Inocência ou má-fé?

(António Gil, in Facebook, 16/01/2017)

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A propósito da intenção, anunciada por passos coelho, de votar conta a diminuição da TSU para as entidades patronais, e das reacções de alguns xuxas (não confundir com socialistas, que ainda existem, sobretudo nas bases do PS), porque assisto a um dejà vu, tenho a dizer o seguinte:

1- Considero má-fé, da parte de alguns comentadeiros facebookianos, – dado que sei que eles sabem que eu sei que eles sabem que isso até está nos acordos que o PS firmou com BE e PCP e PEV – reeditarem o filme da PEC IV que eles -neste caso já não as bases mas as cúpulas manipularam de forma inaceitável para que recaísse sobre a esquerda as culpas e taras de um partido que, não raro, trai as suas bases ideológicas, sem que por isso essas bases se sobressaltem.

2- Já no PEC IV, censurou-se ao BE e à CDU que votassem ao lado da direita, sabendo-se demasiado bem que era a direita que por manobra indecente, traía também as suas bases ideológicas, votando«por conveniência» ao lado da verdadeira esquerda que, essa sim, sempre foi anti-austeritdade, sabendo-se que a PEC IV era todo um programa austeritário, que como sempre, prejudicaria os mais desfavorecidos.

3 – A manobra ainda mais indecente, de dizer que BE e CDU foram responsáveis pelo chamamento da troika, quando os partidos que assinaram esse obsceno e anti-patriótico acordo foram PS, PSD e CDS e os que o recusaram foram precisamente os «pretensos culpados» precisamente o BE e a coligação CDU.

4 – Agora repete-se a ladainha: BE e CDU são acusados de seguir o PSD quando é exactamente o contrário: mais uma vez, o PSD, sem vergonha nenhuma e com o branqueamento dos PS favoráveis aos acordos com a direita, invertem tudo, dizendo que foi a esquerda a ir ao encontro do PSD, branqueando assim o PSD – esse partido reconhecidamente «anti-patronato», é? – e acusando a actual base de sustentação do actual governo de má fé, quando foi o PS a meter na gaveta os acordos que viabilizaram o seu actual governo, ao sabor das conveniências e encorajado por sondagens manhosas.

5 – Entendo que dê muito jeito, aos «socialistas descafeinados» que a verdadeira esquerda se suicide, fazendo suas vontades. Mas saibam esses «socialistas», os das bases, porque os outros já o perceberam, que no BE e na CDU os militantes são mais exigentes com as lideranças que eles são. E que não tolerariam essa traição. E que – também mas não só por saberem disso – as lideranças deste partido e desta coligação, não estão dispostos a cometer suicídio para agradar aos «socialistas» que colocam o exercício do poder à frente de tudo, ideologia, convicções e bem estar dos portugueses em geral e das próximas gerações em particular!

Ide pentear preguiças, ò falsos socialistas, deste lado ainda há gente com dignidade. E que não trai os seus.


Fonte do artigo aqui :

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Um pensamento sobre “Inocência ou má-fé?

  1. Sem entrar nessa polémica entre o que é ser de direita ou o que é ser de esquerda, parece que o cerne do problema nada tem a ver com definições puramente idealistas: Não estará o real problema fixado na própria versatilidade da infinita associação entre os cromossomos humanos? Se assim é, a coisa humana é resultado das inúmeras combinações por que tem de passar no seu crescimento. Julga saber-se também que do ser físico brotam as funções cognitivas. Então, porque não canalizar os milhares de milhões gastos em vaidades e armamentos para a educação? Se não se pode alterar a sequencia do DNA pode talvez encaminhar-se as tendências inatas que ela gera no melhor sentido social de cada individuo. Há experiencias de sucesso nesse sentido.

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