Tanta verdade junta mereceu publicação – take XXVIII

(Whale project, in Estátua de Sal, 18/08/2023)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos de Leonid Savin, ver aqui. Perante tanta verdade junta, resolvi dar-lhe o destaque que, julgo, merece.

Estátua de Sal, 18/08/2023)


Claro, a Constituição dos Estados Unidos tinha tudo o que de mais progressivo havia na Europa, mantendo alguma coisinha muito pouco progressiva como a escravatura e o racismo mais cruel, que chegou a classificar as populações nativas como combatentes estrangeiros hostis, a serem varridos a todo o custo.

 E sim, os EUA foram povoados pelo melhorzinho dos europeus. Primeiro, por criminosos – tudo bem que a progressista Inglaterra não precisava de muito para considerar um pobre, que não tinha mais remédio que roubar nem que fosse pão, ou um trabalhador revoltoso, um perigoso criminoso a merecer ser pendurado na ponta de uma corda ou, em alternativa, mandado para lá do sol-posto, onde havia terras para desbravar e populações nativas para matar. Na América foram aqueles a que a besta do Cristóvão Colombo chamou índios por pensar que tinha chegado à Índia, na Austrália os aborígenes, também bestas selvagens a exterminar.

Chegaram lá também um bom número de fanáticos religiosos, como os puritanos, ou anabatistas e outros que a Europa já tinha pelos cabelos. Depois, entre as vagas de deserdados da Europa que para lá foram, também foi muito camelo. Como o avô do Trump, deportado para a Alemanha por explorar casas de putas na rota das corridas ao ouro e novamente mandado pela sua própria terra de volta para os EUA. Tal era a rica encomenda. E a exportação de mafiosos italianos e outros está bem documentada. Quem tinha a polícia à perna era arranjar lugar numa Barquinha.

De toda esta caldeirada do pior que a Europa tinha, despejada numa terra de grandes recursos naturais – e com vizinhos a Sul prontos a explorar -, se fez uma nação que é hoje uma verdadeira praga para o mundo, onde meteram nos cornos que são a única nação imprescindível e que devem dominar todos os outros não importa se metade da população mundial tiver de morrer no processo.

Porque é que, a Europa embarca nisto? Porque aqui também estão as tais elites corruptas que a nível de desprezar os seus próprios povos não fica a dever grande coisa às elites africanas. Outros acham boa ideia tentar acabar o que o Hitler começou e acham que a América pode ajudar.

E, claro, outros ainda não esquecem o Aldo Moro, encontrado na bagageira de um carro com um tiro na cabeça, alegadamente morto por umas tais Brigadas Vermelhas que mais tarde se soube terem sido a fachada de um bom número de ataques de falsa bandeira. Como também não esquecem o Olof Palme, abatido em plena rua como um cão, com arma de caça grossa, nem o sangue do desgraçado sobre a neve. Por isso vale mais fazer-lhes o frete e termos a certeza que não nos acontece nada, não temos um acidente estranho.

Claro que qualquer destas atitudes é rasteira. Os racistas e fascistas estão a cometer um crime porque racismo é crime. Os corruptos deviam estar na cadeia. E os medrosos deviam comprar um cão preto, tipo cão de água algarvio, que dizem que é bom para o medo.

Sim, os nossos políticos, por um motivo ou outro puseram-nos a todos coleira e trela, andamos atrás de uma cambada de criminosos que destroem a Europa sem sujar as botas e nem protegem a sua própria gente como as vítimas de catástrofes naturais aprendem à sua custa.

 E por cá ainda há quem idolatre a tal nação excecional e na realidade genocida e rapinante. Tivessem-lhe as vacinas do Covid corrido mal que eles logo endeusavam quem terceirizou a produção de um verdadeiro veneno ganhando milhões; primeiro com a venda do meimendro, depois com o tratamento dos sequelados. E continuam a tentar convencer a gente a ir tomar aquilo e ninguém os leva presos. Vão tomar vacinas vão, que agora até já podem ir à farmácia.

Podiam estas criaturas, que não acordam, ao menos deixar de insultar os outros e ir ver se o mar dá choco.


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A escuridão pela frente: Para onde está a ir a guerra na Ucrânia

(Por John J. Mearsheimer, in Resistir, 20/07/2023)

Este artigo examina a trajetória provável do avanço da guerra na Ucrânia[1]. Abordarei duas questões principais.Primeiro, um acordo de paz significativo é possível? A minha resposta é não. Estamos agora numa guerra em que ambos os lados – Ucrânia e Ocidente de um lado e Rússia do outro – se vêem como uma ameaça existencial que deve ser derrotada. Dados os objetivos maximalistas ao redor, é quase impossível chegar a um tratado de paz viável. Além disso, os dois lados têm diferenças irreconciliáveis em relação ao território e à relação da Ucrânia com o Ocidente. O melhor resultado possível é um conflito congelado que pode facilmente transformar-se numa guerra quente. O pior resultado possível é uma guerra nuclear, o que é improvável, mas não pode ser descartado. Em segundo lugar, qual lado vencerá provavelmente a guerra? 

Continuar a ler artigo completo em: A escuridão pela frente: Para onde está a ir a guerra na Ucrânia


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Rumo a uma nova ordem mundial? 

(Por Jacques Sapir, in Resistir, 18/07/2023)

Jacques Sapir

As hostilidades na Ucrânia aceleraram – mas não criaram – uma mudança de enorme importância na ordem mundial. Esta, tal como existia desde a dissolução da URSS (1991) e tal como decorria desde a segunda guerra mundial, foi deitada abaixo. A potência dominante, os Estados Unidos, viu-se contestada; sua capacidade de construir uma hegemonia sobre as outras potências provavelmente está arruinada. Um grupo de potências emergentes (caso da China, da Índia e do Brasil) ou re-emergentes contesta não só a sua hegemonia como também a sua capacidade de definir as instituições mundiais. 

Ler fonte e texto completo aqui.


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