As elites eurofóbicas tentam conduzir o continente à guerra

(SCF, in Resistir, 19/10/2025)


É incrível que uma direção tão sinistra esteja a ser ditada de forma tão descarada por uma elite irresponsável em Bruxelas.


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A União Europeia, constituída por 27 nações, revelou esta semana um plano quinquenal de “preparação para a guerra” com a Rússia.

O chamado “Roteiro para a Prontidão de Defesa Europeia 2030” soa como um manifesto de guerra e uma profecia auto-realizável, colocando a UE numa rota de colisão desastrosa com a Rússia.

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15 pensamentos sobre “As elites eurofóbicas tentam conduzir o continente à guerra

  1. blá blá blá blá … ‘ad nauseum’, como naquelas ‘músicas’ tipo ‘rap’.

    Para o xarroco residente, castrado, controlador da ‘verdade a que temos direito’, que substitui o anterior por ordem do controleiro (o anterior era mesmo bronco, do tipo chegador, que na caixa de ferramenta tinha uma foice e martelo pintada com zarcão) este é um pouco mais letrado, mas só um pouco mais, para ele, ser eurofóbico é a mesma coisa que ser russofóbico. Estamos esclarecidos. De tal maneira estamos esclarecidos, que o POVO já não compra balelas destes vendedores dos ‘amanhãs risonhos’, prefere as maldades do Capitalismo ao estilo PCC, bom e barato.
    Mas o parágrafo final deixa-me a dúvida se não será um ‘avatar’ de um outro assim pró gordo, de tanta ‘junk food’ que o abexim com a caixa às costas lhe entrega em casa.

    Quanto ao esclarecimento da Estátua de Sal, chega-me, nada tenho a criticar. Todos andamos à chuva.

    Aposto que o Resistir nada vai corrigir.

    • Oh patego de compreensão lenta, onde é que tresleste o que escrevi? Será demais para a tua caixa craniana “encaixar”? Simplesmente me pareces demasiado picuinhas para alguém que se afirma e envaidece de ser um admirador compulsivo do CU (candidato único) e de tudo o que este diz, ou seja, um beija-CUs.
      A eurofobia, em sentido lato, até pode englobar a russofobia, uma vez que a Rússia é um país europeu, em parte, transcontinental mas de génese e cultura europeia.

      Mais a mais, Ursula von der Leyen e Kaja Kallas, essas bruxas maquiavélicas, ao serem russofóbicas, são também eurofóbicas. E nem precisam de ser russofóbicas para serem eurofóbicas, basta ver o tratamento e o desprezo que dão aos europeus do sul, ou pensam que naquelas mentalidades com reminescências nazi-fascistas, morrem de amores pelos latinos e mediterrânicos? Simplesmente estes não as incomodam tanto, já estão debaixo da alçada da “União” Europeia, e servem agora para financiar o esforço de guerra e um dia, quiçá, para voltar a fornecer carne para canhão nas guerras imperialistas anglo-saxónicas.

      Aliás, nem percebo o escândalo e a indignação, de tão pindéricos, mais parecem o Castelo-Branco, imigrado na “Big Apple” do Grande Irmão, amuado e a mandar vir quando lhe cortam mal as unhas ou lhe pintam o cabelo com a cor errada, fazendo beicinho e dizendo que já não volta àquele cabeleireiro.

  2. O texto é bom, apesar dos erros/gralhas de tradução, não percebo tanta urticária (apesar de valorizar a identificação das discrepâncias com o original).
    Já o último do Emmanuel Todd também está muito interessante, mesmo que mais abrangente e elaborado, focando bastante a alienação niilista e o desnorte político dos “grandes líderes” ocidentais, sobretudo os impotentes e incompetentes europeus (alguns deles já ultrapassados e purgados pelos eleitorados nacionais, outros em vias de o ser), sua falência moral e irracionalidade, assim como o desequilíbrio emocional que o desespero das suas acções (sanções sucessivas e cumulativas, pacotes de apoio belicista infindáveis, financiamento de uma economia de guerra) e das suas encenações (propaganda e desinformação constantes, “Coalisão das Vontades” e suas repetitivas e especulativas cimeiras, serviços de acompanhamento a Trump e de escolta a Zelensky) revela.

