(Bruno Amaral de Carvalho, in Facebook, 21/10/2025)

Através da página Myrotvorets, a Ucrânia acusa-me de “tentativa de subverter a soberania e a integridade territorial da Ucrânia”, “violação deliberada da fronteira estatal da Ucrânia com o objetivo de infiltrar o território ucraniano” e “apoio à agressão russa e ao assassinato de cidadãos ucranianos”. Nesse sentido, considera que violei os artigos 110.º e 332-1.º do Código Penal da Ucrânia e divulga o meu nome com informações pessoais, como “inimigo da Ucrânia”, incluindo dados do meu passaporte. Naturalmente, isso põe não só em perigo o meu trabalho enquanto jornalista como deixa em evidência, uma vez mais, que as autoridades ucranianas não têm pudor em perseguir, prender ou matar jornalistas.

Importa recordar o que é o site Myrotvorets e como surgiu. Em Maio de 2014, morreu o primeiro jornalista na guerra civil que se começava a desenrolar na Ucrânia. Então com 30 anos, Andrea Rocchelli foi morto com o seu fixer, Andrei Mironov, pelas forças ucranianas em Sukhanivka, perto de Slaviansk, no Donbass. O nome do repórter fotográfico italiano apareceu então numa estranha página que emergia na internet pelas mãos dos ucranianos George Tuka e Anton Herashchenko, mais tarde conselheiro do Ministério da Administração Interna.
Com a autorização do ministro Arsen Avakov, a página Myrotvorets passou a listar de forma macabra os “inimigos da Ucrânia” e de cada vez que eram encontrados mortos a fotografia dos assassinados aparecia no site com a palavra “eliminado”. É dessa forma que está, ainda hoje, a fotografia de Andrea Rocchelli. O mesmo aconteceu no ano seguinte com o jornalista Oles Buzina e o deputado Oleh Kalashnikov mortos com um dia de diferença, em Kiev, na Ucrânia.
Arsen Avakov, um dos líderes do golpe de Estado que derrubou o presidente Viktor Yanukovych em 2014, tornou-se ministro da Administração Interna e anunciou que pela primeira vez este ministério passaria a contar com extremistas neonazis do Sector Direito. Durante os mais de sete anos que durou a sua experiência no governo ucraniano, a página Myrotvorets tornou-se numa verdadeira lista negra, quando não uma lista de morte, usada pelos serviços secretos ucranianos e outras forças militares ou paramilitares para dar caça aos seus integrantes.
Apesar de não aparecer com estatuto oficial, uma reportagem do The Times, em Janeiro de 2022, mostrava que a página é consultada com regularidade nos checkpoints e fronteiras ucranianas. Até esse momento, de acordo com George Tuka, na mesma peça jornalística, já tinham sido presas cerca de mil pessoas graças ao Myrotvorets.
No ano anterior, em 2021, sobre a aplicação do acordo de associação da União Europeia com a Ucrânia, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que, no seu ponto 73, lamentava “o agravamento do clima político no país, com o recurso generalizado à intimidação, ao discurso de ódio e à pressão política para fins políticos” e instava as autoridades ucranianas a condenarem “firmemente” e a proibirem “as atividades de grupos e sítios web extremistas que incitam ao ódio, como o Myrotvorets, que fomentam tensões na sociedade e utilizam indevidamente os dados pessoais de centenas de pessoas, incluindo jornalistas, políticos e membros de grupos minoritários”.
Em 2018, no mesmo ano em que entrei pela primeira vez no Donbass, a Alemanha exigia à Ucrânia que tirasse do ar o Myrotvorets, depois de o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder ter aparecido na lista. Então, o Ministério alemão dos Negócios Estrangeiros disse que “condenava veementemente a lista”, denunciando o ministro ucraniano Arsen Avakov de ter ligações aos administradores do site.
A verdade é que o Myrotvorets, onde estão também alguns portugueses, continua online com o amparo das autoridades ucranianas, pondo alvos em milhares e milhares de pessoas, muitos deles jornalistas, sem que a União Europeia e os restantes países que financiam a Ucrânia se tenham alguma vez preocupado em obrigar Kiev a tirar esta página do ar. Longe vai a resolução aprovada em 2021. Para Bruxelas, a palavra democracia é um conceito tão vazio como os valores europeus que apenas servem em função dos interesses de cada momento.
Se mais de duas centenas de jornalistas assassinados por Israel importam pouco ou nada, por que havia de importar uma lista negra montada pela extrema-direita ucraniana com o apoio de sucessivos governos de Kiev? A estratégia como sempre é uma: silenciar quem ousa mostrar o que há nos subterrâneos da mentira.
