TRÊS ANOS! TRÊS ANOS DE GOVERNO DAS ESQUERDAS…

(Joaquim Vassalo Abreu, 11/11/2018)

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Há quem assemelhe estes três anos de progresso económico, de recuperação de rendimentos, de direitos, de restituição de tanta e tanta dignidade, de actualização de muitos sentimentos a realidades perdidas, a ambições empatadas e desejos estagnados que, para muitos, isto só se poderá assemelhar a um período da nossa História: o dos Descobrimentos!

Porquê? Porque foi um dos raros momentos da nossa História em que ousamos ser audazes, passe a redundância! Isto porque, estabelecendo um tipo de política social e económica contraditória com os cânones vigentes da UE, conseguiu o nosso Governo, o improvável Governo das Esquerdas (o tal que agora alguns necrófilos, verdadeiras almas penadas, se atrevem a dizer tudo terem feito para atenuar os danos da sua governação…coitados…), tal como na era dos Descobrimentos, fazer o pleno: descobrir novos caminhos, caminhos esses de impossível alcance, como se dizia antes e se dizia agora mas, tal como antes, com novos horizontes…

Antes foi a conquista das rotas da seda, da pimenta e de outras especiarias que, aos dias de hoje seriam de primeiro valor nas bolsas. Hoje é o caminho da inovação, das novas tecnologias e a realização da WEB SUMMIT em Portugal que nos últimos três anos e nos próximos dez faz de Lisboa e de Portugal a principal “Bolsa” das apostas na inovação e nas novas tecnologias no Mundo. Não foi um D. Henrique que isto promoveu, mas sim um Primeiro Ministro com visão larga e progressiva, JOSÉ SÓCRATES, que tal idealizou e colocou em prática quando nomeou MARIANO GAGO, qual D. Henrique de antes, para promover uma revolução nas nossas Universidades e nas nossas Ciências…e que este novo e progressista Governo ousou continuar e dar corpo.

Somos um País pequeno, somos é evidente mas, neste momento, talvez sejamos dos únicos que se podem gabar de ter três “Startups” que já facturam mais de mil milhões de Dólares e estão presentes nos principais centros de saber no mundo existentes…

Não é impunemente que um País que é governado sem quaisquer cabrestos, que até tem o seu Ministro das Finanças como Presidente do Eurogrupo, que cumpre leis e tratados e se gaba de ter contas em dia ter, em três simples anos, conseguido varrer da sua memória aqueles dias tenebrosos de um governo de direita, um governo de autêntica capitulação e dirigido por gente sem espinha dorsal…

Mas, e há sempre um “mas”, também este tempo é um tempo de “oportunistas”! Sim, quero mesmo frisar: de “oportunistas”! De gente, de estruturas laborais e de classe que podem ter toda a razão do mundo, e têm, mas que, fazendo nestes tempos tanto jus à sua injustiçada classe, se olvidam, como que por encantamento, do que foi o seu comportamento, detestável, inacreditável e de impossível esquecimento, durante o governo da sua e deles PAF, das trevas e da Troika!

Onde esteve o Mário Nogueira e a sua FENPROF? Onde esteve esta auto-promovida “passionária” dos Enfermeiros/as, vinda das estruturas da tal PAF, como que ressuscitados pela tal “Geringonça”? Estiveram em hibernação? Quando tanto e tanto cortaram e nada ofereceram, que lutas fizeram ou promoveram? Que greves?

Pois foi este Governo que, em apenas três anos, tudo lhes restituiu do que foram “roubados”! Nunca esperariam melhor, pois não Professores e Professoras votantes da PAF, que muitos e muitas eu bem conheço? Pois não Funcionários e Funcionárias Públicos? É verdade ou não? E querem agora, Professores, que um Governo com três anos vos devolva, de uma vez, o que outros vos “roubaram” em nove anos?

Este, o meu Governo, devolve-vos três e é justo!

