(Lucas Leiroz, in S. C. F., 01/08/2026)

O caso deve ser analisado sob uma ótica muito mais profunda do que a mera demagogia liberal humanitária.
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Ceuta está no centro das manchetes, mas o problema está longe de começar ou terminar naquela pequena cidade espanhola encravada no norte da África. O que se viu nos últimos dias foi apenas mais um capítulo de uma crise que a Europa insiste em tratar como exceção, quando na realidade ela já se tornou parte da nova normalidade do continente.
Durante anos, governos europeus preferiram discutir imigração quase exclusivamente em termos morais. Falar de fronteiras passou a ser quase um tabu. Questionar políticas migratórias passou a ser confundido com hostilidade aos próprios migrantes. Enquanto isso, o problema cresceu silenciosamente até alcançar um ponto em que os fatos já não podem mais ser ignorados.
O primeiro fato é que a resposta do governo espanhol evidencia os limites de uma política migratória excessivamente dependente de uma lógica humanitária. O governo de Pedro Sánchez construiu boa parte de sua imagem internacional em torno da defesa dos direitos humanos e da solidariedade aos migrantes. Paralelamente, organizações da sociedade civil favoráveis à ampliação das políticas de acolhimento ganharam espaço no debate público. A consequência, segundo seus críticos, foi o enfraquecimento dos mecanismos institucionais de soberania e segurança e a diminuição da capacidade do Estado de controlar efetivamente suas fronteiras.
O segundo ponto diz respeito à natureza do fluxo migratório. É importante distinguir imigração irregular de refúgio. O direito internacional estabelece critérios objetivos para reconhecer uma pessoa como refugiada, relacionados à perseguição e ao risco concreto à vida ou à liberdade, ademais de situações de guerra ou catástrofe que tornem inviável a vida na terra de origem. Nada disso parece estar acontecendo no Marrocos. Muitos dos que chegam a Ceuta parecem estar motivados principalmente por razões muito distintas da proteção internacional prevista nas convenções sobre refugiados. Isso exige que o debate seja conduzido com precisão jurídica e política.
Há ainda uma dimensão que raramente recebe atenção. Nos estudos contemporâneos de segurança internacional, cresce o debate sobre a possibilidade de fluxos migratórios serem utilizados como instrumentos de pressão política. Em determinadas circunstâncias, governos podem facilitar, direcionar ou explorar movimentos populacionais para criar dificuldades a outro país, pressionar negociações diplomáticas ou gerar instabilidade. Em outras palavras, a migração também pode integrar estratégias de guerra híbrida. Isso não significa que toda crise migratória seja deliberadamente planejada, nem que os próprios migrantes tenham consciência de qualquer estratégia. Significa apenas que grandes deslocamentos populacionais podem produzir efeitos geopolíticos relevantes e, justamente por isso, interessam aos Estados.
Essa discussão leva ao terceiro fato. A crise de Ceuta não pode ser analisada isoladamente das transformações estratégicas ocorridas no Norte da África nos últimos anos. Marrocos aprofundou sua cooperação com Israel após os Acordos de Abraão, ampliando relações em áreas como defesa, inteligência e tecnologia. Há evidências públicas de que Israel tenha participado da atual crise migratória, inclusive com publicações nas redes sociais por parte de oficiais israelenses (e seus familiares) sugerindo que um evento desse tipo “poderia acontecer”.
O quarto aspecto revela uma contradição recorrente no debate político europeu – e ocidental como um todo. Parte da esquerda mantém um discurso fortemente favorável à causa palestina e critica duramente Israel, mas frequentemente trata a questão migratória apenas sob uma perspectiva moral (pseudo-) humanitária. Ao mesmo tempo, pouco se discute o fato de que Marrocos desenvolveu relações estratégicas importantes com Israel e de que a própria Espanha mantém laços umbilicais com o conjunto das potências ocidentais. A política internacional não se organiza segundo os discursos performáticos que predominam nos pronunciamentos públicos e viralizam nas redes sociais. Agora, a esquerda liberal não sabe mais quem apoiar entre uma Espanha “pró-Palestina” (da boca para fora) e uma horda de invasores ilegais (de um país de “Terceiro Mundo”, o que significa automaticamente “vítima” para o vocabulário ideológico esquerdista).
