(Por Joaquim Ventura Leite, in Facebook, 10/09/2025, Revisão da Estátua)

O Projeto Europeu: Destruído em menos de duas décadas por uma sofisticada, mas incompetente e desastrosa coligação política de liberais, socialistas e verdes, a que as restantes forças políticas europeias se submeteram sem oposição convicta ou simplesmente medo face a um vazio ideológico total.
A Europa está presentemente mergulhada numa paranoia destrutiva, em consequência da sua posição em relação à invasão russa da Ucrânia. Para o público europeu, a narrativa que sustenta ou justifica esta paranoia é a da inevitabilidade de uma guerra com a Rússia, o que exigirá uma despesa maciça na defesa, que obviamente levará a mais concentração de poder político em Bruxelas, e maior destruição da economia e das condições de vida dos europeus. O argumento infantil e perigoso mais recente de Ursula von der Leyen para justificar esta nova narrativa é o de que a economia russa está a “florescer” (booming!) por se ter transformado numa economia de guerra. Agora ela já não diz que a economia russa está em “fanicos” (in tatters, como disse em 2022 ao Parlamento), mas que está a florescer! É uma afirmação que mostra a sua total incompetência e infantilidade num cargo como o que desempenha, não por qualquer mérito seu anterior mas, exclusivamente, por conveniência de uma coligação política conhecida: liberais, socialistas e verdes. Esta é a coligação que a história registará como a que destruiu o projeto europeu.
Mas vamos à paranoia. A minha tese resulta de um texto longo e ainda não editado para publicação. Contudo, hoje adianto as conclusões absolutamente convictas a que cheguei, apoiadas em factos e não em percepções ou agendas políticas.
1 – A paranoia europeia nada tem a ver com qualquer hipótese de invasão russa da Europa ocidental.
Vamos a factos. Em 1968, através de forças do chamado Pacto de Varsóvia, uma resposta da Rússia e dos seus países satélites à NATO, a URSS ocupou a Checoslováquia para pôr termo ao que ficou conhecida como a Primavera de Praga.
Naquela altura havia dezenas de milhares de soldados soviéticos e tanques em Berlim Oriental. Ocupar Berlim Ocidental era um passo minúsculo para a URSS. A URSS tinha do seu lado todos os países de leste. E, todavia, a invasão da Checoslováquia não gerou nenhuma histeria e paranoia sobre uma iminente invasão da Europa Ocidental. E vivia-se em plena Guerra Fria. Houve manifestações de indignação pelo Ocidente, mas ninguém pensou que se estava a caminho de uma invasão generalizada da Europa Ocidental. Porquê então agora essa paranoia?
Os russos querem progresso, e não mais guerras. Sofreram brutalmente não apenas durante a Segunda Guerra Mundial, mas igualmente porque depois dela foram submetidos a restrições severas nas suas condições de vida para que a URSS pudesse manter a sua máquina militar de dissuasão, o Pacto de Varsóvia, e pudesse ainda apoiar movimentos e guerras contra o Ocidente pelo mundo fora.
Eu visitei e conheci uma parte dessa URSS e senti essas dificuldades materiais dos soviéticos. O que hoje desejam é poder desfrutar dos seus recursos e viverem bem como no Ocidente. Nada de guerras. Mas, há o Putin, dizem as elites e os seus funcionários! Putin tem a ambição de recuperar o território da antiga URSS. Até hoje, tal como as inúmeras doenças imputadas a Putin, não existem documentos ou intervenções políticas de Putin formulando esse objetivo estratégico. Nem a altos funcionários russos. É, pois, uma conveniente fabricação ocidental, associada ao medo histórico da URSS!
Na realidade, quem tem medo de quem é o oposto. A Rússia é que tem medo das falsas promessas do Ocidente sobre a não expansão da NATO para Leste. E a Ucrânia é uma questão vital para a Rússia desde que a NATO manifestou vontade de a integrar. Porquê a importância especial da Ucrânia? Porque este foi o corredor das anteriores invasões da Rússia e da URRS, respetivamente por Napoleão e Hitler. Portanto, se alguém teme alguém, é a Rússia, e ela tem antecedentes históricos suficientes para isso.
Então, sendo assim, como se explica a paranoia europeia? Haverá outra explicação para ela? Sim, há. E são apenas desgraças!
2 – Expectativas frustradas
No início do conflito, a expectativa era clara: a Rússia entraria em colapso militar, a economia ficaria destruída sob o peso das sanções e Moscovo ficaria isolada no plano internacional. A Ucrânia, apoiada pelo Ocidente, resistiria heroicamente e, em poucos meses, o equilíbrio europeu voltaria a assentar-se sobre a vitória da ordem liberal.
