Ave Caesar, morituri te salutant!

(Carlos Esperança, in Facebook, 15/07/2025)


Obrigado senhor Trump por ser como é, igual aos antecessores, e mais transparente. Ninguém dirá que não avisou que é inimigo da União Europeia. Foi a sua frontalidade que deu origem à síndrome de Estocolmo que ora nos atinge.

Obrigado senhor Mark Rutte pelos esforços para convencer o paizinho a vender-nos as armas de que precisamos. O anterior paizinho até as oferecia e tinha igual desprezo por nós. Este faz-nos sentir importantes, não queremos esmolas.

Obrigado, senhor Montenegro, precisamos de investir em Defesa, conhecemos bem os riscos de um porta-aviões fundeado em frente a Lisboa e não sabemos quem os tem. O navio Sagres é eficiente, mas pode faltar-lhe o vento para afastar os invasores.

Se Macron não teme ver os soldados alemães a desfilar em Paris é pelo mar que teme a invasão, e Portugal deve ajudar a França a partir do Bugio, para defender toda a Europa.

Agora que já não temos barracas em Loures nem falta de creches, com mais Urgências abertas do que fechadas, é altura de avançar para investimentos, no mínimo, de 5% do PIB, para nos defendermos de quem nos quer invadir.

Obrigado, senhor Trump pelas tarifas com que nos mostra a sua amizade. Não nos falte com as armas nem reduza os cinquenta dias que deu à Rússia para esta destruir Kiev antes de Moscovo ser bombardeada.

Obrigado, chanceler alemão pelo humanismo e coragem de defender as democracias.

Obrigado, obrigado, obrigado, a todos, todos, todos.

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15 pensamentos sobre “Ave Caesar, morituri te salutant!

  1. O problema do Tribunal de Nuremberga foi só ter julgado e enforcado uns quantos para inglês ver.
    Na verdade os poderes ocidentais rapidamente ajudaram a fugir para o outro lado do mar centenas de cientistas e dignitários nazistas, a tristemente celebre Operação Paperclip, e na Alemanha os velhos nazis cedo transitaram para as novas estruturas “democráticas” do país e as polícias continuaram, e continuam até hoje, a manter muitos tiques do antigamente.
    E até o primeiro secretario geral da NATO foi um antigo nazi.
    Portanto os Tribunais de Nuremberga foram um pro forma para calar os soviéticos, que foram o povo mais massacrado pelos nazis e compreensivelmente queriam a sua dose de vingança.
    Quanto aos poderes ocidentais só lamentaram que os nazis não tivessem conseguido destruir a Rússia.
    Pelo que estão a tentar faze lo agora e para isso não se preocupam em arriscar todas as nossas vidas.
    O resto e conversa.
    Quanto a Israel foi um monstro criado com objectivos precisos pois toda a gente saberia o que aconteceria a quem tinha a desdita de viver naquela zona se lá fossem despejados bandos de verdadeiros nazis que punham os judeus no lugar dos arianos.
    Hoje são um mero bando de homicidas acarinhados e armados até aos dentes pelos mesmos poderes ocidentais para que cumpram a sua missão assassina que garanta o controle dos recursos que lá estão.
    E podiam bem ir ver se o mar da tubarão branco faminto e ir chamar antissemita ao diabo que os carregue para o mais profundo dos Infernos.

  2. Repito o que aqui escrevi há algumas semanas:

    Será Israel um país? Os iranianos chamam-lhe “entidade sionista”, há quem lhe chame outras coisas. Portanto, a questão põe-se: será Israel mesmo um país? Eu diria que, “tecnicamente” pelo menos, pode dizer-se que Israel já FOI um país. Está bem que país ladrão e Estado bandido, desde os primórdios, mas ainda assim um país, “tecnicamente” falando, claro. Isso acabou. Hoje, aquilo não passa de uma coisa a modos que assim que nem “entidade” é, uma terra desgraçada, ocupada e infestada por hordas de loucos furiosos armados até aos dentes, uma federação anárquica de quadrilhas de bandidos e ladrões para quem a coisa alheia só alheia é enquanto não a conseguem roubar, uma hipersupermegamatilha de cães raivosos descontrolados, espumando mais do que as cataratas do Niagara, um hipersupermegabando de terroristas e assassinos psicopatas, uma cambada de doidos!

