja, ontem, o mais tardar. Ora, os cadáveres depois de vários dias deitados na rua ficam com um aspecto muito diferente da imagem que é apresentada, (e eu sei porque infelizmente já tive de observar outras situações idênticas) e os russos há mais de três dias que deixaram aquele local. A central de desinformação (provavelmente a mesma britânica que “fabricava” para os capacetes brancos) não teve em conta esse pormenor, ou então e como é normal, contou com a ingenuidade e estupidez daqueles que acreditam em tudo o que os media ocidentais vendem.

Estas alegações, através de um vídeo e fotos muito publicitadas nas redes sociais, são mais uma produção vil, pensada para agitar as emoções de pessoas que nunca viram guerra ou cadáveres e, sobretudo, para retirar da atenção do público os mais que evidentes crimes dos extremistas ucranianos que começavam a ser impossíveis de esconder.

Obviamente, os corpos foram levados e dispostos, mas os produtores do “cenário” tiveram preguiça de os colocar em lugares diferentes ou dentro de pátios e assim poderão ser facilmente desmascarados, desde que haja a determinação de fazer os necessários exames com imparcialidade e seriedade.

Estou quase certo que uma posterior análise ainda vai acabar por revelar que são civis russos acusados de colaboracionismo ou PGs russos vestidos à civil, trazidos das prisões dos extremistas ucranianos, pois alguns ainda têm a braçadeira branca indicadora de serem pró-russos.

É claro que estes argumentos dificilmente serão considerados por gente miserável como o presidente da União Europeia, Charles Michel, que logo lançou um hashtag “massacre de Bucha” e anunciou novas sanções contra a Rússia.

Porém, não será difícil verificar o que acima está escrito. Bastará providenciar de imediato para que sejam feitos exames para determinar a hora da morte daqueles desgraçados. E depois correlacionar esses dados com os do controlo objectivo e real da OTAN por meio de imagens de satélite, os quais indicarão com precisão a data da saída das tropas russas.

Mas isso só será feito se a Ucrânia e os países ocidentais que a apoiam, procurarem a verdade. E, infelizmente, sabemos bem que, nesta altura, desejam tudo menos isso.


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