Esse ambiente de confiança manifestou-se em várias declarações públicas. Emmanuel Macron chegou a advertir que “o Ocidente deveria evitar uma humilhação de Putin” na solução do conflito. A frase é reveladora: pressupunha que a vitória ocidental estava assegurada e que a única preocupação era gerir a derrota russa de forma a não criar instabilidade.
Boris Johnson foi ainda mais explícito. Contou ter dito a Putin, por telefone, que a invasão da Ucrânia era um “grave erro de cálculo político”. Mais do que isso, em março/abril de 2022 deslocou-se a Kiev para transmitir a Vlodymyr Zelensky uma mensagem inequívoca: se aceitasse um acordo de paz nos termos então em discussão, o Ocidente retiraria o seu apoio; mas se optasse por continuar a lutar, teria garantido financiamento, armas e logística para alcançar uma vitória total sobre a Rússia. O episódio mostra como a confiança na derrota russa era tamanha que até uma solução negociada foi rejeitada em nome da expectativa de vitória plena.
Mas não só. Também Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, refletiu esse otimismo inconsciente ao afirmar no Parlamento Europeu que as sanções tinham deixado a indústria russa “de rastos” (in tatters). Foi mais longe, chegando a dizer que Moscovo, sem acesso a semicondutores, estava já a retirar chips de frigoríficos e máquinas de lavar loiça para os colocar em mísseis — uma imagem quase caricatural, que procurava desvalorizar a indústria militar russa e reforçar a narrativa de colapso. Noutra ocasião, sublinhou que a Rússia estaria condenada a paralisar a sua produção petrolífera por falta de válvulas fabricadas no Ocidente.
Hoje, essas declarações soam infantis e superficiais, porque a realidade mostra ser o oposto: a Rússia não só manteve a sua indústria militar como aumentou a produção; não só não paralisou a exploração energética como reforçou exportações para mercados alternativos.
Este conjunto de declarações — Macron, Johnson e Ursula — mostra com clareza o clima que dominava as elites ocidentais em 2022: uma confiança arrogante, baseada em avaliações ilusórias da realidade russa. Essa confiança e arrogância propaga-se à sociedade. Aos restantes políticos nacionais, ao comentariado televisivo. E quando essas expectativas não se confirmaram, a desilusão abriu espaço para a angústia da humilhação, que ajuda a alimentar a paranoia que hoje marca a política europeia. Mas não foi apenas a humilhação política sentida hoje pelas elites arrogantes! Algo mais, e também profundo, frustra ou mesmo assusta esta Europa dominada pelos liberais, socialistas e verdes.
3 – O simbolismo perturbador da Rússia
O impacto não é apenas militar ou económico. Moscovo projeta-se como um “Estado-civilização” que recupera símbolos de soberania, religião, família, cultura e identidade conservadora, em contraste aberto com as recentes agendas consideradas “progressistas” da Europa. A Rússia não oferece, nesta altura, um modelo exportável como a URSS pretendeu depois da Segunda Guerra Mundial, mas a sua mera resiliência representa um desafio ao universalismo liberal.
Para as elites ocidentais, este simbolismo é particularmente perturbador. Uma Rússia que se afirma culturalmente no oposto duma Europa arrogantemente auto promovida como “progressista”, e que, ao mesmo tempo, não colapsa sob sanções, é percebida como uma ameaça civilizacional — não tanto pela sua força objetiva, mas pelo que revela das fragilidades internas do Ocidente.
4 – Um mundo em mudança para a multipolaridade.
A Rússia não colapsou apenas por causa da resiliência da sua economia, do seu renovado poder militar e dum estado politicamente forte e com capacidade estratégica. A Rússia contou com uma mudança estrutural no Mundo, e essa mudança apoia-se também na nova Rússia renascida do colapso da URSS. O pano de fundo onde isto acontece é a transição da ordem global unipolar para uma ordem multipolar. E o que isso trouxe foi que o chamado Sul Global se recusou a alinhar automaticamente com a estratégia ocidental no isolamento da Rússia. Pelo contrário, a Rússia reassumiu um papel internacional crescente em diversas zonas críticas do Mundo como África e Médio Oriente.
O pesadelo ocidental e europeu não assenta apenas na humilhação pelas expectativas falhadas assentes numa postura arrogante e ridícula, ou no medo das elites perante o conservadorismo perturbador da Rússia. É também a constatação de que, enquanto o Ocidente se entregava a uma deriva destrutiva sob o céu liberal, o resto do Mundo estava em mudança por uma autonomia e por um progresso não ditado e decidido pelo Ocidente. Perceber. de repente, que o Ocidente já não dita sozinho as regras, e que os centros de decisão se diversificam, é algo que se tornou insuportável para um Ocidente arrogante.
