(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 10/03/2026)

Com o ataque ao Irão, Trump envolveu-se simultaneamente em duas crises estratégicas. No início do século XXI, Washington evidenciou uma enorme dificuldade em lidar ao mesmo tempo com o Afeganistão e o Iraque. Os resultados dessas decisões são conhecidos.
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Apesar de não haver sinais de abrandamento na agressão ao Irão levada a cabo pela coligação israelita-americana, é possível constatar, desde já, cinco factos incontornáveis.
Primeiro, o ataque veio confirmar a teoria da anti fragilidade do regime, ou seja, a sua capacidade para, com base numa estrutura de geometria variável — ideologia, assimetria, inventividade — reforçar-se, alavancando positivamente a pressão externa. Apesar do assassinato do Líder Supremo aiatola Ali Khamenei e de outros altos dignitários, o regime resistiu e sobreviveu. Não implodiu, como vaticinado por Washington. Não se conhecem fissuras no grupo dirigente, o governo está aparentemente coeso, não se registaram deserções de altos funcionários, nomeadamente diplomatas, nenhuma embaixada mudou a bandeira, não há sinal de militares terem alterado a lealdade ao regime. Veremos por quanto tempo esta unidade se manterá. Os apelos de Netanyahu e Trump para o povo do Irão sair às ruas e derrubar o regime não se concretizaram. O povo veio de facto para a rua, mas para apoiar o regime e gritar “Não às negociações! Não à rendição! Guerra aos Estados Unidos!”.
O assassinato do Líder Supremo, ainda por cima durante o Ramadão, foi um erro estratégico tremendo. Além de dirigente máximo do Irão, Khamenei era também um líder religioso cujo alcance extravasava as fronteiras do Irão e se estendia ao mundo xiita. Washington conseguiu, de uma penada, não só alienar a “Ummah” xiita, como largos setores da sunita. Era difícil fazer pior.
Estes erros poderão resultar das fragilidades da Administração em termos de política externa. Para além dos cargos de Conselheiro Nacional de Segurança e de Secretário de Estado estarem concentrados na mesma pessoa, o Conselho Nacional de Segurança funciona apenas com um terço dos funcionários da Administração anterior, talvez por se abraçar a ideia de que a crença na providência divina é capaz de superar o conhecimento humano. Uma semana antes da invasão, o FBI despediu os especialistas em contrainformações que geriam o dossiê do Irão.
A arrogância de Donald Trump – associada ao desconhecimento – permite-lhe achar que vai escolher o próximo responsável pelos destinos do país: “Não queremos que eles [os iranianos] coloquem ninguém lá dentro, que não seja aprovado por nós”, “eles estão a perder o seu tempo. O filho de Khamenei é um peso leve. O filho de Khamenei é inaceitável para mim,” “eu tenho de estar envolvido na nomeação, como com a Delcy na Venezuela”, “eles podem selecionar, mas nós temos de nos certificar de que é alguém razoável para os Estados Unidos.” Nada impressionado com os recados de Trump, o Conselho de Peritos elegeu exatamente o filho de Khamenei para lhe suceder.
Segundo, tornou-se claro que o conflito não será de curta duração. Segundo fontes norte-americanas, o prazo da Operação “Fúria Épica” foi reformulado, admitindo-se a possibilidade de os objetivos só serem alcançáveis dentro de quatro a cinco semanas, considerando-se mesmo o alargamento desse prazo. Segundo Trump, a guerra continuará até os objetivos serem alcançados, leia-se, até à rendição incondicional de Teerão, “não há limites de tempo para nada”. O presidente norte-americano não está aparentemente preocupado com as ‘Midterm elections’, em outubro, nem com o impacto desta operação, que não tem o apoio dos norte-americanos, no seu futuro político.
Os planos para gerir um conflito de curta duração foram substituídos pelos preparativos para uma campanha longa. O Comando Central solicitou um reforço urgente do seu quartel-general, e o Departamento de Defesa prepara-se para manter as operações ativas durante, pelo menos, mais 100 dias. Surpreendentemente, o “Haaretez” veio dizer que “Israel não tem capacidade para uma confrontação prolongada com o Irão.”
