A Pide já Funciona na “Justiça”

(Dieter Dellinger, in Facebook, 27/08/018)

PIDE1

Pelo que se lê no Correio da Manha de hoje, (ver aqui), há uma perseguição pidesca à juíza Fátima Galante e ao juiz Rangel por terem aceite o recurso que levantou há tempos o segredo de justiça interno do processo da “operação marquês”.

Carlos Alexandre e Rosário quiseram manter o segredo de justiça por uma razão muito simples: nada tinham de concreto contra o ex-PM Eng. Sócrates e não queriam que isso fosse revelado.

Na verdade, até hoje e depois de 9 meses de prisão e mais de seis anos de investigação, não há contra Sócrates nada tão concreto como foi o caso de corrupção/roubo de Paulo Portas que se locupletou de 30 milhões de euros na compra dos submarinos e que estavam destinados à aquisição de equipamentos especiais para que a manutenção dos submarinos fosse feita no Arsenal do Alfeite por trabalhadores e militares portugueses.

A Procuradora não quis investigar o roubo de 30 milhões e tem a lata de querer ser reconduzida no cargo por mais seis anos e, com isso, fez a PÁTRIA perder a multa de 144 milhões de euros que os tribunais alemães aplicaram à Ferrostal como indemnização a Portugal no caso de haver uma condenação de um corrupto em Portugal. O Estado está a comprar esse material quando podia estar cá de borla e com lucro de mais de 110 milhões se a Joana se tivesse incomodado com Paulo Portas.

Se Portas fosse condenado teria de devolver os 30 milhões aos quais se acrescentariam 144 milhões de multa a pagar pelos alemães. Os contribuintes portugueses perderam 204 milhões porque a senhora procuradora disse que não sabia alemão e o atual governo teve de gastar adicionalmente 30 milhões para manter a operacionalidade dos submarinos a partir de revisões feitas no Alfeite.

As 27 ou 28 acusações contra Sócrates não têm substância porque são deduções, presunções e ideias aparentemente lógicas, mas sem fundamento no universo da prova concreta.

Há a ideia que o que é de outros é do Eng. J. Sócrates. Pode ser, mas também pode não ser e até pode ser uma parte e nunca o todo ou nada. Pode ser tudo o que um acusador pouco sério e consciencioso queira que seja, mas não é nada para ser condenado em tribunal, a não ser que um coletivo de juízes seja pressionado pela Pide que funciona no seio da magistratura contra tudo e todos que sejam de esquerda ou simplesmente magistrados sérios e imparciais.

A casa de Paris pode ser de Sócrates, mas na Conservatória francesa está lá outro nome e não há nenhum processo em Paris por falsificação de documentos e assim sucessivamente.

Sócrates – diz o Correio da Manha – terá inaugurado há anos um hotel na Venezuela, eventualmente construído com projeto e direção de uma empresa portuguesa. E depois? Significa o quê para os pidescos da magistratura?

Nota: Em termos jurídicos, o facebook não existe, pelo que tudo o que aqui é escrito não pode ser considerado difamação, dado ser equivalente a correspondência pessoal de uma pessoa para AMIGOS e GRUPOS DE AMIGOS. Não há qualquer legislação nacional que diga respeito ao facebook e os magistrados têm os seus faces e não deixam entrar estranhos porque os seus serviços pidescos são mais aperfeiçoados. Aqui não há disso e pode haver falsos amigos, mas isso não torna o facebook em algo juridicamente existente.

