Os Juízes do STJ multam em 2 mil Euros cada habitante da cidade de Lisboa

(Dieter Dellinger, 12/07/2018)

dois-pesos

O Supremo Tribunal de Justiça condenou os Munícipes de Lisboa a pagarem 96 milhões de euros à família de António Pais Arez Romão. (Ver notícia aqui ).

Esta família cedeu um terreno de 45.700 m2 à CML em 1983 para fins sociais. Acontece que o terreno foi incluído na urbanização da Alta de Lisboa para um condomínio porque os bairros sociais para 3.500 famílias ficaram umas centenas de metros acima. A família em causa recebeu um terreno em troca e, mesmo assim, interpôs um processo que deu origem a diversos recursos, tendo chegado agora ao Supremo Tribunal de Justiça.

O problema que originou uma indemnização gigantesca consiste só na localização certa do que foram bairros sociais e não sociais, mas tanto para o social como para a família Arez Romão ficou uma área MUITO superior a 45.700 m2.

A indemnização corresponde a 2.100 euros/m2, valor que é inferior ao de áreas edificadas.

Os juízes condenaram os munícipes através da CML que tem de vender património para pagar tal fortuna por NADA.

Estes juízes têm uma RAIVA LOUCA ao PS.

Entre 1980 e 1990 esteve na presidência da CML o eng. Nuno Kruz Abecassis do CDS que foi quem teve a ideia de construir a Alta de Lisboa e fazer a troca de terrenos onde estavam as barracas das Musgueiras por construções sociais e malhas de construção normal. Os governantes que se seguiram na CML sempre consideraram que estava tudo em ordem e que uma pequena diferença na área ocupada não seria problema, mas não contou com a MALDADE dos Juízes.

Cada habitante da cidade de Lisboa terá de pagar quase 2.000 euros de multa, só porque os juízes têm raiva ao PS. Não merecem qualquer aumento dos seus chorudos ordenados, até porque a maioria dos habitantes da cidade é pobre ou faz parte das classes médias baixas.

O atual presidente da Câmara Dr. Medina e o seu antecessor Dr. António Costa não têm quaisquer culpas porque encontraram já tudo feito e os processos em tribunal.

Nós, os socialistas, temos de salientar bem que não se trata de erro cometido por uma administração socialista.

Não sabemos se os juízes fazem parte de uma “Salamandra” e se desses milhões corre alguma verba de agradecimento paga pela família que ganhou mais que o Euromilhões.

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14 pensamentos sobre “Os Juízes do STJ multam em 2 mil Euros cada habitante da cidade de Lisboa

  1. Raiva louca…. o único louco é o senhor e cobarde que escreve sob pseudónimo. A decisão só podia ser esta. Estude direito e os seus fundamentos. Para si o Medina é um herói. Para mim não passa de um parolo e dum canalha.
    E já agora um recado para a vossa publicação: porque é que eu tenho de me identificar se o autor não o faz?

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      • Manuel G., acontece que o facto de o senhor estar identificado só piora as coisas.

        Existe um grupinho de desmiolados, que se arrastam caninamente pela blogosfera portuguesa e que andam, há anos, a escrevinhar quilos, arrobas ou toneladas de lixo. Com uma diferença, porém: é que usam vários pseudónimos exóticos, um ou dois por aqui e uns outros nos blogues moribundos que amaram loucamente José Sócrates até ao ponto mais penoso que humanamente se possa pensar (a troupe do Aspirina B é o melhor desses exemplos, dada a morte matada de outros blogues que fecharam as portas ou cujos autores, pura e simplesmente, subiram à montanha ou morreram de vergonha). Honrosamente, ainda assim.

        Ora, aquilo a que se pode designar como “a miserável argumentação” encontrou um novo asilo na defesa (?) do que acontece, ou no que não acontece?, com a gestão socialista da CM de Lisboa. É ver o que se passa com o Twitter, por exemplo. Não interessa saber nem pouco, nem nada, sobre os assuntos em cima da mesa porque o nível de raciocínio que a seguir se produz é tão básico e extravagante (daí os meus constantes reparos sobre uma uma qualquer dependência alcoólica, qed) que tanto poderemos imaginar que os autores comem diariamente doses de palha, ou feno, aquadas com uns garrafões de substâncias liquidas maradas, ou imaginarão que exibem umas cenas assim para contentamento próprio e que, depois, as partilham com (outros) estúpidos. Estúpidos certificados que, exactissimamente, as mesmas parvidades fazem ecoar nas caixas de comentários. E ai de quem não tenha por hábito comer fardos de palha, coitados!

        Que o Dieter Dellinger faça o que quiser, pois, mas faça-o em privado que tem todo o direito de o fazer (e ninguém tem nada a ver com isso). Agora escrever estas inanidades em público e orgulhar-se, perdoem-me mas é um triste fim.

        […]

        O atual presidente da Câmara Dr. Medina e o seu antecessor Dr. António Costa não têm quaisquer culpas porque encontraram já tudo feito e os processos em tribunal.

        Nós, os socialistas, temos de salientar bem que não se trata de erro cometido por uma administração socialista.

        Não sabemos se os juízes fazem parte de uma “Salamandra” e se desses milhões corre alguma verba de agradecimento paga pela família que ganhou mais que o Euromilhões.

        [Enfim.]