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Eu vi Biden e Kamala muito sorridentes em 2022 quando irromperam para o discurso do Estado da União, poucas semanas após o início da Operação Militar Especial / invasão russa, que originou o colapso das relações comerciais e económicas inter-europeias, o lançamento de sanções sucessivas e cumulativas à Federação Russa (de que a Rússia, no continente europeu, é apenas uma parte) que acabaram por ditar o afundamento gradual da economia e produtividade europeias, o aumento galopante da inflação e do custo de vida na Europa, além da transformação numa economia de guerra, militarista e armamentista.
https://www.youtube.com/watch?v=mlPg_XVeGX4
Vi depois a queda de Biden e Kamala e a nova ascensão de Trump, o ufano MAGA que despreza a Europa, a acusa de viver à custa dos EUA, aproveitando-se do Grande Irmão, quando beneficia as suas corporações multinacionais fiscalmente, importa tudo o que é mídia e informação e entretenimento norte-americano, show bizz, música, etc, e agora é forçada a pagar tarifas adicionais para “equilibrar a balança comercial”, e ainda comprar bateladas de armas, munições e tecnologia militar e ainda gastar fortunas que não tem em exorbitantes quantidades para comprar combustíveis muito mais caros que os russos.
Agora a Ursula von der Leyen assume haver uma Agenda Vinte-Trinta para “fazer guerra à Rússia”. E os pategos arrancam os cabelos do peito e rasgam as vestes por quê? Porque houve um erro de tradução e em vez de “elites russófobas europeias” como subtítulo apareceu no Resistir e na Estátua de Sal “elites eurofóbicas” e em título…
…e depois admiram-se de andarem a ser comidos de cebolada pelas estratégias insidiosas e maquiavélicas, e que os europeus sejam cada vez mais divididos, explorados e manietados pelas elites que os governam e iludem, e que lhes apontam sempre o responsável pelos seus males, que é quem não tem influência directa ou sequer responsabilidade alguma pelas políticas e rumos e maquinações que lhes impõe os “grandes líderes” ocidentais, cada vez mais entrincheirados e enredados em esquemas obscuros de poder, saque, mentiras e manipulações.
Mas que é isso da “eurofobia”, quem quer saber disso quando vivemos no “grande século americano”? Não abram a pestana que não é preciso…
Desde que tudo fizeram para nos meter no corpo um veneno não testado, em que há trastes ainda hoje que se dizem médicos, a dizer aos nossos mais velhos que aquilo e eficaz e seguro que eu tenho uma certa impressão que esta gente se está nas tintas para as nossas vidas. E que se alguns de nós simplesmente morrermos não se perde nada.
No caso concreto da malta do Sul desde os tempos das troikas que viraram a muita gente a vida do avesso, tendo causado literalmente a morte de alguns, entre suicídios e infeções hospitalares, que eu tenho a certeza que essa gente não nos grama nem com molho de manteiga.
União Europeia declara guerra aos próprios membros, relata o sempre atento Simplicius. Pode não haver fobia, mas ninguém pode negar que há pelo menos um grande desprezo pelos cidadãos europeus:
https://simplicius76.substack.com/p/eu-declares-war-on-its-own-members
Interessante. A confirmarem-se estas explosões em refinarias como actos de sabotagem, a UE se assobiar para o ar (como fez com o Nordstream) vai revelar que é cúmplice deste ataque a países europeus soberanos e membros. Relembro o alarido que fizeram por causa de drones não identificados na Dinamarca, Báltico, etc, que não causaram qualquer dano material e ainda hoje não foram identificados nem comprovada a sua origem e propósito, havendo até detidos envolvidos que não são russos e sim cidadãos de países europeus ocidentais.
A Ucrânia é membro do Conselho da Europa e ratificou a Convenção Europeia dos Direitos do Homem. Tem pois e por isso um juiz no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. A Ucrânia não tem portanto pena de morte. Nem pode ser-lhe permitido o assassinato como meio de combate político. A Ucrânia não pode portanto ser membro do Conselho da Europa. Nem estar presente no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Nem os países com relações diplomática com a Ucrânia podem permitir que o governo ucraniano acoberte a inscrição de cidadãos dos seus estados numa lista de gente para assassinar, ou em lista de já assassinados.
E portanto, os ministros da justiça e dos negócios estrangeiros, os chefes de governo e os procuradores gerais, devem ser chamados à barra de um tribunal criminal, sob acusação de cumplicidade com assassinatos, consumados ou projectados, com evidente abuso de funções. E não creio que isso deva ser tratado como crime continuado, antes me parecendo que tal cumplicidade deve ser imputada vítima a vítima. Espero que a velhice de tal corja seja tão sórdida como aquilo com que, livre e conscientemente, tem querido e conseguido confundir-se.
