(Fórum da Escolha, in Facebook, 13/01/2026, Revisão da Estátua)

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É um progresso. Lento, doloroso, quase involuntário, mas progresso na mesma. Em Bruxelas, durante uma conferência de imprensa tão silenciosa como um bunker normativo, a representante da Comissão Europeia, Paola Pigno, pronunciou finalmente o impensável: “É claro que, a dada altura, teremos de negociar com o Presidente Putin.”
A mensagem foi dada. Negociar. Não sancionar, não condenar nos termos mais fortes, não manifestar profunda preocupação. Não: conversar.
Alguns estagiários terão sido brevemente evacuados da sala por receio de que pudessem sofrer um colapso mental. Mas, vamos imediatamente tranquilizar os mercados, as consultoras e os produtores de comunicados de imprensa indignados. Paola Pigno acrescentou logo: “Ainda não chegámos a esse ponto.“. Ufa. A União Europeia ainda não está preparada para utilizar a diplomacia, essa ferramenta arcaica que geralmente antecede as guerras, e não o contrário.
Conversar, sim… mas só quando tudo estiver destruído
A declaração surge numa altura em que a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reiterou uma verdade diplomática digna de Metternich: “Não se constrói uma paz duradoura sem conversar com a Rússia”. Uma declaração revolucionária em Bruxelas, onde a política externa se tem baseado, nos últimos dois anos, num princípio simples: Não converse agora para que possa falar melhor, mais tarde, quando não houver mais nada a negociar.
A posição oficial da UE mantém-se fiel à linha traçada por Ursula von der Leyen, que declarou mais uma vez: “A Rússia precisa de perder esta guerra“. O problema é que perder uma guerra não é um conceito jurídico, nem um mecanismo para a paz. É um slogan. E os slogans, em geopolítica, tendem a ser muito dispendiosos.
800 mil milhões depois, ainda não é o momento certo
Porque, embora Bruxelas “ainda não esteja nesse ponto“, a conta já chegou certamente. Os referidos 800 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia a longo prazo não saem de um chapéu mágico europeu, mas sim de: 1) orçamentos nacionais; 2) dívida; 3) de uma solidariedade que Washington encara, agora, com uma certa distância orçamental…
Os Estados Unidos, por sua vez, começaram a explicar, de forma muito oficial, que: “A Europa precisa de assumir mais responsabilidade pela sua própria segurança“. — Declarações recorrentes do Departamento de Estado e do Pentágono. Tradução não diplomática: paguem, temos outras prioridades.
Neste contexto, negociar hoje pode permitir evitar o financiamento de uma guerra amanhã, que ninguém sabe como vencer, mas que ainda assim terá de ser paga.
A diplomacia como fase terminal
A lógica de Bruxelas é, pois, cristalina: 1.º Recusar qualquer diálogo. 2.º Acumular dívidas enormes. 3.º Desindustrializar. 4.º Esgotar a opinião pública. 5.º Depois, “em algum momento”, descobrir que a negociação é necessária.
Isto é o que se conhece como diplomacia de fim de ciclo, onde a mesa das negociações só aparece quando os cofres estão vazios e as ilusões se esgotaram.
Conclusão: a UE e a arte de se surpreender
Sim, por vezes a União Europeia ainda nos surpreende. Não com a sua visão estratégica, mas com a sua capacidade de ignorar o bom senso até que este se torne inevitável. Reconhecer que teremos de falar com Moscovo não é uma revelação. É uma admissão tardia.
E quando Bruxelas diz “ainda não chegámos lá“, o que na realidade significa é: nós preferimos ver até onde vai o absurdo primeiro, desde que alguém pague a conta. A diplomacia em Bruxelas continua, portanto, a ser aquilo em que se tornou: um Plano B que só é utilizado depois de todos os planos idiotas se terem esgotado.
(@BPartisans)
Bem, o que me parece indispensavel é percebermos por que é que a europa, ou melhor as elites que a governam, de repente, se tornou fan da guerra. Este ponto, penso, nao é controverso. Provavelmen te porque as ditas elites perceberam dentro da otica capitalista que as ilumina, que, no contexto atual, nao têm outra saída, se pretenderem continuar no poder e manter o sistema economico no qual a acumulaçao é a regra dominante. Assim se nao for de outra maneira , o melhor será destruir, ganhar balurdios com a produçao bélica , depois reconstruir, mantendo entetanto a ‘populaça’ entretida com patriotismos e inimigos de estimaçao. Esta receita ja é antiga e ate a data tem dado resultados. Porque nao tentar novamente? Só que pode sair o tiro pela culatra e ir tudo para aquele sitio que nós sabemos.