    Mas pronto, há aqui pessoas que devem deixar de ver filmes que queriam ver porque a tradução do título para português de Portugal é completamente inventada ou forjada por tradutores ébrios, assim como a legendagem do mesmo. E os outros é que são “wokes”. Por falar em filmes, traduções maradas e “wokes”, será que tudo não começou em Endor, o país dos “Ewoks” (anagrama de “wokes”)?
    Vão mas é ver se a fossa de descarga dá monstro dos dejectos à ilharga, e se levarem com o wookiee em pânico a esbracejar e a fazer amonas melhor ainda.

    • *país – planeta Endor, lar dos Ewoks, que são os wokes do tamanho de um anão do Senhor dos anéis, ou de um hobbit (Homo Floresiensis), mas são peludos e com cara de Aleixo (não tão canina).
      Agora sim, está tudo esclarecido. Bestiários e criptozoologia é a minha praia, a minha onda, e vice-versa.
      Mas quando é o CU (candidato único) e a sua cara em todo o lado, não só não é espécie rara ou em (vias de) extinção, cadacvez há mais, como é uma besta quadrada, e essas não entram no meu círculo de referências e exemplares.

  3. Ou foi um erro de tradução ou um lapsus línguae, talvez quem traduziu estivesse a pensar que para além de russofobicas as nossas elites são eurofobicas.
    Na verdade os nossos dirigentes parecem odiar nos ou pelo menos as nossas vidas são lhes indiferentes.
    E assim foi isso mesmo que saiu.
    Quanto ao Tiranossauro para ele e indiferente se há guerra ou paz. Ao contrário do clã Biden não tem dinheiro empatado na Ucrânia.
    Mas e um negociante sem escrúpulos e já viu que o seu país pode ganhar muito dinheiro com o sonho europeu de cumpriu o sonho de Napoleão e Hitler.
    A Europa já disse que a guerra e para continuar mesmo que Trump não queira e este só não vai aproveitar se for parvo.
    Entretanto já vai sair o 19 pacote de sanções europeias que vamos ser nós a pagar.
    Por isso a tradução está mais que certa, esta gente e eurofobica.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
    Quanto ao Rogeiro valia lhe um burro aos coices.
    Estando a Rússia a beira do colapso porque raio Herr Zelensky seria pressionado para lhes dar território?
    Realmente só gente habituada a digerir patranhas acreditaria em tal coisa.
    Mas esta gente já provou que se o mainstream disser que comer m*rda de cão faz bem a saúde vão a correr comprar um que seja grande.
    Valha lhes um burro aos coices.

  4. É sabido, porque se trata de facto histórico absolutamente incontestável, facilmente confirmado numa consulta aos meios de comunicação de 2022, nacionais ou internacionais, que, pouco depois do início da intervenção russa na Ucrânia, o cocainómano de Kiev emitiu um decreto bué da viril proibindo-se a si próprio (e aos ucranianos em geral) qualquer conversa com Vladimir Putin e mesmo qualquer conversa com a Rússia enquanto Putin estivesse no poder. É também por de mais sabido que, de há uns meses a esta parte, o referido cocainómano, aparentemente esquecido do seu próprio decreto ou demasiado confiante na falta de memória de milhões de ucranianos e de cidadãos de outros países que disso se lembram, entrou num esganiçado e angustiado frenesim verbal em que, na sua maviosa voz de cambota gripada, insiste na urgentíssima e incontornável necessidade de um encontro da sua própria pessoa com Putin. Enfim, nada de surpreendente, a coerência nunca foi o forte dos cocainómanos.