5 – Consequências desastrosas irrecuperáveis
As elites políticas europeias percebem com horror que as consequências do erro estratégico cometido com a guerra na Ucrânia não são apenas catastróficas. São irrecuperáveis.
E os povos europeus irão reagir a isso ao longo dos próximos tempos, virando as costas à coligação que destruiu um Projeto Europeu muito promissor, que colocaria a Europa como um protagonista central na geopolítica internacional. Hoje a Europa corre o risco de se tornar uma região periférica do Mundo em desenvolvimento. Sem credibilidade e mergulhada em problemas da sua própria génese, a saber:
A – Uma política energética que está a destruir a economia europeia em nome da salvação do planeta.
Poucos exemplos ilustram melhor esta arrogância transformada em fraqueza do que o dossier energético. Durante décadas, a Europa construiu a sua competitividade industrial sobre o gás barato vindo da Rússia. Essa dependência era criticada pelos EUA, mas vista como inevitável em Berlim e Bruxelas.
Com a guerra, tudo mudou. O Nord Stream foi posto fora de serviço, os fluxos de gás russo caíram a pique e a Europa virou-se para o gás natural liquefeito americano — mais caro, mais instável e logisticamente mais difícil. O que era uma vantagem estratégica transformou-se em vulnerabilidade.
O episódio mais simbólico ocorreu há dias: a Rússia e a China assinaram um memorando para a construção de um novo gasoduto gigante a partir da península de Yamal. O detalhe relevante é que esse gás tinha sido originalmente pensado para abastecer a Europa. Agora seguirá para a China, reforçando o crescimento do maior rival sistémico da União Europeia.
É um pesadelo pensar na competitividade da Europa sem energia barata e disponível. O peso dos verdes destruiu esse quadro, e agora um outro quadro de desenvolvimento difícil de desenhar é necessário. Mas com liberais, socialistas e verdes essa correção é difícil nesta altura.
B – Uma politica migratória que está a destruir os alicerces da sociedade europeia em nome não se sabe de quê, talvez de um complexo de culpa, tudo muito defendido pelos liberais, socialistas e verdes.
C – Uma aventura irresponsável na guerra da Ucrânia, em vez de se ter batido pela paz, reconhecendo as razões de segurança da Rússia.
Estes foram os desastres que a coligação liberal, socialista e verde, causou à Europa, e que não podem agora ser rapidamente corrigidos, muito menos pelas mesmas forças políticas. O desespero pela desorientação política na UE não podia ser maior do que o atual.
6 – Uma complicação inesperada
Num Ocidente que se apresentava monolítico, as fissuras dentro do bloco estão a começar a aparecer.
A narrativa da unidade ocidental é hoje uma fachada, que esconde fissuras cada vez mais profundas. Os EUA seguem uma agenda de reindustrialização e protecionismo que choca com os interesses exportadores da Europa. Dentro da União Europeia, o Leste diverge do Oeste, o Norte do Sul, e as tensões políticas internas acumulam-se e irão intensificar-se à medida que as crises internas não puderem ser resolvidas pela própria UE.
O Ocidente já não é o bloco monolítico da Guerra Fria nem o espaço unipolar dos anos 1990. Hoje, enfrenta divisões transatlânticas e internas que o fragilizam ainda mais perante a Rússia e a China.
Conclusão: A coligação liberal/socialista/verde está perdida e desorientada. A narrativa da guerra contra a Rússia e o aumento do autoritarismo seguem-se de forma óbvia.
E agora um fecho com chave de chumbo! Quem são os principais coveiros do Projeto Europeu? Emanuel Macron e Olaf Scholz.
A sua ação política só trouxe fracassos ao Projeto Europeu e aos respetivos países que foram e são centrais para o rumo europeu.

Emmanuel Macron: está atascado até ao pescoço na gestão da França. Falhou em, praticamente, tudo o que a França precisava. A sua aceitação pública não vai além dos 25%. Agora está com uma crise de governo, com dificuldades de aprovar um orçamento que tenta travar a situação financeira deficitária do Estado.
Tenta manter algum protagonismo internacional à custa da Ucrânia, afirmando volta e meia que a França vai enviar tropas para a Ucrânia, mas acabando por se encolher, uma vez que não tem capacidade militar para ajudar a Ucrânia a defender-se. Começou por dizer que a guerra na Ucrânia não era entre a Rússia e a Ucrânia, mas entre a NATO e a Rússia. Mas depois viu uma oportunidade da Europa derrotar a Rússia. Agora não sabe o que fazer…

Olaf Scholz. A sua passagem pelo governo alemão terá sido das mais desprestigiantes para a Alemanha, provavelmente só ultrapassável pelo atual chanceler Frederic Merz, que quer conduzir a Alemanha como se fosse uma empresa de gestão de ativos financeiros.
