(José Monteiro, in Facebook, 08/07/2025, Revisão da Estátua)

O trauma do 18 de Março poderia ser suficiente para acordar o PS. Mas não foi. E, com boa probabilidade, não poderia ou pode ser. Durante longos anos o PS pretendeu a quadratura do círculo e navegou a bordo da barcaça do anticomunismo. È muito pouco para quem quer governar a sério. Significa, no essencial, amarrar-se ao passado por inabilidade ou incapacidade de olhar para a frente.
Em verdade, o PS já há muito que se foi transformando num “sítio” de linguagem vazia, ensimesmada, redonda, inapta, incapaz de gerar consequência política adequada ao pais que, ele PS, diz que somos. Um discurso sem alma, pobre, insuficiente para frutificar a seiva indispensável a um empoderamento político capaz de fazer futuro.
Assim, nesta rota suicida, perdeu a capacidade de pressentir o amanhã e de olhar o mundo antes de por ele ser esmagado. Ou, talvez pior: como escreve alguém que prezo, “perceberam que não podem perceber” e, para o haraquíri não ser completo, vão fingindo que não percebem.
Não me parece que seja possível que este PS volte a ter alguma relevância política. Há, desde logo, um ciclo mundial de fascização e o exemplo dos outros partidos socialistas europeus.
Há igualmente uma incapacidade de pensamento estratégico suscetível de clarear os próximos dez ou vinte anos e os caminhos necessários a percorrer.Mas há também, ou talvez primordialmente, um primeiro passo que faz deste PS uma verdadeira impossibilidade de ser: deixar de se esconder na metafísica neoliberal, de se embrulhar no mentiroso e putrefacto neoliberalismo político-económico, deixar de ser um PSD com pezinhos de lã e, enfim, de voltar a ser o verdadeiro grito de liberdade que esta terra, tão urgentemente, necessita…
Nota final
Um amigo meu, PS de alma, usa dizer-me que critico mais o PS do que a ”direita”. Riposto: a direita nunca me traiu. Nunca acreditei nela e, por isso, não poderia esperar dela outra coisa senão aquilo que ela faz, ou seja, destruir Abril e, nisso, destruir qualquer futuro para Portugal. A direita até é eficiente: cumpre os seus objetivos com eficácia e tem a inestimável ajuda daqueles que nunca supusemos capazes de tal.
Quem realmente me traiu foi o PS, foi Costa – o tal amigo de criminosos, ou não seja ele quem chama a Israel, amigo –, foi a rota de apoio aos que foram mandatados para destruir o SNS, a escola pública, a segurança do cidadão e as políticas públicas mais essenciais à minimização da pobreza, à redução dos sem-abrigo, à destruição do sonho de habitação, ao empoderamento dos jovens, etc.
Estive com Costa contra Seguro, estive e estaria com Costa (promessa) contra Passos Coelho, já há muito que estou com Costa (promessa), contra o Costa que se me revelou.
E este PS, na senda do PS de Costa revelado, não permite esperar nada de salubre. Espero apenas que o PS não fique na história como o partido que ajudou a levar a democracia à sepultura.
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Olha-me estes marmanjos.
Fui eu que tapei a cara do candidato presidencial e fiz a Cruz no quadradinho ao lado? Obedecendo assim às ordens de um dos filhos da burguesia portuguesa, com quem a “tenebrosa” PIDE teve mão leve
A culpa é do PS.
Desculpas de maus pagadores. Nunca é nossa, vossa, dos comunistas do PCP.
Acabei de reler um livro chamado “Portugal Classificado – Documentos secretos norte-americanos 1974-1975” de Nuno Simas, jornalista.
O que fez o PCP? O que fez a URSS? O que fez o Mário Só ares? O malandro do Carlucci e o judeu Kissinger?
Ao PCP não era permitido fazer Revolução nenhuma. Acordem para a realidade. À URSS importava a ‘détente’ e não queria mais uma Cuba que teria que sustentar, na pior das hipóteses levar a um confronto USA-URSS.
O PCP aceitou no dia 28 de Novembro 1975, o prato de lentilhas que lhe foi oferecido.O golpe ou contra-golpe estava resolvido, Melo Antunes tinha declarado que o PCP era “essencial à democracia”.