Terceiro, por ter subestimado o Irão, a Administração Trump lançou-se impreparada nesta aventura. Se na Primeira Guerra do Iraque (1990), os EUA recorreram a 1900 aeronaves, e seis porta-aviões; agora projetaram apenas 300 aeronaves e 2 porta-aviões. Este déficit está a tentar ser colmatado com o recurso ao porta-aviões francês Charles De Gaulle, em deslocamento para o Mediterrâneo Oriental, para substituir o porta-aviões norte-americano Gerald Ford, em deslocamento para o Mar Arábico. Em preparação, para reforçar o dispositivo naval de ataque ao Irão, encontra-se o porta-aviões britânico Príncipe de Gales.
A isto, junta-se o facto de não existir presentemente uma componente terrestre no dispositivo norte-americano projetado na região, e uma eventual projeção exigiria seis a 12 meses de preparação. A exiguidade da aventada solução curda não é solução. Em 2003, quando os EUA atacaram o Iraque, a força terrestre norte-americana tinha um efetivo que rondava os 170.000 soldados.
Por outro lado, a enorme capacidade militar norte-americana tem alguns calcanhares de Aquiles. São públicas as suas limitações nalguns tipos de equipamentos, não só ofensivos como defensivos, particularmente em intercetores utilizados na defesa aérea. O Pentágono prepara-se para pedir ao Congresso autorização para “libertar” 50 mil milhões de dólares, a fim de fazer face ao problema que tem em mãos. A Administração Trump também já pediu às principais empresas de defesa que aumentassem rapidamente a produção.
Quarto, com o ataque ao Irão, Trump envolveu-se simultaneamente em duas crises estratégicas. No início do século XXI, Washington evidenciou uma enorme dificuldade em lidar ao mesmo tempo com o Afeganistão (2001) e o Iraque (2003). Os resultados dessas decisões são conhecidos. A guerra na Ucrânia vai em quatro anos, sem existir ainda um fim à vista, e a do Irão, de alta intensidade, corre o risco de evoluir para um cenário de atrição. Podíamos ainda acrescentar a esta complexa equação, o envolvimento militar norte-americano no Caribe — Venezuela, Cuba e México — e na Nigéria, negligenciando deliberadamente os efeitos de uma improvável ação chinesa em Taiwan. Trump está a correr um enorme risco político, militar e estratégico, sobretudo quando é conhecido o apoio da Rússia e China ao esforço militar iraniano, que Washington parece ter desconsiderado. Numa situação extrema, desenvolvimentos desfavoráveis a Washington podem afetar decisivamente a sua reputação e as suas pretensões hegemónicas.
Quinto, o dispositivo militar norte-americano no Médio Oriente, em particular no Golfo Pérsico, foi severamente afetado sendo a sua reposição, nalguns casos, muito difícil. Os EUA não conseguiram defender as suas bases militares (infraestruturas, portos, depósitos de combustível, etc.). Os navios da quinta esquadra tiveram de retirar do Golfo Pérsico. Numa ação inédita, o Irão atacou todas as principais bases norte-americanas envolvidas no apoio ou na organização da Operação “Epic Fury”. Particularmente eficaz foi a destruição dos radares de longo alcance e de apoio ao tiro dos THAAD (AN/FPS-132 Block 5, AN/TPY-2, respetivamente), sem possibilidade de os repor. Consequentemente, os países do Golfo ressentiram-se do abandono a que foram votados pelos Estados Unidos, acusando-os de serem incapazes de honrar a proteção prometida, dando prioridade a Israel.
Perante estes factos, em particular a incapacidade de fazer implodir o regime, a coligação avançou para o Plano “B”. Alargou a lista de alvos e aproximou-se daquilo a que chamamos “fórmula Gaza”, passando a incluir zonas residenciais, depósitos de combustível e estações de dessalinização, etc. Mas o Irão já está a responder na mesma moeda. Entretanto, o ministro norte-americano da guerra, Pete Hegseth veio elucidar-nos que os EUA perderam guerras porque seguiam regras. Por outras palavras, porque do antecedente respeitaram o Direito da Guerra. A partir de agora vai passar a valer tudo.
Em 7 de março, Israel atacou cerca de 30 depósitos de combustível iranianos próximos de Teerão com a consequente libertação de elevadas quantidades de substâncias químicas para a atmosfera, responsáveis por chuvas ácidas e enormes preocupações ambientais em toda a região. O petróleo em chamas espalhou-se pelas ruas de Teerão e incendiou casas e edifícios. Se a dor causada pela retaliação iraniana a estes ataques for insuportável para Telavive, não será de excluir a possibilidade de Israel pensar em recorrer à arma nuclear.
Resta ver se esta guerra não vai provocar mais rapidamente uma mudança de regime nos Estados Unidos, em vez de no Irão.