Com ele os Verdes tiveram a maior influência num governo alemão. Deu aos Verdes duas pastas importantes como a economia e os negócios estrangeiros. O resultado foi simplesmente desastroso na economia e na energia, e desprestigiante para o governo em política externa. Nas últimas eleições pensou que continuava a governar, mas saiu pela porta dos fundos arrastando os sociais-democratas para um resultado medíocre de terceira força política. Uma situação que começa a ser mais frequente na Europa.

Estes podem ser considerados os dois principais coveiros recentes do Projeto Europeu. Com Ursula von der Leyen à frente da Comissão Europeia, fecha-se um trio absolutamente incompetente na condução da Europa nos últimos anos.
Pode e deve dizer-se que a maioria dos chefes de governo dos restantes países membros da União Europeia são igualmente desta extração, mas é razoável afirmar-se que se os líderes de França e da Alemanha fossem políticos com verdadeira dimensão política e sentido europeu, os restantes líderes seguiriam a França e a Alemanha.
Conclusão: A França e a Alemanha falharam onde não podiam ter falhado dadas as suas responsabilidades especiais no Projeto Europeu: na política energética, na imigração, na guerra na Ucrânia e, como cereja no topo do bolo, na escolha e recondução de Ursula von der Leyen como Presidente da Comissão Europeia, uma figura política de segundo ou terceiro plano, cuja utilidade foi apenas executar a agenda política da coligação de Liberais/Socialistas/Verdes.
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Sim, dizer que a guerra que andamos a mover contra a Rússia preparando terreno desde pelo menos 2014 tem a ver só e apenas com progressismo versus conservadorismo tem a lucidez de um bêbado na madrugada.
Quanto a possibilidade de terem sido os assassinos bíblicos a matar Charlie Kirk por o homem ter dito o obvio, que o 7 de Outubro de 2023 teve o dedo de Israel não me espanto com nada que venha desses ditos assassinos bíblicos.
Kirk era sem dúvida mais perigoso que todos os que sempre foram conhecidos como críticos de Israel.
Esses são despachados com o título de fanáticos de esquerda e antissemitas e esta acabado.
Já este era ouvido entre as hostes de extrema direita que os apoiam incondicionalmente. Entre a sua mais delirante base de apoio.
E não comprava a tal treta de uma cultura judaico cristã.
As hostes podiam simplesmente começar a questionar o apoio a insanidade israelita tanto mais que muitos dos seus membros na realidade desprezam o judaísmo como religião.
E para os israelitas assassinar gente não e problema algum.
Como bem disse Galloway não são so os seus vizinhos que se podem ver a contas com os seus assassinos.
Israel assassina gente em todo o mundo desde que começou.
Por motivos muitas vezes mais torpes do que este de alguém andar a dizer que o 7 de Outubro teve dedo deles ou que há uma cultura judaico cristã e na p*ta que os pariu.
Se um jovem meio perdido na vida de 22 anos tem a perícia de acertar um homem no pescoço a 180 metros num evento. Fala se muito na sorte de principiante mas não acredito muito nela.
E sim, há muitas razões para o tal jovem perdido na vida confessar o crime. Por exemplo, ser ameaçado que o mesmo poderá acontecer a toda a sua família e a quantos amigos tiver.
O mesmo ou equivalente, tipo acidentes e outras causas.
E a quem aproveita este crime? Justamente a extrema direita apostada numa deriva autoritária.
Se houve mao de Israel nisto a coisa não nos deve levar a lamentar a criatura mas a ter mesmo presente que aquele estado genocida e uma ameaça para toda a humanidade e que ninguém está a salvo.
Qualquer um que saia um pouco da sua linha pode ter sobre si a espada de uma gente que vive há quatro mil anos atrás.
Porque a vida dos “gentios” não vale nada.
Alguém tem de acordar e acabar com a impunidade dessa gente ou um dia os cogumelos cor de laranja podem cair sobre a Europa de onde menos se espera.
Depois não digam que ninguém os avisou.
O George Galloway é um gajo porreiro, mas estes abordam o assunto em muito menos tempo, com muito mais informação e com mais eficácia.
https://youtu.be/6gyvsTQGTDs?si=fmOIh5T3ooj9nHio (Al Mayadeen English. In the months leading up to his death, Charlie Kirk rejected a funding offer from Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu and grew increasingly concerned about pressure from pro-“Israel” figures, according to a longtime friend who spoke to The Grayzone. While no evidence links “Israel” to the assassination, speculation continues to spread rapidly.)
https://youtu.be/j-CO4Iddggw?si=MUOd12-92SrYxPhf
Para quem teima em não o entender, insisto: eu é que sou o presidente da junta! E como presidente da junta, certificado e autenticado, declaro que o texto de Joaquim Ventura Leite é um óptimo exercício de lucidez e objectividade. Pim!