Como alternativa, se se pudesse criar uma tendencia anti guerra e mostrar ao povo como se deixa tratar como idiota util, seria ja qualquer coisa. Mas sera possivel atingi-la com a comunicaçao social que temos e os jornalistas ‘informados’ e ‘clarividentes’ que nos esclarecem?!
Sem mais!
Não tenho muitas dúvidas em que se na Gronelândia só seis por cento da população, certamente os mesmo embotados pelo alcoolismo, acham normal serem parte dos Estados Unidos, aqui a proporção seria inversa se o bandalho quisesse anexar Portugal.
Eu e que la teria de ir pedir penico a embaixada da Rússia e com um pouco de sorte iria mesmo varrer ruas em Irkutsk dando ainda assim graças ao santo protector dos cachalotes.
Lamento sinceramente pela grande patranha e o grande sarilho em que estão metidos todos quanto vivem na Gronelândia.
Viver num território com aquele clima já e um desafio.
Agora querem que sejam parte de um país com um modo de vida cruel, onde os apoios sociais são incipientes, se um desgraçado tiver uma apendicite tem de vender um rim para pagar um operação e se pode ser preso por longos anos por coisas que não teem assunto nenhum.
Sem falar na letalidade da polícia de que foi agora vítima Renee Good.
Os gronelandesas não são parvos. Se aqui acenassem aos pategos com 100 mil dólares até venderiam a mãe quanto mais a patria.
Mas talvez viver sob aquele clima extremo tenha ensinado os gronelandesas a fazer contas.
Para que servem 85 mil euros se alguém tiver uma doença grave? Alguém acredita que quem esta a destruir o Medicare, o incipiente sistema de medicina para pobres no seu país manterá os sistemas de saúde que a Dinamarca assegura no território?
Tudo isto deve passar pela cabeça de quem na Gronelândia até treme e não e de frio ante a perspectiva de anexação.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estão metidos.
Ontem estava um comentador de cabelo branco com ar muito cândido na tv a apregoar a solução para esta situação de ambição imperialista sem escrúpulos, dizia que teria de haver alguma razoabilidade da Dinamarca, pois que se não vendesse e negociasse agora poderia perder o domínio num futuro referendo independentista que está previsto acontecer na Gronelândia proximamente. Portanto, facturava uns dólares e algumas regalias com um acordo, tudo para evitar chatices com o Grande Irmão, e que este revelasse a sua verdadeira face, o que seria escusado e incómodo para os atlantistas e pategos em geral. No fundo, a responsabilidade é da Dinamarca, que não deve impedir os desígnios do “farol do mundo livre”, mesmo sacrificando a autonomia e uma futura independência dos gronelandeses. Que assim que fossem independentes seriam anexados sem problemas de maior, assim mais vale rentabilizar o território antes que o percam de vez, de uma forma ou de outra.
Estas carolas direitolas não páram, e com esses nevões, até se atolam!
Os próprios gronelandeses não querem ficar sob jugo do Grande Irmão, que tantos basbaques “atlantistas” colecciona na Europa, que de boa vontade seriam os primeiros a entregar a cidadania portuguesa e europeia sob uma “federação alargada” ocidental – ou seja, à administração americana, muitos deles mesmo sabendo que seria tratados como cidadãos de 2.ª ou 3.ª categoria, tal como os gronelandeses, sejam inuit ou descendentes de nórdicos, têm noção, mesmo sendo eventualmente aliciados com uma quantia de 100 000 dólares. E os gronelandeses estão lá mais perto, mas sabem muito bem o que significa para os nativos americanos ser “administrado” a partir da Casa Branca. São poucos, mas sobretudo, tirando um bafo de bode ou de arenque estragado, não são pategos.