《Diz também que “Pete Hegseth veio elucidar-nos que os EUA perderam guerras porque seguiam regras. Por outras palavras, porque do antecedente respeitaram o Direito da Guerra. A partir de agora vai passar a valer tudo.”
O Major-General Carlos Branco cita as palavras do homólogo norte-americano do ministro do ataque do Atlético Norte, ainda mais estronço e degenerado, e não tece qualquer juízo de valor. Não está necessariamente a dar-lhe razão, e sim a evidenciar a sua retórica para pategos e jagunços, o público-alvo desta administração, base do seu eleitorado.
Na mesma linha, vemos os elogios e as parangonas propagandísticas do hiPOpoTamUS cor-de-laranja às forças armadas norte-americanas, que já na anterior “guerra dos 12 dias” tinham arrasado o complexo do programa nuclear iraniano, sem dar hipótese, contradizendo a actual versão para justificar os recentes ataques, que alegadamente servem para arrasar o mesmo programa nuclear iraniano. Tudo tangas e patranhas de dementes para se convencerem uns aos outros que as suas acções são justificáveis, e mesmo assim põem a nu a hipocrisia desta gente.
Relembro a propósito do respeito pelas leis da guerra invocado pelo bebedolas Hegseth que os EUA foram o único país a lançar 2 bombas atómicas que arrasaram 2 cidades e quase obliteraram as suas populações (há a história verídica de um japonês que sobreviveu a ambas). Por falar em respeitar as leis da guerra, e acrescentar aos exemplos já mencionados pelo Mário Dias e o Whale.
Outro exemplo é o das munições de urânio empobrecido utilizadas quer no Iraque, quer no Afeganistão (e se não estou em erro já nos balcãs tinham sido utilizadas), que envenenam os solos e a cadeia alimentar, de forma radioactiva.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio_empobrecido
Portanto, quem não os conheça que compre a banha da jibóia que vendem…
Sim, claro que não é a opinião de Carlos Branco, até porque ele é muito parco (ou talvez cauteloso) em opiniões. As análises dele são sempre muito objectivas e pouco ou nada têm de comentários, são quase relatórios. Mas neste caso a declaração de Hegseth foi tão idiota e psicopata que a explicação era desnecessária.
De qualquer modo, teve o mérito de nos pôr a comentar e a pôr os pontos nos is, e portanto os artigos de Carlos Branco são sempre bem-vindos.
Pacíficos, até.
Os russos finalmente começam a acordar:
https://politikus.info/v-rossii/174959-zakonoproekt-o-zaschite-rossiyan-armiey-za-rubezhom-odobren-pravitelstvom.html
Quando os americanos fizeram o mesmo, caiu o Carmo e a Trindade, aguardemos agora pelos zés-sempre-em-pé.
tamem debes ser do clube da farinha maizena toma lá mais uma ligação esta é mesmo linda
este debe dar
https://www.esquerda.net/artigo/novo-escandalo-de-pedofilia-no-chega-candidato-autarquico-detido-pela-pj/96932
ó excelentísssimo adorador de suspeitos de crimes de pedofilia, comenta isto…. já sei que não
Muito bem escrito mas pena ser em russo
Um assunto de lana-caprina, por isso, circular, circular, nada para ver.
https://www.theregister.com/2026/03/11/swiss_evote_usb_snafu/
Brevemente, vai estar cá.
Nessa altura, se os votos que não forem contados, forem do CHEGA, tudo bem, a máquina até é inteligente e democrata, ao estilo comunista-de-pacotilha na esplanada a divagar.
Mas, se os votos forem de comunistas de trazer por casa, ai berrarão como capados.
Democracia, dizem eles.
e já que estás comenta também o diâmetro das fossas nasais do teu querido adorado, aquilo até aspirina raspada deve marchar
Ouve lá ó miúdo, já é a 3ª que me lembre, que andas a tentar engatar-me.
Estás com azar, eu de sexo, só com mulheres, podes passar ao largo, podes voltar para o urinol a ver e tens sorte.
Não te chamei, se não gostas, não lês.
Quem és tudo meu fedorento, para dizer “o teu adorado”? Quem é o meu adorado, homossexual de m++++?
Se não trens nada para dizer, fica calado.
