(Pepe Escobar, in Resistir, 14/08/2025)

Todos os olhos estão voltados para o Alasca. O confronto entre o urso e a águia faz parte de uma surpreendente aceleração da história no Verão de 2025.
Duas semanas depois do Alasca, haverá a cimeira anual da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) em Tianjin, na China. Narendra Modi, da Índia, e Masoud Pezeshkian, do Irão, juntar-se-ão, entre outros, a Xi Jinping e Vladimir Putin à mesma mesa. Uma mesa BRICS/SCO.
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Foda-se! Raios partam as cassandras de aviário que por aqui andam, repetindo até ao enjoo o quase inevitável assassínio ou rapto do Putin! Porra, pá, será assim tão difícil de entender que isso equivaleria a uma declaração de guerra? E que o Trump e sus muchachos estão perfeitamente cientes disso? E que guerra com a Rússia, sem intermediários, é coisa de que a América foge como o Diabo da cruz? Acalmem-se, carago!
Dois neurónios e meio bastariam para perceber que um atentado contra Putin, em solo americano, só seria possível se realizado por provocadores infiltrados de azoves e afins, ou numa operação de falsa bandeira da máfia da Killary Klingon ou outros psicopatas lá do sítio, ou por um dos muitos chalados dos cornos solitários que abundam naquela megarrepública das bananas alimentada a esteróides. Estes, no entanto, teriam uma enorme dificuldade em aproximar-se! Insisto: tenham lá calma, ó cassandrazinhas de aviário! Tomem um Valium! Ou uma caixa inteira, se o priapismo cassândrico custar a desaparecer! Porra!
Pelo menos ninguém, nem mesmo russos que ao longo do tempo se teem mostrado próximos ao seu presidente e a operação militar em curso, sendo muito críticos a actuação Ocidental e tendo a plena consciência de que esta gente e capaz de tudo levanta a possibilidade que me assusta de que o seu presidente seja morto ou transformado em refém neste encontro.
Queira por isso o santo protector dos cachalotes e daqueles a quem eu chamava peixe espada subdesenvolvido antes de um certo veneno me virar a vida, já para não falar do corpinho, do avesso que seja só eu a fazer filmes.
Que o homem volte vivo a sua terra e que a vaga de calor acabe pois que é a única maneira de apagar os incêndios que assolam Portugal e Espanha dado que muito do que precisávamos para combater uma catástrofe destas foi torrado sob a forma de apoio a Ucrânia.
E valha a esta cambada toda que lidera a Europa um grande cardume de tubarões brancos cheios de larica.
O que me dá medo não e uma coisa tipo, “aceitas um cessar fogo para dar mos aos nazis tempo para se rearmar ou não sais daqui”.
Em se apanhando de volta a Rússia o homem denunciaria o cambalaco e faria o que bem entendesse.
A emboscada a acontecer será uma coisa definitiva. Morte ou aprisionamento e tendo em conta o fim que tiveram gente como o Kadhafy, que tinha assinado acordos com o Ocidente, isso e um cenário que infelizmente não é descabido.
O Ocidente tem uma história de traicoes do tamanho de um braço, não tem escrúpulos nem regras e Trump e provavelmente a última criatura em que alguém se deveria fiar.
E errático, mentalmente desequilibrado e francamente mau.
Não sei o que é que levou Putin a meter se numa alhada destas mas talvez o dia de hoje será o último da sua vida ou pelo menos da sua vida em liberdade.
O próximo presidente russo será mais cordato depois de tal barbaridade ou será desta que se verão cogumelos cor de laranja em Kiev?
Isto pode não correr nada bem.
Trump precisa de Putin, até por que ele se presta a “encenações” destas, aumentando o protagonismo internacional de ambos, sobretudo o anfitrião, que aparece “com a faca e o queijo na mão” (e para fazer um Pudim de Trampa).
O Zelensky e os “grandes líderes” da UE + RU até já reagiram previamente tentando condicionar ou sabotar o encontro, alguma coisa os faz ficar desconfiados e receosos…
Também considero que o desfecho do encontro presidencial EUA- RUS não será nada digno de festejar, mesmo que haja algum tipo de concórdia.
Partindo do princípio que não haverá nenhuma emboscada (imagino o cenário em que Trump começa por persuadir Putin e acaba a coagi-lo a aceitar alguns termos do interesse norte-americano / ocidental sob ameaça de o deter e o impedir de sair o Alasca até que “obedeça”), qualquer decisão que seja tomada não terminará o conflito, pois Zelensky e os “grandes líderes” da UE + Reino Unido ainda quererão satisfações e contrapartidas, e os interesses já não são totalmente coincidentes (a nível de quem financia o esforço de guerra daqui para a frente, a questão nuclear, incluindo o tão falado “guarda-chuva” emprestado ou não por Trump se a coisa der para o torto, e ainda há toda a negociata recente de Trump com von der Leyen recentemente, mais o Rutte que anda sempre a engraxar os sapatos do Trump e a puxar o lustro aos “grandes líderes”.
Putin provavelmente terá um programa além do protocolo a cumprir, vão negociar umas questões paralelas a todo este imbróglio, garantias mútuas de não agressão, parcerias como as que existiram sempre (programa espacial) e outras mais que possam ser do interesse comum, e no fundo será uma tentativa de Trump aliciar Putin para distrai-lo dos BRICS e fazê-lo regressar de alguma forma a uma esfera de influência mais ocidental, numa convergência oposta à que resultou da revolução de Maidan e do afastamento da UE e da NATO, e um maior envolvimento com a China, Coreia do Norte, Índia, etc…
O que é preciso e que a águia não vire abutre traiçoeiro e o “urso” consiga sair dali vivo.
De qualquer maneira Herr Zelensky esta demasiado alheado da realidade para fazer a paz e os europeus demasiado imbuidos do sonho de finalmente porem as maos nos recursos da Rússia.
Se Putin sair dali vivo já vão ser uma sorte e dali não vai sair nada que preste.
Espero que sábado não estejamos a tentar descortinar o perfil do novo presidente da Rússia.
Por muito que ache que Putin cometeu muitos erros não lhe desejo a morte na prisão. Ou a morte pura e simples por ter sido vítima de uma traição ignóbil, algo em que o Ocidente e mestre.