Basta de rodeios – o sionismo não é aceitável

(João Gomes, in Facebook, 21/04/2026, Revisão da Estátua.)


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Há alturas em que a ambiguidade deixa de ser prudência e passa a ser cumplicidade. A atual posição da União Europeia face a Israel aproxima-se perigosamente desse limiar.

O debate proposto por Espanha sobre o acordo de associação com Israel expõe, mais uma vez, a fragilidade estrutural da política externa europeia: muita retórica, pouca consequência. Discute-se, pondera-se, “analisa-se o contexto” – enquanto, no terreno, a realidade avança sem esperar a lentidão burocrática de Bruxelas.

A questão essencial não é jurídica nem sequer técnica. É política e moral. Pode a União Europeia continuar a tratar como parceiro privilegiado um Estado acusado, de forma crescente e sustentada, de violar o direito internacional? Pode fazê-lo invocando interesses económicos, cooperação tecnológica ou alinhamentos estratégicos? E, sobretudo, pode fazê-lo sem cair numa contradição gritante com a sua própria atuação recente noutras crises internacionais? A resposta, se houver coerência, só pode ser negativa.

Perante o conflito na Ucrânia, a União Europeia não hesitou em mobilizar sanções massivas, isolamento diplomático e rutura económica com a Rússia. Fê-lo com base em princípios que dizia defender: integridade territorial, respeito pelo direito internacional, condenação do uso desproporcionado da força. Esses princípios foram apresentados como universais – não como instrumentos seletivos aplicáveis apenas quando conveniente. E é precisamente essa universalidade que hoje está em causa.

A insistência em enquadrar as ações de Israel como “defesa” tornou-se, mais do que uma análise, um automatismo e pode mesmo dizer-se uma mentira política. A defesa não é um conceito elástico ao ponto de justificar qualquer ação. Quando operações militares israelitas resultam em destruição sistemática, deslocação massiva de populações e bloqueios prolongados com impacto humanitário severo, o argumento da defesa deixa de esclarecer e passa a obscurecer.

O problema não está apenas no que Israel faz. Está no que a União Europeia aceita. E aceita porque há interesses. Aceita porque há dependências tecnológicas. Aceita porque diz “haver equilíbrios geopolíticos a preservar”. Aceita porque a unanimidade entre Estados-membros transforma decisões difíceis em impossibilidades práticas. E aceita, também, porque há governos que, por razões históricas ou ideológicas, recusam qualquer mudança de posição.

Mas aceitar não é neutro. Aceitar é escolher.

Ao manter intacto o essencial da sua relação atual com Israel, a União Europeia está a enviar uma mensagem clara: há violações do direito internacional que conduzem a isolamento e sanções, e há outras que geram declarações e, no máximo, revisões simbólicas. Há, portanto, duas leituras – e essa duplicidade corrói a credibilidade europeia de forma profunda.

A proposta da Espanha – rutura do acordo de associação com Israel -, sabe-se que dificilmente avançará. As regras europeias, os interesses cruzados e as divisões internas tornam esse cenário improvável. O mais provável será que a decisão seja uma mera declaração dura, talvez alguma revisão parcial, mas a continuação do essencial – o chamado “business as usual”, apenas com linguagem mais crítica. Os negócios e interesses financeiros vão-se sobrepor à justiça e à verdade. A maior parte dos dirigentes europeus “alinha” secretamente com as politica de Israel por uma cobardia politica perfeitamente visível.

E é precisamente esse resultado que revela o problema. Porque, no fim, a União Europeia não será julgada pelas palavras que escolhe, mas pelas linhas que traça – ou que se recusa a traçar. E neste momento, a linha continua por desenhar.

Se se isolou um Estado em nome de princípios, esse isolamento não pode desaparecer quando o contexto se torna mais desconfortável. Caso contrário, os princípios deixam de ser princípios e passam a ser instrumentos e os cidadãos da União Europeia saberão que tipo de dirigentes determina o seu futuro. Uma ordem internacional baseada em instrumentos não é uma ordem – é uma conveniência.

Basta de rodeios.

16 pensamentos sobre “Basta de rodeios – o sionismo não é aceitável

  1. Ó Carlos Marques Oliveira Vidal, não deites fora o menino com a água do banho, meu! Por mais verdades que digas, arriscas-te a acabar como o outro: orgulhosamente só!

