(Scott Ritter, in Resistir, 06/04/2022)

“Na guerra, a verdade é a primeira baixa”. Esta citação foi atribuída a Ésquilo, um grego da século VI a.C., conhecido pelo seu “uso copioso de imagens, alusão mítica, linguagem grandiosa, jogo de palavras e enigmas”. Portanto, é adequado que o homem que primeiro expressou o conceito de propaganda dos tempos de guerra modernos veja a sua citação ganhar vida na Ucrânia do presente.
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A verdade sobre Bucha está lá fora, mas talvez demasiado inconveniente para ser descoberta
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Naftalina ideológica o que o ES publica por aqui.
“Porquê esta pulsão pela guerra? Qual é o racional?”
Duas boas perguntas, a fazer à pessoa certa: vladimir putin. Como é óbvio, para quem não quer ser hipócrita.
Esta guerra não é nossa! Se não percebe isso há aqui artigos na Estátua que explicam:
https://estatuadesal.com/2022/03/29/esta-guerra-nao-e-a-nossa-guerra/
https://estatuadesal.com/2022/02/12/esta-guerra-que-nos-querem-vender/
E se vier a ser nossa, que os primeiros a sofrer com ela sejam os que a desejam.
Em suma, é o único blogue onde posso recuperar um pouco da sanidade mental de que tanto necessito. Não estou, no entanto, otimista. A pulsão da guerra e para a guerra está a ficar descontrolada. Hoje, Portugal expulsou diplomatas, por toda a Europa ocidental sucedeu a mesma coisa. Fala-se em sanções a dobrar ou a triplicar. Expulsar diplomatas de um país com o qual não estamos em guerra não é bom, é péssimo e se esta lógica continuar daqui a um mês ou menos podemos estar de regresso ao verão louco de 1914, numa era em que a capacidade de destruição é radicalmente mais perigosa. Porquê esta pulsão pela guerra? Qual é o racional? Nenhum, só vejo arrogância, propaganda, incitamento ao ódio, diabolização do russo, beatificação do ucraniano. Onde julgarão as pessoas que isto irá acabar? Queremos mesmo ir para a guerra, vamos permitir que decidam por nós?
Caro Armando Costa, é bom poder ter acesso a diferentes versões dos mesmos factos. A conclusão fica ao critério de cada um. O problema seria se só tivéssemos acesso a uma só narrativa. Viva a liberdade de publicar e de pensar.
Com muita pena desisto de continuar a ler os artigos publicados na estatuadesal e tenho lido todos sobre a guerra na Ucrânia, ou devo também dizer “operação militar especial”? Sempre procurei informação independente e de fontes diversas sobre qualquer tema mas aqui não encontro diversidade e independência, só opiniões favoráveis à posição russa e notícias com origem em sites russos, comunicação social russa, comunicados oficiais russos.
É possível combater alguma desinformação ocidental, nem tudo tem de ser mentira, criticar as acções passadas da NATO e não ter de defender ou justificar a invasão da Ucrânia. O argumento é que a Ucrânia provocou a Rússia, parece o argumento de quem viola uma jovem menina por esta usar mini saia e decote cavado, dissendo que se pôs a jeito, que estava a pedi-las. O Lavrov não precisa de advogados portugueses para as suas aleivosias, a Rússia não é a URSS, ainda assim nunca a esquerda portuguesa, a que também pertenço se retratou infelizmente das invasões da Checoslováquia, Hungria ou Polónia, seriam para desnasificar esses paizes? Parece que a NATO é a culpada de todos os males do mundo, junto com ad democracias ocidentais. Estou farto.
Quanto a mim, chega de “Estátua se Sal”
Não gosto de ‘jornalistas’ e, para defesa da minha saúde mental, há muito tempo que não compro jornais/revistas/whatever e agora, com a situação da guerra na Ucrânia a manipulação global a que se assiste atingiu um nível insuportável – tão insuportável que dá vontade de pedir ‘censura prévia’ outra vez! – que o nosso País está a ser completamente dominado pela síndrome da Ucrânia. Um Amigo enviou-me ‘coisas’ da Estátua de Sal, que alívio, já pensava que dava em doido com este ‘unanimismo informativo’… que já quase nem há notícias sobre o que se passa em Portugal! Vou fazer um pequeno donativo. Obrigado pelo vosso trabalho.
Obrigado, amigo.