A Dr.ª Cristas e os transportes

(Carlos Esperança, 06/09/2018)

transp

A Dr.ª Cristas, que nunca viajou em 3.ª classe, e que dos transportes conhece sobretudo o avião, o automóvel e, na propaganda política, a bicicleta, descobriu mais dois meios de transporte, o metro e o comboio.

A simpática balzaquiana não prima pela coerência. Se concorre a vereadora de Lisboa, promete 20 estações de metropolitano, podia ter prometido 30, e ignora o país. Se as eleições são as legislativas, vai com quem sabe onde é a gare, entra no comboio, com a comunicação social atrás, e dá lições ao Governo. Não imagina quem destruiu a CP ou arredou Portugal da alta velocidade ferroviária, mas os transportes são a última vocação da indigesta política. Não aceita que sejam estatais e, tal como a ANA, a Galp, os CTT, a banca e os seguros, a TAP, os portos e a saúde, deviam ser entregues a privados.

Sob a capa maternal esconde-se uma indigesta política, um verdadeiro frasco de veneno, que acusa o governo de falta de investimentos na ferrovia, ao entrar no comboio, depois de ter considerado um desperdício de dinheiros públicos o anúncio de investimentos nos transportes.

Esta mulher é perigosa. Se concorrer a autarca de Sintra, o segundo maior concelho do País, vai exigir metropolitano para as freguesias, e se optar pelo 3.º, Vila Nova de Gaia, há de querer automotoras para Grijó e Sandim e barcos a ligar as praias do Candelo às de São Félix da Marinha.

Mas, se o país ensandecesse e esta mulher fosse poder, o País seria entregue à iniciativa privada e a instituições pias.

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3 pensamentos sobre “A Dr.ª Cristas e os transportes

  1. O que é que a Sra. Cristas tem a ver com os transportes e infra-estruturais em 2002.
    De um blogue interessante começam a ficar fanáticos e fundamentalistas e a perderem a graça.

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  2. PS = Partido dos Senis. Senão vejamos:

    1- Há 40% de eleitores do PS, e segundo estudo de opinião a quase totalidade é a favor dos serviços estratégicos na esfera do Estado, e foram (e são) contra as políticas da direita-RADICAL que tudo quer privatizar, só porque sim, sem racional económico e muito menos social, e insiste em privatizar por mero fanatismo ideológico mesmo quando isso é FACTUALMENTE pior doq ue a solução Estatal;

    2- Carlos Esperança critica privatizações, e as não-nacionalizações, de: “ANA, a Galp, os CTT, a banca e os seguros, a TAP, os portos e a saúde”, tal como criticarão a quase totalidade dos tais 40% de eleitores do PS, que todos os dias sofrem com os preços concertados da Galp, a degradação dos CTT, as ineficiências da ANA, o poço sem fundo que é a banca privada, e o nojento estado a que a saúde chegou desde que se iniciou o PLEC: Processo de Liberalização Em Curso – nos anos 90.

    3- O PS é o partido que desde os anos 90 tem sido o campeão destas privatizações, ora diretamente (A.Guterres), ora indiretamento (memorando da troika assinado por J.Sócrates);

    4- O PS é também o partido que tem rejeitado todas as propostas (de PCP e BE) de nacionalização destes sectores (a aque acrescento ainda o SIRESP, a EDP, a PT, e mesmo a segurança das instalações das forças armadas, neste momento entregue a uma empresa privada…);

    5- Os partidos que defendem EXATAMENTE O MESMO que o Carlos Esperança escreveu neste artigo, são o BE e PCP. No entanto, esse eleitorado não vota em quem concorda, mas em quem discorda de si.

    Se isto não é senilidade, eu não sei o que será.

    Vá lá que a limitação aos Contratos de Associação e a defesa dos Transportes Públicos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, foram agendadas para a primeira metade da legislatura, emq ue o PS estava mesmo a ser Geringonço. Se tivessem ficado para depois da EUROgrupização de Centeno e Costa, ou seja, agora que o PS se sente solto da trela que a Geringonça lhe tinha posto, neste momento estariamos a ver escolas públicas a encerrar e a ver abrirem mais colégios privados, quiçá do grupo CORRUPTO de colégios privados GPS, e estaríamos a ver Medina e Moreira a celebrar, com champanhe e corta-fitas, as fases seguintes do PLEC nos respetivos transportes públicos.

    O Carlos Esperança tem a sensibilidade de atacar só a direita mesmo quando a direita do PS merece ser igualmente atacada. Eu não tenho essa sensibilidade, tenho outra coisa bem melhor: falta de papas na língua. Ou os Carlos Esperanças por aí fora se colocam a pau, ou o PS ficará mesmo sem trela a partir de 2019, e aí, já sabemos o que a casa rosa gasta…

    É que o PS está para a esquerda como a velocidade está para os automobilistas: é útil para nos levar mais rapidamente ao destino (governação), mas tem de ser controlada (por BE e PCP), caso contrário resulta em acidente (Sócrates e companhia, adesão ao disfuncional Euro sem referendo, cativações de Centeno, privatizações negociadas com a troika, negociatas nas PPP, “nova” lei laboral, etc)!

    Por outro lado, a esquerda está para o PS, como os travões estão para o carro: são essenciais para moderar a velocidade antes das curvas (políticas de direita), mas se usados em exagero (CGTP das greves dia-sim-dia-não, mais e mais salários só para o sector público e o resto do país à míngua, etc), em vez de moderar a velocidade, o carro (Geringonça) acaba mesmo por parar, e parados não vamos a lado nenhum!

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