  2. Cara Estátua, estou desde ontem a tentar postar um comentário relativamente curto, que não tem links nem qualquer motivo de controvérsia. Tentei nos três últimos artigos, sem sucesso. Quando insisto, surge-me o alerta de “comentário duplicado”. Há algum motivo para isso?

      • Eu sei. Aliás, um pouco mais abaixo, entrou outro comentário meu. Mas entre esse e este, a que agora respondeste, voltou a falhar a entrada daquele a que me refiro. Terá ido parar ao SPAM, por um qualquer motivo que nenhum de nós percebe? É um comentário a um comentário do Albarda-mos no artigo “Os mercados podem comemorar prematuramente, mas a próxima fase provavelmente será uma guerra ainda mais intensa”. Vou fazer mais uma tentativa, já em seguida.

      • A tranquilidade do Mouravitch quando morde no Putin, no Medvedev ou na política russa em geral é evidente! E é isso que ele faz praticamente sempre que aparece. Até um cego vê que o tipo tem muito mais medo do “democrático” patrão de cá, que pode cortar-lhe a avença se contrariar a narrativa russofóbica, do que do Putin e afins. E o gajo não é português, é cidadão russo, pelo que, na Rússia, não beneficia de uma eventual tolerância e protecção que lhe poderia ser dada como correspondente estrangeiro.

        Certamente consciente do perigo de a puta da realidade contrariar tão claramente a narrativa, houve há alguns meses um pasquim qualquer (ou uma revista, não me lembro bem) que tentou manter a chama acesa publicando uma treta mal enjorcada segundo a qual o Mouravitch acabara de fugir da Rússia para Portugal para escapar à perseguição do Kremlin, que se preparava para lhe fazer a folha. Tudo mentira, dois ou três dias depois o homem lá estava de novo, no Telejornal, a expedir a “encomenda” nos termos exactos que sabe serem do agrado do “oxidental” patrão.

      • Já tentei de novo mais umas três ou quatro vezes, com ligeiras alterações na ortografia ou na construção das frases, mas sem sucesso. Vou enviar-te a última versão num email de resposta aos que recebo da Estátua a alertar para novo artigo, a ver se por acaso consegues perceber o que é que, no texto, está a travar a entrada.

  3. Israel não tem nada de que a Europa verdadeiramente necessite.
    Nenhum sistema de armamento, aliás, muitas das armas com que Israel ataca povos e países vizinhos provêem justamente da Europa e dos Estados Unidos.
    O seu programa nuclear clandestino foi criado com o apoio de França.
    Nenhum metal raro, nenhum medicamento que salve vidas e não possa ser produzido em mais lado nenhum.
    Então porque e que apoiamos Israel e tentamos vender aos nossos povos uma treta chamada cultura judaico cristã?
    Aquele cabeça de supositório do chanceler Merz disse o com as letras todas.
    “Israel faz o nosso trabalho sujo”.
    E qual e o trabalho sujo que Israel faz há 80 anos, desde que foi plantado naquela região justamente para isso?
    Fazer os povos vizinhos, donos de recursos de que necessitamos viver no medo e na certeza de que precisam da proteção do Ocidente.
    Medo de serem atacados e exterminados por um povo que vive há quatro mil anos atrás e exerce a crueldade desse tempo com a mais destrutiva tecnologia militar do nosso tempo.
    Esse medo faz com que não defendam os seus recursos como defenderiam certamente se não se sentissem ameaçados.
    E por isso e não por um pretenso sentimento de culpa por agravos passados que o Ocidente apoia Israel.
    E o mesmo explica o apoio a Ucrânia.
    O regime ucraniano faz outro trabalho sujo. Fazer a Rússia sangrar.
    Para que ajoelhe e aceite voltar a ter as nossas multinacionais a pilhar aquilo tudo como aconteceu nos anos daquela besta bêbada do Ieltsin.
    Por isso a Rússia foi considerada agressora quando não teve alternativa depois de o regime ucraniano desatar a bombardear o Donbass e das bravatas de Herr Zelensky dias antes.
    Dizem que não interessa se havia nazis na Ucrânia, que há um agressor e um agredido.
    Mas agora no caso do Irão, como o agressor e quem faz “o nosso trabalho sujo” já importa o regime que o Irão tem.
    Tanto a Rússia como os vizinhos de Israel teem recursos que queremos.
    E para isso vale tudo.
    Realmente a coerência não e o forte desta canalha.
    Vão ver se o mar da cardumes de tubarões brancos famintos.