O quinto fato talvez seja o mais importante. Ceuta dificilmente será um episódio isolado. A Europa enfrenta envelhecimento populacional, desaceleração econômica, polarização política e pressões migratórias permanentes em suas fronteiras. Se essas questões continuarem sendo tratadas apenas por meio de discursos simbólicos, novas crises tendem a surgir – até que eventualmente a substituição populacional europeia seja uma realidade concluída.
A discussão sobre imigração precisa deixar de ser apenas um tema humanitário para tornar-se uma questão central de soberania, segurança e estabilidade política – o que nós sabemos que não acontecerá se não houver um movimento iliberal suficientemente forte para varrer a agenda de Bruxelas de todo o continente europeu.
Fonte aqui
Pois o espanhol, Marrocos aceitou fazer o frete aos Estados Unidos e Israel que teem atravessado na goela o Governo espanhol por este recusar participar nas suas guerras ilegais e genocidas.
E se Espanha não mantivesse territórios ocupados em África não se punha a jeito para lhe acontecerem coisas destas.
E enquanto tudo isto acontece e as carolas direitolas continuam a alimentar teorias de “grandes substituições” e “hordas invasoras do Terceiro Mundo”, aproveitando as tragédias que assistimos e outras mais, numa Europa que cada vez mais explora os trabalhadores e empobrece as populações, ao ponto de os salários já não suportarem habitação, alimentação, energia e medicamentos/tratamentos, mas os grandes grupos económicos e a banca continuar a somar lucros colossais, aumentando o abismo entre a minoria ultra-rica e a maioria à beira ou abaixo do limiar da pobreza, temos mais um escândalo da inteira responsabilidade dessas mesmas carolas direitolas aqui na Pategónia, terra de experiências socio-económicas e cobaias dos respectivos experimentos.
Então não é que a Procuradoria Geral da República, tão lesta a publicar parágrafos lacónicos lançando suspeições sobre primeiros-ministros e ministros de governos passados, desta vez reduzida a um ensurdecedor e comprometido silêncio, no caso das aventuras e desventuras, tropelias e falcatruas do Ministro da Administração Interna, ex-director nacional da Polícia Judiciária, se vê agora “ultrapassada” pela Procuradoria Europeia, que está a investigar e averiguar os contratos de adjudicação celebrados por Luís Neves na PJ ao seu amigo empreiteiro de Barcelos, o tal que lhe fazia biscates em obras particulares, e que ficava com atrelados e bidões de produtos químicos?
Quando a PGR e o Ministério Público, a própria Magistratura, é capturada pelas excelsas e iluminadas carolas direitolas, tutoras da nossa “civilização judaico-cristã”, serviçais dos interesses financeiros e económicos instalados, coadjuvantes de traficâncias e negociatas de “força maior”, afectando até os equilíbrios e a autenticidade do próprio sistema político e eleitoral, é uma mar de arbitrariedade, compadrio, influências, corrupção e favorecimentos que se abre…
Estas carolas direitolas farsolas javardolas não páram…
https://www.rtp.pt/noticias/pais/procuradoria-europeia-investiga-contratos-entre-a-pj-liderada-por-luis-neves-e-a-construbarcelos_n1757579
Será que o preço de demitir um ministro, coisa que Montenegro Spinumvivas tanto pedia e clamava quando estava na oposição ao governo, é tão elevado que mais vale fazer cair um governo? E quantos ministros incompetentes, trapalhões, inaptos e “comprometidos” tem de demitir até “sanear” o seu próprio, prolífico em “casos, casinhas, casotas, casarões e casamentos de conveniência”?
ataque de guerra hibrida de mojamed sexto; marcha verde 2.0
mau texto. apesar de alertar para dimensões muitas vezes escondidas da chamada “crise migratória” tenta dar a entender que o que se passou em ceuta é a norma das migrações que a europa tem recebido na ultima decada e meia quando a grande maioria foram de facto refugiados das guerras começadas e apoiadas pelos países europeus nos seus países. este tipo de confusão é iminentemente reaccionário.
Certíssimo. Porque a Europa sim protagonizou grandes substituições de populações que não tinham o armamento necessário para se opor as hordas que saiam dos barcos com armas e canhões e ca vai disto.
