(Carlos Esperança, in Facebook, 05/12/2025)

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Atribuir aos Procuradores do Ministério Público a perturbação política é uma injustiça feita aos magistrados que dirigem o combate ao crime, mas é ingenuidade mortal para a democracia absolver a PGR, a anterior líder e o atual, o Sindicato (SMMP) e o ativismo partidário de alguns Procuradores.
Com o PSD em maioria na AR, municípios e freguesias; com o Governo da República, dos Governos Regionais e dos principais municípios; com o PR que provocou tudo isto e um PGR que quer blindar os negócios obscuros da Spinumviva e impediu o acesso de António Costa às escutas ilegais que o levaram à demissão de PM, as escutas divulgadas na Sábado instalaram o terror. Talvez só termine com um PR, PAR, PM e PGR do PSD!
Falou-se obsessivamente da hérnia encarcerada de Marcelo, que o próprio atribuiu à sua genética, e desviaram-se as atenções da sua genética política originária do Estado Novo. Foi ele que provocou uma hérnia na democracia portuguesa e a deixou encarcerada pelo PSD, com ele PR ao leme, com o PM e o PAR do PSD, e um PGR escolhido e imposto pelo CEO da Spimumviva, exclusivamente por este, já na qualidade de PM.
Para somar ao pânico o desespero, ignora-se o que se passa com o grupo terrorista que a PJ desmantelou. Possuía armas de guerra e era treinado e dirigido por um chefe da PSP convidado a dirigir a Polícia Municipal de Lisboa. Que terrífico silêncio é este?
É neste ambiente perturbador, dois anos após o Golpe de 7 de novembro, em Belém, do parágrafo assassino enviado aos média pela PGR Lucília Gago e da inevitável demissão do PM legítimo, que assistimos impávidos à dissolução do Estado de Direito.
Da insólita praxe sodomita dos bombeiros do Fundão, violenta e degradante, à acusação de apropriação de fundos dos Bombeiros Voluntários do Beato e Penha de França pelo Comandante, com suspeitas generalizadas de negócios no combate aos incêndios em diversas corporações do país, nem a honra das corporações dos soldados da paz resiste.
Na máfia de exploração de imigrantes dirigida por dez militares da GNR e um agente da PSP o Ministério Público esqueceu-se (!?) de transcrever escutas que serviam de prova, levando à libertação dos detidos pelo juiz, como exige um Estado de Direito.
Com tais membros das forças de segurança regressados à função e sem ninguém exigir saber quem são os beneficiários das empresas exploradoras do trabalho, o silêncio sobre este assunto é um ruído abafado enquanto a democracia fenece e o Estado se decompõe
Com um juiz escutado, difamado e a vida pessoal devassada pelo Ministério Público por não gostar da sua jurisprudência, depois de um governo vigiado com escutas ilegais ao seu PM guardadas para divulgação no decurso da campanha eleitoral à Presidência da República, quem acredita que o Estado de Direito se mantém e que o medo é perceção?
Se este PGR se mantiver e o próximo PR for o que o PM decidiu, apenas a perceção irá melhorar. Permanecerá o País que Marcelo alterou e o Luís deixado a trabalhar. À solta!
Penso que hoje há ninguém tem dúvidas de que Portugal foi vítima de golpes judiciários a brasileira e lançamento de suspeicoes muitas vezes infundadas sobre políticos não fascistas.
A diferença é que o Brasil quase conseguiu livrar o seu sistema judiciário de juízes fascistas e vende pátrias.
Gente honesta conseguiu enquadrar o fascista Bolsonaro, algo que os Estados Unidos não conseguiram com Trump e nos não estamos a conseguir com a cambada fascista e corrupta que cá temos.
E não podemos pedir a vassoura emprestada.
“(…) e um PGR que quer blindar os negócios obscuros da Spinumviva (…)”
Como é mais que óbvio, e o anúncio de que as “averiguações preventivas” não poderiam ser consultadas uma vez arquivadas é a evidência da premeditação desonesta, ainda por cima feita à medida e com efeitos retroactivos. A única pecha do texto do Garcia Pereira sobre estes mesmos enredos jurídico-políticos foi não ter referido isso mesmo.
Era uma vez na Pategónia… onde os fascizóides são impunes pois “estarem a defenderem os nossos valores e a democracia”…
Também o anúncio público das próprias “averiguações preventivas”, quer ao PM em exercício, quer a Pedro Nuno Santos (num caso que já tinha sido processado e arquivado, se não me engano), não foram inocentes e para intimidar o principal “visado”, mas sim alertá-lo. Em que República das Bananas se avisa que se vai investigar alguém, ainda por cima um líder político? Não o fizeram com António Costa, ou outros ministros como João Galamba, por que o fazem com Luís Montenegro e “sus muchachos”? Miguel Pinto Luz, sempre a passar entre os pingos da chuva, negoceia novamente a venda da TAP. O Dias Loureiro, desapareceu nas brumas do tempo. O Duarte Lima, só o prenderam porque andou a assassinar velhinhas no Brasil para apropriar-se de heranças milionárias, e o Estado Português pediu que fosse devolvido e julgado e preso em Portugal. E agora é a seita do CU que anda à espreita, tudo bons rapazes e puras donzelas direitolas, uns “moderados”, outros “patriotas”…
*Visado ou Avisado? Eis a questão…
Entretanto o Duarte Lima já anda à solta, ainda com o processo de investigação do Brasil pendente, pelo homicídio de Rosalina Ribeiro em 2009… segundo a reportagem foi o único arguido do BPN a ser julgado condenado a cumprir pena de prisão efectiva. A 29 de Setembro de 2022 saiu em liberdade condicional, mas foi detido pela PSP novamente, a pedido da polícia brasileiro. Entretanto é um “homem livre”…
Vejam a reportagem da SIC Notícias do Pedro Coelho sobre o processo BPN, que passou hoje à noite.