  4. A atual posição da União Europeia face a Israel não se aproxima perigosamente do limiar da cumplicidade, há muito ultrapassou activa e conscientemente esse limite. A “actual” posição de cumplicidade da União Europeia com o Estado ladrão e país bandido de IsraHell não é actual, é antiga, é podre de velha e cheira mal.

    • Temos o nosso Costa que ainda ontem congratulou o fascista Zelensky por ter reposto o gasoduto que abastece a Hungria e a Chéquia de gás russo mas, o fascista não se ficou, ameaçou logo de seguida com represália a Bulgária por supostamente o povo ter votado num partido discordante da atual política da União Europeia!
      Portanto quem manda na Europa: Zelensky e os balticos que em 450 milhões representa cerca de 10% !
      Avante!

    • Exatamente.

      A UE e todos os partidos ditos “democráticos” são colaboradores de colonizadores racistas, cúmplices de apartheid,.de limpeza étnica, e de genocídio, desde SEMPRE.

      Foi logo nos anos 40 que Einstein e Arendte tantos outros compararam os sionistas aos nazis alemães.

      E recentemente (últimos 10 ou 20 anos), a Europa e os EUA e as ditaduras islâmicas do golfo pérsico passaram também a apoiar o terrorismo islâmico, que, como se vê no “governo” da Síria, tem o total apoio de todos os “democratas” ocidentais.

      António Costa e Úrsula e companhia têm-se desfeito em cumprimentos elogios ao líder da al-Qaeda na Síria, ora chamada de Hay’at Tahrir Al-Sham (HTS) or de Al-Nusra. E por sua vez estes são amigalhaços do ISIS (Estado Islâmico), e tem andado a cometer massacres contra as minorias étnicas e religiosas na Síria.

      O que se passa, e aqui o artigo também falha, é que a Europe vê com bons olhos o nazismo e o terrorismo, o colonialismo e o racismo, o imperialismo e o genocídio.
      Vê e sempre viu! Simplesmente durante alguns anos entre 1945 e 1991 andou a disfarçar muito bem…

      A Europa NUNCA respeitou o Direito Internacional. Apenas fez de conta.
      Onde está a integridade territorial da Sérvia, ou de Cuba?
      Não está.
      A Europa apoia a 100% a invasão e ocupação.

      Onde está o direito à paz dos povos de África, da Ásia, e das Américas?
      Não está!
      A Europa apoia todas as invasões e agressões, golpe e sanções provocadora s de miséria e fome.
      E quando a Europa não está de fora a apoiar, é porque está dentro a participar.

      Chamemos os bois pelos nomes: com excepção do PCP, todos os outros partidos são cúmplices de, ou são de facto, Fascistas, Nazis, Terroristas, Colonialistas, Imperialistas, Criminosos de Guerra, e GENOCIDAS!

      E mesmo o PCP, tal como o palerma que escreveu este artigo, ou é demasiado covarde ou demasiado cego, para dizer as coisas que têm de ser ditas: a integridade territorial e independencia e paz e demicracia da Ucrânia acabou em 2014, quando os EUA lá fizeram um golpe ilegal, com base na corrupção de um número suficiente de traidores e no armamento de um número suficiente de nazis.

      A Rússia está simplesmente a tentar resolver esse problema.
      Se querem Direito Internacional, então têm de condenar o golpe da CIA em 2014, sancionar e isolar os EUA, parar qualquer tipo de apoio ao governo ilegítimo nazi da Ucrânia, e APOIAR A RÚSSIA!!!

      As pessoas tão manipuladas pela propaganda parecem estar no Ocidente com medo de dizer o que tem de ser dito: se não fosse a intervenção da Rússia numa guerra EM ANDAMENTO, desde 2014, e em particular desde os primeiros dias de Fevereiro de 2022 quando o regime de Kiev, a mando do império de Washington, violou a paz dos acordos de Minsk, se não fosse a intervenção militar Russa dentro da Ucrânia, então as imagens que nos chegariam do Donbass e Crimeia seriam semelhantes às que nos chegam de Gaza, do Líbano, e do Irão.

