O Jovem Conservador de Direita comenta os debates

(Por Jovem Conservador de Direita, in Facebook, 16/02/2024)

Não vi o primeiro debate. Já estou farto de ouvir a esquerda radical. É uma questão de saúde mental.

Infelizmente, não perguntaram à Dra. Mariana Mortágua acerca da usurpação de direitos de autor e propriedade intelectual do Dr. Pedro Abrunhosa daquela frase que não é igual à dele, mas que se nota que só podia ser dele: fazer o que nunca foi feito.

A esquerda a nacionalizar uma frase que nunca tinha sido dita antes do Dr. Pedro Abrunhosa a enunciar. Ele merece receber direitos de autor por dizer o que nunca foi dito.

Depois tivemos o debate do dia, entre um candidato extremista totalitário e um candidato da direita conservadora ligeiramente autoritária.

O Dr. Cabeça de Geleia hoje lambeu-se menos. Nota-se que tem ouvido as minhas críticas e devem estar a dar-lhe moscas antes do debate para que a língua dele não se perca à procura delas na atmosfera.

Foi um debate muito agressivo. O Dr. Pedro Frazão foi mencionado pela primeira vez e não foi para discutir zoofilia. Foi por um motivo mais nojento.

O Dr. Rui Tavares denunciou que, entre outros trolls da internet, o Dr. Pedro Frazão pôs a segurança da sua filha em risco. Nomeadamente através da partilha de fotografias tiradas no pátio da escola.

O Dr. Cabeça de Geleia esteve muito bem a fingir que não sabia de que é que o Dr. Rui Tavares estava a acusar o Dr. Pedro Frazão. Dá sempre jeito ter alguém que masturbe os cavalos para que ele não tenha de o fazer.

Apesar de fingir não conhecer o trabalho sujo do Dr. Pedro Frazão e seus seguidores, o Dr. Cabeça de Geleia aproveitou para reforçar a acusação de hipocrisia associada à devassa da vida privada de crianças denunciada. Já consigo vislumbrar o génio que tanta gente vê. Ele não masturbou o cavalo propriamente dito, mas não teve nenhum problema em utilizar o frasco de sémen extraído para inseminar as mentes dos seus seguidores.

A conclusão aqui é “deixem as crianças em paz desde que não sejam filhas de políticos de esquerda.”

A seguir, o Dr. Cabeça de Geleia acusa o Dr. Rui Tavares de querer encher as ruas de v1olad0res, assasssinos e bandidagem. Mas os fotógrafos de crianças estão no partido dele.

A seguir vou citar uma frase que ele disse mesmo:

“Crimes sexuais, que eu acho que nos dizem a todos alguma coisa.”

Não sei o que é que ele quer dizer com isto, mas deveria ser investigado.

O Dr. Rui Tavares confronta o Dr. Cabeça de Geleia com o facto de ser amigo do político mais corrupto do Mundo o Dr. Órban. Isto é inveja do Dr. Rui Tavares porque não tem amigos de sucesso. Era difícil o Dr. Viktor Órban não beneficiar os seus quando está há tanto tempo no poder na Hungria. Acham mesmo que tantas pessoas de sucesso financiam o CHEGA porque gostam das ideias do CHEGA? Não. São visionários que sabem aproveitar oportunidades.

Aqui o Dr. Cabeça de Geleia passou-se. Começou a lamber-se mais do que três labradores numa churrasqueira e disse tipo metralhadora: Venezuela, Cuba, Lula, Hamas, Soros. Foi um home run de argumentos imbatíveis.

É interessante que o Dr. Soros tenha sido mencionado nos debates antes de zoofilia.

Acusou o Dr. Rui Tavares de ser financiado pelo Dr. Soros e disse que o Dr. Soros, um bilionário, é de esquerda radical. Toda a gente sabe disso. E foi um excelente piscar de olhos aos fãs do CHEGA que não se sentem muito confortáveis com (((eles))).

O Dr. Cabeça de Geleia ficou tão nervoso por atacarem os seus amigos Dr. Órban e Dr. Bolsonaro que até defendem refugiados. Eram refugiados ucranianos, logo dos bons, mas já é um passo. Quando está nervoso torna-se mais moderado.

