Desinformação e perfídia, é o que temos na comunicação social

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 03/04/2022)

Esta manhã, um amigo publicou um vídeo de Bucha, uma cidade perto de Kiev, com a seguinte mensagem “assassinatos em massa de civis por russos”. (Ver aqui).

Não lhe perguntei como é que, nesse vídeo, todos os corpos estavam deitados na estrada e à beira da estrada, e não em casas ou sob os seus escombros. Bastaria essa simples pergunta para desmascarar aquela grotesca encenação.

Mas também se pode interrogar mais. Como aconteceu que todos os corpos jaziam na mesma rua e só numa área de algumas centenas de metros?

Foi algum tipo de coluna civil que a artilharia atingiu? Mas, no entanto, no vídeo, a maioria das casas está intacta. E os corpos estão muito dispersos, como foram atingidos em simultâneo?

Uma coluna de civis foi baleada? Mas as casas não têm nenhumas marcas de tiros. Além disso, alguns cadáveres têm as mãos amarradas nas costas. E qual foi o motivo? Porque os russos são maus e só sabem é matar? E os vestígios de sangue nas roupas e à volta dos corpos, porque não se vêem?

Se repararmos, no vídeo, as viaturas só se desviam dos corpos e os militares ucranianos não mostram qualquer emoção, nem sequer se apressam a verificar se há alguém ainda vivo, o que indicia que sabem da farsa.

Vamos ser sérios e ter objectividade. No caso de ser um vídeo original, NÃO haveria um momento em que um dos cadáveres move a mão, ouve-se o militar ucraniano a comentar esse facto e ninguém lhe dá importância.

Mais ainda, a verdade é que as tropas russas deixaram Bucha como parte de uma manobra de reagrupamento, alguns dias antes de serem descobertas as “vítimas da ocupação”. As Forças Armadas da Ucrânia não se deram conta disso imediatamente e durante quase três dias bombardearam intensamente aquela pequena cidade com artilharia, sob a qual esses civis poderiam ter sido abatidos, mas nunca naqueles locais e naquele formato.

Quando as forças ucranianas finalmente perceberam que os russos já lá não estavam, como sempre, iniciaram uma “caça às bruxas” em busca daqueles que, na sua opinião, tinham colaborado com as “forças de ocupação”. Na febre da guerra, os extremistas não se preocupam em provar o colaboracionismo de outrem e aparecem então corpos atirados aos poços com as mãos amarradas.

Só que, (e este pormenor é que evidencia a total falsidade e a perfídia das alegações de ter havido um massacre) o estado desses corpos sugere que eles foram mortos muito recentemente (menos de 24 horas), ou seja, ontem, o mais tardar. Ora, os cadáveres depois de vários dias deitados na rua ficam com um aspecto muito diferente da imagem que é apresentada, (e eu sei porque infelizmente já tive de observar outras situações idênticas) e os russos há mais de três dias que deixaram aquele local. A central de desinformação (provavelmente a mesma britânica que “fabricava” para os capacetes brancos) não teve em conta esse pormenor, ou então e como é normal, contou com a ingenuidade e estupidez daqueles que acreditam em tudo o que os media ocidentais vendem.

Estas alegações, através de um vídeo e fotos muito publicitadas nas redes sociais, são mais uma produção vil, pensada para agitar as emoções de pessoas que nunca viram guerra ou cadáveres e, sobretudo, para retirar da atenção do público os mais que evidentes crimes dos extremistas ucranianos que começavam a ser impossíveis de esconder.

Obviamente, os corpos foram levados e dispostos, mas os produtores do “cenário” tiveram preguiça de os colocar em lugares diferentes ou dentro de pátios e assim poderão ser facilmente desmascarados, desde que haja a determinação de fazer os necessários exames com imparcialidade e seriedade.

Estou quase certo que uma posterior análise ainda vai acabar por revelar que são civis russos acusados de colaboracionismo ou PGs russos vestidos à civil, trazidos das prisões dos extremistas ucranianos, pois alguns ainda têm a braçadeira branca indicadora de serem pró-russos.

É claro que estes argumentos dificilmente serão considerados por gente miserável como o presidente da União Europeia, Charles Michel, que logo lançou um hashtag “massacre de Bucha” e anunciou novas sanções contra a Rússia.

Porém, não será difícil verificar o que acima está escrito. Bastará providenciar de imediato para que sejam feitos exames para determinar a hora da morte daqueles desgraçados. E depois correlacionar esses dados com os do controlo objectivo e real da OTAN por meio de imagens de satélite, os quais indicarão com precisão a data da saída das tropas russas.

Mas isso só será feito se a Ucrânia e os países ocidentais que a apoiam, procurarem a verdade. E, infelizmente, sabemos bem que, nesta altura, desejam tudo menos isso.


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Como o filho de Biden está envolvido no financiamento de programas biológicos na Ucrânia

(Artigo in Resistir, 03/04/2022)

A operação militar russa na Ucrânia permitiu desmantelar cinco laboratórios biológicos que participavam em projectos encomendados directamente pelo Pentágono e cujos objectivos no território ucraniano estavam “longe de serem científicos”, informou o Ministério da Defesa da Rússia

Continuar a ler aqui.