    É igualmente por de mais sabido que tanto Vladimir Putin como Sergey Lavrov e o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não recusando liminarmente a possibilidade de tal encontro entre Putin e o cocainómano de Kiev, estão fartos de insistir em que tal só poderá acontecer para assinar um acordo de paz previamente acordado entre delegações dos dois países, acordo esse que afirmam ser apenas possível com o reconhecimento, pela Ucrânia, da realidade no terreno. Ou seja, um encontro pessoal entre Putin e o cocainómano (com ou sem a presença de Donald Trump) só será possível para assinar um acordo de paz que reconheça o controlo factual e consequente soberania, pela Rússia, das regiões de Lugansk, Donetsk, Zaporíjia, Kherson e península da Crimeia.

    Portanto, insisto, nada de surpreendente na incoerência vigarista do cocainómano de Kiev. O que ainda consegue surpreender-me é a fé inabalável que os fãs indefectíveis do referido cocainómano, cá pela Tugalândia, têm na estupidez e falta de memória dos seus (e meus) compatriotas. Ontem, 19 de Outubro de 2025, ao minuto 21:14, a atlética criatividade do caga-mísseis Nuno Nogeiro bolçou na SIC, ipsis verbis, isto:

    ☆”O almoço que o Zelensky teve com o Trump começou — de uma fonte fidedigna, posso dizer –, começou de uma forma curiosa, que foi o Trump a dizer… tinha um maço de papéis e disse assim: “Isto é a situação económica da Rússia. A Rússia está à beira do colapso e portanto o senhor tem que aceitar este encontro com o Putin porque ele está, finalmente, disposto a ceder.”☆

    Temos, assim, que, para o caga-mísseis criativo Nuno Nogeiro, é o cocainómano de Kiev que tem de ser forçado a aceitar o tal encontro que, esticando o pescocinho e em bicos dos pés, anda há meses a pedinchar!

    Além de palettes de chantilly, claro que em cima do bolo não podia também faltar a cereja da criatividade nogeira: pela duocentésima vez, a consoladora informação de que a Rússia está à beira do colapso e que o mafarrico do Creme Lin, prestes a infligir um KO ao pirilau pianista de Kiev, vai, afinal de contas, cristianissimamente, oferecer-lhe não só as duas faces mas também o olho do cu!

    Quando houver um Nobel para Criatividade sem Barreiras, já temos candidato!

  5. Em tempos já dei para o Resistir, literal e figurativamente.
    Sei bem quando deixei de dar para ele figurativamente e em consequência literalmente.
    Foi num dia em que apareceu um artigo, que era uma suposta antecipação da entrevista de Putin ao jornalista americano Tucker Carlson.
    Cheirou-me mal.
    Mas quem sou eu para puder afirmar, que aquilo não era nada. Que era uma invenção, uma mentira para lançar confusão.
    Algum tempo depois leio o que diz Larry Johnson. Ele que sabe por experiência própria, diz o que pressenti, mas com outra clareza.
    Esperei nos dias a seguir à entrevista real, uma correcção por parte do Resistir. Não a vi.
    Fiz o que faço no voto. Marchei dali e tenho andado aqui.
    Neste artigo logo ao ler o título, cheirou-me a falsidade.
    Não acrescento nada ao que escreveu o comentador Zé Oliveira Vidal.
    Foi ‘copy and paste’ da tradução automática. Eu também a utilizo, só que eu não pesco nada, os meus erros são os meus erros. Do Resistir exige-se um pouco mais. O que eu exijo é uma correcção. Só isso.
    Penso que o trabalho seja de voluntários, e por isso, procuro ser comedido nas criticas.