No pós-debate os comentadores foram todos unânimes em dizer que o Dr. Rui Tavares perdeu. O Dr. Sebastião Bugalho tinha de dar vitória ao Dr. Cabeça de Geleia. Os amigos são para as ocasiões.

Criticou o Dr. Rui Tavares porque denunciar o aproveitamento da devassa da privacidade de crianças por parte de um partido político é segundo o Dr. Bugalho “uma palhaçada.”

Acusou o Dr. Rui Tavares de não conseguir provar que a partilha das fotos dos filhos foram feitas por pessoas do CHEGA. É como a questão do Dr. Pacheco Amorim e do terrorismo. Se calhar o Dr. Pedro Frazão também é só membro da organização Dr. Pedro Frazão e não comete actos de Dr. Pedro Frazão.

Tenho visto muita gente a criticar o Dr. Bugalho e tenho de o defender. Muita gente diz que ele não tem talento nenhum e só está onde está por causa de nepotismo. É verdade. E não há nada de errado em aproveitar oportunidades, nem que essas oportunidades surjam de nepotismo.

Mas não quer dizer que não seja talentoso. O talento dele é falar à velho. E os velhos gostam muito de promover jovens que falam à velho. Porque faz com que não se sintam tão velhos.


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Se não fossem os paquistaneses, seríamos a nova Austrália!

(Tiago Franco, in Facebook, 13/02/2024)

O Ventura disse que Portugal devia regular a imigração como o Canadá, Suiça ou Austrália, que abrem “vagas” consoante as necessidades do mercado de trabalho.

Esta é uma forma de ele dizer, com recurso à semântica, que não quer mais brasileiros, paquistaneses ou guineenses.

Eu não sei que oportunidades de trabalho é que o Ventura acha que existem em Portugal. E também não percebo que hordas são estas que ele vê a baterem à porta do país. Nem refugiados de guerra para cá querem vir mas o Ventura fica aflito se vê 5 indianos ou 3 angolanos na baixa pombalina.

Se o plano é trazer apenas louros para as oportunidades de trabalho que Portugal gera, acho muito bem, que esta coisa de misturas é muito desagradável e vem com cheiros. Desde o tempo dos mouros que não há maneira de sermos puros e arianos. Até o próprio Ventura é arraçado de marroquino.

Eu aconselharia que ele estudasse as necessidades do país e começasse a distribuir vistos (gold) por noruegueses, alemães e holandeses. De preferência com cursos superiores, que lhes abrirão mais portas nas obras, na apanha da framboesa ou na limpeza de quartos dos hotéis.

De facto, com o Ventura no governo, ficaremos a 5 ou 6 tubarões de sermos uma Austrália no velho continente.

A Mariana Mortágua é uma máquina. Que pena não vestir o vermelho certo.


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Raimundo bom, Anselmo ainda melhor!

(Tiago Franco, in Facebook, 11/02/2024)

Eu espero que, no próximo governo de direita, Anselmo Crespo tenha um lugar de destaque. Porta-voz de grupo parlamentar, assessor de ministro, epá qualquer coisa, porque é merecido.

O que este homem faz no comentário político está ao nível de um Pedro Guerra ou Aníbal Pinto nos lagares noturnos sobre bola da CMTV.

Notem que eu compreendo que um deputado seja tendencioso na análise política. Não espero que Marques Mendes, Bernardino Soares, Catarina Martins, Lobo Xavier ou o Relvas das 4 cadeiras façam uma crítica isenta. É normal que falem com o casaco de político vestido. Mas um painel de jornalistas, noite após noite, sempre a tentar influenciar a  opinião pública com análises absolutamente tendenciosas, é algo que me irrita profundamente.

A não ser que aceitemos, de bom grado, que as opiniões na praça pública sejam apenas de um espectro político e tudo bem. Metade do país desliga a televisão e fala entre si.

Vi o debate entre Paulo Raimundo e Montenegro apenas hoje. Nas ilhas dos Açores (ou naquele sítio fora da República, se preferirem) o carnaval dura um mês, pelo que esta azáfama com eleições chega na altura errada.

Sobre a oratória de Paulo Raimundo já falei ontem, noutro artigo (ver aqui), e li as críticas feitas a um texto que acabou por ser lido por mais gente que eu imaginava.

