(Carlos Esperança, in Facebook, 30/12/2025)

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A chegada do Ministério Público à campanha é tão previsível como a da gripe, ambas ao ritmo do calendário, embora a última sazonal e a do MP, móvel, em períodos eleitorais.
Só quem for demasiado crédulo não vê a repetição, a papel químico, do que aconteceu na última campanha eleitoral para as legislativas. O PGR anunciou publicamente uma insólita investigação preventiva para aliviar a pressão sobre a Spinumviva e, a seguir, outra ao líder do PS, sobre um caso esclarecido e arquivado. Êxito glorioso.
A técnica é habitual, e o que indigna é o ator ser o Ministério Público. Que o PR e o PM se desinteressem, fica a dúvida se é gratidão ou interesse. Ambos atingiram os objetivos graças ao desvario do MP, que causou a queda de um PM, permitiu a Marcelo dissolver a AR e a Montenegro trespassar os negócios e apanhar boleia para S. Bento.
Claro que, como sempre, a extrema-direita beneficiou e a democracia perdeu, e não há volta a dar. Desta vez, quando se fazia o escrutínio de Marques Mendes, indiscutível e bem-sucedido lobista, era preciso aliviar a pressão sobre ele.
A presença do atual PGR, pela forma e circunstância do seu recrutamento e nomeação, vindo da reforma e imposto ao PR por exclusiva vontade do PM, agrava a desconfiança. Não é preciso ser profeta para garantir que Amadeu Guerra não acaba o mandato, mas vai sair depois de demasiados casos que abalaram a democracia e com muitos processos sobre os quais não há acusação nem arquivamento ao longo de muitos anos.
Há na calhandrice contra Gouveia e Melo duas notas obrigatórias, a injustiça quanto ao alvo e, mais importante, a conduta pusilânime de Marques Mendes e dos seus apoiantes.
Marques Mendes, com a habilidade habitual, logo igualou a sua situação, como se um bem remunerado facilitador de negócios, o que não é crime, se pudesse comparar com um funcionário público cujos rendimentos exclusivos são os da função. E, os seus correligionários tornaram-se megafones da urdidura.
O ataque ao almirante atingiu a náusea através de Rui Moreira, mandatário de Marques Mendes. O alegado «senador», uma categoria atribuída a todos os oriundos da extrema– direita que desempenham cargos em democracia, fez insinuações e exigências na SIC-N, num frente a frente com Francisco George, mandatário de Gouveia e Melo.
Foi hábil e ardiloso em insinuações e suspeitas o ex-edil do Porto, espécie de Pacheco de Amorim extraparlamentar que fez uma viagem tranquila do MDLP, com convicções monárquicas e simpatias pelo CDS, até à Câmara do Porto e à sua ambição presidencial que a candidatura de André Ventura frustrou. A decência exigia-lhe contenção.
Declaração de interesse: Gouveia e Melo é a minha última opção presidencial, e só teria o meu voto contra Ventura e Marques Mendes.
Apostila – Depois do mal feito, o MP já veio ilibar o candidato.
E assim uns candidatos e “eminências pardas” e “salvadores da Pátria” vão passando entre os pingos da chuva, e outros vão sendo “quilhados”, por vezes passando anos a fio à espera de uma acusação, de um processo, ou de um julgamento consumado!
“Há uns que são mais iguais do que outros”
O MP ja lançou também umas suspeitas sobre o Marques Mendes e agora sobre o outro candidato a direita. Só falta o Cotrim mas esse veio sempre um pouco mais atrás nas sondagens.
Resumindo e concluindo, essa gente está a levar ao colo o quarto Pastorinho tal como no Brasil instâncias legais levaram ao colo o homem que agora soluça e não sabe como se livrar do lugar que merece, a cadeia.
E talvez devessemos perguntar ao Brasil como se desfaz essa meada de um estado dentro do Estado e ao serviço da extrema direita.
Porque e isso que o Ministério Público e neste momento.
Porque estes são mais uns que sonham com impunidade.
Como se já tivessem pouca.
Pelo menos para zurzir pobres e trabalhadores.
Qualquer cidadão que se veja nas teias da lei sabe do que estou a falar.
Um reles caso de atropelamento transforma se num assassinato de carácter que poe o desgraçado em risco pois sem consequência alguma podem dizer do desgraçado o que lhes vier a cabeça por conta de uma copos a mais ou má digestão.
Porque só falta dizer que o desgraçado quis jogar Carmageddon ao vivo na rua e que é filho do Putin e não sabe.
E se a vitima por azar e da família de malta que anda no tráfico a coisa pode correr mal mas os dignos magistrados estão se nas tintas.
Já se a vitima de atropelamento for cigano quem atropelou pode ir em paz. Já conheci dois casos desses.
Nem uns tempinhos sem carta lhes saíram.
E e para terem ainda mais impunidade para coisinhas destas, sem contar certamente uns ganhos por fora dado que se estado sempre a queixar que sao mal pagos, que tudo teem feito para que caiamos todos nas garras da extrema direita.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.