O caso dos actuais Estados Unidos e típico. As populações nativas contavam cerca de 25 milhões quando os primeiros colonos chegaram.
São hoje pouco mais de dois milhões enfiados em reservas.
Quando mesmo nesses territórios ínfimos havia recursos que interessavam toca a matar neles.
Caso do massacre de índios Osage romantizado no filme Os Crimes da Rua das Flores.
E talvez esteja a passar pela cabeça avariada dos Trumpianos acabar com o resto pois que já perdi a conta a you tubes a descrever alegadas atrocidade desses nativos contra os pobres colonos que só queriam civiliza los.
Mas agora temos estes chocos com a treta da substituição das populações. Por parte de gente que não tem armas e quer apenas qualquer trabalho onde possa ganhar para comer.
E se Espanha não tivesse mantido dois enclaves em África, relíquias do colonialismo, não se tinha posto a jeito para lhe fazerem isto.
Que foi orquestrado mas não pelos pobres diabos a quem este camelo chama “hordas” mas por quem não suporta a divergência de Espanha em relação a torrar o dinheiro do povo em armas ou apoiar genocídios e guerras ilegais.
O Trump e sus muchachos subiram paredes quando Espanha recusou o uso das suas bases.
Claro que a conta iria chegar. Porque os fascistas não perdoam.
E usaram jovens que vivem sem trabalho e poucas perspectivas de o ter tão cedo.
Deram lhes camioes e outros meios de transporte a quem morava longe.
Receberam apelos em redes sociais e folhas volantes que garantiam que em Ceuta teriam trabalho e comida.
Muitos encontraram foi a morte. Entre eles uma jovem futebolista da cidade de Tetuan atraída também por um canto de sereia orquestrado por fascistas.
Humanismo demagógico de esquerda diz o sujeito.
Não, respeito pela humanidade pois que se Estados Unidos e Europa não passassem a vida a instalar lá corruptos e a fazer a guerra a quem não quer vender a sua terra eram capazes de ter menos emigrantes.
Menos “hordas ilegais”.
Se não continuassem a destruir o clima talvez mais gente conseguisse viver decentemente por lá.
Hordas ilegais foram os vikings e colonos.
O que seria viver numa aldeia na Gra Bretanha ou França e ver chegar aquelas hordas a matar homens, violar mulheres, pilhar os campos e queimar as casas?
Viver num convento e ver entrar um bando de violadores?
Ainda hoje, para além de idolatrar esses porcos há quem os desculpe. As suas terras eram muito frias, coitadinhos. Eles até plantavam mas as vezes a colheita não rendia.
Vao ver se o mar da choco. E não podiam negociar? Bacalhau sempre la houve.
Podiam vender ferro e artigos em ferro. Eram exímios até em criações artísticas em ferro.
Mas era mais fácil sucumbir a instintos vis e durante séculos tivemos essa praga.
O que seria viver numa aldeia nativo americana e ver chegar colonos a disparar sobre tudo o que mexia?
Ainda hoje esses nativos são caricaturados como recolectores que viviam a carne de búfalo.
Nada mais falso. Eles cultivavam sim, especialmente milho, sorgo e batata.
Mas os colonos arrasavam tudo para construir as suas próprias casas e campos.
Ate pagavam a quem matasse búfalos para privar os nativos da sua maior fonte de carne e roupas quentes.
E agora veem chocos destes com a treta da grande substituição porque as vítimas das nossas guerras de pilhagem e saque nos batem a porta.
Vão ver se o mar da Kraken.
Primeiro, a UE é dominada por forças de centro-direita/direita, e cada vez mais encostadas à extrema-direita. A ideologia-sistema dominante é o Capitalismo Neoliberal, sem fronteiras, onde as corporações fortes dos países ricos dominam e empurram para as periferias os concorrentes dos países menos ricos. A Alemanha é dominada pelo centro direita e só Scholz se desviou (pouco) dessa linha, França tem Macron agarrado que nem lapa, o Reino Unido virou recentemente à esquerda depois dos Johsons, das Trusses e dos Sunaks, mas já está fora da UE (Brexit) antes do Starmer trabalhista-centrista, e também tem um problema migratório. Boris Johnson era esquerdista?
Não brinquemos com os factos.