Mas quando eu digo “meu” Governo, eu é que deveria ser contra ele. Porquê? Porque, azar o meu, em nada me beneficiou, antes pelo contrário. Durante os anos de doença da Graciete nada me deu. Fui durante dez anos um Cuidador e nunca disso fui beneficiado, antes pelo contrário. Agora já se fala em legislar pró Cuidadores. Com 63 anos de idade e mais de 43 de Segurança Social fui obrigado a ir antecipadamente para a Reforma, vi esta deduzida do factor de sustentabilidade (mais de 400 Euros) e prejudicado pela mudança de critérios em Janeiro/17 (é preciso ter mesmo azar…) em cerca de Mil Euros!

Quer dizer: Um Professor, em iguais circustâncias que as minhas, descontou durante a sua carreira contributiva metade do que eu descontei e recebe quase o dobro do que eu recebo… Mas agora, sem retroactividade, estão a pensar rectificar isto…Querem justiça? E eu?

Quer dizer: estou sempre de mal com a História, mas estou sempre de bem com a minha consciência!

E Vocês, oportunistas sem nome, “lutadores” por arrasto, profissionais do virar dos ventos, açambarcadores das facilidades, do faz de conta e das vaidades…de que lado estão?


Fonte aqui

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16 pensamentos sobre “TRÊS ANOS! TRÊS ANOS DE GOVERNO DAS ESQUERDAS…

  1. Resta saber quantas destas maravilhas que cantam (ainda mais baixinho que o perdido) sobrevivem a mais uma crise financeira com os seus 10 anos de austeridade. Que a carreira do Ronaldo valha a pena, amén.

  2. Costumo apreciar a sensatez e o espirito de solidariedade de Vassalo Abreu com muita simpatia. Não visto as suas cores mas acompanho-o col alguma solidariedade. Mas acho injusto o que diz sobre a FENPROF e o Mário Nogueira…lá que ele não é mais simpático que o Sócrates é verdade…Quanto à passionara enfermeira dos últimos meses, inteiramente de acordo.

    • Não é mais simpático que o Sócrates, nem mais sério, nem mais nada… Apenas é melhor numa coisa, no oportunismo badalhoco-fascista.
      Mas, o lerossinais podia ter dito, porque é que está inteiramente de acordo com o que é dito da passionara enfermeira não concorda com o que é dito do Mário Nogueira…
      Acha os professores mais simpáticos que os enfermeiros?

  3. «Não foi um D. Henrique que isto promoveu, mas sim um Primeiro Ministro com visão larga e progressiva, JOSÉ SÓCRATES, que tal idealizou e colocou em prática quando nomeou MARIANO GAGO, qual D. Henrique de antes, para promover uma revolução nas nossas Universidades e nas nossas Ciências…e que este novo e progressista Governo ousou continuar e dar corpo.», porra!

    Nota, versão 1. Vassalo, saberás que isto não é surpreendente para mim, mas o que escreves neste parágrafo (que mexe com o melhor dos governos do PS, apenas…) demostra que não percebes nada de nada sobre o que falas. Levanta-te do sofá, faz um bocado de exercício físico e enche os pulmões de ar fresco e, quem sabe?, talvez deixes de escrever bacoadas em que entra invariavelmente o nome do José Sócrates (entretanto, procura na Análise Social do ICS o número que inclui uma entrevista publicada postumamente sobre a vida do Mariano Gago).

    Nota, versão 2. Vassalo, deixa de fazer figuras tristes e vai vender a tralha sobre José Sócrates, que tens bastante no armazém ou na garagem, onde e quando se realize uma daquelas feiras de antiguidades onde se encontra memoabilia da URSS e matrioskas (entretanto, procura na Análise Social do ICS o número que inclui uma entrevista publicada postumamente sobre a vida do Mariano Gago).