Considerações pertinentes de George Galloway:
Excelente artigo
Elisabete Tavares podia também ter citado este caso de aproveitamento de uma desgraça, desgraça no toca ao olho.
https://www.europastar.com/news/1004083330-see-what-people-will-do-for-a-hublot.html
Em Portugal nunca tivemos socialistas. O PS foi um partido Made in CIA para dividir a esquerda, prometendo vida decente sem isso de nacionalizações e outras coisas demasiado radicais.
Quando subiu ao poder o grande amigo de Carlucci, o agente da CIA e embaixador americano em Portugal, o “bochechas” tratou logo de meter o socialismo na gaveta e assim continuou.
E um pouco por toda a Europa foi assim. socialistas no nome, liberais ou até fascistas nas opções económicas, sempre a lixar quem trabalha.
E agora o que não falta são trabalhadores a embarcar nos cantos de sereia de quem lhes diz que com menos impostos ganharão mais e que também ganharão mais se corrermos com os imigrantes todos.
Esquecem se dos tempos em que nem o diabo para cá queria vir, em que fugíamos em massa a salto e nem por isso se ganhava mais pois que quem alimenta os fascistas odeia pagar salários.
E e provavelmente esta caldeirada de estupidez que vai fazer o Charlie Kirk ca do sítio ganhar as próximas eleições.
Alias, se calhar estou aqui a cometer o crime de ofensa a memória de pessoa falecida pois que as ideias de Charlie Kirk eram horrendas mas o homem sabia argumentar. Era um dos poucos grunhos de extrema direita que o sabia.
Este animal só sabe escarrar ódio e até confunde cidadãos com hambúrgueres. Valha lhe um burro aos coices.
E valha o mesmo burro a todos os idiotas que farão dele o próximo primeiro ministro deste país a beira mar mal plantado e em boa parte ardido.
Não existe nenhuma “coligação de liberais, socialistas, e verdes”, pois no MainStream político Europeu, vassalo de Washington, não existe um único Socialista.
Isto é factual.
O PS português, o PSOE espanhol, o PS francês, anteriormente o Labour inglês, o SPD alemão, etc, fazem parte do partido Europeu chamado S&D, que basicamente são os “sociais-democratas” da Terceira Via, ou como Augusto Santos Silva bem disse: são Social-Liberais.
Os supostos “verdes” são também Liberais, que se distinguem dos restantes por terem um paleio mais eco-friendly, mas não passa disso.
E os Liberais Europeus, onde está Macron e a IL, não são os únicos Liberais. Simplesmente estes são os NeoLiberais (na economia) que são woke/progressistas (nas questões sociais ou de costumes).
Mas faltam os NeoLiberais que andam SEMPRE de mão dada com estes 3 grupos: os NeoLiberais (na economia) que são Conservadores (nas questões sociais ou de costumes).
Este é o quarteto da estupidez na Europa, e recebe a esmagadora maioria dos votos do povo Europeu.
Durante anos, os únicos que fizeram oposição a isto foram os da Esquerda real e patriótica, o GUE/NGL, onde de estão de facto Socialistas, e também Comunistas, assim como Sociais-Democratas clássicos (que recusam a Terceira Via e o Social-Liberalismo).
Ora, novamente o senhor Joaquim Ventura Leita erra, aliás mente, ao dizer que esta força não se opõs ferozmente ao quarteto da estupidez EUROfanática, USAtlanticista, e Facho-Capitalista.
Acontece que a máquina de propaganda do regime convenceu o povo de wue6esta Esquerda real e patriótica era “extremista” e “irresponsável”, e até “Estalinista”.
Por mais que esta Esquerda tenha feito frente à ao Quarteto da Estupidez, não tinha votos para fazer mais do que fez.
É neste contexto que aparecem e crescem os NeoLiberais (na economia) Nacionalistas: a Extrema-Direira, os Fascistas sem vergonha, os abertamente racistas/xenófobos, etc.
Perante o colapso da confiança nos partidos do Quarteto da Estupidez, e perante a neutralização da Esquerda real e patriótica (feita pelas PRESStitutas da MainStreamMedia), o povo descontente ficou com duas opções: continuar a aumentar a abstenção, ou votar nas “novas” opções que falam tão agressivamente contra o regime.
