Otelo Saraiva de Carvalho e o espírito do 25 de Abril (2/3)

(Por Júlio Marques Mota, in a Viagem dos Argonautas, 08/08/2021)

2ª parte – A Eurotragédia

A partir daqui, do problema do fraco desenvolvimento das forças produtivas, iremos pois responder à sua questão sobre o que é o espírito de Abril mas para lhe responder tanto o podemos fazer centrando-nos em 74 como em 2021, pois do ponto de vista relativo aos outros países da OCDE não estaremos longe de Abril de 74, e as aspirações dos portugueses de hoje não serão muitas diferentes das que constituiriam o espírito do 25 de Abril….


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Otelo Saraiva de Carvalho e o espírito do 25 de Abril (1/3)

(Por Júlio Marques Mota, in a Viagem dos Argonautas, 07/08/2021)


No que diz respeito ao espírito de Abril, aos sonhos do Abril de 1974 precise-se, oferecer-lhe-ei uma resposta longa, muito longa, não em termos do espírito do 25 de Abril mas tendo em conta que na minha opinião caminhamos para uma versão mais suave do 24 de abril, falaremos dos sonhos que na mesma linhagem de 1974 poderemos ter hoje, neste país à beira mar prantado face a uma sociedade desejada para o futuro…..

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Um mundo estratosférico, o dos banksters

(Por Júlio Marques Mota, in Blog A Viagem dos Argonautas, 06/05/2021)

Fala-se nos media sobre os milhões de euros em prémios que serão distribuídos pela Administração do Novo Banco e que, como se sabe, seremos todos nós a pagar. Digam lá o que disserem. Mas há perguntas a fazer.

A primeira pergunta a fazer é: Prémios de quê ou porquê? A segunda pergunta, feita a quem assinou o acordo pela parte do Governo, Mário Centeno, é saber se isso está no acordo assinado com a venda feita pelo Governo ao fundo americano. Se esta distribuição de prémios com o banco a dar prejuízos está no acordo, será então Mário Centeno que deverá explicar no Parlamento e ao povo português, o contribuinte, as razões de ser desse mesmo acordo. Se não está no acordo e se somos nós todos que pagamos, o famoso ou triste contribuinte, conforme a conveniência de Centeno, porque é que não se impede que isso seja feito? Ou será como diz o Financial Times que, a quem tem dinheiro, tudo é permitido? Relembremos a postura de António Costa e Mário Centeno no caso da Caixa Geral de Depósitos: uma vergonha, com um governo vergado à ganância de um bankster, António Domingues. Expliquem-me então as remunerações que eram propostas e que são agora auferidas, mais cêntimo menos cêntimo, por Paulo de Macedo. Era bom que Mário Centeno nos esclarecesse porque era o ministro de então. Pode mesmo tomar como referência quanto ganha o atual Presidente do FED, Jerôme “Jay” Powell.

Mas acrescente-se: tenho pena desses senhores banksteres, muita pena mesmo. Estão habituados a um nível de vida estratosférico. Um exemplo disso é-nos dado hoje por Matt Levine quando nos fala de um dos bancos globais, o Crédit Suisse, e do seu ex-diretor da gestão de ativos, Eric Varvel, assim como da sua maravilhosa vivenda em Provence (ver texto aqui).

Vale a pena ler o seu texto e assim percebemos como não há dinheiro suficiente que satisfaça esses banksters e é isso que explica a necessidade desses milhões que dos bolsos de todos nós poderão sair para aplacar a ganância desses atores globais a trabalharem em bancos globais.


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