Tribunais

(Dieter Dellinger, 14/08/2018)

campus

Esta manhã a Antena 1 dizia que os tribunais estão a funcionar sem meios. Falta papel de fotocópias, impressoras, oficiais de justiça e outros funcionários além de magistrados.
É verdade. Os magistrados estão em guerra contra eles próprios, isto é, contra o Estado de que fazem parte e sentenciam sempre contra o Estado, ou seja, contra eles próprios.

Veja-se o exemplo da Celtejo. Poluíu o Rio Tejo e o Estado está a gastar milhões para limpar o rio das lamas provenientes daquela celulose. Contudo, a empresa foi apenas admoestada por ter provocado tanto prejuízo e nada teve de pagar.
Por causa de um pequeno terreno no Lumiar, a CML foi condenada a pagar milhões de indemnização injustamente porque cumpriu o que devia, só que a uns metros mais acima por causa da urbanização.
Agora com a suspensão da exploração petrolífera, o Estado pode ser condenado a pagar 2.400 milhões de euros de indemnização como teve de pagar por causa do TGV que não foi feito.
Os magistrados não estão consciencializados que são o Estado e que este não é o Partido que num intervalo de tempo, não muito longo, governa e não paga indemnizações.
No caso BPN, os criminosos ladrões saíram sem pagar. No caso BES, os magistrados por nítida má fé quiseram meter aquilo no processo Sócrates, criando uma situação impossível de resolver.
Não condenaram o Novo Banco e o Salgado a indemnizar diretamente os lesados, pelo que é o Estado a pagar, incluindo aqui os próprios magistrados.
Até no caso da morte de umas criancinhas numa piscina, o Estado foi condenado a pagar indemnizações gigantescas pela negligência do proprietário, que nada pagou, e só porque não estavam na lei as dimensões da grelha de saída da água da piscina, como se não existisse a lei geral que obriga todas as pessoas a manterem a segurança em todas as situação, tanto empresariais como privadas.
Enfim, os magistrados por raiva política ou corrupção condenam-se a si próprios porque evitam que eles, Estado, tenham os meios suficientes para trabalhar.

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