  6. O título original deste artigo no site Strategic Culture Foundation é:
    “Five years until war with Russia? The EU is already at war”

    Tradução:
    “Cinco anos até à guerra com a Rússia? A UE já está em guerra”

    E o subtítulo, esse sim, é:
    “The Russophobic Euro elites are trying to railroad the continent to war”

    Cuja tradução CORRECTA é:
    “As elites Europeias Russofóbicas estão a tentar empurrar o continente para a guerra”

    Mas os palermas do Resistir nem sequer perceberam qual era o título quando copiaram o texto, nem traduziram correctamente o subtítulo, e em vez disso disseram o exacto oposto: “eurofóbicas” em vez de “russofóbicas”.

    Estátua de Sal, faça o favor de publicar a correcção. Não percebo sequer como é que publicou isto sem sequer se aperceber de um erro tão óbvio…

    • Já tenho publicado muitos textos do Resistir e tal nunca tinha sucedido, por isso não fui fazer qualquer confirmação. Ora, quando não faço confirmação, não publico os textos na íntegra na Estátua, publico só os primeiros parágrafos e remeto para o texto integral no Resistir, como fiz neste caso.

      • Quando você leu isto, decidiu publicar porque lhe pareceu interessante e credível, certo? E confiável ao ponto de nem precisar de ir confirmar nada…

        Assim sendo eu sou forçado a entrar na vossa conversa e a perguntar: quem seriam então os tais “eurofóbicos” que estariam a conduzir-nos à guerra?

        O PCP, a AfD, o Victor Orbán, ou o Syriza, ou quiçá a própria Estátua de Sal? Quando você leu aquele subtítulo mal traduzido e viu a palavra “eurofóbicos”, estava a pensar em quem? Quem são esses imaginários “belicistas anti-UE”?

        Eu pensava que ia ler os factos referidos no comentário do Zé e corrigir, e por isso não comentei nada. Mas em vez disso, não corrigiu e deu depois uma desculpa que só torna a situação ainda mais ridícula.

        Ainda por cima o erro de tradução está logo no tal subtítulo que os incompetentes do Resistir mal traduziram e adotaram como título. Exatamente a parte que você publicou.

        Não admira que tenha no passado publicado até alarvidades da extrema-direita USAmericana, da autoria do Steve Bannon e com base em politiquices do Partido Republicano TRUMPISTA lá na estrebaria (Congresso) deles e, também aí sem confirmar nada, ainda se atreveu a fazer um prefácio onde afirmada que tais alarvidades sobre a Covid eram “mesmo verdade”, quando na realidade se tratava de um texto repleto de falsidades (facilmente desmentíveis com uma breve pesquisa) e propaganda desta facão do império dos EUA contra a China.

        Uma vez, é engano.
        Duas vezes, é azelhice.
        Várias vezes, é padrão.

        Quanto ao próprio Resistir, esta NÃO é a primeira falha colossal. Já no passado chegaram a fazer coisas destas, e até a publicar coisas que eram mentira. Mas tenho a dizer isto: quando os contactei, reconheceram o erro, e corrigiram-no. Não deram desculpas estapafúrdias.

        Dito isto, mesmo que a tradução estivesse correcta, eu prefiro mil vezes ler os originais, do que ler traduções feitas pelo sempre falível Google Translate, ainda por cima naqueles casos em que escolhem “português” do Brasil…

        E como é que eu sei que foi no Google Translate? Porque fui testar:

        “The Russophobic Euro elites are trying to railroad the continent to war.”
        ==>> translate GOOGLE pt ==>>
        “As elites eurofóbicas russófobas estão a tentar levar o continente à guerra.”

        Ora, o artigo traduzido no Resistir é um editorial, afirmam eles, ou seja, teve algum grau de edição para garantir que transmite a sua opinião. E o que é que aqueles incompetentes fizeram? Apagaram a parte certa “russófobas”, e deixaram ficar o ERRO do Google: “eurofóbicas”.
        Portanto vou contactá-los para lhes perguntar o mesmo que perguntei a si: quem são as tais das “elites eurofóbicas” que querem a guerra e a quem o Resistir se opõe?!