A partir daqui a sentença estava ditada e o fim esperado teria que ser este que estamos a ver. Ver exemplos da França, Itália, …
Isto sou só eu a falar com os meus botões e a Loira aqui ao lado a ouvir-me e acenar com a coroa espumosa que sim se tenho razão.
Conto pelos dedos de uma mão, tenho cinco em ambas, os comunistas com quem consigo falar e ter respostas sérias, educadas, ponderadas, elaboradas. São poucos mas há-os. A esses eu respeito.
O Alforriado e outro a quem o espírito de Abril certamente provoca desarranjo intestinal.
Quanto ao PS a mim nunca me traiu. Sempre o vi como o que foi, uma criação da CIA para começar a destruir Abril com as vestes de esquerda que arrastou muita gente seria, honesta, que acreditava que era possível fazer as elites terem algum respeito pela plebe sem ser preciso soluções mais radicais.
Com Costa o partido mostrou a sua verdadeira natureza e o fim para que foi criado.
Agora que o fascismo cresce e já e impossível que os bovinos alinhem em alternativas a esquerda resta lhe desaparecer pois já cumpriu o objectivo para que foi criado.
Ante a surpresa e desilusão de gente como o articulista que, tudo indica, faz parte da gente de esquerda sincera e honesta que foi enganada.
Oh! Alforriado, mas tu tens noção do significado de «construção de geometria variável» ou a expressão suou-te apenas bem e, para dares um ar de intelectual de pastelaria, mandaste-la cá para fora? Sabias, resumidamente, que geometria variável é a capacidade de um sistema (mecânico ou aerodinâmico) mudar a sua configuração para se adaptar a diferentes condições e melhorar desempenho, eficiência ou controle? O que tem, pois, a matéri com Abril e a sua destruição pela direita, explica lá? 🥸
Chapeau!
“… a direita nunca me traiu. Nunca acreditei nela e, por isso, não poderia esperar dela outra coisa senão aquilo que ela faz, ou seja, destruir Abril e, nisso, destruir qualquer futuro para Portugal. …”
Só não comungo do “destruir Abril”, essa construção de geometria variável.
Abril já foi destruído, acima de tudo pelo PS.
Sem este PS de traidores, não seria possível o Chega, o apoio a nazis ucranianos, a destruição da Geringonça, o esvaziamento do PCP/BE, a degradação do estado de bem-estar e dos direitos laborais, o espezinhamento da Constituição, a aliança com genocidas israelitas, e a vassalagem à NATO=EUA de um Portugal transformado numa mera província do império.
Foi o PS. Não foi mais ninguém.
Um PS que fosse Socialista, que fosse de Esquerda, que fosse anti-fascista, que fosse patriota e soberanista, que fosse anti-colonialista (aka anti-israel), que fosse anti-guerra (aka anti-NATO = anti-EUA), que fosse ant-Neoliberal, um PS que fosse tudo isso em vez de ser um partidos de cabrões traidores, teria sido um PS que teria defendido Abril e salvo Portugal.
E não haveria descontentamento para o Chega sequer entrar no Parlamento.
E quiçá, com juízes no TC que fossem decentes, o Chega não teria sido sequer legalizado.
Mas não. O PS aliou-se a nazis, genocidas, imperialistas, e ao merdoso patronato português. O PS destruiu a Geringonça chamando “irresponsável” e “extremista” a um BE de joelhos (que nada mais pedia do que 3 simbólicas medidas que eram na prática só um regresso aos direitos laborais pré-troika). O PS abdicou da independência de Portugal a troco de tachos para os seus boys e girls nas instituições EUropeias.
O PS devia ser um partido trabalhista e patriota. Em vez disso, acabou como sendo o partido que despediu trabalhadores da TAP, cortou salários aos que ficaram, pagou milhões a uma CEO estrangeira, obedeceu cegamente a Bruxelas, e colocou a TAP à venda em saldos para a primeira Lufthansa que por aí aparecesse a dar dois tostões.