      Ou seja, tropas nazis/genocidas, dos regimes ocidentais, ou totalmente apoiadas pelos regimes ocidentais, a destruir toda a infraestrutura civil, a matar civis às dezenas ou centenas de milhares, uma limpeza étnica, crimes de guerra a toda a hora, e um GENOCÍDIO.

      A UE ainda não passou um único dia da sua vida a defender Direitos Humanos.
      A UE passa todos os dias da sua vida a defender interesses de oligarcas ocidentais, dos fabricantes de armas e de vacinas experimentais e produtotes de emergia, e como se vê hoje em dia de forma evidente, a defender os interesses do império dos EUA e do lobby sionista, i.e. nazis com a estrela de David em vez da Suástica. Nazis com excelentes relações com os nazis de Kiev, nesse caso representados pelo tridente medieval do Kievan Rus.

      E agora, no Irão, temos mais do mesmo que já tivemos no Donbass, na Líbia, na Somália, no Sudão, no Iraque, no Afeganistão, no Líbano, na Síria, na Venezuela, no mar do Caribe, na Sérvia, na Geórgia, no Vietname, no Laos, no Camboja, e na Palestina: crimes de guerra, destruição de infraestrutura civil, em particular escolas e hospitais, assassinato de jornalistas e equipas de resgate e líderes políticos e até negociadores, terrorismo, massacres atrás de massacres, destruição, muita mentira/propaganda para embrulhar isso tudo numa embalagem de “democracia e liberdade”, e a Europa, como SEMPRE, a violar o Direito Internacional e a cuspir nos Direitos Humanos.

      E como bem dizem os verdadeiros e honestos e inteligentes analistas geopolíticos, como John Mearsheimer, José Goulão, ou Brian Berletic, isto é mais do mesmo, é a elite criminosa ocidental a fazer o que sempre fez, são seres humanos destruídos às dezenas e centenas de milhares só para a oligarquia ocidental e o lobby sionista levarem em frente os seus planos e tentarem obter ganhos, e é em particular neste momento histórico uma fase de preparação para a guerra maior que aí vem, dos EUA contra a China, via proxies de Taiwan e Filipinas e quiçá até mais.
      Tal como usam os proxies de Kiev contra a Rússia, os proxies israelitas contra o Irão, os proxies terroristas islâmicos contra governos em vários pontos de África e Ásia.

      Esta merda está literalmente explicada preto no branco em documentos de think tanks ligados ao Pentágono e à Casa Branca!
      Documentos que acabam sempre por se tornar lei e ser implementados ponto por ponto!
      Inclusive os que falam sobre a destruição da Europa!
      Ou já se esqueceram do “fuck the EU” que a Victoria Nuland (da administração Obama) disse quando os EUS fizeram o golpe em 2014 em Kiev?
      Ou já se esqueceram do terrorismo no Nordstream que mandou a Alemanha e companhia para uma estagflação e desindustrialização?

      O que leva ao ponto final: como é que a Europa, que nunca foi coisa boa, se tornou numa coisa pior?
      Resposta: a interferência PERMANENTE dos EUA noutros países, em violação do Direito Internacional. Ora são bolsas Fullbright para “futuros líderes”, ora são fundos transferidos via NGOs, ora são apoios a certos partidos ou agentes políticos, ora são ameaças via embaixadores, ora é chantagem económica, ora é a própria lavagem cerebral via propaganda/Fake News da Main Stream Media (MSM) ora via redes sociais. O mesmo através de inception de que a maioria obviamente nem se dá conta, via Hollywood, Netflix, MTV, etc – o chamado soft power imperial.
      Os filmes dos EUA são exatamente o mesmo que os filmes da Alemanha Nazi: promoção dos seus criminosos, desumanização de outros povos, normalização e glorificação dos feitos criminosos do regime, e demonização de todos os que resistem contra o império.

      E como se isto não fosse já o suficiente, os canais de notícias (TV e online) Russos estão censurados (uma censura que viola a Constituição Portuguesa), mas os canais dos EUA criminosos de guerra e porcos imperialistas, isrsel colonialista genocida, e Ucrânia nazi, estão a transmitir à vontade e até a ser promovidos, ou a serem usados como base das “notícias” dos canais portugueses.