        Aproveito também para recomendar que usem outras tradutores. Eu gosto do Yandex (da Rússia), porque tenho andado a traduzir muita coisa do Russo e do Ucraniano, e porque tem um site adaptado a quem trabalha de noite, com um background escuro.
        Aqui fica o resultado do mesmo teste:

        “”The Russophobic Euro elites are trying to railroad the continent to war.”
        ==>> translate YANDEX com ==>>”
        “As elites Russofóbicas do Euro estão a tentar levar o continente à guerra.”

        É uma tradução da máquina da Yandex que ainda precisa de edição, mas pelo menos não erra de forma tão ridícula como a máquina da Google.

  7. Quanto à inefável Kaja Kallas, essa “humanóide” (o olhar vago, a expressão robótica, a frieza à flor da pele, a constante invocação do belicismo, o sempre presente móbil armamentista e militarista, indiciam tratar-se de um espécime infiltrado por uma espécie extra-terrestre que pretende disseminar o ódio e a auto-destruição da Humanidade), quando é que vêm buscá-la e a levam de volta? Já nem pergunto onde é que estacionou a aeronave, visto que o mais certo é tê-la doado a Zelensky para poder substituir o Fantasma de Kiev na defesa dos céus ucranianos e na penetração dos russos, e dar uma escapadinha com a mulher às Europas e às Américas de vez em quando…

  8. Como se tudo isso ainda não bastasse e para que não haja a mínima das mínimas dúvidas sobre os nefandos intentos das enlouquecidas elites europeias sobre o caminho desastroso e auto-suicidário que querem obrigar os povos a seguir, recentemente, essa vil excrescência da política externa europeia que dá pelo nome de Kaja Kallas teve a indecência de afirmar alto e bom som que, mesmo que haja paz na Ucrânia, a Europa tem de continuar a via da guerra indefectivelmente.
    Isto mostra que esse nojento conjunto de escroques vai insistir e tudo fará para que haja guerra mesmo. As consequências dessa agressiva deriva belicista, são coisa que nem sequer páram para pensar. Depois logo se vê. Como foi muito bem salientado, a cimeira Trump-Putin surge-lhes como uma espécie de traição, como um escolho altamente incomodativo que há que contornar a todo o custo. Recordo que a jornalista ao anunciar o primeiro telefonema Trump-Putin, referiu o termo “traição”. Para tentar colocar algum pauzinho na engrenagem, tentam encastrar à força o palhaço Zelly nessa cimeira. Ora se o conflito é e sempre foi entre os EUA e a Rússia, faz todo o sentido que os dois líderes se encontrem e discutam o problema. Todos sabemos que o palhaço Zelly apenas faz figura de títere, de fantoche, de mero instrumento e que se não se portar como convém, será evidentemente posto de lado, como já se vem noticiando.
    Como se estas maquinações não bastassem, a novela mediática da sabotagem do Nord Stream tem regressado a espaços à superfície da infame máquina de propaganda imperial, alegando que um ou outro ucraniano estaria envolvido, sem nunca se explicar como, com que meios, etc. Passou-se portanto de acusar os russos para acusar ucranianos, numa reviravolta nunca por nunca aprofundada, partindo do princípio que nós somos todos uns imbecis, mentecaptos que engolimos patranhas tão mal cozinhadas, espalhadas pelos compenetrados Rojeiro+Milhazes, cabecilhas da campanha NATO anti-Rússia. É difícil fazer pior.

    • A cimeira Trump-Putin é só um teatro, para ambos os lados!

      A Rússia faz de conta, em público, que acredita que os EUA de Trump querem paz.
      E isso dá a Putin a chance de se apresentar pela N-ésima vez ao Sul Global como querendo também a paz.

      Na realidade a Rússia não quer negociar nada com o regime nazi de Kiev. A Rússia quer condições de “negociação” que levem à sua queda.
      Parece só uma nuance, mas são na verdade coisas opostos. Se a Rússia efectivamente negociasse a paz com Kiev, os Russos iam deitar abaixo o Kremlin. Mas se for o regime de Kiev a aceitar as imposições da Rússia (a cedência dos territórios, desmilitarização, a desnazificação, etc), então é o regime Nazi/CIA de Kiev que será deitado abaixo inevitavelmente.