E, claro, tal como o BE e PCP acabaram por ser por falta de visão, o PS acabou também por ficar com a fama de só querer saber da função pública. Os precários do privado, trabalhadores à jorna, estagiários não-remunerados, etc, que se fodam.
Ai é? Pois então agora divirtam-se uns só com 1 deputado, e outros com o 3° lugar nas eleições.
Que ou muito me engano, ou é apenas o princípio do fim para o PS. A PASOKização, que prevejo desde 2015, significa o PS desaparecer de vez, mais cedo ou mais tarde.
No futuro de Portugal, quanto mais depressa o PS (e o BE, e o Livre) desaparecerem de vez, melhor. É preciso o velho morrer (e o Livre é tão velho quanto a ala EUro-tola do PS), para que o novo nasça das suas cinzas.
No lugar desta “esquerda” caviar, ou sem esquerdismo nenhum, passará também inevitavelmente a haver uma Esquerda real, patriótica, trabalhista, que disputará as eleições contra o eixo NeoLiberal e contra os Nacionalistas, à semelhança do que se passa em França.
A grande questão que falta saber é a do timing.
Será que isso acontecerá a tempo de ressuscitar Abril, ou será que a Europa já terá sido entretanto sacrificada no altar do império anglo-americano nazi-sionista?
Como as coisas estão, o ideal é mesmo continuar a usar o exemplo francês ara explicar a quem ainda não percebeu o que se está a passar:
– o eixo NeoLiberal em Paris é Macron. É o vassalo dos “democratas” em Washington. Quanto mais este porco governar, mais vamos a caminho do abismo.
– os Nacionalistas são obviamente Le Pen e companhia. São os vassalos dos Republicanos em Washington. O esquema do império é genial, ou governa um vassalo ou governa o outro. Cá, tal como do outro lado do atlântico, as eleições são uma farsa. A escolha não é real.
– e do lado de Mélénchon vem a única real oposição. O cadáver do PS francês lá anda pelo meio, assim como a ilusão dos “verdes”. Os franceses ainda precisam de levar mais no focinho para perceberam que só o partido de Mélénchon e a Esquerda hardcore é que merecem o seu voto. Até isso acontecer, lá se cai mantendo esta coligação frankestein, que é nada mais nada menos do que a “Geringonça” francesa.
Ora, para que Franca seja salva, é preciso que o cadáver do PS francês seja enterrado de vez, e que o “livre” francês (os verdes euro-cornos) passem de moda.
Se isso não acontecer, a disputa do poder continuará a ser entre o eixo-NeoLiberal e os Nacionalistas, i.e. 100% de probabilidades da França continuar a ser uma província do império anglo-americano nazi-sionosta.
Em Portugal, ainda não há um Mélénchon. O PS ainda agora foi ligado às máquinas. Ainda temos de esperar pelo enterro.
O Macron português é quem quer que se vista de laranja.
E os nacionalistas são os cheganos/salazaristas.
A coisa em Portugal vai andando com uns quantos anos de atraso em relação a França e companhia, mas mais cedo ou mais tarde acontece cá o que já aconteceu lá.
Em Espanha a questão é diferente. Há a aritmética adicional das diferentes autonomias/nacionalidades, e o facto de Pedro Sanchez ser, dentro do curral Europeu, um dos poucos porcos que ainda nos foram infectados com o vírus sionista.
Apesar da proximidade geográfica, trata-se de um cenário incomparável com o Português.
Mas voltando ao nacional, como é que há quem seja trabalhador e vote no eixo NeoLiberal?
É simples: é o ódio contra o funcionário público, acumuladores de todos os direiros que o trabalhadores privado perdeu.
E quem fez isso? O PS. E com a tolerância de quem? Do BE e PCP.
E como é que há alguém que vote nos Nacionalistas (salazaristas)?
Em primeiro há o fim da memória colectiva em relação a Abril, que é algo que eu antecipo desde que sou adulto e penso neste tema. Era uma questão de tempo até aqueles velhos que celebram Abril serem substituídos por gerações de quem só celebra os lançamentos de novos smarthones e redes sociais e records de likes dos seus influences preferidos.
E depois, há a insatisfação por não terem as mesmas oportunidades para trabalhar de forma estável, com bom salário, e condições para constituir família numa casa que tenham a possibilidade de pagar.