    • Território
      O território de um país é o espaço geográfico onde o Estado exerce sua autoridade e soberania. Esse espaço é delimitado por fronteiras políticas, que podem ser tanto naturais, como rios ou montanhas, quanto artificiais, estabelecidas por acordos ou outros critérios.

      Nação
      A nação refere-se a um grupo de pessoas que compartilham características culturais comuns, como a língua, tradições e crenças religiosas. Esse grupo de pessoas é unido por laços históricos, étnicos e culturais. Existem nações que possuem um Estado próprio, como o Uruguai, Angola e o Haiti. No entanto, há também nações que ainda lutam para se tornar um Estado, como os catalães, na Espanha, e os palestinos, no Oriente Médio.

      [não há pois nação europeia, por mais que a porca torça o rabo]

      Estado
      Estado representa a estrutura política que organiza a sociedade de forma jurídica; as regras que regulam a convivência dos cidadãos em um determinado país são estabelecidas pelo Estado.

      Governo
      O governo, por sua vez, é a instância que implementa e administra as leis por meio das instituições políticas e administrativas. Nesta estrutura, o Poder Legislativo é responsável pela criação de normas, o Poder Executivo, pela aplicação dessas normas e cabe ao Poder Judiciário a garantia da execução. As forças armadas também integram o Estado e são responsáveis pela proteção do território do país.

      [quanto às forças armadas garantes do território, só posso rir e muito]

      Estado-soberano
      Um Estado-soberano é composto por uma nação. Quando essa nação ocupa um território específico e se organiza politicamente, chamamos isso de Estado-nação.

      Estado-Nação
      Na atualidade, o Estado-nação é o modelo mais comum de organização política. Alguns Estados-nação são formados por várias nações, é o caso do Canadá, que abriga os anglófonos (falantes de inglês) e os francófonos (principalmente na província de Quebec), além de diversas nações indígenas com suas próprias línguas e culturas.

      País
      Um país é uma área com fronteiras políticas reconhecidas, composta por unidades político-administrativas, que possui sua própria moeda e é reconhecida internacionalmente. Geralmente, um país é habitado por uma população que compartilha uma história comum. Todo país possui um Estado organizado que exerce soberania frente a outros países e é regido por uma Constituição.

      [aqui voltamos à vaca-fria. Portugal perdeu o escudo, não tem moeda própria e não tem autonomia militar no seio da NATO, para agravar, tem o artigo 8º da CRP, que reza:
      “As disposições dos tratados que regem a União Europeia e as normas emanadas das suas instituições, no exercício das respectivas competências, são aplicáveis na ordem interna …” assim sendo, Portugal não é um país. É uma região (um gau) com um Gauleiter nomeado por Bruxelas a geri-lo]

      Adaptado daqui::
      https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/geografia-conceitos-estado-nacao-territorio-e-pais/

      para baralhar um pouco mais:
      https://direito.legal/reconhecimento-de-estado/

  3. Gozos e ironias à parte, os líderes da velha Europa continuam a correr atrás do prejuízo e a fazer o mais caninamente possível o jogo de Trump e sua camarilha. Vendo-se a braços com uma dívida gigantesca (37 T) mantida com juros astronómicos, esses que ainda se julgam donos do mundo andam afanosamente a ver como podem sacar ainda mais milhões aos papalvos que continuam a ir no seu paleio da treta. Trump conseguiu que os palermas concordassem em comprar-lhe mais armas, visto que as que vai havendo são muito poucochinhas.
    Esses escroques continuam apostados em provocar o urso, em escalar ainda mais os conflitos, tanto por omissão como por participação voluntária, sem perceber (serão burros?) que o verdadeiro inimigo não está a leste mas a oeste. Continuam a levar nas fuças todos os dias, insistem em propagandear um atlantismo serôdio, querem manter um status quo que já acabou e recusam sequer olhar para o lado (BRICS). É para as pessoas normais evidente que esta senda suicidária só pode ter os piores resultados. Incentivam até o palhaço Zelly a atacar Moscovo e S.Petersburgo e ninguém pergunta para quê nem quais as consequências? Porque será?????