O problema é que os Facho-Liberais Nacionalistas não diferem no essencial em quase nada em relação aos restantes sabores de Facho-Liberais: “verdes”, “woke”, “socialistas”, “conservadores”.
Na realidade, os Facho-Liberais Nacionalistas são simplesmente a resposta do regime (i.e. de quem tem dinheiro suficiente para manda no regime: mandar nos políticos “eleitos” e na imprensa “livre”) para continuar no poder, quiçá de forma até mais autoritária, agora que o Quarteto d Estupidez já não consegue manter o controlo.
Aliás, os próprios Facho-Liberais “verdes” já tinham sido uma resposta intermédia nesse sentido.
Mas não haja dúvidas: quem pariu André Ventura e companhia, são exatamente os mesmos filhos da p*ta que pariram Macron, que partiram Analenna Baerbock, que pariram António Costa, que partiram a IL, que partiram a AfD, que pariram o Rui Tavares, que pariram o Scholz, o Merz, o Boris, o Starmer, a Meloni, o Draghi, a Leyen, o Stoltenberg, a Kallas, o Rutte, etc.
O problema da Europa não são portanto os “socialistas”. O problema é o oposto! O problema da Europa é não ter Socialistas (soberanistas e anti-imperialistas) no poder. Aliás, o problema da Europa é ter um regime OLIGÁRQUICO autoritário mentiroso (e vassalo corrupto dos EUA) que tem “regras” e formas de funcionamento que impedem qualquer partido de Esquersa real de chegar ao poder, independentemente de ser mais Marxista-Leninista ou mais Social-Democrata Clássico (ou qualquer coisa entre esses dois).
A DITADURA da oligarquia fascista EUROpeia (e vassala corrupta dos EUA) chegou ao ponto de quase destruir um país inteiro (Grécia) só por o povo se atrever a votar livremente contra a austeridade que lhes destruiu 25% da economia.
Não foi por falta de oposição na Grécia contra o Quarteto da Estupidez. Foi exatamente por se atreverem a opor-se.
Este é o regime em que vivemos.
Podemos até manter a ilusão de “democracia” votando em várias cores/sabores de Facho-Liberalismo, mas ai de quem votar naqueles que realmente são oposição a esta m*rda.
Em Portugal é assim:
PCP: não se pode votar nos “estalinistas” e “putinistas”.
BE: até se toleram as feministas woke, mas não se pode ter orçamentos aprovados por quem quer reverter os ataques aos direitos laborais.
Livre: são a versão “verde” e “socialista” e super woke e euro-fanática para manipular aqueles que são convencidos a deixar de votar nos dois acima referidos.
PS: Facho-Liberais “socialistas”. Podem votar neles à vontade. Não muda nada.
PAN: Facho-Liberais “verdes”. Podem votsr neles à vontade. Fotos de gatinhos não incomodam oligarcas.
PSD: Facho-Liberais big-tent. Ideologia? É o que calhar em cada momento. Interessa é governar a favor dos interesses.
CDS: Facho-Liberais com sabor a ranço, igreja, e off-shore. Portas foi a versão beta de Ventura.
IL: Facho-Liberais woke. Para quem gosta de usar os pronomes certos quando anuncia que chegou a CEO da empresa do papá.
Chega: Facho-Liberais Nacionalistas, i.e
NeoLiberais na economia que podem perfeitamente votar no mesmo orçamento em que vota o PS/Livre, mas que juntam ao discurso uma pitada de racismo e demagogia anti-imigração e chamam “socialismo” a tudo o que funciona mal. Para eleitor idiota, chega e basta. Não é preciso continuar a perder tempo com coisas mais refinadas como o PSD/CDS/IL.
A esmagadora maioria dos países na Europa está numa situação semelhante à de Portugal. Claro, cada um com as suas nuances, mas no essencial é isto.
E como é que se resolve isto? O que fizeram à Grécia, e o que tentaram fazer à Geórgia, entre outros exemplos de agressão do regime ocidental contra a democracia, ajudam-me a chegar à resposta: a solução é voltar a afiar as guilhotinas!!!
Mais dois.
Um trabalhou para a CIA …
Outro tem uma pecha no ‘curriculum’, escreveu discursos para o Gorbachev entre 1988 e 1991. No melhor pano cai a nódoa.
https://sonar21.com/the-murder-of-charlie-kirk-and-unrelated-the-polish-false-flag/
https://ria.ru/20250914/kirk-2041833557.html
Com tanta forca e fuzilamento por parte do chefe da ‘rezidentura’ (Резидентура) aqui, começo a achar que é o chefe da antena (CIA) em Lisboa.