      E no final temos o regime português a fazer algo que é igual ao que a ditarura fascista de Salazar fazia: pró-NATO, pró-israel, pró-nazi, pró-colonialismo, anti-comunismo primário, praticamente um regresso do McCarthyismo, e pró-censura. Mas o regime português actual é ainda pior, pois enquanto os Salazaristas originais pelo menos eram patriotas (à maneira distorcida deles), os Globalistas/Atlantistas/Europeístas actuais (do BE até ao Chega), são vende-pátrias sem espinhas dorsal, moralmente ainda mais corrutpos, e totalmente traidores de Portugal.

      E quem vota é cúmplice!
      E quem apoia a Ucrânia é nazi!
      E quem apoia israel é genocida!
      E quem apoia os EUA é vassalo!
      E quem apoia a NATO é criminoso!
      E quem apoia a UE é traidor ou corrupto!
      E quem apoia esta Síria é terrorista!
      E quem quer este sistema económico é fascista!
      E quem tolera o fundamentalismo religioso das religiões Abrahamicas é tresloucado!
      E quem tolera qualquer uma das agressões militares/económicas ocidentais cometidas desde 1945, merece morrer!

      Meias palavras para quê?
      Monstros são monstros!
      E eles andam aí à solta, nas nossas ruas, na nossa vizinhança, como se fossem “gente boa”.
      Há demasiada informação disponível, ao ponto de já não se poder dizer que o povo é vítima da propaganda.
      Isso era em 1945, quando os campos de concentração eram coisa secreta.
      Hoje em dia estes crimes contra a humanidade são conhecidos, impossíveis de esconder, e por vezes até transmitidos em directo.
      Se o povo Europeu e Norte Americano não se revolta nem exige mudança de regime, então é cúmplice!!

      Eu não tolero mais que me falem da “integridade territorial” da Ucrânia, quando a NATO continua a invadir e a dividir a Sérvia! Quando a independência do Donbass e da Crimeia foi feita em referendos DEMOCRÁTICOS confirmados por sondagens ocidentais, enquanto que o Maidan foi um GOLPE da CIA para deitar abaixo os eleitos dos ucranianos, e substituí-los por agentes/vassalos dos EUA, quando o povo do Donbass só queria paz, mas foi atacado desde 2014 por nazis com armas na NATO!
      Qual “integridade territorial”, qual carapuça? Ganhem noção e tenham vergonha!!

      E eu não tenho se ser apoiante do Hamas, nem dos ayatollas fundamentalistas do Irão, nem do ditador Assad, nem do Hezbollah, nem do Maduro, nem do Putin ultra-conservador, nem do Ansar Allah no Yemen, nem nas PMF no Iraque, nem da China comunista, etc, para dizer estas coisas!
      Basta-me ser decente e estar do lado certo da humanidade e da história.
      Tal como em 1945 o lado certo da humanidade e da história era ao lado de Stalin e Churchill e Roosevelt. Eu não seria apoiante de nenhum deles. Mas eles eram o lado certo naquele momento.

      Não se pode tolerar quem é nazi/genocida.
      O outro lado é SEMPRE o lado certo, independentemente das nossas preferências ou simpatias.
      E neste momento, o lado certo é a China, Rússia, Irão, e companhia.
      Porque do lado nazi/genocida está o regime ocidental inteiro!!!
      Gente que veste fato e gravata, tem etiqueta, fala bem e com calma, dizem até muita coisa que o povo quer ouvir, e são democratas q.b. dentro dos respectivos países, mas na realidade olham para 170 crianças exterminadas numa escola no Irão, e batem palmas. Olham para Gaza em ruínas e batem palmas. Olham para o Donbass destruído e batem palmas. Olham para Caracas a ser bombardeada e batem palmas. Olham para Taiwan a ser armada até aos dentes e batem palmas. Olham para a miséria e fome provocada pelas suas acções e batem palmas.
      São demónios!
      Não podem continuar a ser tolerados!