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3 pensamentos sobre “A Pide já Funciona na “Justiça”

  1. Ponto prévio:
    Como alguém disse um dia, “a constituição de alguém como arguido num processo, significa que a suspeita de existência de um comportamento punido por lei é tão elevada, que para defesa do próprio suspeito, ele é constituído arguido. Ninguém é constituído arguido porque sim”.
    Os Magistrados Judiciais
    Fátima Galante é arguida no processo Lex pela suspeita de elaborar Despachos e Acórdãos, para utilização de Rui Rangel nos processos que lhe estavam distribuídos. daí extraindo vantagens patrimoniais a que não tinha direito.
    Rui Rangel é arguido no mesmo processo pela suspeita de aceitar pagamentos em troco de decisões judicias ou de influenciar decisões junto de outros Magistrados, a troco de pagamentos por terceiros.
    Demasiado graves estas suspeitas, para que fosse admissível que mantivessem os seus lugares até cabal esclarecimento cabal das suspeitas, pelas implicações que teriam nos casos entretanto decididos, caso as suspeitas se confirmassem após acusação e Acórdão com trânsito em julgado.
    Acresce que o processo é de elevada complexidade, pelos inúmeros cruzamentos de contas bancários necessários para comprovar o nexo de causalidade entre os movimentos, a titularidade do dinheiro movimentado e a prática de um crime; e pelos inúmeros personagens singulares e colectivos envolvidos. Naturalmente isto implica tempo, muito tempo.
    Daí a tirar a conclusão que os Magistrados não tinham nada de concreto contra o Eng.º José Sócrates, é no mínimo abusivo.
    Confundir isto com a tenebrosa PVDE, DGS, PIDE/DGS é mero oportunismo bacoco, que tenta confundir a opinião de terceiros para fazer valer uma tese que não tem sustentação.
    A PGR
    Chamar à colação o Caso dos Submarinos, faz lembrar as desculpas infantis que todos usavamos quando os nossos pais nos acusavam de ter más notas ou de ter feito algo. “Mas sou só eu? O Zé, o Manel e o João também tiveram más notas, ou fizeram o mesmo”.
    É por demais evidente que a PGR tem dois pesos e duas medidas, acusando facilmente quem caiu em desgraça, e omitindo a acção perante quem ainda tem poder, ou simplesmente navega em mar próximo. E, em devido tempo terá a sanção política devida em face desse comportamento. Mas isso não significa que por ter omitido a acção devida, tenha também que omitir outros casos. A lei da compensação é a pior lei que se pode aplicar, porque seria nunca aplicar a lei.
    Naturalmente todos tiramos a conclusão que existe injustiça no tratamento dos casos, mas não os podemos ignorar.
    Decidir por antecipação, pela inocência do arguido, e pior, decidir pela desonestidade dos Magistrados se a decisão judicial for em contrário, é tão ou mais condenável do que decidir já que o arguido é culpado e deve ser condenado, e que só Magistrados subordinados ao poder político decidem pela absolvição.
    O grande e enorme problema está no conhecimento público do processo. Infelizmente não há forma de impedir que isso pudesse ser de forma diferente, a partir do momento que foi necessário agir directamente com o suspeito, e o suspeito ordenou à empregada que escondesse e retirasse o computador da habitação. Depois, o estatuto do suspeito não permitia que o caso se mantivesse a coberto do anonimato por um lado, e por outro havia interesse em movimentar e agitar as massas, para criar confusão e alarido. dividindo opiniões e suscitando dúvidas sobre os Magistrados e os seus objectivos.
    Cada um por certo já terá formulado uma opinião sobre o Caso, e a decisão que sobre ele recair só poderá ir ao encontro. ou não, das expectativas que cada um tem, mas nunca se poderá tirar outra ilação dessa decisão. Ser justa ou não a decisão, depende das nossas expectativas pela opinião formulada.
    Para mim, só o Acórdão após trânsito em julgado vale, e será nesse momento que tirarei a conclusão pela inocência ou culpabilidade do arguido.
    Até lá, tudo não passa de opiniões, comentários que procuram movimentar a maré, e agitar ondas para tentar iludir ou convencer, tentar cativar cidadãos para o nosso lado, oferecendo-lhes um suspeito mártir ou um suspeito tenebroso, consoante os nossos interesses.
    Demasiado tempo? Sim, demasiado, mas o tempo necessário para que se faça justiça, seja por demonstrar que nada existe que possa comprovar a acusação, seja por comprovar que a acusação tem fundamento.
    É nestas alturas que tenho pena de não ser Japonês, o mundo da paciência na espera.

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