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          • Não, o ponto reside no facto de se atribuir um peso (credibilidade?) diferente aos dois casos (o que, no fundo e olhando assim de repente para meia-dúzia de tipos, terá que ver com um quadro de valores pessoais exibido perante si próprio ou partilhado perante os outros). Ou seja, como eu não tenho “coragem para” uso um pseudónimo extravagante que deverá ser a mesma coisa e o/a tipo/a que é visado num determinado post, ou que me está a ler, dar-me-á trela. Errado, não é assim (a não ser que se bata mal da pinha e se pratique umas quaisquer formas esquisitas de passar o tempo). Ao contrário, quando se usa o próprio nome (ou o acrónimo) tem-se cuidado com o nível da argumentação utilizada e/ou com a justiça da observação e, aí sim, se perceberá se o outro tem credibilidade, se é justo ou corajoso. Ou se não é, claro, mesmo quando a crítica que queremos fazer se aproxima bastante dos limites (ou em maior grau, se calhar).

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            • Adenda, nem mais!

              Agora e ainda-e-sempre mas, entretanto, assim com um desenho a cores todo pinoca (que a credibilidade do Dieter Dellinger segundo se entende está para lá de uma qualquer e eventual maioria absoluta do PS e, surpreendentemente, também da minoria absoluta dos tais sôtores passados e presentes, claro).

              Fonte: Sábado, 28.6.2018, p. 23.

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    • és juiz ou um dos beneficiários desta taluda. é assim que as contas do estado tem sempre défice com vocês a distribuirem o dinheiro entre pares com o amém dos juízes que também receberão um chupa chupa.

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  2. Como membro da Junta de Freguesia ou da Assembleia de Freguesia do Lumiar conheço bem os terrenos em causa, algo que os juízes que condenaram os lisboetas não devem conhecer. Sou mesmo o único autarca do Lumiar que tomou de assalto a Junta logo a seguir ao 25 de Abril e mantenho-me ainda hoje ligado a essa Junta, tendo sido condecorado com a Medalha de Honra da Autarquia de Lisboa.
    Sei que a urbanização feita pela Câmara Municipal colocou os prédios de realojamento em locais melhores do que os do terreno que foi doado, só que não estão rigorosamente no local devido. Os juízes se fossem honestos e condescendentes com o POVO de Lisboa tinham isto em consideração e sabiam que o valor dos terrenos só pode ser grande porque foi erguida a Alta de Lisboa com urbanização social e urbanização para venda a confluírem uma na outra e com o arranjos dos Parques das Quintas Conchas e dos Lizes mais o saneamento básico de toda a zona. Foram os impostos do munícipes e dos portugueses que valorizaram aquela zona, fazendo mesmo o Metropolitano chegar ao Lumiar, além das grandes avenidas como a Carlos Paredes que ocupam uma parte do terreno Duarte, o imenso Eixo Central, a Praça Nelson Mandela, a Avenida Agostinho Neto, Avenida Álvaro Cunhal, Praça dos Corvos, etc.
    Na altura da doação, os terrenos valiam ZERO porque estavam cobertos ou encostados à vasta zona das barracas das Musgueiras Norte e Sul com os esgotos a céu aberto a escorrerem para as Quintas das Conchas e Lilazes, então votadas ao abandono porque foram adquiridas antes do 25 de Abril para plantarem cimento em altura. Alguém não ganhou aquilo que julgava poder ganhar com o negócio e não sei se foram juízes ou engenheiros.
    Os juízes fingiram que desconhecem que a merda a céu aberto não tem valor porque nunca foram lá ver e cheirar.
    Para libertar aquilo que era pior que uma favela brasileira foram construídas 3.500 habitações sociais e muitos habitantes das barracas receberam dois mil contos para largarem a barraca em que viviam. Eram os mais idosos que tinham em geral um casa na província e viviam em Lisboa por haver trabalho.
    A CML foi muito condescendente com os habitantes realojados. À data do 25 de Abril e alguns anos depois aquilo era habitado exclusivamente por portugueses de raça branca que subiram na vida graças aos melhores salários e à escolaridade, pelo que saíram das barracas e venderam a emigrante oriundos das antigas colónias. Eu próprio trabalhei na estatística da população e registo dos moradores das barracas quando da entrega das casas já não eram os mesmos.
    O partido socialista tem deputados e membros do secretariado como mais altos funcionários do aparelho de Estado e das polícias e GNR que foram criados nas Musgueiras, incluindo grande número de funcionários da Câmara e da Junta. Temos muito orgulho na obra que fizemos a todos os níveis. Só não nos orgulhamos da incompreensão dos juízes que condenaram o POVO de Lisboa por uma crime que nunca o foi.
    Esse juízes e outros merecem bem os resultados negativos que têm tido nas sondagens em que desde o PR, PM, AR, Governo, Partidos políticos têm nota positiva, enquanto o Ministério Público e Tribunais sempre verificaram que têm mais pessoas sem consideração por eles do que o contrário, apesar de lidarem nos seus processos com uma minoria de aproximadamente 1% da população portuguesa. Agora é que indiretamente condenaram 5% dos portugueses, mostrando o seu ódio à Pátria Democrática e Social.
    O Povo de Lisboa ficou mais pobre por causa daqueles juízes que não merecem reduções no IRS e, menos ainda, aumentos salariais por não saberem servir o POVO PORUGUÊS, mas apenas os interesses de uma família a quem deram uma espécie de euromilhões.

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