Um Mundo Rico cheio de Pobres

(Dieter Dellinger, 08/09/2018)

POB_RICOS

Não se pode dizer que os 7,6 milhares de milhões (biliões) de habitantes do nosso Planeta tenham de ser obrigatoriamente pobres.

Considerando que o PIB mundial em PPC é de 134.981 milhares de milhões de dólares, temos um PIB per capita mundial de 17.760,65 dólares anuais que dá 1.480 dólares mensais ou Euros 1.272,48 ao câmbio de hoje por cada habitante do planeta. O cálculo é feito por 12 meses do ano, já que na maior parte dos países só são pagos 12 ordenados por ano.

Então porque razão há tantos pobres no Mundo, tanto maioritariamente nos países muito pobres como em percentagem significativa nos países ditos ricos?

Sucede que mais de 80% da riqueza criada no mundo em 2017 foi parar às mãos dos 67 milhões de habitantes mais ricos que representam 1% da população mundial, como informa a organização não-governamental Oxfam. ou Comissão de Combate à Fome com sede em Oxford.

O PIB desse 1% da população (67 milhões de homo sapiens) é da ordem dos 161.170,14 dólares por pessoa e, mesmo assim, está mal distribuído por haver quem tenha muito mais e menos, sendo ainda rico. O verdadeiro número dos super multimilionários ou oligarcas ronda os 2.043 no Mundo e a sua riqueza aumenta em média 13% ao ano, ou seja, 762 mil milhões de dólares, verba que daria para acabar com a pobreza extrema no mundo e cerca de seis vezes o aumento global dos salários dos trabalhadores no Planeta que terá sido da ordem dos 2% ou menos.

O aumento indecoroso da riqueza multimilionária não é um sinal de prosperidade no Mundo, mas pelo contrário, corresponde ao aumenta da pobreza geral.

Efetivamente, metade da população mundial, cerca de 3,8 mil milhões de habitantes auferem rendimentos diários entre os 2 e os 10 dólares que podem dar 630 a 3150 dólares anuais.

Enquanto o 1% mais rico ficou com 27% do crescimento do rendimento global entre 1980 e 2016, a metade mais pobre do mundo ficou com 13%, refere o relatório.

Só o dinheiro dos multimilionários (762 biliões) dariam 200 dólares a cada um dos 3,8 biliões de pessoas de metade dos habitantes do Planeta e há ainda o dinheiro dos 65 milhões de ricos que distribuído pela metade resolveria os problemas da pobreza.

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3 pensamentos sobre “Um Mundo Rico cheio de Pobres

  1. O quê? Um texto do Dieter Dellinger só com referências a factos, com uma argumentação intelectualmente honesta, sem crime de difamação, sem atacar a Esquerda, e sem graxa ao PS? Bom, tenho de dar o braço a torcer e dar os parabéns quando são merecidos. Só espero que se torne a regra, e não se limite a uma exceção!

    Dito isto, volto ao meu estado natural, que é comentário-coice: tudo o que é preciso fazer para mudar este estado de coisas, são todas as políticas que a Direita abomina, e que o partido adorado pelo Dieter, o PS, rejeita…

    1- acabar com o off-shore da Madeira, obrigar a ter sede fiscal no Continente a quem queria acesso ao mercado nacional;

    2- controlo de capitais para os restantes off-shores e paraísos fiscais, inclusive alegados “aliados” como o Luxemburgo, Irlanda, Holanda, e Malta;

    3- combate à otimização fiscal na Zona Euro, orbrigando à declaração e pagamento de impostos de toda a atividade em território nacional, trate-se de empresas nacionais ou multi-nacionais como a Google e Facebook;

    4- corte de relações e proibição de transferências de capitais com paraísos bancários, como a Suíça, ou várias ilhas caribenhas;

    5- fim das borlas fiscais: vistos Gold, benefícios no IRC, 0% de IRS para estrangeiros durante 10 anos, etc;

    6- criação de um leque salarial (10x seria ideal), exclusão de contratos com Estado e agravamento de IRC para quem não cumpre; Exemplo: a SIC quer pagar 1 milhão por ano à “peixeira”? Então que pague 100 mil €/ano ao seu trabalhador pior remunerado. Pelo contrário, quer continuar a pagar 600 €/mês a falsos recibos verdes? Então só pode pagar no máximo 6 mil €/mês à “peixeira” e ao Presidente Balsemão. Medida deve cobrir todo o grupo empresarial (e não apenas uma empresa em particular), e deve incluir prestações de serviços através de contratações externas, ou agências de emprego, de forma a evitar xico-espertices.

    7- regra de Ghent para aumentar subsídios de desemprego e promover o sindicalismo (ex: Modelo Nórdico da Social-Democracia), em cooperação com um modelo a sério de re-qualificação e/ou re-orientação profissional dos adultos desempregados (ex: Modelo Nórdico da Flexigurança);

    8- fim da caducidade dos Contratos Coletivos de trabalho, ou a inclusão de benefícios exclusivos para os empregadores que os renovem, de tal forma que se torne difícil tomar a decisão de deixar caducar anteriores acordos!

    9- seguir exemplo da Alemanha e obrigar à presença de 50% de trabalhadores (e poder de veto nas decisões) nas administrações das empresas;

    10- seguir mais vezes as recomendações da OXFAM e da OIT, em vez de obedecer às ordens do FMI e do WEF.

    11- preparar o país para voltar à normalidade e independência, com uma moeda própria, primeiro indexada sob o ERM (tal como Dinamanrca atualmente, e tal como Portugal nos anos 90), e depois com independência total, para nos libertarmos da mais que provável repetição do abraço de urso do BCE quando a próxima crise chegar.
    NUNCA, mas mesmo NUNCA MAIS aceitar políticas de direita-RADICAL Neoliberal de empobrecimento, só para nos mantermos numa moeda única disfuncional.

    12- sair da NATO, e em vez disso ter apenas protocolo de cooperação PfP (como Irlanda, Finlândia, Suécia, Áustria e Suíça), e manter a despesa militar nos 1.5% do PIB, em vez de sacrificar serviços públicos, como está previsto, para chegar aos 2% de despesa, que não são para manter a paz, mas sim para servir os interesses do Complexo Militar Industrial dos EUA, e os seus abusos imperialistas, que não são melhores nem piores que os da Rússia e China.

    Este é o meu MANIFESTO contra o porno-riquismo, contra este nojento problema das cada vez mais pornográficas desigualdades em que é FACTUAL que há uma concentração de riqueza exagerada feita à conta da criação de muita pobreza! Tenho o mesmo conhecimento de causa que o Dieter, mas ao contrário dele, quero mesmo resolver o problema e voto de acordo com isso! Sou Social-Democrata, simpatizo com muitas ideias do Socialismo-Democrático, e a hipocrisia/cegueira dos Sociais-Liberais (Terceira-Via, EURO-peístas, Globalistas) tira-me do sério!

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