      De outra maneira pode-se dizer que a Rússia sabe que tem de lutar até ao fim, de forma a eliminar as causas do conflito. E que causas são essas? Exatamente o regime nazi/CIA implantado em Kiev em 2014 para expandir o império NATO contra a vontade dos Ucranianos não-nazis.

      A Rússia sabe bem quem planeoi, provocou, começou, prolongou, e recusa o fim desta guerra. Basta ir aos destroços dos drones e mísseis que rebentam com os alvos militares e a indústria petrolífera Russas, e ler: “made in USA”.
      Se os EUA quisessem mesmo paz, as suas armas estariam proibidas de entrar na Ucrânia. E na GENOCIDA “israel”. E nos países da NATO. E nas Filipinas. E em Taiwan, Japão, Coreia do Sul. E na Síria, Líbia, Sudão, etc.

      E os EUA dão continuidade à farsa pública de “negociador da paz”, ou de “mediadores de conflitos”, e ainda de “separação entre Trump e a Europa”.
      Tudo farsas.

      Na realidade a guerra é dos EUA, foi planeada (ao longo de décadas) e provocada pelos EUA, e são as suas armas e a sua liderança quem prolonga esta guerra.

      Quando o imperador Trump exige 5% de despesa militar aos seus vassalos, isso é o Trump a dizer realmente ao que vem: quer o triplo do dinheiro (i.e. o triplo das armas) a serem usadas pelo ocidente nesta guerra proxy contra a Rússia.

      Mas como a Rússia está imparavelmente a caminho da vitória (de forma lenta, via atrição, para evitar cair na armadilha que o Pentágono/Rand Corporation desenhou: da sobre-extenção), então os EUA passaram à fase seguinte: fazer de conta que não têm nada a ver com isto, colocar as despesas (e a culpa do inevitável falhanço) nos seus vassalos Europeus, e ainda apresentar-se em público como o “pacificador” DA SUA PRÓPRIA GUERA PROXY.

      Uma farsa que, diga-se tem dois públicos alvo em simultâneo, e ambos são manipulados com igual sucesso:

      1) os wokes (ou anti-Trump) na Europa ficam com a ideia (errada) que a Europa foi abandonada, e que tem mesmo de gastar o triplo com a guerra;

      2) os conservadores nacionalistas (ou Trumpistas), não só na Europa ocidentalizada, como também na Rússia e no Sul Global (sim, também existem Trumpistas aí), ficam com a ideia (também errada) que agora sim há um lider “pró-paz” em Washington, e reforçam a ideia que este nacionalismo (ex: AfD, Le Pen, Orbán, etc) é uma coisa boa, e que a culpa da guerra seria então apenas da facção Globalista (em particular a mais Europeísta).

      Do ponto de vista do sucesso de tal teatro, há que tirar o chapéu ao quão maquiavélico e eficaz está a ser esta PsyOp da CIA/Mi6/Mossad, e com a qual o FSB (ex-KGB) está parcial e temporariamente a colaborar, aliás, como se vê neste texto da sua “Strategic Culture Foundation”, pela N-ésima vez a falar bem do “pacificador” Trump, e a colocar as culpas só nas elites Europeístas/Globalistas/Woke.

      Eu, que já estou vacinado contra estas PsyOps/Propagandas todas, e me coloco de certa forma de fora a olhar para ambos os lados, até acho uma certa graça. E nunca deixo de me surpreender pela facilidade com que estas máquinas manipulação e engenharia social conseguem enganar tanta gente. Até gente alegadamente com capacidade intelectual.

      Não há dúvida que o uso da manipulação das emoções (para neutralizar o uso da racionalidade), e o reforço das mentiras doces e dos preconceitos (em substituição dos factos incómodos e da empatia) são as principais armas desta Terceira Guerra Mundial (combatida de forma híbrida e não declarada), e são as armas que mais vítimas fizeram em toda a história da humanidade.