Afinal os “grandes líderes” europeus, mais o Montepardo Spinumvivas e outros corruptos sabujos, como o delfim de Trump, o Quarto Pastorinho “wannabe”, só estão interessados em não serem eles a aparecer nas listas negras dos serviços de informação fascizóides e sem escrúpulos, como o do Grande Irmão, o de Israel ou o da Ucrânia, que procura emular o israelita nos métodos e na desfaçatez. Querem o poder e isso basta-lhes, alinhando em todos os esquemas insidiosos de perfídia, de silencianento, de violência e assassinato. Numa palavra, são agora cúmplices, alguns deles fanatizados. Faz parte do comportamento tipo de sociopatas isolarem-se da população geral e associarem-se a esquemas criminosos. É da sua natureza, e além do mais é da sua ideologia, auto-proclamada “moderada”, fingir que nada se passa e não é nada com eles.
E como o patego europeu, e o português, parece simpatizar com estes métodos de caça a jornalistas e a pessoas e políticos não alinhados com o status quo do Terror de Estado, que em súmula é o método de eleição dos nazi-fascizóides e dos sionistas para levarem a sua avante, então vai continuar a enviar centenas de milhões para alimentar esta gangrena de regime que infecta a Ucrânia e afecta toda a Europa, e lhe vai custar mais que as fortunas que lhe entrega, a sua própria integridade e legitimidade.
Requiem pela UE aniquilada pelas listas negras da negritude do nazi-fascismo internacional.
E mais uma vez se demonstra que russofobia é só uma componente da eurofobia que estes “grandes líderes”, mais os seus acólitos e pategos serviçais propagam e alimentam.
E andam tontinhos ignorantes em charadas a insistir que russofobia não é eurofobia. Pois não, é só uma componente dela, entre muitas outras…
Eu até percebo o seu pontoas a definição está completamente incorrecta.
O wue você está a pensar é algo que pode ser descrito como fascismo, elitismo, snobismo, oligarquia, até mesmo nazismo e neo-feudalismo.
Ou seja, um grupo de “elites” que desprezam o seu próprio povo. Que acham que quem não tem os nomes “certos”, ou o “pedigree”, ou pelo menos a conta bancária com determinado tamanho, é só “gentalha” que pode ser explorada e sacrificada como carne para canhão.
Nada disso entra na definição de “eurofobia”.
O tonto aqui é só você, e é absolutamente ridículo e patético que ande a fazer este malabarismo todo para defender um ERRO de tradução de incompetentes do Resistir, e uma FALHA de atenção da negligente Estátua de Sal.
Obviamente, as elites europeias não se odeiam a si próprias. Elas odeiam todos os povos (desde o Zé povito até às respectivas elites) dos países soberanos anti-imperialistas, em particular a Rússia (russofobia), a China (sinofobia), a Palestina (anti-semitismo), mas também ódios que não são exatamente definidos pela nacionalidade, mas mais pelo posicionamento ideológico: contra o Irão, Iraque, Líbia, Afeganistão, Sudão, Mali, Niger, Burkina Faso, África do Sul, agora também a Índia de Modi e a Colombia de Petro e o Brazil de Lula, Cuba, Venezuela, Bolívia, Honduras, Myanmar, Bangladesh (já vítima de golpe), Vietname, Laos, Camboja, e até mesmo os alvos de tentativas de golpe ainda em andamento como a Indonésia, Geórgia, Bielorrússia, etc.
É esta a grande divisão nesta Terceira Guerra Mundial, ainda na fase de aquecimento, híbrida e via proxies:
Império Ocidental
(opressão, corrupção e exploração, mentira e rescrita da história, e vassalagem)
VS
Anti-imperialistas
(democracia ENTRE países, comércio justo, factos e respeito pela história, e soberania)
Se por acaso isto chegar a vias de facto (conflito armado directo) e os povos Europeus forem sacrificados, isso não é “eurofobia”, mas sim o tradicional desprezo de uma classe dominante (com o poder e o dinheiro) sobre a outra classe: pobres (incluindo a classe média e média-baixa) colocados em trincheiras, sacrificados para defender a propriedade e riqueza das suas elites.
Confundir isto com uma “fobia” continental, é das maiores tonterias que já vi alguém escrever nos comentários deste blog.
“O tonto aqui é só você, e é absolutamente ridículo e patético que ande a fazer este malabarismo todo para defender um ERRO de tradução de incompetentes do Resistir, e uma FALHA de atenção da negligente Estátua de Sal.”
Falso. Já o referi, mas para ver se lhe entra na caximónia, vou copiar o comentário que fiz no artigo em causa, onde não questionei nem ocultei o erro de transcrição identificado. Nem poderia, uma vez que não li o original, como quem indicou a má tradução. Quanto ao resto do seu argumentário, já demonstrei que é totalmente infundado, ilógico e irracional.