As minhas expectativas para o debate eram por isso pequenas, apesar de achar Montenegro muito fraco nestas lides da argumentação. Mas enganei-me. Paulo Raimundo apareceu melhor, com algum trabalho feito e com o raciocínio estruturado.

Raimundo não consegue cativar pela eloquência da palavra e usa, de forma aflitiva, bengalas gramaticais. Em cada tema não podemos ter, “este é que é o grande problema”. Porque se for esse, já não pode ser o seguinte ou o anterior. Continua sem conseguir “atirar a matar” quando os adversários abrem a carreira de tiro. João Adelino Faria passou-lhe a casca de banana na história do aeroporto, que Montenegro mordeu e, Raimundo podia ter aproveitado para lhe dizer que, o aeroporto e a nova comissão, saída da cabeça de Montenegro, mostram a falta de palavra do PSD e os fretes aos grupos privados.

Ainda assim, Paulo Raimundo, como dizem os brasileiros, optou por feijão com arroz. Bola no pé, toca e foge, ideias simples mas concretas. Em 3 palavras: passou a mensagem.

Teve a ajuda de Luís Montenegro que patinou na história das pensões. Raimundo disse-lhe duas vezes que o PSD promete agora, não só o que cortou no passado (pensões), como também aquilo que votou contra no parlamento (proposta do PCP).

Ficou claro, para quem ouviu, que as pensões são uma promessa eleitoral para o PSD e não mais do que isso. Porque se assim não fosse, teriam votado favoravelmente no parlamento. A vida nestas coisas é muito simples e o que parece, é.

Montenegro voltou a ficar entalado com o apoio ao PS no congelamento da carreira docente, embora agora andem a prometer mundos e fundos aos professores. Eles, com Luís Montenegro como líder da bancada parlamentar, que disseram a estes mesmos professores que não fossem piegas e emigrassem.

O mesmo aconteceu com os benefícios fiscais dados às maiores empresas e onde Raimundo disse que se poderia ir buscar o dinheiro para as pensões. Nem com a insistência do moderador Montenegro conseguiu responder se taxaria o lucro excessivo. Vá lá, vá lá que, pelo menos, ao contrário dos seus parceiros de coligação (CDS) não disse que desconhecia o conceito de lucro excessivo.

Até a realização do debate à distância favoreceu Paulo Raimundo porque deixou Montenegro a reclamar por respostas que já tinham sido dadas.

No fim dos 25 minutos ficámos com a ideia do que Raimundo queria falar:

1) encostar o PSD aos cortes da ultima década e aos apoios ao PS no ataque aos trabalhadores; 2) aumento de pensões e salários à custa dos benefícios dados hoje ao capital. A ideia de que é para fazer hoje e não amanhã, passou.

Montenegro ficou na maionese nas pensões e quando chegou aos salários, deixou tudo para previsões de crescimento. Ou seja, ZERO de justiça fiscal e a continuação dos benefícios aos mais ricos. Em suma, o programa de sempre do PSD.

Paulo Raimundo ainda acabou com chave de ouro, explicando que o PSD não ficou com grandes bandeiras porque até isso o PS lhes levou. Voltou a encostar Montenegro à descida do IRC para os grandes grupos económicos. Montenegro não respondeu e voltou a perder tempo a falar de unicórnios.

Tal como na história do aeroporto. Raimundo respondeu em 5 segundos: Alcochete e está a andar. Montenegro voltou a meter os pés e a não assumir mais do que novas comissões e ajudas à Vinci.

Com discurso simples, sem qualquer agressividade, mas também sem perder o controlo emocional, Paulo Raimundo deixou claro que Montenegro promete coisas que nunca quis corrigir. É isso que passa deste debate. E corre particularmente mal a Montenegro porque ele é muito mais experimentado e beneficiou de “ataques suaves” de Paulo Raimundo. Um político tarimbado teria atropelado Montenegro.

Ora…no fim disto tudo como é que o belo do Anselmo “arremata” a coisa? Mau para Raimundo, bom para Montenegro. Mas “bom sem ser brilhante”, acrescenta o “jornalista”.

E não é para menos, digo eu. Para brilhante, como poucos, já cá temos o nosso Anselmo. Tudo o que não seja porta-voz do governo será derrota. É muito suor.


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