E para os que acham que não há laboratórios nenhuns ver as declarações da subsecretária de Estado dos EUA, Vitoria Nuland, que admitiu a sua existência perante o Congresso dos Estados Unidos. Ver mais informação aqui.


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O Refém — o oráculo de Delfos — e o velório da UE

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 02/03/2022)

Vê lá se ficas os quatro anos, Ok? E diz o Costa: – Claro que fico.

A figura do refém faz parte da história de Portugal. O mais conhecido será o infante santo, D. Fernando, que ficou preso em Fez, como penhor da entrega de Ceuta aos mouros, após o desastre de Tanger.

Em 2022, o Presidente da República recupera essa figura, agora a do refém do povo, com o primeiro-ministro. Devemos levar Marcelo Rebelo de Sousa a sério.

Uma das curiosidades do nosso presente político é a figura do atual Presidente da República. Eu tenho por Marcelo Rebelo de Sousa a mesma admiração, afeto e até simpatia que dedico aos grandes músicos de Jazz. Eles simplesmente tocam, não interessa a pauta da música, nem as regras da composição. O importante é o swing, a improvisação, os ritmos não lineares. Em Marcelo Rebelo de Sousa nada é linear. E o improviso, como no Jazz, é uma técnica muito bem ensaiada e pensada.

No caso da imposição a António Costa que fique refém por quatro anos e seis meses em São Bento a Marcelo Rebelo de Sousa não interessa nada a Constituição, que o governo dependa da Assembleia. Ele está a ver mais além. Não há resgate, não há Ceuta, isto é, não há Europa que lhe valha. Dali não sai. Mas, ao contrário do que alguns analistas mais apressados afirmam, não se trata de vingança de Marcelo, nem maquiavelismo. A imposição é por boas razões. A sério.

Marcelo Rebelo de Sousa improvisa e encanta, mesmo que tenha de torcer o trompete da lógica. E, não sendo eu músico, acredito não ser fácil tocar com um instrumento com as escalas todas trocadas. Mas ele é um artista!

A questão é de música, da que nos dão. Isto é de lógica. De percebermos o que estão os verdadeiros poderes a maquinar para aumentar os seus lucros. Marcelo Rebelo de Sousa conhece-os, conhece a falta de caráter dos poderosos do mundo, mas não os pode denunciar, nem as suas estratégias de aranhas.

À primeira vista, a sentença de manter António Costa amarrado ao pelourinho de São Bento, levar-nos-ia a concluir que Marcelo Rebelo de Sousa seria tão ingénuo que considerava que Portugal se governa a partir de São Bento! Que Portugal tem moeda própria, que tem uma política económica autónoma, que decide taxas de juro, que o Banco de Portugal não é uma dependência do BCE, que Portugal pode decidir comprar petróleo à Rússia, ou à Venezuela, que pode pescar o que quiser nas suas águas territoriais, decidir intervir na TAP sem autorização de Bruxelas, que os tribunais portugueses podem desrespeitar os tribunais europeus!

Enfim, pelo que se pode concluir da imposição de Marcelo Rebelo de Sousa, este estaria a afirmar aos portugueses que a União Europeia afinal não é aquilo que todos julgávamos ser, que os Tratados de Roma, de Lisboa, de Nice, de Amesterdão, o de Maastrich, o Tratado da União Europeia são letra morta e não afirmam que a legislação da União se sobrepõe à legislação nacional, que a Comissão Europeia se sobrepõe aos conselhos de ministros locais. Pela imposição de Marcelo Rebelo de Sousa a António Costa de se manter por cá, pode chegar-se à surpreendente conclusão que Marcelo Rebelo de Sousa, sempre adiantado, já considera, em Abril de 2022, a União Europeia um «já foi», um has been, isto após a submissão e rendição completa aos Estados Unidos na decisiva questão da Ucrânia!

A tomada de António Costa como refém de Marcelo Rebelo de Sousa (ele disse que era refém do povo, mas Marcelo é o povo!) revela que o presidente da República Portuguesa já deu uma antecipada extrema-unção à União Europeia (ele é um católico praticante) e, entrando a União Europeia num período de moribundeza mais ou menos longo, mas fatal, é, de facto, conveniente que um político experiente e consistente como António Costa se mantenha em Portugal, porque a nação será o nosso último refúgio e Marcelo quer resistir aqui com alguém de confiança ao lado.

Enfim, devemos ver Marcelo Rebelo de Sousa mais como um presciente oráculo de Delfos em Belém, do que como um maquinador de factos políticos. E levá-lo a sério. A sério.

Marcelo Rebelo de Sousa já estará a planear a ida ao velório da União Europeia e não quer lá encontrar António Costa como mestre-de-cerimónias dos cangalheiros. É isso.

Não vai ser com os 2% do orçamento determinados pelos Estados Unidos para compras em material militar que nos vamos safar nem na Europa, nem cá. Sendo assim, o melhor é declarar Portugal um offshore e apresentar António Costa como refém dos depósitos. Se forem oligarcas, tanto melhor. Marcello Rebelo de Sousa, de quem se conhece o gosto pelos banhos de mar, será o nosso nadador-salvador.


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