«(…) uma Espanha “pró-Palestina” (da boca para fora) e uma horda de invasores ilegais (de um país de “Terceiro Mundo”, o que significa automaticamente “vítima” para o vocabulário ideológico esquerdista).»
Uma Espanha pró-Palestina da boca para fora? Não foi Espanha que reconheceu já o Estado Palestino, ao contrário de Portugal que passa a vida a dizer que a altura certa para o fazer ainda não chegou? Que quer sanções e boicotes para Israel, tal como se aplicam, por exemplo, à Rússia? Que não colabora com a guerra de agressão ao Irão, não cedendo o espaço aéreo nem bases para os americanos circularem máquinas de guerra, armas e soldados? Deve ser impressão minha… um pouco mais de precisão nas alegações e não apenas bla-bla-bla seria bom para a credibilidade do artigo.
Quanto às hordas de invasores ilegais… tem piada, a mesma acusação em sentido inverso pode ser apontada à direita, se fossem de um país do “Primeiro Mundo” seriam automaticamente heróis e “exemplos” «para o vocabulário ideológico direitista». Precisam de exemplos, não chegam lá sozinhos? Vejamos…
Os Vikings eram eles mesmos hordas de invasores ilegais, que normalmente faziam incursões e pilhagens, mas por vezes se instalavam nos locais conquistados, alguns deles (ou mesmo a maioria) já povoados e com populações grandes, reinos que eram arrasados pela sua pilhagem, os seus massacres e violações, a destruição que causavam para espoliar e dominar essas regiões e povos. São ainda hoje em dia idolatrados, não apenas nos seus países de origem, como também a nível do resto da Europa (a maior parte, pois a Europa é maior que a Escandinávia), e não apenas na Normandia ou em Inglaterra, onde se instalaram e sediaram. São mesmo um “fenómeno de culto”, e portavam-se muito pior que esta “horda de não-vítimas” (presumo que assim as caracterizaria um “direitolas às direitas”), ou seja, esta “horda de agressores” provinda do Terceiro Mundo. Não mataram (antes morreram alguns na travessia pelo mar), não pilharam nem destruiram nada de monta (não consta que Ceuta tenha ficado toda partida, revirada e espoliada, nem que tenha havido grande violência ou massacres, ou violações. Parece até que esta “horda de Terceiro Mundo” tinha um pouco mais de educação e boas maneiras que outras horas, mesmo descontando que estamos noutra época histórica, não vieram armados, não vieram para destruir e sim para tentar melhorar as suas condições de vida ao serviço de alguém.
Hoje em dia os Vikings, esses assassinos, violadores e saqueadores de tempos idos são tão idolatrados, no mundo ocidental, no “mundo livre”, que até no Mundial tínhamos orgãos de comunicação social e social midia a divulgar a coreografia ritmada dos noruegueses, que se sentavam todos na bancada fazendo em simultâneo o movimento de remada, emulando assim os Vikings de outrora, que são parte da sua história cultural, os seus antepassados e “exemplos” (puros, imaculados e viris).
Também na nossa cultura se idolatra e idealiza os cowboys (ou os colonos europeus que iam para as Américas e dizimavam a população indígena local, também eles, coitados, “vítimas do Terceiro Mundo” e do “pensamento ideológico da Esquerda”, e não de balas, perseguições, chacinas, desapropriações, deslocações forçadas, campos de concentração, as doenças europeias que os europeus disseminavam por vezes propositadamente para ajudar a dizimação dos ameríndios. Mais uma vez tivemos de levar a nossa cultura de Primeiro Mundo onde não havia categoria nenhuma, pois sem capitalismo de exploração, nem escravatura de grande escala, nem armas de fogo… não havia “progresso”.
Portanto, e sem analisar outras passagens, parece-me um texto enviesado, mesmo que possa conter problemas actuais e futuros, as respostas que oferece são mais do mesmo, e muito parciais: como se resolve os fluxos migratórios, é a fazer muros como fez Trump na fronteira com o México? Resultou? Então para que instaurou o ICE, que mata e sequestra e deporta tudo o que mexe, por vezes até cidadãos legais e americanos “de nascença” (WASP), apenas por não colaborarem e sem oferecerem qualquer ameaça real? É esta a visão das carolas direitolas iluminadas para resolver o problema das migrações massivas e descontroladas? É a continuar a criar guerras e conflitos nas periferias da Europa, ou nos continentes Africano e Asiático (Médio Oriente/além-Cáucaso)? Gerando massas de miseráveis, refugiados, etc que não têm outro remédio se não abandonar os seus países? É a causar guerras na Ucrânia, que perdeu população a níveis colossais, muitos deles também imigrantes na Europa, refugiados? É esta a estratégia de sempre da NATO, da UE, dos direitolas em geral que controlam isso tudo, com o financiamento da banca internacional, e lucro dos consórcios e corporações do armamento, da tecnologia de ponta, os militaristas?