Se os EUA da América fossem assim uma nação tão excepcional, sobretudo a nível civilizacional, não estariam os gronelandeses tentados a fazer parte, de alguma forma, desse esplendor incomparável, dessa potência ímpar? Nem vale a pena especular muito com o que aconteceria ou o que vai acontecer, basta cingirmo-nos à realidade presente e ao que dizem vários gronelandeses quando questionados sobre o “assunto do momento”.
Quanto à União Europeia, quando tirarem de lá a seita KLM / MLK, que a transformaram nua afiliada sucursal da NATO, subjugada aos interesses do outro lado do Atlântico, talvez seja possível outro rumo. O facto de a Meloni ser a menos tresloucada de todas, mesmo sendo a proto-fascista que se sabe, só pode ser devido a ter noção das responsabilidades enquanto governante de um país soberano. E se corre mal, pode pagar a factura, seja em próximas, eleições, seja de outra forma. Já as outras que se pavoneiam nas instituições da UE não temem nada, e esbanjam o dinheiro dos estados-membros e dos povos europeus como se fosse seu, mas sendo o problema deles, que empobrecem, perdem poder de compra, vêem a inflação imparável, e o fosso entre muito ricos e restante população aumentar enquanto suportam guerras intermináveis e destrutivas sem fim à vista, estados com níveis de corrupção completamente inviáveis para os padrões e exigências que os estados-membros são forçados a cumprir, e tudo para financiar a indústria do armamento e os lobbys militaristas, sobretudo os maiores deles, norte-americanos. Andar a “jobar” (trabalhar) para os outros é coisa de argumento de Luta Livre Americana, em que os enredos têm um guião, os combates são encenados e o vencedor combinado: neste caso é sempre o Grande Irmão, seja qual for o hiPOpoTamUS que chafurde naquele pútrido charco e reconstrua a Casa Branca.
Os gronelandeses têm brio e amor próprio, mesmo sendo pouco mais de 55 mil. Estão logo ali ao lado, rodeados pelo Atlântico (e o oceano glacial ártico), mas não querem saber de “atlantistas”, “olhos que tudo vêem”, “farós do mundo livre” para nada. Sabem que são mais felizes e vivem numa terra mais saudável sem os “princípios e valores” dessa gente. Já os pategos da Pategónia não sabem o que isso é, nem dão valor à sua cultura e independência, querem ser dependentes e submissos, acham-se os maiores a dizer em inglês o que podem designar em português, apesar de apregoarem muito o seu ultra-nacionalismo exacerbado. São pategos, senhor.
Pior só mesmo os atlantistas pategos da Dinamarca… que até colaboram com os EUA para escutar os aliados da UE. Uns meses antes destas sondagens americanas na Gronelândia, andavam assustados com drones de origem desconhecida que apareciam no espaço aéreo dinamarquês, e eram atribuídos à Rússia. Seriam mesmo? Ou seriam outros pategos europeus que também se puseram debaixo da asa americana e agora têm medo dela, seja por poderem levar com ela, seja por esta os destapar?
Mais vale os 55 mil na defesa de toda a Gronelândia, sem armas frente à “maior potência bélica”, ao “maior país do mundo”, do que centenas de milhares e milhões de pategos a defender a Europa deles, comprem-lhes as armas que comprarem.
Estes pategos são loucos, e não são poucos.
Claro que vão ter de falar com o homem.
Depois de o Trampas passar a Groenlândia na mão grande, quando a potência administradora não quer e a população local nem quer ouvir falar de tão coisa a não ser os bafos de bode lá do sítio com que cara e que os senhores da Europa vão ter cara para continuar a pedir aos povos que percam direitos para comprar armas a tem nos roubou território para nos protegermos da…Rússia?
O que esta gente nunca esperou foi que chegaria o dia em que a Europa seria tratada com a mesma indignidade com que e tratado o seu quintal da America Latina.
A ilusão de que eram aliados do grande irmão vai morrer na Gronelândia.
E quem nos rouba território nunca nos defendera.
E como já perceberam que não há maneira de a Ucrânia ganhar a guerra o remédio vai mesmo ser falar com o homem.
Em vez de lhe passar atestados em psiquiatria, lhe colecionar cancros e sonhar com a sua captura como aconteceu com Maduro.
Quanto mais depressa acordarem e ganharem vergonha no focinho melhor.
LOUCURA FANÁTICA PURA.
NENHUMA RACIONALIDADE !