      E o teste do algodão vê-se assim: nas ruas do Irão, o povo encheu as ruas, mesmo a meio de bombardeamentos, para apoiar o seu líder espiritual, os seus ayatollas, o seu Presidente e governo, e as suas forças armadas e autoridades policiais.
      Há até muitos opositores conhecidos que pediram desculpa pela sua posição, e voltaram ao Irão para apoiar o seu país.
      No ocidente isto NUNCA aconteceu, nem vai acontecer. Se as ruas se enchem, é em protestos CONTRA os governos e suas políticas. Protestos unca ouvidos, pois os regimes não são representativos e a maioria já nem sequer acredita em votar. Nas eleições só vota uma minoria, estúpido, e fica sempre tudo na mesma, pois os que têm autorização (e apoio mediática) para ganhar, fazem parte do problema!
      Portanto os nossos regimes é que são ilegítimos e têm de ser mudados!!

      E todo o Mundo sabe que o “direito internacional” é uma farsa para o Ocidente Colectivo, que SEMPRE o usou à la carte, logo desde o dia 1 da ONU.
      Por isso é que o Sul Global foi em peso à cimeira BRICS+ onde, liderados pela China e Rússia, e com países como o Irão e Brazil e África do Sul membros permanentes de pleno direito, propuseram uma nova governança Mundial.
      Para quê? Para substituir a porcaria actualmente imposta a todo o Mundo pela escumalha que é a oligarquia ocidental.

      E enquanto os EUA, como império que tudo faz e tudo mata só para tentar manter a sua hegemonia durante mais uns anos, vai mesmo ter de ser derrotado (idealmente de forma pacífica q.b. via despolarização e alternativas que vão substituir o SWIFT e o FMI, em vez de forma militar via armas nucleares), a Europa tem ainda uma pequena chance: abrir os olhos, e escolher o lado certo, antes que seja tarde demais.
      Mas para isso é preciso que os regimes ilegítimos e criminoso na Europa caiam todos, que UE e a NATO sejam desmanteladas (i.e. que a Europa volte a ser uma união de nações independente, e que qualquer aliança militar seja mesmo defensiva e NÃO inclua os EUA), que o € seja reformado de cima a baixo, que o sionismo seja criminalizado, que o nazismo volte a ser intolerado, que a imprensa volte a ser livre e comece a ser honesta, e é preciso que gentinha como o autor deste artigo ganhe noção, ou ganhe coragem para chamar os bois pelos nomes.
      Está difícil…

  5. Alinha secretamente com as politicas de israel pela mesma cobardia politica com que se submete aos desmandos do marafado chegano pseudo taralhoco, do outro lado do atlantico.
    Com um bocado de azar temos aí não tarda uma crise igual ou pior do que aquela de 62 do seculo anterior.

  6. Comentário a um comentário do Albarda-mos no artigo “Os mercados podem comemorar prematuramente, mas a próxima fase provavelmente será uma guerra ainda mais intensa”, que não entrou. Tentei mais três vezes, apareceu-me sempre a indicação de “comentário duplicado”, mas continua a não entrar. Experimentei de novo no artigo do José Goulão, duas ou três vezes, com o mesmo resultado. Nova tentativa:
    ____________________

    Exactamente! A tranquilidade do Evgueny Mouravitch quando morde no Putin, no Medvedev ou na política russa em geral é evidente! E é isso que ele faz praticamente em todas as peças. Até um cego vê que o tipo tem muito mais medo do “democrático” patrão de cá, que pode cortar-lhe a avença se contrariar a narrativa russofóbica, do que do Putin e afins. E o gajo não é português, é cidadão russo, pelo que não beneficia de uma eventual tolerância e protecção que lhe poderia ser dada como correspondente estrangeiro. Certamente com consciência do perigo que constitui a puta da realidade contrariar tão claramente a narrativa, houve há alguns meses um pasquim qualquer (ou uma revista, não me lembro bem) que tentou manter a chama acesa publicando uma treta mal enjorcada segundo a qual o Mouravitch acabara de fugir da Rússia para Portugal para escapar à perseguição do Creme Lin, que se preparava para lhe fazer a folha. Tudo mentira, dois ou três dias depois o homem lá estava de novo, no Telejornal, a expedir a “encomenda” nos termos exactos que sabe serem do agrado do “oxidental” patrão.

    • Boa contribuição! Com que então o Evgueny tinha virado fugitivo, perseguido por sedição… se calhar foi um esquema para sacar mais protagonismo e uns cobres (para além da desinformação e propaganda adicional)…

Leave a Reply to Whale projectCancel reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.