(Entrevista a Emmanuel Todd, in Resistir, 05/03/2026)

Aconteça o que acontecer no Irão, a derrota do Ocidente e da sua civilização é inevitável. Trump não consegue impedir a sua implosão, pelo contrário, está a acelerá-la. Os chineses e os russos armam os mulás, os americanos tiveram de reconhecer que um porta-aviões não era suficiente. E dois também não.
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Weltwoche: Senhor Todd, a guerra na Ucrânia entra no seu quinto ano. Em retrospetiva, há aspetos que avaliou mal?
Emmanuel Todd: Continuo a ter escrúpulos e dúvidas. A previsão estava correta: o Ocidente perdeu esta guerra há muito tempo. Se os americanos a tivessem ganho, Joe Biden teria sido reeleito. Donald Trump é o presidente da derrota. Hoje, é preciso acrescentar que a consequência da derrota é o declínio do Ocidente. Podemos comparar esse colapso de uma civilização – a civilização ocidental – ao fim do comunismo e da União Soviética. Ainda é difícil ter uma ideia precisa de sua evolução. Seu sintoma mais espetacular é a perda da realidade.
Continuar a ler a entrevista completa aqui.
Com o assassínio a ser normalizado, como o foi no caso de Khamenei e de outros dirigentes iranianos cobardemente assassinados não admira que Herr Zelensky também trate de ameaçar a cara podre que fará o mesmo a dirigentes europeus fartos de pagar ao malandro.
Ate porque os muchachos de Herr Zelensky usam o assassinato como arma que o diga Alexander Dugin que viu a filha morrer com a bomba que era para ele.
O assassinato de dirigentes não visa fazer um país desistir de lutar uma vez a guerra começada.
Porque há sempre possibilidade de o país eleger outro e continuar a defender se.
No caso do Irão o assassinato de dirigentes não impediu o país de responder a agressão.
Mas o assassinato visa justamente dissuadir qualquer país de dizer não ao império ocidental.
Que dirigente recusara render se sabendo que será um alvo prioritário, que toda a gente que se opuser ao império acabara morta ou na prisão atrás do sol posto?
Era um processo muito usado nas expansões colonialistas de Século passados e muitas vezes nem a família do desgraçado escapava.
Como agora pois que muitas vezes durante o ataque há membros da família que também vao no bico. No ataque a Khamenei também terão morrido pelo menos um filho e uma nora do homem. Esta canalha chama a isto danos colaterais, sordida justificação de assassinato de civis inaugurada quando do bombardeamento da Jugoslávia, a primeira vítima desta perfídia iniciada quando esta gente deixou de ter medo do bloco soviético.
Os novos colonialistas recuperam a prática de matar todo e qualquer dirigente que se oponha a pilhagem do seu país em pleno Século XXI e toda a gente parece achar normal porque o assassinado era muito má pessoa e não era democrático.
Achariam normal que um certo dirigente de extrema direita nacional fosse assassinado por ser saudosista de Salazar?
A vergonha no focinho já morreu há muito.
Vão ver se o mar da megalodonte.
Max Blumenthal, um dos melhores e mais destemidos jornalistas actuais, ajuda a compreender as malhas que o império tece:
Zelensky faz ameaça séria: se Hungria travar empréstimo da UE, “daremos o endereço” de Órban às “Forças Armadas”
SIC Notícias
COISAS DE UM CANDIDATO “URGENTE” À UNIÃO EUROPEIA E E CANDIDATO TAMBÉM À NATO…
OU É HUMOR OU ENTÃO É FARTAR DE RTIR E COMER BOLACHA. QUAL SERÁ A SOLIDARIEDADE DESTAS ORGANIZAÇÓES COM UM DOS SEUS MEMBROS ? AFINAL A DEMOCRACIA D+A DIREITO A DISCORDAR OU NÃO ? HAVERÁ ???
Não é humor, é a coca com esteróides que ele anda a snifar! E não têm, nem iranianos, nem russos, nem todos nós, a sorte de alguém enriquecer a mistura com raticida vitaminado!
Estas carolas direitolas não páram… então sob o efeito das anfetaminas e da coca, ui…
Excelente escolha.
Mas prefiro lê-lo a ouvi-lo.
Infelizmente a moda da palavra, dos vídeos, anda aí, e eu não sou fã da imobilidade perante um écran, dos saltos no ritmo do discurso, dos impasses, das interrupções… prefiro ler.
Trump quer agora escolher o novo líder do Irão.
Os seus cúmplices europeus não teem nada a dizer sobre isso, por isso acham normal.
Ora isso é uma loucura e uma grande canalhice.
Pelo menos é honesto e reconhece que isto não e sobre liberdade nem sobre democracia uma vez que o bandalho quer que um país de 90 milhões de habitantes aceite um governante que seja uma potência externa a escolher.
Qual eleições, qual um estado que seja laico.
O que se propõe e uma regressao, um regresso a uma monarquia e sempre uma regressão.
Porque uma monarquia e uma instituição anacrónica e antidemocrática, baseada na mera hereditariedade.
E a dinastia reinante no Irão caracterizou se pela extrema brutalidade.
E o bandalho que querem lá por e outro louco como o pai porque so um louco sanguinário pode querer reinar sobre as ruínas do seu país e a morte talvez de milhões dos seus.
Alguém que não conhece o país pois era muito novo quando a família levou a merecida corrida em osso.
E esta gente não tem nada a dizer e o secretário geral das Nações Unidas, para maior vergonha da nossa cara, teve a pouca vergonha de condenar tanto o ataque traiçoeiro e covarde como a resposta iraniana.
As petroditaduras do Golfo estavam pejadas de bases americanas, eram alvos legítimos por parte de um país que recebia parte dos seus dirigentes assassinados e e ameaçado com o domínio do filho de p*ta de um maluco.
Onde está agora o respeito pela soberania do país, pelas escolhas do seu povo e toda essa treta que nos andaram a vender para condenar a Rússia a propósito da Ucrânia?
E não há dúvida que o grande premio e a Rússia pois que há quem condene a hipocrisia de Putin ao manifestar condolências ao governo iraniano pela morte de Khamenei mas não entrar no conflito.
Estes trastes querem mesmo a guerra com a Rússia porque acham que vencerão.
As nossas vidas não valem uma casca de alho e não lhes interessa quantos de nos a poderão perder.
Mais tarde ou mais cedo vao mesmo atacar a Rússia com um pretexto qualquer.
Pelo menos não lhe podem impingir um bisneto do Czar pois a família directa do Czar foi toda varrida.
A não ser assim talvez Trump também quisesse voltar a transformar a Rússia numa miserabilista monarquia czarista.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
Os iranianos muito mais.