    Nota, versão 3. Vassalo, meu caro, deverias ter vergonha por essa cegueira te permitir que abocanhes a vida exemplar do Mariano Gago, mas, deixa lá!, porque eu sei que fazes parte da falange dessa Legião Socrática de merda que, entre outros casos, demonstrou a mesma falta de pudor e de vergonha e que fez o mesmo no dia da morte do Mário Soares (entretanto, procura na Análise Social do ICS o número que inclui uma entrevista publicada postumamente sobre a vida do Mariano Gago).

    [Vai dar banho ao cão, pá!]

    • Adenda, um.

      [PDF] José Mariano Gago (Foto de João de Pina-Cabral) – Análise Social
      analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1325586077J8zDR6sq3Ep56EE1.pdf
      de J de Pina-Cabral – ‎2011

      [PDF] José Mariano Gago, estudante e dirigente associativo, por Luísa Tiago de Oliveira.
      analisesocial.ics.ul.pt/documentos/AS_215_ent.pdf
      de LT de Oliveira – 2015

      Nota. Isto é para os gajos decentes d’A Estátua de Sal, que para os outros faço já a seguir vai uma adenda outra, para se saber onde a mediocridade se cruzou com a excelência.

    • Adenda, dois.

      A 12 de Março de 2005, José Sócrates tornase primeiro-ministro e logo se percebe quem
      manda. A receita para a prosperidade é o crédito que chega à economia barato e de fácil acesso. A moda é lançar grandes obras. À frente das
      empresas mais mediáticas (EDP, PT, Ongoing,
      CGD, BES, BCP, BPN, BPP) estão gestores de
      perfil no mínimo controverso e accionistas
      endividados. Uma “tempestade perfeita” que
      potencia esquemas alternativos.

      P. (P2), 4.11.2018, pp. 4-15.

      e
      Montepio financiou em 8,5 milhões construtor que deu a Salgado 8,5 milhões
      https://www.publico.pt/2018/11/04/economia/investigacao/jose-guilherme-homem-fazia-pontes-ricardo-salgado-tomas-correia-1849595

      Em 2009, José Guilherme contraiu um crédito de 8,5 milhões no Montepio. Nesse ano deu o bónus de 8,5 milhões ao líder do BES. Investigação do PÚBLICO a uma era de irresponsabilidade na banca.

      CRISTINA FERREIRA 4 de Novembro de 2018, 7:34

      Nota, 1-de-agora. Isto é para os gajos decentes d’A Estátua de Sal, o prometido é devid[R]o. Não me parece que esteja online, mas eis onde entra o PM com visão larga e progressiva, o Infante José Sócrates do Vassalo, nestaa excelente investigação da Cristina Ferreira que veio há luz no suplemento dominical do jornal P. há dias…

      Nota, 2-de-agora. O Mariano Gago e, aparentemente, o Vassalo, no distante ano de 2005, estavam ambos vivos e, presume-se, que gozavam de boa saúde. Em 2018 sobra um, infelizmente, a Cristina Ferreira, eu e todos os outros que por aqui andam a flanar.

      [See you!]

      • Hum, «o Infante José Sócrates do Vassalo, nesta excelente investigação da Cristina Ferreira que», isto aqui está errado (deveria ler-se: veio à luz há dias)..

        Nota, suplementar. Entretanto, com dedicatória para o Vassalo e para o José Neves (o Zé d’Olhão, claro) e, ainda, ao Dieter Dellinger, que partilham o mesmo fascínio sobre a tal visão larga e progressiva do Infante e, ainda mais, sobre os respectivos acessórios que, hoje por hoje, se encontram democratizadamente à venda nas lojas MiltiOpticas, fique-se com esta performance artística de… Herman Branco.

        É de 1978, num país distante que já não existe (todos nos lembramos bem dessa época, no entanto, chamada de normalização democrática, nomeadamente do importantissimo discurso feito por José Sócrates na Alameda D. Afonso Henriques…).

        Olho Vivo e Zé D’Olhão – 1978 – YouTube

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