E a Andaluzia aqui tão perto…

(Carlos Esperança, 03/12/2018)

andaluzia

A Andaluzia, por razões idênticas ao Alentejo, em Portugal, votou sempre à esquerda. Até ontem. A população tinha memória da repressão da ditadura e da exploração dos latifundiários, e a consciência política parecia inabalável.

A usura do poder e casos de corrupção foram debilitando o PSOE, e quando se esperava que o Podemos pudesse disputar o segundo lugar nas eleições de ontem, também perdeu mandatos, remetido para 4.º lugar, com o VOX a ocupar o 5.º com 12 mandatos, quando as sondagens previam 0 a 4. Pela primeira vez, na democracia, a esquerda é minoritária.

Pablo Casado, líder nacional do PP, não considera ditadura o franquismo e reconduziu o partido ao Aznarismo e ao criador Fraga Iribarne, ministro da Propaganda de Franco. O VOX tem no PP, um dos perdedores, o aliado. Cabe agora ao Ciudadanos (CS) mostrar se enjeita formar governo com fascistas ou se é um duplo do PP.

A alternativa a um governo da Andaluzia em que o VOX – prolapso da democracia –, seja excluído é a aliança entre o PSOE e o Ciudadanos.

Marine Le Pen foi a primeira política europeia a felicitar o VOX e a afirmar que “Esta formação é capaz de fazer o que os outros não fizeram em 40 anos”, isto é, reconduzir a Espanha ao fascismo.

A internacional fascista está em marcha. A Europa está a viver de novo os anos 30 do século passado e o fascismo já não precisa de golpes militares. Vem mais lentamente, e com menos ruído.

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Um pensamento sobre “E a Andaluzia aqui tão perto…

  1. Este sr. Esperança, não se enxerga nunca. É jurássico em demasia para o fazer, convenhamos. É de um tempo que em que o vento do social fascismo, soprava de leste, devastando tudo à sua passagem mas ao sr. Esperança e a outros como ele chegou uma brisa revolucionária, enganadora e demagógica, que o povo português, não obstante os seus inúmeros defeitos, sobe recusar. Ao cristalizado articulista desta insonsa estátua, resta – lhe sómente a esperança e porque faz parte do seu nome

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