  4. Eh! Pá! É bom que a guerra na Ucrânia se eternize! Por um lado, os EUA vão fazendo negócio com ela, por outro, nós, contribuintes europeus, que somos todos ricos, podemos dar asas à nossa filantropia, suportando as despesas a ela associadas!🥸

  5. Um Portugal dos Pequeninos à medida das nossas elites curtas, cheias de complexos mesquinhos, givernado por jotinhas ou arrivistas populistas que tudo copiam e imitam dos yankees, em que os portugueses são reféns da sua falta de capacidade, imaginação e criatividade, perante um Brasil sem as palas e a trela dos Grandes Irmãos, sem a sua visão redutora de “ordem e progresso” destinada para as elites vassalas, e sim uma paz e o desenvolvimento social e económico para todos.
    Portugal será um anão internacional, com mil e um destaques sempre que aparecer nas trends e rankings (o melhor destino turístico, o país mais seguro do mundo – para os reformados da Europa central e do norte, que já é o país da Europa com o preço da habitação mais elevado, e ao mesmo tempo um dos que tem os salários mais baixos), o Brasil terá a parceria e o convívio de grandes países emergentes técnica e economicamente, sem falsos complexos, sem preconceitos nem propaganda xenófoba (russofobia, sinofobia, islamifobia, etc) para consumo de pategos, e sobretudo sem alienar a sua siberaniace autonomia a “grandes chefes” anglo-saxões, germanos, francos, o que seja.
    A diferença entre ser um pequeno antro de sabujos e uma grande nação lusófona independente e fulcral na economia mundial também passa por sí, não é só uma questão de escala e recursos, mas sim de dimensão cultural, civilizacional e humana.

    • * governado por jotinhas
      ** a sua soberania e autonomia

      Além dos reformados e turistas da Europa central e do norte, também já vêm os norte-americanos para cá passear e viver… mas estes “imigrantes”, os que mais fazem encarecer o custo de vida dos portugueses, o preço da habitação, a desigualdade social, que vêm para cá viver vidas de lordes enquanto os portugueses têm de emigrar, e continuar a ser explorados nos países donde vem a nata, o créme de la créme, a fina flor dos vistos gold e quejandos. A “convergência europeia”, coitada…

    • *** também passa por aí

      A “convergência europeia” resumiu-se aos deveres (moeda única, acordos mútuos, normativas e regulamentação, abertura do mercado de capitais, tratamento de excepção aos “comunitários”, subjugação orçamental e política, cada vez mais expressiva e totalitária), mas quanto aos direitos dos cidadãos portugueses, a “convergência europeia” é um autêntico flop, uma falácia, a miragem que continua a induzir a pategada a caminhar no deserto da “austeridade” (outra palavra para fascismo dissimulado, ou corporativismo de estado, onde o estado é uma muleta das corporações privadas de vanguarda, ou de “ponta”, para estimular a imaginação do Capelão), onde não há megalodonte nem kraken, mas poderão haver vermes de areia vorazes, jins diabólicos e tempestades de areia cataclísmicas…

      • **** poderá haver (no deserto da “austeridade)

        E uma seca, a recessão, estará mesmo aí até ao fim da década (para que tudo bata certo, relembrar o crash de 1929)… o resto da ladaínha já conhecem, é só recuar aos tempos da Troika e dos “bons alunos, para além da Troika”, e voltar a tocar o disco, desta vez ao som do tenor Trump e da orquestra militarista europeia, orientada pelo maestro Mark Rutte Ri-te,