Tem de ser branca da boa, que da escura não cumpre as “leis de pureza”…
Estas carolas direitolas não páram…
pior só o Libras Boas e o Varandas (mas o Libras, foda-se, aqueles buracos estão quase a chegar às orelhas)
mais uma ligação (com muito carinho) para o derriado
https://cheganos.com/deputado-do-chega-acusado-de-agredir-e-de-ameacar-a-mulher-candidata-do-chega-com-uma-navalha-diz-que-ela-era-apenas-uma-hospede-sem-pagar/
Isto está a ficar complicado.
Primeiro, era só no Além Tejo alemão, que os descamisados da RDA levados por uma “cegueira” digna de um comunista que dava autógrafos com uma caneta Montblanc aos compradores dos seus romances, passaram a votar no AfD, ex-trema direita, dizem aqui os vencedores do 11 de Março que hoje se comemora. Hoje podem vistos, quais animais em vias de extinção, 3 exemplares. É aproveitar para apreciar, enquanto o Sapo 2.0 não marca eleições.
https://swentr.site/news/634302-afd-historic-gains-german-election/
Os EUA não podem investigar o ataque à escola iraniana …
https://swentr.site/news/634506-us-iran-school-strike-investigation/
ó derriado tás com vontade de comentar comenta lá o assunto deta ligação
https://www.dnoticias.pt/2026/3/9/484091-vereadores-do-chega-ficam-sem-pelouros/
Nunca os Estados Unidos seguiram regras.
Desde as “guerras Indias”, as brutais campanhas de extermínio dos nativos americanos, que até foram classificados de combatentes estrangeiros hostis para melhor justificar a matança que toda a gente tem obrigação de saber que cumprir regras não e com eles.
Na Segunda Guerra Mundial foram recebidos como libertadores na Normandia mas cometeram pelo menos um massacre contra civis franceses e as violações de mulheres foram mais que muitas.
Na Alemanha, a memória da ocupação estadunidense e justamente a das violações, “os americanos foderam as mulheres todas” e o que ainda hoje se diz por lá.
A esse respeito também os soviéticos não estiverem livres de culpa mas o que e certo e que nada poderia atenuar a selvageria de uma gente que não vira o seu país invadido, boa parte dele destruído e cerca de 10 por cento da sua população civil chacinadas muitas vezes depois de as suas mulheres sofrerem justamente violações.
Os estadunidenses chegaram a levar mulheres alemãs e italianas para os Estados Unidos como prisioneiras de guerra. Qual a finalidade de capturar e levar para o seu território mulheres? Coisa boa não era.
A guerra do Vietname e um caso de estudo. Milhares de aldeias destruídas, populações chacinadas, violações, uso de desfolhantes que até acabaram por causar sequelas a soldados estadunidenses que muitas vezes só descobriram quando regressados a casa lhes apareciam coisas tipo cancros fulminantes, rios de napalm sobre tudo e todos, a capital do Vietname do Norte foi atingida por tantas bombas como em toda a Segunda Guerra Mundial.
A panóplia completa da guerra sem regras nenhumas que se saldou na morte de três milhões de vietnamitas. Ainda hoje há gente a sofrer com sequelas e crianças a nascer deformadas pelos agentes químicos la lançados que levam décadas a ser eliminados.
No Afeganistão e Iraque famílias inteiras perderam a vida em ataques a áreas civis. Na ocupação até casamentos foram metralhados.
Ate a captura de Saddam bastava um vizinho idiota dizer que tinha visto entrar na casa do vizinho um sujeito que era o Saddam Hussein escarrado e cuspido que ia tudo raso.
Pelo menos um desgraçado fisicamente parecido com o Saddam, que tinha algo de seu, viu a casa destruída. Ele e a família não morreram porque não estavam lá na altura. Menos sorte tiveram os quatro criados que lá estavam.
Os assassinatos com drones no Afeganistão foram uma coisa tão selvagem que as crianças rezavam a pedir dias nublados.
Vem este bêbado sem préstimo dizer que so agora e que os Estados Unidos não cumprem regras pois que por as cumprir e que perderam guerras.
E nem há ninguém que nos diga are que ponto e que isso e uma aldrabice e uma idiotice.
Perdem guerras justamente porque agem com crueldade extrema e as pessoas preferem a morte a vida sob o seu domínio ou o domínio de um fantoche seu.
Foi o que aconteceu no Irão onde muita gente ainda se lembra o que foi a Savak e onde quem sobreviveu teve artes de explicar a filhos e netos o que foi a PIDE iraniana.
Por isso ninguém quer um regresso a monarquia nas unhas de um bandalho que promete seguir os passos do pai.
E como e isso que os estadunidenses lhes querem impor preferem enfrentar a guerra sem regras estadunidense.