Assim percebo melhor porque se limita o autor a fazer perguntas retóricas, sugerir culpados e especular com cenários, a fazer apelos a vias “iliberais” (o capitalismo continuará lá todo, e cada vez mais reduzido ao monopólio e lucro de alguns, com a concentração galopante paga depois com as inflacções, os juros e as tarifas sobre a grande maioria de excluídos). É que respostas, ideias, métodos, soluções, não apresentou nem uma. E como diz o outro: “assim também eu”…
Estas carolas direitolas não páram…
Há muitos mais exemplos do que os Vikings e os Cowboys, apenas citei os dois mais proeminentes exemplos da “iconografia” dos tempos actuais, um da Europa Ocidental, outro da América do Norte, que não são exclusivos aos respectivos continentes e representam um arquétipo da “civilização ocidental” idealizado pela “direita purista”, ou dita “ultranacionalista”, “supremacista”, ou seja, a direita iliberal a que aponta o artigo em causa, sem falar em soluções estruturais, antes preferindo as ilusórias soluções “conjunturais”… mas um castelo de areia, ou vários, unidos por muralhas e fossos, não conseguem travar marés, só uma reformulação séria do “modelo de desenvolvimento ocidental”, baseado na exploração, na sabotagem, na competição desenfreada, na ausência de respeito pelo direito internacional (já que as convenções e a legislação são para respeitar à letra, e não se pode confundir “o estatuto de refugiado” com o de um “imigrante ilegal”, ainda por cima integrando uma “horda do Terceiro Mundo”, ainda se fosse um nórdico tipo Anders Breivik, ou Christian Brückner, ou uns anglo-saxões brigões de bares de praia)…
Já os crimes de guerra, a pirataria em águas internacionais, etc, isso faz tudo parte da “civilização do Primeiro Mundo”, como se vê, porque aí o direito internacional é constantemente “bombardeado” e “afundado”…
E o que dizer das “hordas de invasores ilegais” da Palestina, em concreto da Cisjordânia, os colonatos ilegais dos sionistas, que também pilham, arrasam, destroem, violentam e matam com impunidade total e sem respeito pelos direitos humanos e o direito internacional, violando constantemente resoluções aprovadas na ONU? E com o apoio do veto habitual dos EUA, Inglaterra e França no Conselho de Segurança, além do fornecimento de armamento e apoio militar e logístico?
O que faz a direita europeia a respeito dessas hordas,vque destroem mesquitas, igrejas, até sinagogas se for preciso, além de hospitais, escolas e residências? Porventura quer fazer perímetros e muros e vedações com arame farpado, com corredores e labirintos para as “vítimas de Terceiro Mundo”, da “ideologia esquerdista” circularem sob controlo?
Já agora, e relativamente à coreografia norueguesa da “remada”, convém relembrar que não foram os Vikings a remar os seus drakkar os únicos, sequer os primeiros, a mover longos barcos com dezenas de homens a remar de forma organizada, rítmica, sincronizada. As galés da Antiguidade já o faziam, os trirremes, e muitas vezes com maior número de remadores e em navios maiores, que também dispunham de mastro(s) e vela(s).
Mas pronto, a coreografia tem a sua relação com a cultura nórdica, não é nefasta ou mal-intencionada em si, é de certa forma original e está na moda porque é recente e tornou-se viral com o mediatismo, mas se os noruegueses ou alguém pensa que aquele “gesto” ou “movimento” é exclusivo da história e cultura nórdicas, não passa de um ignorante patego. Já mais de 1500 anos antes dos Vikings, no mínimo, havia enormes barcos movidos por centenas de braços remando em conjunto ou alternadamente, no Mediterrâneo e no Sul da Europa, e não só…