“O texto é bom, apesar dos erros/gralhas de tradução, não percebo tanta urticária (apesar de valorizar a identificação das discrepâncias com o original).
Já o último do Emmanuel Todd também está muito interessante, mesmo que mais abrangente e elaborado, focando bastante a alienação niilista e o desnorte político dos “grandes líderes” ocidentais, sobretudo os impotentes e incompetentes europeus (alguns deles já ultrapassados e purgados pelos eleitorados nacionais, outros em vias de o ser), sua falência moral e irracionalidade, assim como o desequilíbrio emocional que o desespero das suas acções (sanções sucessivas e cumulativas, pacotes de apoio belicista infindáveis, financiamento de uma economia de guerra) e das suas encenações (propaganda e desinformação constantes, “Coalisão das Vontades” e suas repetitivas e especulativas cimeiras, serviços de acompanhamento a Trump e de escolta a Zelensky) revela.
Mas pronto, há aqui pessoas que devem deixar de ver filmes que queriam ver porque a tradução do título para português de Portugal é completamente inventada ou forjada por tradutores ébrios, assim como a legendagem do mesmo. E os outros é que são “wokes”. Por falar em filmes, traduções maradas e “wokes”, será que tudo não começou em Endor, o país dos “Ewoks” (anagrama de “wokes”)?
Vão mas é ver se a fossa de descarga dá monstro dos dejectos à ilharga, e se levarem com o wookiee em pânico a esbracejar e a fazer amonas melhor ainda.”
Você tem um problema, é muito crédulo quanto às intenções, motivações e escrúpulos das “elites europeias”, especialmente as que não são democraticamente eleitas. E se há coisa que já se percebeu (e não foi ontem) é que o objectivo de partir a Europa em duas ou mais jurisdições, afastando-a do seu pleno potencial e de uma verdadeira união comercial, económica e social com a Rússia (que tem a tal dimensão transcontinental mas é de génese europeia e culturalmente europeia, apesar de ter outras culturas e povos asiáticos integrados na Federação – a Rússia é uma parte dessa federação que é composta por outras nações). Quem não percebe que esse é o objectivo dos anglo-saxões e suas proxys e esbirros, não percebe um cu de geopolítica, Não queira ser primadona, já basta o CU (candidato único) e o seu fã n.º 1 aqui na Estatuária para figuras tristes…
Já demonstrei que é falso o que me acusa de fazer. Basta ir ao artigo em causa e ler a minha resposta, é inequívoca.
https://estatuadesal.com/2025/10/20/as-elites-eurofobicas-tentam-conduzir-o-continente-a-guerra/#comment-41172
Você vive na ilusão que Ursula von der Leyen se move tendo os interesses dos povos europeus em igual estima com os dos alemães e anglo-saxões (ingleses e americanos, que ainda são os “donos disto tudo” e de europeus só têm mesmo os ancestrais, a língua e alguns traços culturais que herdaram)… que as cúpulas que dirigem a UE (que não são exclusivamente europeias, há a NATO, o FMI, já nem vou às sociedades secretas, mas posso referir think tanks e grupos de interesse intermédios) têm a consideração pelos húngaros que têm pelos polacos, ou pelos eslovacos que têm pelos dinamarqueses, etc… obviamente que vive numa ilusão, espero que não seja por viver no mundo dos sininhos, da Popota e da Leopoldina, pois já deve ter idade para ter algum juízo e não ser ingénuo. Obviamente que há vários tipos de xenofobias, ou eurofobias, uma vez que estamos no domínio do continente europeu.
Veja a hiperligação que Mário Dias deixou acima ao post de Simplicius, ele toca neste ponto e não só, com a sua repercussão na actualidade europeia. Só não vê o que se passa quem não quer, e não estamos a falar de classes, estamos a falar de POVOS e o tratamento que lhes é dado pela Comissão Europeias, pela direcção política da UE.
Como já disse e repeti, a russofobia é uma forma de eurofobia “selectiva”, que visa dividir a Europa para mais facilmente alguns europeus (e ingleses e americanos) a dominarem geopoliticamente e culturalmente, economicamente e militarmente. Se ainda não percebeu isso, nem com um desenho lá vai. Só falta mesmo dizer que os nazis não nutriam sentimentos xenófobos por outros europeus, e principalmente os eslavos a leste, aos quais cobiçavam o “espaço vital” (Lebensraum). E que o ideário racista não continua presente (como é evidente) neste “novo” grande esquema das coisas que é a AGENDA VINTE-TRINTA.