Como fizeram vietnamitas e afegãos.
O resto e conversa para boi dormir.
Análise correcta em geral, mas um pouco soft, digamos, tendo o que conta o que se vai lendo noutros sítios. Não esquecer que o General é (ou era) um homem da NATO e não deve ser fácil para ele assistir a este desastre.
Sobre os estragos que o Irão tem causado, omite muito. Já agora, também podia ter dito alguma coisa sobre a eficaz estratégia de “defesa em mosaico”, com que o império não contava. Ver aqui, por exemplo:
https://sputnikglobe.com/20260302/mosaic-defense-irans-strategic-insurance-policy-against-enemy-decapitation-attacks-1123736115.html
e aqui:
https://sputnikglobe.com/20260302/how-americas-war-on-terror-shaped-irans-mosaic-defense-doctrine-1123739364.html
ou aqui:
https://www.palestinechronicle.com/explainer-what-is-irans-mosaic-defense-strategy/
Diz também que “Pete Hegseth veio elucidar-nos que os EUA perderam guerras porque seguiam regras. Por outras palavras, porque do antecedente respeitaram o Direito da Guerra. A partir de agora vai passar a valer tudo.”
A partir de agora? Então raptar e assassinar dirigentes não é valer tudo? E há outro modo de os EUA combaterem? O Direito da Guerra foi respeitado no Vietname, Iraque ou Afeganistão, onde bombardeavam casamentos, por exemplo? Snowden, ainda alguém se lembra porque fugiu para a Rússia?
Entretanto, Pepe escobar confirma que o Irão entregou aos Estados Unidos uma notificação de despejo e que o pior em termos de mísseis ainda está para vir:
https://sputnikglobe.com/20260310/pepe-escobar-iran-has-served-the-us-an-eviction-notice-1123802375.html
Como diria o Whale, mas que grande sarilho em que o Império do Caos está metido. Eles não têm a mínima noção daquilo em que se meteram. E, tal como na Ucrânia, não foi por falta de avisos:
O CU veio apoiar o pacote laboral em nome da competitividade da economia mas quando viu a adesão a greve geral começou a mudar um bocadinho o bico ao prego.
Vai para onde der o vento mas se um dia lá se sentar e que vamos ver todos como a porca torce o rabo pois que todos os fachos dizem uma coisa em campanha e fazem outra quando la se sentam e tolo e quem nos seus cantos de sereia cai.
Foi o Churchill, aquele fascista endeusado por toda a gente que disse que o que se fazia no Governo era muito diferente do que se dizia em campanha.
Pelo menos uma das vezes em que o disse foi para justificar a condenação a exílio perpétuo de Seretse Kama, então herdeiro ao trono da Bechuanalandia, mais tarde baptizado Botswana, quando em campanha tinha prometido que deixaria voltar o homem para a sua terra e para perto da mulher, inglesa, que se recusava a sair da Bechuanalandia enquanto o marido não tivesse autorização de para lá voltar.
Foi a descoberta de diamantes e o protesto por parte de quem tinha percebido que o colonialismo acabara que acabou por desatar aquele repolho. Seretse Kama acabou por se tornar o primeiro presidente do país tornado independente. Ate aí era um protectorado britânico.
Por isso só e enganado quem quer porque exemplos de que essa gente e pior que vendedores de banha da cobra são mais que muitos.
Já agora, esta guerra em curso também surge por isso.
Porque tal como o bandalho bandido do Marco Rubio propôs em Munique a internacional fascista quer voltar ao colonialismo hard core.
Elogiou os “missionários” que fizeram o genocídio em Gaza num discurso nojento em que se ainda houvesse vergonha na Europa o bandido teria sido deixado a falar sozinho a meio do discurso. Mas na Europa há ainda muito nostalgia do tempo do colonialismo e da pilhagem daí a guerra a Rússia por via da Ucrânia e daí a condenação do Irão pela sua resposta e nenhuma condenação a agressão cruel e cobarde que o pais sofreu.
Atacar um país para lhe impor um governante e uma forma de Governo não lembra ao Diabo mas lembrou a Trump e ao assassino messianico.
Dupla que assassinou dirigentes do país e promete continuar a faze lo.
Agora temos comentadeiros a dizer que o filho e sucessor de Khamenei e “mais radical que o pai”. Há 15 dias ninguém o conhecia.