E Senhora que escreve o texto e jornalista do Expresso, que ultimamente tem fugido para a extrema direita, e que sempre foi de direita, e acha normal que gente tenha sido despedida por não lamentar a morte daquela besta.
Estamos conversados quanto a liberdade de expressão que a direita quer.
Eles podem escarrar ódio contra homossexuais, migrantes, mulheres que abortam muitas vezes por não poder sustentar mais filhos mas aí de quem diga que não tem pena nenhuma de levarem um tiro nos cornos.
A senhora até tem a pouca vergonha de divulgar o nome e número de carteira profissional de uma jornalista que terá noticiado de forma incorreta o assassinado e quem matou, salientando num certo tom de ameaça os comentários negativos que a coisa recebeu e lembrando que a carteira profissional da criatura e recente.
Convidando decerto ao seu despedimento.
E num país em que a extrema direita ganharia as eleições se estas fossem hoje qual e a admiração que haja grunhos a criticar o texto?
Desta vez o Página um, que até diz umas coisas certas, meteu mesmo a pata na poça.
Estou me nas tintas para se o animal não chegou ao extremo de defender o apedrejamento até a morte de homossexuais, apelou a mais sórdida discriminação e isso é suficiente para fazer do sujeito um fascista.
E atencao, lamento que tenha sido morto porque isso só vai dar força a extrema direita como o levantamento do guetto de Gaza só deu pretextos para carregar no acelerador ao estado genocida de Israel.
Mas que ele e outros bandalhos não ficam a fazer falta nenhuma neste mundo isso de certeza. Mas era melhor que fosse um acidente de avião. Não provocado.
Sim, era um querido. So dizia que ter empatia pelos mais fracos era criar sociedades fracas, que o aborto era comparável ao holocausto nazi e que os mortos em tiroteios eram o preço que valia a pena pagar pela liberdade de ter armas, entre outras pérolas.
Um querido.
https://www.paginaum.pt/2025/09/13/onda-de-desinformacao-diaboliza-charlie-kirk-e-glorifica-o-homicida-como-um-jovem-anti-fascista
https://rtbrasil.info/noticias/18981-alexander-dugin-kirk-dugina/
E a propósito do circo em torno da morte do jovem fascista Charlie Kirk.
Uma comentadeira dizia com todo o descaro e sem morder a língua que a esquerda era mais dada a resolver as coisas a tiro.
Como se o jovem que matou 22 pessoas, na esmagadora maioria imigrantes latinos, num supermercado em El Paso, fosse de esquerda.
Como se o jovem que fez quase mil quilómetros de carro para ir abater duas pessoas que participavam num projecto Black lives Matter fosse de esquerda.
Como se o australiano que matou 50 pessoas em duas mesquitas na Nova Zelândia, boa parte deles refugiados de ditaduras fosse de esquerda.
Como se os bandalhos que mataram gente numa igreja negra e numa sinagoga nos Estados Unidos fossem de esquerda.
Como se o afegão que varreu 50 pessoas numa discoteca frequentada por homossexuais fosse de esquerda.
Como se os agentes do SEF que mataram um ucraniano como quem mata um gato a pazada fossem de esquerda.
Como se os nazis ucranianos que matam militantes de esquerda e até negociadores de paz fossem de esquerda.
Como se os que queimaram imigrantes turbos vivos na Alemanha fossem de esquerda.
Como se os assassinos de Alcindo Monteiro fossem de esquerda.
Como se os policias que matarem um homem negro a tiro e plantaram provas para justificar o crime fossem de esquerda.
E já agora como se o jovem que abateu o fascista fosse de esquerda. Nos Estados Unidos ser de esquerda tem que se lhe diga e escrever um refrão anti fascista em balas assassinas não faz ninguém ser de esquerda. Pelo menos dessa esquerda que ainda acredita que mesmo um animal como Charlie Kirk pode encontrar o caminho da humanidade.
Das raras vezes que acontece, a esquerda faz tiro ao alvo. E da aos bandalhos de direita a possibilidade de ter um mártir.
Nos Estados Unidos a extrema direita está a fazer um circo a volta da morte do jovem fascista e o funeral do sujeito está marcado para daqui a uma semana.
Pera dar tempo a muito circo, ameaças a gente de esquerda e até uma deriva autoritária que ninguém sabe muito bem onde acabara.
Ontem no Reino Unido a morte do bandalho foi o mote para uma gigantesca manifestação anti imigração.
Onde pontificou o ultra fascista Elon Musk, por videoconferência, cavalgando o mote de que “a esquerda e assassina” e ameaçando com violência se o governo do país não mudar.
Os participantes, alguns dos quais apanharam da polícia mas nada parecido com o que apanham os que protestam contra o genocidio em Gaza são outros idiotas que não teem noção de que se não fossem os imigrantes a fazer por lá os trabalhinhos de corno a sua economia ia pelo ralo abaixo.
