Conspirações na toca do coelho

(Por Estátua de Sal, 26/12/2016)

criticos

Críticos já têm assinaturas 
para congresso contra Passos. Queda nas sondagens e receio de hecatombe nas autárquicas pode antecipar calendário para Rui Rio ir a jogo contra Passos. As assinaturas já existem. Agora é ir avaliando.” A garantia é de um ex-dirigente do PSD, ex-passista e hoje um empenhado crítico da sua liderança; as assinaturas, mais de 2500, chegam para convocar um congresso extraordinário e desafiar o líder do partido; a avaliação que está a ser feita é sobre o momento em que o processo pode ser desencadeado….. Ler resto da notícia aqui


Fico hesitante em classificar este enredo sobre as movimentações e conspirações que estão em curso no PSD. Se uma peça profunda de cariz hamletiano se uma pindérica telenovela mexicana. Provavelmente é um misto de géneros.
Este jornalista do Expresso, Filipe Santos Costa, é especialista na apresentação das conspirações no PSD e já vimos de que lado está.
Balsemão já deu ordens para abrir a “caça ao coelho”, mas só com tiros de zagalote, até ver. Se Passos se mostrar mais resistente que o previsto, haverá sempre hipótese de recuar e o entronizar de novo. Passos joga no diabo que não vem, nos Reis Magos que podem não vir se os camelos se perderem no deserto. Mas quem sabe o que vai na cabeça do diabo e no GPS dos camelos? Podem mesmo aparecer de repente e à direita convém sempre manter Passos em banho-maria, uma espécie de plano B e seguro contra incêndios.
O mais triste e tétrico é que nenhum dos conspiradores tem estatura política, intelectual e moral, ou seja perfil, que se recomende. O PSD está reduzido a um elenco de actores de segunda categoria, nenhum mesmo com gabarito para se candidatar a outros voos que não o Óscar de melhor actor secundário.
Com este alfobre de nulidades não se lhes augura grande futuro. E a acrescer que depois da Geringonça é legítimo supor que só chegarão ao poder de novo se tiverem maioria absoluta, antevemos que a travessia do deserto vai ser longa e penosa.
Tão longa e penosa que, afastados do poder e pouco milho tendo para distribuir aos pombos, podem mesmo acabar por fenecer antes de alcançar a meta. Nada que seja surpreendente: os dinossauros eram bem maiores e também acabaram por desaparecer.

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