Os mercados podem comemorar prematuramente, mas a próxima fase provavelmente será uma guerra ainda mais intensa

(Alastair Crooke in SakerLatam.org, 20/04/2026)


A guerra tarifária de Trump será vista, em retrospectiva, como algo insignificante em comparação com o ataque iminente às linhas de abastecimento da China. 

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Estamos entrando em uma nova etapa dessa guerra contra o Irã. Pode não ser o que muitos esperam (especialmente nos mercados financeiros). Ontem, Trump disse, entre outras coisas, que o Estreito de Ormuz estava aberto e que o Irã havia concordado em nunca mais fechá-lo; que o Irã, com a ajuda dos EUA, removeu, ou está removendo, todas as minas marítimas, e que os EUA e o Irã trabalhariam juntos para extrair o urânio altamente enriquecido (HEU – Highly Enriched Uranium) do Irã. Trump escreveu:

“Vamos resolver isso juntos. Vamos entrar com o Irã, em um ritmo tranquilo e calmo, descer e começar a escavar com grandes máquinas […]. Vamos trazê-lo de volta para os Estados Unidos muito em breve”.

Continuar a ler o artugo completo, em português do Brasil, aqui.

4 pensamentos sobre “Os mercados podem comemorar prematuramente, mas a próxima fase provavelmente será uma guerra ainda mais intensa

  1. A deferência da Cândida Pinto para o estado federal americano e o presidente, ao fazer as suas reportagens de Washington D.C., a escolha de palavras quando brevemente deixa de repetir o guião dos serviços de informação americanos, a postura rígida, nada descontraída, o olhar fixo, revelam que de jornalismo independente nada têm.
    Já Evgueny separa muito bem, ou distingue, de forma descontraída, o que é a narrativa oficial do Kremlin e de Putin daquilo que é a sua leitura, daquilo que pensa, sem nenhum constrangimento ou bloqueio, e não poupa nas palavras nem procura evitar pontos de vista divergentes, apontar contradições, denunciar mentiras ou manipulações, por vezes até desconstruindo as narrativas da Federação russa, e até fazer acusações. Fá-lo já por muitos anos, sem pruridos, e nunca teve qualquer problema de maior, nem foi impedido de continuar a fazê-lo. A outra tem uma miaúfa que até se sente de cada vez que repete a cassete da Casa Branca que está em obras, com medo que o dono de obra a mande pastar.
    “O farol das democracias, defensor das liberdades e garantias…”

  2. Se um jornalista dos Estados Unidos ou de qualquer outro lado dissesse de Trump o que o Moravitch diz do Putin dentro e fora da Rússia não se livraria, se fosse americano, de ter um acidente estranho ou de ser simplesmente preso.
    Alguém imagina que um jornalista chamaria com as letras todas criminoso a Trump e sairia impune? Seria processado por tudo o que tinha e o que não tinha.
    E se persistisse um acidente estranho resolveria o assunto.
    E se fosse estrangeiro poderia contar com um uma expulsão em regra do país, no melhor dos casos, se não fosse preso por atenuar contra o presidente dos Estados Unidos.
    Poderia também passar uma temporada num dos centros de detenção do ICE onde há desapareceram sem deixar rasto milhares de pessoas.
    Por isso claro que ninguém arrisca.
    A vida e curta e pode ser mais curta ainda se se chamar assassino a quem verdadeiramente o e.
    O eterno primeiro ministro do estado genocida de Israel e outro boi que não e muito saudável chamar pelo nome.
    E se o russo arrisca chamar ao dirigente do seu país toda a casta de impropérios, e porque também sabe muito bem quem joga pela janela os oligarcas que fogem para Ocidente em vez de usarem o seu dinheiro para tentar eliminar Putin.
    E melhor por isso ser um verdadeiro traidor e acusar o presidente do seu país do que arriscar uma queda ou um acidente estranho.
    Se calhar já e tarde para procurar outro meio de ganhar a vida mas um pouco de vergonha no focinho não ficaria nada mal a esta gente.

  3. O que me fascina nos tempos que correm, para lá das mentiras plantadas, da farsa dos noticiários, das cassetes dos correspondentes, da inclinação dos painéis opinativos e dos seus moderadores, é o que vai ficando a nu, por mais esforços de manipulação e distorção que sejam realizados.
    Um exemplo, fácil de constatar de tão evidente: quando vemos Evgueny Moravitch fazer as suas reportagens a partir da Rússia, mesmo com a Guerra em curso na Ucrânia, não o vemos toldado pelo medo do estado russo e do seu presidente, o terrível e “temível” Vladimir Putin. E o correspondente da RTP1 é muito crítico de ambos, fala frequentemente de Putin como um criminoso, um déspota, etc… e fá-lo a partir da Rússia, sem quaisquer represálias, impedimentos ou acertos de contas pendentes.
    Agora veja-se o exemplo de Cândida Pinto, quase nos antípodas. A partir de Washington, é de uma “polidez” a toda a prova, e nunca afronta Donald Trump, o tal “pacifista: que acabou por ficar, por portas e travessas, com o prémio Nobel da Paz, oferecido de forma sabuja pela vende-pátrias Corina Machado. Também Cândida Pinto é totalmente subserviente, evitando expôr as “contradições” (mentiras e falácias) de Trump, nem tocar em assuntos críticos como o nepotismo, a alienação, a corrupção que gera e que gira à sua volta. É tabu criticar ou expôr Trump por aquilo que é, e não só porque faz parte das “regras de sã convivência”, e sim por o temerem, por terem real medo das consequências de o afrontarem, quer a nível profissional quer a nível pessoal. Isto diz muito sobre quem faz verdadeira coacção aos correspondentes internacionais, e quem lhes dá liberdade de actuação/expressão. É tão evidente que salta à vista em qualquer reportagem do Evgueny e da Cândida Pinto. E, mal por mal, sei que ambos dizem muitas aldrabices ou disseminam desinformação, mas tenho a certeza que o correspondente na Rússia não repete apenas e só a cartilha do status quo nem os briefings do Kremlin como faz a correspondente nos EUA a repetir a narrativa do Pentágono ou de Langley quase literalmente. Só por isso é mais sério, e vê-se que o receio que tem quer pela sua função profissional quer pessoalmente é muito menor que o da correspondente em Washington, muito mais condicionada (até na forma mais descontraída, menos encenada como fala nas reportagens, apesar do sotaque, se consegue ver isso).
    É nestes pormenores que se consegue perceber muita coisa da “realidade” que pretendem impingir-nos através dos “canais informativos” de massas.
    Estejam atentos aos detalhes e pormenores, por vezes permitem tirar grandes conclusões e desvendar enormes ilusões fabricadas com infindáveis recursos.

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