E não, não tenho pena nenhuma do bandalho que dizia que não devíamos ter empatia por ninguém.
Apenas temo as consequências como temi as consequências do levantamento do guetto de Gaza.
Não me enganei nos temores e cá me parece que não me vou enganar agora.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
Que grande repolhada que aí vai.
Explique la o Senhor porque e que temos figuras de extrema direita ferozmente anti russas como a Meloni.
Ou gente de direita como Merz ou a tresloucada da Kaja Kallas a prometer guerra a Rússia tendo esta última dito a atrocidade de que “não devemos ter medo de armas nucleares”.
E Macron também não é socialista, nem Verde nem Liberal, e assim uma coisa.
E também o Governo que os raivosos polacos tinham em 2022 era muito conservador, a ponto de prever prisão brava para quem ajudasse uma mulher a abortar mesmo que a sua vida estivesse em perigo e por isso várias mulheres morreram.
Mas toda essa gente escarrou ódio contra a Rússia.
Também Boris Johnson não era propriamente um liberal. Era conforme lhe dava o vento de direita torta.
A russofobia atravessa todos os quadrantes políticos e não tem nada, mas mesmo nada a ver com se o Putin gosta de homossexuais ou os manda para a Sibéria.
Para isso estão se todos eles nas tintas pois que por cá muita gente metida a conservadora, aliás sempre houve.
E a extrema direita que se diz conservadora e quase toda ferozmente anti russas, como e o caso da portuguesa.
E se a Hungria de Orban não o e e porque o homem tem pelo menos o bom senso de saber que se perder o gas russo morrem ali de frio.
E isto de conservadorismo tem que se lhe diga. Porque se, por exemplo, ser contra a eutanásia e ser conservador, eu conservador me confesso.
Isto não e sobre progressismo ou conservadorismo. E sobre pilhar os recursos da Rússia como foi sobre como pilhar os recursos do Iraque, Líbia e Síria.
Alias, todos esses países eram laicos e ditaduras ou não eram bastante progressistas no quadro de sociedades muçulmanas garantindo dignidade as mulheres.
E com o apoio destas sociedades “progressistas” a forças religiosas e reacionárias regrediram décadas a esse respeito.
E a Rússia, que ao importar o nosso progressismo econômico nos anos Ieltsin viveu domínio de mafias e miséria negra a fazer as dificuldades materiais do tempo da União Soviética parecer uma brincadeira de crianças, com uns três milhões de pessoas a morrer de fome e de frio, natalidade em declínio forte e emigração em massa não tem vontade nenhuma de repetir a dose.
A Rússia pensou que se se deixasse disso de exportar modelos de economia e se convertesse ao capitalismo poderia fazer negócio em paz e com lisura, sem os bloqueios do tempo da União Soviética.
E toda a gente teria uma casa com quintal, dois carros na garagem, dois cães e três filhos sem nunca ser visto a trabalhar, como acontecia nos filmes de propaganda americanos que também lá chegavam.
Era legítimo pensar isso se não fossemos uma cambada de ladrões.
Se estivesse a lidar com gente seria isso podia mesmo ter acontecido e os mais de um milhao de pessoas que esta guerra já custou incluindo, números oficiais, 41 portugueses, ainda podiam estar vivos.
Mas não estava. Putin esperou tempo de mais e chegou a pedir duas vezes adesão a NATO. Quando levou sopa começou a rearmar o pais até aos dentes.
Mesmo assim pensou sempre que poderia negociar o que deu tempo a esta gente para preparar a guerra na auto estrada de todas as invasões.
Uma guerra que em poucos meses, junto com as nossas sanções, faria Putin “ter o destino do czar”. Sendo o homem substituído por outro bêbado sem préstimo como foi Ieltsin.
E o caminho da pilhagem estaria livre cumprindo se o sonho de Napoleão e Hitler.
A haver Inferno hoje Hitler estaria a rir se no caldeirão onde fervia ir ver ingleses, franceses e alemães juntos contra a Rússia.
E e por tudo isto, por espírito de saque e pilhagem e não por nenhum combate ao conservadorismo que estamos metidos numa grande patranha e num grande sarilho.
Muito bem!
Tamanho rol de disparates e ainda assim há quem concorde. Qual aliança socialistas/verdes/liberais? Na Europa? Nem os factos elencados logo no início estão correctos nem percebe a confusão do termo liberal. Repetir análises de outros, corretas, não permite introduzir erros próprios na conversa. Tem coisas boas e coisas novas. Pena as novas não serem boas nem as boas serem novas.