Alto e pára o baile! Tirando eventuais divergências pontuais, muitíssimo pontuais e negligenciáveis (nem me lembro agora de nenhuma), subscrevo a maior parte do que o Albarda-mos e o Zé Oliveira Vidal aqui escrevem. O que agora aparentemente os divide entra na categoria das divergências negligenciáveis, parece-me a mim de que, como dizia o nhurro lá de cima. Portantes, beijai-vos e abraçai-vos ambos os dois amorosamente, caros amigos, porque não vejo motivo para tanta acrimónia!
E, já agora, o tonto sou eu! Além de presidente da junta, como é sabido!
E por falar em eurofobia e russofobia em particular, a atleta russa ficou classificada na 1.ª posição no mundial de ginástica artística em Jacarta, não identificada pela bandeira da Federação Russa (faz de conta que não existe, já que na realidade não conseguiram ainda destrui-la e eliminá-la) nem pela sigla respectiva, mas com uma bandeira azul neutra e a sigla AIN, e curiosamente à frente de uma atleta dos EUA (USA), que curiosamente tem ascendência asiática.
https://www.dazn.com/pt-PT/news/multisport/o-que-e-o-nia-e-porque-e-que-a-russia-participa-nos-jogos-olimpicos-como-atleta-individual-neutro/1ubgo8xdk7h0v15iog0fdprvqa
Se fosse israelita, lá estariam as cores azul e branca, a estrela de 6 pontas ou de David, e também a sigla ISR. E mesmo que fossem europeus, a história seria a mesma, mas sem atletas dos EUA, da China, do Japão, da Austrália, do Brasil, etc… provavelmente a Rússia não teria direito sequer a participar, mas Israel, desde que com atletas qualificados, lá estaria em todo o seu esplendor (penso que nestes mundiais não tem representação).
23 de outubro (quinta-feira)
Individual geral feminino
🥇 Angelina Melnikova – 55.066
🥈 Leanne Wong (USA) – 54.966
🥉 Zhang Qingying (CHN) – 54.633
https://www.olympics.com/pt/noticias/mundial-ginastica-artistica-2025-resultados-medalhistas
Metam a russofobia (que é uma eurofobia) num sítio onde o sol não ilumina… esta medalha é dedicada a todos os pategos eurofóbicos, às Ursas von der Liers e às Kaja Kallas-te da vida airada…
Mais um artigo dedicado aos eurofóbicos (porque russófobos e não só) “grandes líderes moderados” da “Europa livre e democrática”, e seus acólitos e pategos sabujos.
https://www.archyde.com/angelina-melnikova-captures-second-world-all-around-title-with-stellar-performance/
Ao contrário dos festivais da Eurovisão da Canção e outros certames de reputação e autenticidade duvidosa, onde se recorre a batota e manipulação para favorecer e oferecer os primeiros lugares à Ucrânia ou a Israel, ou ao Kosovo, etc, nos mundiais de ginástica artística a competição é de elite e de excelência, e o nível é tão alto que se ganha no limite, tal como nas grandes provas do atletismo mundial a disputa é renhida e decidida por milésimas de segundo ou milímetros. Não são vitórias fabricadas e oferecidas, provêm do mérito e da capacidade de superação, muitas vezes contra obstáculos deliberados, conspirações e sabotagens dirigidas e intencionais.
Russofobia é um preconceito e ódio contra os Russos, que tanto são Europeus de Moscovo, como são Asiáticos de Vladivostok.
É contra uma nacionalidade em particular.
Eurofobia seria um preconceito e ódio (que NÃO existe em lado nenhum) contra os Europeus desde Lisboa até Helsínquia.
Seria contra várias nacionalidades, incluindo a parte Europeia da Rússia, mas deixando de fora os Russos Asiáticos.
Normalmente, os russofóbicos estão todos ou na Europa ou na América do Norte (colonizada por Europeus), portanto pode-se até dizer que o conceito REAL de Russofobia e o conceito TEÓRICO de Eurofobia são quase opostos.
Você até tem bons princípios, o coração no sítio certo, e está relativamente bem informado.
Então para que se faz passar por parvo nesta questiúncula?!
O Strategic Culture Foundation fez um texto em que no subtítulo fala as “elites europeias russofóbicas”, e qualquer uso da palavra “eurofóbicas” na Estátua de Sal tem origem num erro crasso cometido pelo copy & paste e tradução automática do Google translate.
Obviamente, se essas elites Europeias fossem “eurofóbicas”, isso seria uma frase e um conceito absurdo e anulado pela sua própria definição, pois tratariam-se de Europeus que são preconceituosos e se odeiam a si próprios.
A seguir vai falar do quê? Dos Norte Americanos que são “Americanofóbicos”? Ou dos israelitas que são “israelofóbicos”? Ou quiçá dos portugueses que são “lusofóbicos”?
