Notas Soltas – março/2017

(Carlos Esperança, in Facebook, 01/04/2017)

março

UE – Os países cosmopolitas, pluriétnicos, multiculturais e secularizados encontram-se sob ameaça do individualismo e do comunitarismo, em risco de ver perigar os direitos individuais e a sobrevivência democrática.

Transparência – Durão Barroso foi para o banco Goldman Sachs, mais de 1 ano depois de ter saído da CE, e motivou o inquérito da Provedoria de Justiça Europeia. Maria Luís saiu da pasta das Finanças diretamente para a Arrow Global e Portugal conformou-se.

Comissão Europeia – O presidente Juncker apresentou 5 propostas ao PE para abertura do debate sobre o futuro da UE. Sem renegociação das dívidas, e aumento da integração económica, social e política, é de crer que ocorra a implosão, omissa nas 5 propostas.

Fome – Quando 1/3 dos alimentos se desperdiçam e há 20 milhões de pessoas em risco de morrer à fome, só em 4 países, com guerras ignoradas, Sudão do Sul, Iémen, Nigéria e Somália, percebemos o que é a banalização do mal, de que falava Hannah Arendt.

Turquia – Erdogan, pretende legitimar-se como ditador e chama nazi à Alemanha, por impedir o seu ministro da Justiça de participar num comício junto de imigrantes turcos, a promover o referendo para institucionalizar o poder absoluto. É demo-muçulmano.

Coreia do Norte – A exótica monarquia comunista, é perigosa e imprevisível. Quando minguam alimentos, aumenta os testes com mísseis, para assustar o Japão, ou promove o assassinato de um membro da família, caído em desgraça, para aterrorizar o País.

Deutsche Bank – O tamanho das perdas do colosso alemão e do buraco financeiro, que ameaça a economia mundial, explica o mau humor do ministro das Finanças, Schäuble, contra os países europeus mais pobres da UE. Trata-se de terrorismo económico.

Rússia – Putin é um cínico, sem escrúpulos, mas com visão estratégica. A subserviência da UE aos EUA, levou-o a privilegiar a cooperação, económica, diplomática e militar, com a Turquia. É um profundo revés para o Ocidente, na Síria, e a UE fica mais frágil.

Banco de Portugal – A recondução de Carlos Costa, sem acordo do maior partido da oposição, fragilizou o governador. As falhas na supervisão bancária deixaram-no sem condições para o cargo, e ao atual Governo sem possibilidade de o substituir.

Belém – Após o primeiro ano do seu mandato, Marcelo não é apenas o PR com cultura, otimismo, inteligência e sentido de Estado, é um exemplo de lealdade institucional e de patriotismo a redimir a década anterior. O País deve-lhe o bom senso e a estabilidade.

EUA – Preet Bharara, de Manhattan, um Procurador nomeado por Obama, famoso por investigar a corrupção e processar mais de cem executivos de Wall Street, foi demitido por Trump após rejeitar a renúncia. Eis o modelo de Estado de Direito, de Trump.

Excisão do clitóris – Segundo a ONU, há 200 milhões de mulheres vítimas do crime de mutilação genital. A castração, às vezes mortal, é imposta por uma tradição impiedosa que não respeita a integridade física e a autodeterminação sexual da mulher.

Escócia – Um novo referendo à independência antes da conclusão do “Brexit”, ameaça dividir o Reino Unido antes de este fazer implodir a UE. Theresa May critica a decisão por que será responsabilizada, “profundamente lamentável” – segundo ela.

Holanda –Não foi ainda, desta vez, que o partido da extrema-direita foi o mais votado, mas a radicalização e o definhamento de partidos tradicionais são motivo de apreensão. Há precauções a tomar no seio da União Europeia, se ainda houver tempo.

Donald Trump – Ao acusar Barack Obama de o ter escutado na Trump Tower, durante a corrida presidencial de 2016, sem provas, e comprovadamente mentira, arrisca-se a ser destituído. Em Portugal, Cavaco só insinuou o receio de que pudesse ter sido escutado.

Alemanha – Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu obteve uma votação de 100% na eleição do líder do Partido Social-democrata, sendo rotulado de “salvador” da social-democracia alemã. A unanimidade tanto gera a esperança como a frustração.

PàF – Assunção Cristas, na entrevista ao “Público”, disse que nas reuniões de Conselho de Ministros, por opção de Passos, não se falava na banca, e só “vagamente” se falou no caso BES. Se não é divórcio, é a separação de pessoas e bens. Com desonra para ambos.

Tratado de Roma – A celebração do 60.º aniversário pode constituir um novo impulso para o aprofundamento da integração económica, social e política, condição sem a qual, depois do Brexit, põe em causa a própria sobrevivência da UE e da moeda única.

Eurogrupo – Porque o presidente, Jeroen Dijsselbloem, acusa os países do Sul de gastarem o dinheiro em aguardente e mulheres e pedirem em seguida a ajuda da UE, deve ser demitido, por indignidade. A Europa não pode consentir um Trump a ultrajá-la.

Aquecimento global – O desmantelamento da política ambiental de Obama, pelo atual inquilino da Casa Branca, não é só um perigo para os EUA, é um péssimo exemplo, e a tragédia para o mundo. O lucro fácil e rápido é o desígnio do empreiteiro narcisista.

Paulo Portas – Instalado nos negócios, no interregno da política, e a convite de Durão Barroso, fez uma conferência em que esqueceu as suas antigas exigências de referendos, afirmando que «as diretas, primárias e referendos são o reino das minorias ativistas».

Cristiano Ronaldo – O atleta de exceção, com 31 anos, deu o nome a um aeroporto. A insensatez mostra a hierarquia de valores de quem decidiu, num gesto provinciano que devolve Portugal aos 3 FF salazaristas: Fátima, Futebol e Fados.

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