Natal e a «mentalidade de guerra» de Mark Rutte

(Por António Bernardo Colaço, in AbrilAbril, 23/12/2024)

Tanque de guerra alemão Leopard 2, que equipa os exércitos da NATO e da Ucrânia

Natal é um acontecimento social festivo universalmente praticado, pelos cristãos e não-cristãos, independentemente de qualquer credo religioso. É o «tempo» de todos os cidadãos do mundo – tanto os que o celebram, como os que não o podem celebrar –, mas no qual todos anseiam pela PAZ, CONCÓRDIA e SOLIDARIEDADE ENTRE OS SERES HUMANOS. 

Foi, por isso, surpreendente e assombroso o discurso do Sr. Mark Rutte – secretário-geral da NATO, no Carnegie Europe, em Bruxelas, no dia 12.12.2024. Eis alguns chavões:

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E também porque é Natal – ajude a Estátua de Sal

(Estátua de Sal, 16/12/2024)

 

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Bom Natal

(Estátua de Sal, 24/12/2023)

Natal. Seja lá o que isso for. Não é por fazermos votos de bom Natal que passaremos a ter um Mundo melhor. Nem que a vida passe a ser melhor para milhões de deserdados e sofredores da iniquidade e de um sistema económico que prospera cada vez mais para poucos em detrimento da grande maioria.

Mas as comunidades também vivem de rituais e da partilha de comportamentos. As tradições são isso mesmo. Uma herança da memória de outros tempos, por vezes atavismos fora de época.
E essa partilha pode gerar uma resultante social, positiva ou não, construtiva ou não. Dinâmica para a esperança ou dinâmica para coisa nenhuma.

E neste Natal, em particular, dinâmica também para o perigo da escalada dessas guerras insanas que estão a povoar o Mundo e a ameaçar as nossas vidas. Sim, porque os morticínios não são “lá longe”, entram-nos casa adentro, todos os dias em doses cavalares, servidos pela nudez crua das imagens das televisões. E que nos lembremos que não são marionettes mas sim seres humanos que estão a ser espezinhados por outros seres humanos. A barbárie a que urge pôr cobro, assim a paz se impusesse, ao menos porque é Natal…

Natal. Seja lá o que isso for, é pelo menos uma pausa na rotina de muitos de nós. Algumas liturgias tomam conta do quotidiano. As prendas, as crianças, as ceias, os encontros e reencontros familiares, os presépios e outros símbolos para os crentes e até para os menos crentes.

E por isso mesmo, quer queiramos quer não, o Natal é sempre uma singularidade, no percurso do calendário anual. Quer para os que o vivem em esperança, em fervor e em otimismo, quer para os que amargamente sofrem o desânimo de nada ter para vivenciar, e para os quais o Natal é apenas mais um dia no caminho de um calvário repetido e constante. Lembremo-nos desses, reflitamos porque são as coisas assim e questionemos porque terão que ser assim.

E para que se mantenha a tradição, para todos os meus amigos e para todos os que me lêem. aqui ficam os meus votos de Bom Natal. Seja lá o que isso for. Seja lá o que cada um queira que seja, e que possa ser, nestes tempos sombrios de guerra e de barbárie.