Deixe-se de tonterias!
Lide com os factos e com a lógica, ou não passou da 4.ª classe? Nunca estudou a teoria dos conjuntos, sub-conjuntos, intersecção de conjuntos? Então qual é a sua dúvida mesmo? Pode sempre voltar a pegar num manual da 4.ª classe e fazer a revisão da matéria.
E volto a repetir, a russofobia é, em si mesma, uma forma de eurofobia. Como existem outras, que anulam a vontade e auto-determinação de povos, em vários países e regiões europeias. Do norte em relação aos mediterrânicos, por exemplo, que “gastam tudo em mulheres e vinho”, como dizia um líder político neerlandês em relação aos povos do sul submetidos à Troika e/ou à Austeridade.
Já agora, a sua lógica é um pouco estúpida e desprovida de razoabilidade. Pela sua lógica, uma pessoa nunca poderia ser misantrópica, por ser exactamente uma pessoa. E o que é a misantropia (existem até grupos de extrema-direita que usam esta designação para se identificarem)?
https://www.google.com/search?q=avers%C3%A3o+ao+semelhante+humano&oq=avers%C3%A3o+ao+semelhante+humano&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOdIBCDkwNDVqMGo3qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8
“Aversão ao semelhante humano pode ser entendida como misantropia (aversão ou ódio à humanidade em geral), ou em casos mais específicos, pode estar relacionada a fobias como a androfobia (aversão específica a homens) ou o “vale da estranheza” (aversão a robôs e outras representações que se assemelham demais a humanos, mas não são idênticos). Outras causas podem incluir transtornos de personalidade, como o transtorno de personalidade esquiva, ou sentimentos de isolamento social e desilusão.
Misantropia
O que é: Uma aversão ou ódio geral à humanidade, que pode ter origens sociais, culturais ou filosóficas.
Origem do termo: Deriva do grego “misos” (ódio) e “anthropos” (homem, ser humano).
Características: Pode estar ligada a um sentimento de isolamento, alienação ou desprezo pela humanidade, frequentemente com uma visão negativa sobre a sociedade.”
Pela sua lógica, misantropia não pode existir, não é real. Visto que um humano não pode odiar outro ser humano, por serem ambos humanos.
Deixe-se de paternalismos e de dar cobro à estupidez humana, e sim, Ursula von der Leyen e Kaja Kallas, entre muitos outros “grandes líderes” europeus, são misantrópicos, eurofóbicos no sentido lato, russofóbicos em específico, e vêem os mediterrânicos como povos inferiores a dominar, “civilizar” e submeter, basta ver o que é feito da “convergência europeia”, e a desigualdade crescente que a austeridade impôs a esses países. E veremos agora se as mesmas receitas serão aplicadas na Alemanha e na França em recessão (não incluo o Reino Unido que já não pertence de facto à União Europeia).
Ah, e não está em causa que se tratou de uma gralha ou de um erro do tradutor (automático ou não), quanto ao texto que refere. Nem eu pus isso em causa, como respondi nesse artigo aqui publicado.
O que eu questiono é a cambada ser tão picuinhas com tretas dessas, quando, na verdade, russofobia é mesmo uma forma de eurofobia, ou, se preferir, uma eurofobia “selectiva”.
Quanto aos exercícios de pateguice que fez, realmente os norte-americanos WASP (que são aqueles que implicitamente refere) são altamente respeitadores das Primeiras Nações, dos originais nativos norte-americanos. Nunca houve racismo nos EUA, nem em relação aos escravos e seus descendentes, nem em relação aos indígenas! E os israelitas são anti-semitas, sim, até praticam limpeza étnica, genocídio e crimes de guerra variados contra os povos da região onde o estado de Israel se implantou! E para sua informação, existem mesmo judeus ortodoxos (e israelitas) que são contra o Estado de Israel, tal como é, e tal como se formou. Não sabia? Informe-se.
Ah, e em Portugal também há misantropia, racismo, chauvinismo, regionalismo e bairrismo, na forma de preconceitos e complexos de superioridade, e até entre os próprios portugueses “de gema”. Nunca viu um “lusitano” nortenho chamar mouros aos portugueses do sul, com um tom sobranceiro? Então deve viver numa bolha… um deles até lhe chamavam o “Papa”!
Vocês e a vossa visão quadrada do mundo e da realidade, sempre à procura de categorias estanques e estupidificantes, limitadoras do pensamento livre de “politicamente correcto” e “novilínguas”. Sempre com batalhas pífias cavalgando ilusões burlescas.
Faço-lhe um resumo, pode ser que encaixe. Se não for lá assim, só mesmo voltando a pegar nos manuais escolares da primária, onde se aprendem os princípios basilares da racionalidade e da lógica.