      Para já, a Rússia conseguiu ganhar nas frentes Bielorrussa e Georgiana. Está a ganhar, lentamente e a muito custo, na Ucrânia. Mantém-se por cima do inimigo na Ásia Central. E mantém a vantagem no Sul Global em geral (em particular no trio do Sahel), e até a reforça via BRICS.
      Teve uma vitória estrondosa na Coreia do Norte, graças ao desenvolvimento nuclear.
      E está finalmente, mas ainda não definitivamente, a corrigir os erros do passado em relação ao Irão.
      Mas já perdeu a Síria, está em vias de perder a Moldávia e a Arménia. A atrição na Ucrânia é tal (para ambos os lados) que a Rússia pode ter de abdicar de Kherson e Odessa.
      E obviamente ficou sem a zona tampão das “neutrais” Suécia e Finlândia.

      A China vai mantendo Taiwan pacificado (mas sabe que é inevitável os EUA darem início a essa guerra proxy), tenta usar a diplomacia para pacificar a Coreia do Sul e o Japão.
      Partilha com a Rússia a vitória na Coreia do Norte.
      Mantem a vantagem no Sul Global em geral, e chega até dentro de algumas regiões do Ocidente (o aue tornará caríssimo a jogada dos EUA quando impuserem o corte económico entre Europa e China, aquando da activação da guerra proxy em Taiwan…).
      Teve um sucesso espantoso com a Índia.
      E está cada vez mais perto de garantir a ASEAN, inclusive os países com quem ainda não resolveu totalmente as disputas de Ilhéus e atóis no Mar do Sul da China (Vietname, Malásia, Brunei).
      No entanto a guerra nessa mesma região é cada vez mais uma possibilidade com as Filipinas.
      A China perdeu recentemente, via golpea da CIA, o Bangladesh e o Nepal, e quase perdia a Indonésia.
      No Myanmar os EUA optaram pela destruição caótica.
      Na Tailândia e Camboja já só falta os EUA capturarem os militares em Bangkok.
      No Médio Oriente os BRICS já chegaram ao Egito e EAU, mas os Sauditas continuam em cima do muro, e a Turquia mostra-se vassala da NATO (e até da Mossad) até à medula, apesar da aparência de “neutralidade”.
      E em Africa a China vai a caminho de superar a Rússia (em competição amigável e positiva) em alguns países, mas também tem tido derrotas com os EUA (na competição nada amigável) em Angola e Congo, só para dar dois exemplos, onde o império ocidental até já recorreu ao terrorismo contra civis Chineses!

      E depois há a “wild card” chamada Brazil, o maior país literalmente do Sul Global em ambos os sentidos da palavra. Rudo depende de 1%. Se esse 1% vota mais em Lula/PT, os BRICS mantêm-se por cima. Se 1% vota mais no Bolsonaro/saudosistas da ditadura militar fantoche de Washington, então os BRICS ficam por baixo.
      De forma mais radical, o Brazil tem ainda dois outros caminhos: ou perceber que tem de ser mais como a Venezuela, ou deixar-se enganar de forma definitiva por um “Milei” que vá além dos Bolsonaristas e tira mesmo o Brazil completamente dos BRICS, e o alinha de forma inequívoca com o eixo do mal: Washington e Jerusalém ocupada, i.e. sob controlo político da CIA/Mossad, sob controlo do FMI/Wall Street, e praticamente sem possibilidade de salvação.

