A democracia há de morrer sem um tiro, pelo voto livre do povo e o silêncio cúmplice dos democratas

(Daniel Oliveira, in TSF, 01/01/2019)

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Daniel Oliveira considera que a presença dos chefes de Estado de democracias na cerimónia de possa de Bolsonaro é uma validação do fascismo.


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9 pensamentos sobre “A democracia há de morrer sem um tiro, pelo voto livre do povo e o silêncio cúmplice dos democratas

  1. “A democracia há de morrer sem um tiro, pelo voto livre do povo e o silêncio cúmplice dos democratas”

    Não, não DO ignorante ou que se faz para atirar para cima do povo a cumplicidade da morte da Democracia às mãos dos oportunistas escumalhas.
    O voto livre do povo quando este chega a tal ponto desse engano de votar contra si próprio já foi preparado, educado e condicionado pela vossa (dos DOs das TVs) opinião debitada consecutivamente sobre a cabeça ingénua, vazia e desprevenida para ser cheia pelo vosso palavreado irrealista de que tudo está sempre mal porque tudo nunca atinge a perfeição absoluta que vive em vossas concepções abstractas.
    Vem um DO e clama grosso: o Costa é um arrogante; outro diz que o Costa é um soberbo; outro que é um cheio de si; outro que é um insolente; outro que é uma jactância. E até apareceu um que, ele sim ultra-jactante, arrumou o Centeno como o REI DOS SONSOS.
    E tudo porque em qualquer miudeza de governação o Costa ou o Centeno não actuaram como estes cromos tipo DO achavam que deviam ter actuado.
    É desta forma subtil que vão formando na cabeça do povo que ninguém escapa como governante capaz e que todos, de um modo ou de outro, são corruptos.
    Então quando o “caldo” está em ebulição e prestes a ficar entornado vêm os DOs, causadores agora acusadores com o rabo de fora, indignados dizer ao povo que são eles por si próprios que vão entregar a Democracia numa bandeja aos bandidos.
    É lindo e nem os bandidos fariam melhor.

  2. Respeitar sempre a demogracia mesmo que não gostemos dos personagens eleitos ; o povo brasileiro votou em massa no seu presidente, no mínimo, devemos dar o benefício da dúvida ao presidente eleito.

    • Também se pode dizer o contrário, que o povo brsileiro não votou em massa neste presidente. Consta, foi o que me lembro de ter lido na impresensa, que houve mais de 40.000.000 de votos nulos e abstenções… A somar aos 47.000.000 milhões de votos de Haddad, dá quase 87.000.000 (contra os 58.000.000 de Bolsonaro).

  3. Dar, durante o tempo que isso for possível isto é (mesmo que não seja mais que 24h) o benefício da dúvida, sim, no entanto, após o precedente de não haver sequer qualquer elemento de nosso estado no funeral do nosso prémio nobel da literatura (independentemente de quem nos representasse, dele gostar ou não) é um exemplo que me faz acreditar haver bastante flexibilidade em não comparecer, ou – no caso de querer estar presente ou achar que tem de estar – enviar um representante em seu lugar como fez para o enterro do Bush Sr.

  4. Isto para dizer que, pela parte que me toca, como cidadã, não sei se é ”obrigatório” um chefe de estado ”nosso” ter de estar presente ele próprio, ou, as eventuais consequências em não comparecer. Também não sei se é a única forma do nosso estado ”reconhecer”, de forma oficial (e/ou aceitar), quem está a tomar posse dos cargos a que são eleitos, quem seja. Mas mesmo que tenha de comparecer, como cidadã , não gosto que quem me representa tenha de validar ”aquilo”.

  5. Os democratas de paleio roto morrem pela boca quando dão provas de não aceitar a vontade do Povo. Imaginam-se acima dele e não suportam serem desmascarados à vista de toda a gente. Será preciso ser assim prepotente para ser de esquerda?