Misantropia > Eurofobia > Russofobia
Para complementar, e não por acaso, designa-se os europeus (e seus descendentes por todo o mundo) por caucasianos.
Agora veja onde fica o Cáucaso.
https://iilp.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/02/regic3a3o-do-caucaso.jpg
Portanto, o Cáucaso fica numa região intermédia entre o extremo leste da Europa e a Ásia (dita Central), por cima da “Ásia menor” (Anatólia, e países limítrofes) e do “próximo” ou “médio” oriente.
Pela sua lógica, os caucasianos não serão dignos de serem considerados europeus, tal como os russos? E serão os único povos do mundo que não terão qualquer espécie de preconceito, fobia ou ódio contra si (“não existe eurofobia”)?
Não faz qualquer sentido. Tal como Portugal já teve territórios no norte de África, etc e não deixaram os portugueses de ser considerados europeus. E quem diz os portugueses diz muitos outros. Isso não implica que não tenha havido miscigenação, influência e intercâmbio cultural, etc.
Sabemos é que para os auto-proclamados “arianos”, ou Übermensch, e seus aliados ou “parentes”, com complexos de superioridade racial, cultural e social sobre todos os restantes povos, europeus e não só, os eslavos e as suas culturas são consideradas inferiores (para dizer o mínimo) e têm um desprezo enorme por elas, historicamente manifestadas e amplamente conhecidas. Mas pronto, faz de conta que não existe ódio contra povos europeus, e mesmo entre povos europeus. E que não é essa a cartilha (mais ou menos implícita, mais ou menos encoberta) das políticas actuais da “União” Europeia.
Já agora, àcerca “dos Norte Americanos que são Americanofóbicos”…
Vou retirar da equação os ameríndios (que tinham conflitos entre as suas tribos, umas mais aguerridas e combativas que outras, culturalmente, outras mais pacíficas e sem tanta cultura guerreira, normalmente mais isoladas) e também os afro-descendentes, muitos descendentes das vítimas do esclavagismo na América do Norte (e não só).
Vamos restringir a sua assunção apenas e só ao grupo étnico de norte-americanos de origem caucasiana, ou seja, de origem europeia. Você sabe como os rednecks são considerados pelos citadinos da costa-leste, ou o que eles pensam destes últimos? Ou o que os habitantes da costa oeste pensam dos habitantes do Midwest?
Já leu livros de autores americanos sobre a história americana, sejam em forma de ficção ou de romance, de ensaio ou de biografia/historiografia? Nunca leu as Vinhas da Ira, do Steinbeck? Um dos mais importantes livros/escritores da literatura americana? Ele descreve como os habitantes da California tratavam os migrantes do Oklahoma (Okies), miseráveis que tinham sido despojados dos seus meios de subsistência em prol da exploração latifundiária nos territórios onde viviam, e eram forçados a ir com uma mão à frente e outra atrás rumo a outras paragens… norte-americanas?
https://www.google.com/search?q=Okies&sca_esv=5314ac5036c6a181&ei=TrH6aObdC-GakdUPj_-d2QE&ved=0ahUKEwjmvN2ftLuQAxVhTaQEHY9_JxsQ4dUDCBA&uact=5&oq=Okies&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiBU9raWVzMg0QABiABBixAxiDARgKMgUQABiABDIKEAAYgAQYQxiKBTILEC4YgAQYxwEYrwEyDRAAGIAEGLEDGIMBGAoyBRAAGIAEMgUQABiABDIKEAAYgAQYQxiKBTIFEAAYgAQyBRAAGIAESJwfUMENWMYecAJ4AZABAJgBtAGgAY8DqgEDMC4zuAEDyAEA-AEBmAIFoALzA8ICChAAGLADGNYEGEfCAg0QABiABBiwAxhDGIoFwgIEEAAYA8ICDRAuGIAEGEMY1AIYigXCAgoQLhiABBhDGIoFwgITEC4YgAQYsQMYQxiDARjUAhiKBcICCBAAGIAEGLEDmAMAiAYBkAYMkgcFMi4yLjGgB5IisgcFMC4yLjG4B8gDwgcFMy0zLjLIB1c&sclient=gws-wiz-serp
Portanto, considere bem as perguntas retóricas que colocou, e as que possa vir a colocar num próximo argumento, seja com quem for, pois haverá quem eventualmente as possa desmontar bem desmontadinhas, às pecinhas, e exponha as falsidades e incongruências que ocultam.
Nem todos são vedetas, autênticas primadonas, como o Quarto Pastorinho, que fazem perguntas retóricas aos pseudo-jornalistas, evitando assim as poucas questões incómodas que alguns, mais competentes e sérios, lhe colocam, e não tendo estes nem a função nem a capacidade de replicar e contra-argumentar.