      Os EUA ganharam em definitivo o controlo da sua província Europeia e da província Australiana, mas a cada erro/excesso que têm cometido, têm estado pelo menos a perder influência noutras regiões.
      De cada vez que ameaçam, sancionam, golpeiam, e bombardeiam mais alguém, os restantes ficam mais de pé atrás.
      Saberemos que estes excessos foram finalmente ao ponto de causae uma viragem irreversível quando o resto do Mundo passar a recusar ir à sede da ONU em Nova Iorque. Para já, vemos actos isolados, como o Petro da Colômbia, ou meros protestos verbais de outros países. Ou países como o México, que ainda não recusam ir à ONU, mas já recusam ir às cimeiras EUA-America Latina.
      Os bombardeamentos do império contra pescadores no Caribe não serão tolerados da mesma forma que os Esquadrões da Morre noutras décadas.
      As tarifas incomodam toda a gente, em particular incomodam também as elites/capitalistas dos países visados. Infelizmente a “democracia” ainda é aquela coisa em que o povo protesta, mas só há mudança quando as elites/capitalistas se sentem também incomodados.
      Deste ponto de vista, é o maior tiro nos pés dos EUA.
      E depois a vergonha do GENOCÍDIO em Gaza. Pela primeira vez há uma maioria dos próprios USAmericanos com mais simpatia pela Palestina do que por “israel”. Os sauditas ainda não disseram adeus definitivo à colaboração militar com os EUA, e ainda não disseram olá definitivo aos BRICS (e à des-dollar-ização), mas já assinaram o que era impensável há anos atrás: uma aliança militar com o Paquistão. Os sauditas dão os milhões, os Paquistaneses dão os soldados e a protecção nuclear. Histórico!

      Há quem prefira chamar a isto uma Segunda Guerra Fria (agora entre Ocidente colectivo e Sul Global, em vez de ser só NATO vs Pacto de Varsóvia).
      Mas para uma guerra ser fria, não pode haver mísseis a cair constantemente no território de uma potência mundial nuclear. Portanto eu chamo-lhe já de Terceira Guerra Mundial. Numa fase de “prólogo”, ainda antes da escalada total e que, se vier a aquecer para a forma directa, poderá ter contornos nucleares, e pode ser o último parágrafo na história da humanidade…

      É por isso, e só por isso, que a Rússia e a China, e companhia, têm mostrado tanta contenção. Deixam-se socar tanta vez sem socar de volta. Sabem que o adversário está a usar as suas últimas forças e a alienar antigos amigos e simpatizantes, e convém deixar esse lunático (EUA) cair de cansaço e cada vez mais sozinho, sem lhe apontarem uma arma à cabeça, o que poderia fazer esse lunático carregar no botão vermelho.
      Se fazem o que fazem a Gaza como castigo a um mero acto de resistência (7-Outubro), se fazem o que fazem ao Iraque com base numa mentira. Se até fazem o que fazem na Ucrânia e Venezuela mesmo sem serem provocados, imagine-se o que fariam (o lunático e os seus vassalos) se por acaso a Rússia e China e companhia socassem de volta e, por exemplo, fizessem um golpe “Maidan” no Canadá, ou provocassem guerra civis e usassem terrorismo para deitar abaixo regimes chave na UE/NATO, tal como o ocidente fez na Síria?
      Seria o inferno na Terra.

      Agradeço portanto todos os dias pelo facto da Rússia e da China (e companhia) terem tanta paciência e tolerância.
      Nós, de Lisboa até Helsínquia, não merecemos tanta bondade.
      Mas é como Putin costuma dizer: eles não têm nada contra os povos do Ocidente, que são tão vítimas dos seus regimes quanto os países vítimas das agressões imperiais. A luta da Rússia e China (e companhia) é exclusivamente com as nossas “elites” oligárquicas nazi-fascistas genocidas terroristas belicistas corruptas e lunáticas.
      Aquelas “elites” que andam diariamente em frente aos microfones das PRESStitutas a tocar a flauta para nos guiar até ao abismo, tal como no conto dos Irmãos Grimm: o Flautista de Hamelin.
      Sim, porque nós, o povo, não somos mais do que ratazanas incómodas, ou animais descartáveis, nos planos e concepção do Mundo dessas “elites”.

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