      • Outros deveres de “convergência europeia”: abate de embarcações de pesca, cotas para a produção e exportação de lacticíneos, produtos agrícolas e hortícolas, fruta, privatização dos estaleiros navais, empresas nacionais (EDP, REN, GALP, CTT, PT, etc), liberalização da economia e “ajustamento” ao “mercado único da zona euro”, inflacção galopante desde o princípio do século, na alimentação, nos serviços, nos combustíveis e fornecimento de energia, na habitação, nas taxas, tarifas e impostos, etc… fora todas as outras cedências de soberania, a propaganda das Ursulas a desfilar em arruadas ao lado dos Montenegros, enquanto vão buscar os Antónios Costas para bibelots no Conselho Europeu, comprando a sua anuência e a sua “colaboração convergente”…

        Com “convergências” assim tão selectivas, sempre para o lado dos “grandes irmãos” e “grandes líderes”, venham antes as “divergências”…

    • “…Os tribunais no estilo de Nuremberg, por mais improváveis que sejam hoje, continuam sendo o único mecanismo que historicamente impede o aventureirismo das elites, associando o risco pessoal à insensatez estratégica. …”
      Acha a autora que sim?
      Todos os crimes foram julgados em Nuremberg?
      A pena de morte, impede o crime?
      Ai dos vencidos!

      Quanto à autora:
      “(*) Doutoranda especializada em Sociologia da Migração, Geografia Social e Estudos de Conflitos. Quero compreender as ligações entre os movimentos humanos, a dinâmica urbana e as forças sociopolíticas que moldam o nosso mundo.”
      Desejo-lhe boa sorte.

      O copo para uns está meio cheio, para os outros meio-vazio.

      Quase sempre as explicações são simples.
      Por isso repito-me e recomendo Emmanuel Todd e o seu livro: A derrota do Ocidente.
      Uma das muitas entrevistas dele:
      https://www.ihu.unisinos.br/categorias/647795-a-crise-do-ocidente-e-a-crise-do-mundo-entrevista-com-emmanuel-todd

      O livro para alguns explicará, porque ‘o mê Alentejo’ passou do que era, ao que é. Mas só para alguns, já que outros por comudismo (sic) não se afastarão da Linha determinada pelo Partido.

      O livro anda por aí na rede e quem tiver dedos vai a Roma. 😇

  6. Gosto da ironia.
    Por mim tenho umas sugestões de como poderemos expressar o nosso agradecimento por este gente nos estar a por mais perto da tal guerra que fará com que a proxima guerra mundial se faça com paus e pedras.
    Primeiro: Manda los para a Faixa de Gaza depois de lhes darmos umas injeções de melanina para se parecerem mais com palestinianos.
    segundo: Dar lhes uma dose de vacina Pfizer contra a COVID 19 de 15 em 15 dias.
    Terceiro: Manda los para o Alentejo guardar varas de porcos magros durante o dia e durante a noite serem recolhidos num pocilgo durante a noite.
    E tudo isto porque sou contra a pena de morte, porque a não ser assim teria também umas três formas de agradecer a esta gente.
    Primeiro: fogueira
    segundo: Suplício da roda
    Terceiro: esquartejamento por quatro cavalos.
    Mas para qualquer dessas formas de agradecimento poder acontecer era preciso que os bovinos acordassem.
    E isso e tão impossível como 20 graus abaixo de 0 em Agosto no deserto da Libia.
    Toda a gente acha lógico que nos “defendamos dos russos”, leia se, que lhes façamos a guerra, mesmo que isso nos custe saúde, educação, pensões, salários.
    Porque na tal guerra ninguém pensa porque ninguém acha que subhumanos tenham coragem para preferir a morte a sorte de voltarem a sofrer pilhagem desregrada.
    Talvez porque todos descendam dos negreiros que achavam normal pilhar os recursos de povos que consideravam inferiores.
    Talvez porque todos descendam dos que achavam os russos uma gente longínqua, inferior, que podia ate ser comprada como escrava aos tártaros. Tal como qualquer africano.
    Simplesmente não aceitam que aqueles subhumanos tenham os recursos que não temos.
    O resto e conversa mas não tenho qualquer vontade de agradecer a nenhum dos bovinos que disse que, podendo, me mandaria para a Rússia pagando eu o bilhete.
    Como se já não tivesse visto tal possibilidade pela frente por não ter a sorte de ser descendente do Rei imune a venenos Mitrídates.
    Vão ver se o mar da Kraken.

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