Se for preciso também lhe deixo aqui vídeos de teólogos judeus e alguns de nacionalidade israelita que não vêem o Estado religioso de Israel com bons olhos, o criticam e contestam, contrariando todos os argumentos que os sionistas apresentam quer para a sua existência, quer para o seu modus operandi.
A perfeita “democracia” ucraniana em sintonia com a perfeita “democracia e liberdade de expressão” dos líderes desta União Europeia, Ursula, Costa, Kalas e dos seus acólitos e prosélitos jornalistas dos media, no seu caráter tenebroso e ávido de mais sangue para alimentar os canhões da guerra (indispensável aos interesses tenebrosos da finança, dos compexos militares-indutriais e geopolíticos).
Uma voz livre e rigorosa de um jornalista independente, Bruno de Carvalho, contra a barbárie sabuja dos meios de comunicação nacionais (SIC, TVI, NOW, CMTV, RTP), salvo raríssimas exceções individuais de comentadores, com voz autónoma e competente (para dar um ar de democraticidade à coisa infame).
E o que esperam os colegas de Bruno Carvalho na SIC Notícias, na RTP Notícias e na CNN Portugal para o entrevistarem, para divulgarem o belo trabalho desta lista da morte e para pedirem esclarecimentos ao senhor embaixador? Sim, o que esperam? A não ser que não sejam colegas de Bruno Carvalho, porque ele é jornalista e vocês não devem ser, se calhar são só jornaleiros, não é? Estou a falar convosco, diretamente, vão deixar passar isto em claro? Um colega vosso, ameaçado diretamente de morte por uma organização que não é a primeira vez que mata? Estão muito ocupados a fazer broches ao zelérias e companhia? E o SJ, já agora? Vejam lá no que ficam, porque se não tomarem uma atitude vocês nem jornaleiros são, não passam de brochistas, brochistas porcos e nojentos.
Com estes artistas quem estiver a espera que façam o que devem, ou seja, pedir explicações ao embaixador ucraniano e cortando desde já todo o apoio a essa gente podemos esperar sentados que de pé vamos apanhar uma grande canseira nas pernas. Esta gente não tem nenhuma vergonha nos focinhos.
E o pior de tudo e que não faltam por cá apaniguados do regime ucraniano e que podem estar dispostos a cometer qualquer violência.
Se até já tivemos um a defender a ilegalização de um partido político por cá não e de admirar que alguém esteja disposto a ir um pouco mais longe.
E claro que o nosso Governo também não vai ter uma palavra de protesto tal como o Costa não teve uma palavra a dizer quando Antônio Guterres, um seu correligionário, teve a mesma duvidosa honra.
E membros do seu Governo e partido tiveram a pouca vergonha, no caso de Bruno de Carvalho, de o insultar e insinuar que seria uma espécie de agente russo quando este ainda estava no Dombass e corria o risco de cair nas unhas dos ucranianos.
Tenho a impressão que a dar se o caso teriam por ele a mesma consideração que o Governo norte americano teve por Gonzalo Lira e talvez o seu destino fosse o mesmo.
Com este Governo não e de esperar mais consideração tendo até em conta a consideração que tiveram por quem foi sequestrado e torturado pelo nazionistas. Que foi 0.
Valha lhes um tubarão branco cheio de larica.
A ver se entendo. Um cidadão portugues, jornalista, com um best seller, ameaçado de morte por uma organização que já matou jornalistas estrangeiros antes. Uma organização patrocinada pelo governo ucraniano. O que esperam o MNE e o PR portugueses para exigirem explicações ao embaixador ucraniano? Se não o fizerem são cúmplices de actos criminosos e indignos dos cargos que ocupam.
“O que esperam o MNE e o PR…..”
Provavelmente aplaudir esta decisão… É que é e o o que somos…. O resto é paisagem
Prémio Sakharov atribuído a Mzia Amaglobeli é “estímulo ao radicalismo”
Fonte: sapo.pt
O que e que andariam a dizer se a Venezuela publicasse uma lista de “inimigos da Venezuela” que começassem a aparecer mortos?
Já haveria comentadeiros a pedir uma invasão norte americana para ontem.
Aposto e que mais um portugues a ter essa duvidosa honra não vai dissuadir o nosso Governo de apoiar tal bando de assassinos nem de lá enterrar o dinheiro que tanta falta faz por cá.
Olha, que admiração! Por cá, a «democrata» e «socialista» Ana Gomes não havia já, ela própria, lançado uma «fatwa» condenando o Bruno Amaral, por este ter ido a «ousadia» de ir, enquanto jornalista, observar o que, também, se passava no Donbas e relatar?🥸
Assassinos protegidos pela UE: uma vergonha!