Mas claro que alguém ameaçado de assassinato, que sucede ao pai não por este terminar os seus dias na cama rodeado pela família como acabaram todos os assassinos sionistas a excepção de Rabin mas por ter, juntamente com outros membros da família, sido cobarde e cruelmente assassinado terá posturas mais “radicais”. Qualquer um de nós teria que ninguém e santo.
Mas esta gente parece ter prazer em dizer atrocidades desculpando quem as faz.
E a Europa acha isso normal.
A nazi von der Pfizer veio dizer que a Europa deve projectar poder e ser mais assertiva.
Todos sabemos o que a senhora quer dizer com isso. Colonialismo, pilhagem e que se lixe o direito internacional.
Valha lhes um cardume de tubarões brancos cheios de larica.
Obrigado General pelas suas análises fundamentadas
Em todos os canais TV e no horário nobre as notícias sobre as guerras têm quase só 1 tendência
Reconheço que estou baralhado.
Então isto não ERA da “competência” exclusiva, daquele “grande” partido do Secretário-Geral-Único durante 31 anos?
Isto tem que haver aqui gato, mas os mastins já vão tirar isto a limpo.
https://folhanacional.pt/2026/03/10/chega-defende-que-governo-deve-rasgar-e-comecar-novamente-a-reforma-laboral/
“ … não pode penalizar trabalhadoras que queiram ser mães”, nem pode facilitar “despedimentos ilícitos”, ou seja, sem justa causa.”
“… reforma não passa por mais precariedade, baixos salários ou incerteza quanto aos despedimentos, mas sim por um aumento da competitividade, aumentos salariais e também “mais emprego…”
aqui uma ligação bonita para o derriado das ligações
https://cheganos.com/candidata-militante-e-companheira-de-vereador-do-chega-tem-um-imperio-de-habitacoes-clandestinas-para-imigrantes/
Estas carolas direitolas não páram… esta até tem um nome estrangeiro muito chique, se fosse Abdul ou Chettri não tinha hipótese de ser do Chega e possuir tal império… ou “empório”…
Notícias que o lambe-CU nunca divulga, como a dos Heróis de AVentura com distintivo e farda que faziam da esquadra do Rato, entre outras, uma masmorra infernal…
O problema está no:
” …. Se a dor causada pela retaliação iraniana a estes ataques for insuportável para Telavive, não será de excluir a possibilidade de Israel pensar em recorrer à arma nuclear.”
É sobre isso que Paul Craig Roberts, que por aqui a sua chamada leva logo os mastins a latirem, passa o tempo a falar.
Esse é o dilema de quem no Estado-Maior, tem que decidir até onde escalar.
E é nesse ‘step by step’, que a NATO e o seu dono têm tacteado o Urso, hoje um navio afundado, amanhã um navio confiscado, no dia seguinte um sistema de armas para o qual Putin e o seu palrador de serviço Dmitry Peskov traçam linhas vermelhas a giz, não confundir com Alexey Pushkov, senador, que se fosse ele o Czar, acho que, já teria tirado o sapato e batido com ele na mesa. Onde é que estão as acções que falam mais alto que as palavras “condenamos…”, “apoiamos …” …?
O mundo está em mudança em todos os campos.
Aqui uma questão de lana-caprina, para os avençados de Soros, não tem que vez com a colonização escura da Europa por isso, treta, Baeta.
https://writings.hongminhee.org/2026/03/legal-vs-legitimate/
Tudo o que é norma, está a ser arquivado.
A colonização escura da Europa? Para seres sério, terias de falar da colonização branca da África, das Américas, da Ásia (Médio Oriente), da Oceania. Mas os pategos como tu que têm gurus como o cerdo Steve Bannon são intelectualmente desonestos por deformação de carácter, e vêm a lasca no olho dos outros sem ver o argueiro no seu, muito menos no olho do CU (Candidato único).
Tu podes colocar aqui todos os autores e mais alguns, até citar Saramago, que não deixas de ser hipócrita, dissimulado, falsário, vendedor de banha da jibóia. Como quando publicaste aqui, em plena campanha eleitoral, que homens armados andaram aos tiros numa escola – fake news que demonstram o quão néscio és, já que nunca assumiste o papel de patego que fizeste.
Por isso nunca vou abro links teus, não é uma questão de quem os escreve, e sim de quem os divulga ser manipulador e aldrabão, tenho memória e não caio em contos do vigário.
Percebes ou é preciso fazer um desenho?
Quanto ao que escreve Carlos Branco, é a antítese da propaganda que divulgas por aqui.
* vêem a lasca mas não o argueiro