  6. Não sei a quem se refere ou se dirige a pessoa do comentário anterior a este que escrevo. Mas está a falar de quê, e ou de quem? Queira ser mais específico, senão não é fácil discernir o que pretende dizer, sobretudo em referência a quem seja. Se sobre e/ou alguns, ou quaisquer dos interlocutores que aqui tenham escrito, se o autor do artigo, se o dono deste ««espaço»» onde se escreve, que é nosso anfitrião aqui.
    Mas, caríssimo Sr, para se falar da forma de estar ”democrática” (e independentemente do conceito de democracia que o Sr tiver, enfim..adiante) está a falar de quem e / ou de que local? A criatura foi eleita por quem?
    Além disso, e independentemente de seja quem for que se pressupõe se ser de direita ou de esquerda-
    (seja lá o que isso for na mente de quem escreve ou supõe com isso eventualmente insultar, ou até mesmo na realidade ser – conforme o país – nos dias de hoje e que haja na mente de muitos em diversos locais em termos de ”definição” de conceitos eventuais de esquerda(s) e de direita(s) ou do que seja, incluindo o de ”democracia” quando se empregam tais termos para fazer valer alguma eventual ideia que se queira debater, ou combater, ou validar)
    -como define democracia, já agora?
    Espero que não me vá dizer que é apenas pelo acto de plebiscito? É que se o for, é um triste sintoma que mostra a razão da deterioração da dita ”democracia” da era moderna (infelizmente). Com que então é apenas verificável e existente, pelo acto de plebiscito. (?). Interessante tal coisa se achar, caso assim se achar. (e bastante triste).
    Pobres as democracias, por vezes nenhuma até verificável como existente, quando apenas assim se define a mesma, para mais de forma tão medonhamente limitada com algo – e das poucas coisas – que tem em comum com quaisquer ditaduras – sejam essas de esquerda ou de direita, e que, como se sabe e sabe muito bem, nessas tais o dito voto (no caso dos regimes dictatoriais, portanto), é o único caso onde por exemplo tal coisa é obrigatório (e diga-se de passagem), e mesmo (ou apesar de) que o mesmo na realidade seja praticado (ou não) sem livre arbítrio ou de forma não verificada por entidades competentes para tal – pelo menos em termos de outros países (democráticos ou não) para que olhem tal acto como uma vontade soberana de um povo (seja qual povo se tratar, qual país) para que no que respeita a tal acto o mesmo seja tido em conta.
    Mas enfim, deve a pessoa saber eventualmente melhor que eu, de quem fala, por isso deixo em aberto a pergunta, na verdade, em aberto.

    – NO caso que me toca, eventualmente isto é, ele foi eleito mas não por plebiscito de um país do qual eu seja cidadã. Não posso evidentemente falar pelos outros, mas não é uma cidadania minha, por isso a minha responsabilidade no que respeita a o eleger é = 0.
    Como qualquer pessoa e qualquer um de nós sabemos, o conceito de ”democracia”, mesmo uma das do tipo da era dita ”moderna” do mundo, nunca é, muito menos o é, apenas através disso.
    Ele foi democraticamente eleito por quem? Está a criticar quem, através do que supõe ser eventualmente insultuoso (se ser de esquerda ou de direita)?
    Eleito pelo dito povo que teve o seu presidente – o MRS a ir assistir a sua tomada de posse de cargos eleitos doutro país? Ele o foi eleito mas não por plebiscito de um país do qual eu seja cidadã. Mas no meu caso, o nome pode enganar, mas não sou cidadã do Brasil. Não posso falar pelos outros mas eu não sou, por isso escrevi e escrevo o que vê.

  7. Essa é a maior desgraças o fascismo vencer democraticamente. Os humanos estão cada vez mais ignorantes e manipulados pelos analistas da imprensa do.minada pela direita. A terceira vaga vai ter que ser escorraçada para lutar pela liberdade.

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