E novamente quem fez isso? Esta NeoLiberalização toda? O PS. E à Esquerda, que neste caso até esteve do lado certo, o que é que o PS fez? Colocou-se ao lado do eixo NeoLiberal e dos Nacionalistas (e da MainStreamMedia por esses Capitalistas controlada) para chamar “estalinista” e “extremista” e “putinista” e neutralizar de vez a Esquerda Portuguesa.
É neste ponto em que estamos. Ninguém pode dizer exatamente o que nos reserva o futuro. Mas eu estou farto de acertar nas previsões. E à PASOKização do PS, e crescimento dos nacionalistas/salazaristas, acrescento outras previsões: Portugal não tem qualquer futuro enquanto estiver na ditadura do €uro; a peste grisalha vai tornar Portugal num Estado falhado entre 2050 e 2100; a permanência na NATO é uma garantia de guerra e de destruição do Estado de bem-estar social; e quem apoia ucranianos nazis e israelitas genocidas que em ambos os casos ataquem centrais nucleares civis, não terá um fim nada bonito…
Um dia, os portugueses vão olhar para trás e pensar neste período histórico da mesma maneira como alguns de nós (cada vez menos) ainda pensam no Estado Novo: com repugnância. Perguntando como foi possível? Perguntando como demorou tanto tempo até haver uma revolução? Perguntando como é que não perceberem a merda que estavam a fazer ao país e ao Mundo.
Ver “socialistas” (entre espas, que é para não confundir estas cheerleaders do PS com os reais Socialistas que há muitas décadas não colocam os pés naquele partido rosa) a chamarem finalmente TRAIDOR ao PS é apenas um primeiro passo no processo de autocrítica que o povo Português irá inevitavelmente fazer nas próximas décadas.
E há duas conclusões para essa autocrítica, dependendo do carácter de cada um:
– os decentes vão perceber que é preciso o PS ser morto e enterrado, de forma a possibilitar o nascimento de algo melhor para o país;
– os ranhosos (normalmente os militantes mais facciosos) vão só arranjar bodes expiatórios para os maus resultsdos eleitorais do seu querido partido, que lhes interessa mais do que o próprio país.
Posso avançar já mais uma previsão: a PASOKização do PS é inevitável pois, cá como nos outros países onde isso já aconteceu, o número de ranhosos é superior ao número de decentes.
Aliás, toda a história de TRAIÇÃO do PS dos últimos 30 anos se deve a este FACTO, já desde os tempos de Guterres.
Aqueles tempos em que Abril começou a ser sistematicamente destruído pelos rosas em Portugal, com a assinatura de Maastricht, a adesão ao €uro (e sem o prometido referendo), as alterações à Constituição para acabar com o que restava da soberania, as privatizações, o início do desmantelamento do SNS, a erosão dos direitos laborais, e a integração cada vez maior na máquina de guerra do império, a NATO.
Até Mário Soares, antes de morrer, avisou contra este último facto (num famoso artigo publicado no Público onde alertava até para o que os EUA/NATO estavam a preparar na Ucrânia! Um visionário, este Mário Soares), mas ninguém quis ouvir nem entender.
Agora é tarde. Abril está morto e enterrado. Falta fazer o mesmo ao PS, antes de se poder ter alguma hipótese de ressuscitar Abril. E mesmo nesse momento, como o exemplo Francês mostra, não será fácil.
Depois das coisas baterem no fundo NeoLiberal, ainda terão de bater no fundo Nacionalista… (que, relembro, são meramente duas caras da mesma moeda: a vassalagem ao império genocida dos EUA). E só depois (e em que condições nem sabemos) é que poderemos sequer pensar em sair finalmente desse fundo.
E quando falo em ressuscitar Abril, para ser totalmente claro, já não falo em meras eleições, que essas são uma total farsa neste regime com este nível de lavagem cerebral feita pelos MainStreamMedia.
Falo do momento revolucionário seguinte que, salvo raríssimas excepções como o que se passou em Lisboa em 25-Abril-1974, não costumam ser momentos pacíficos…
Olhem bem para o focingo do vosso vizinho que ainda vota neste PS traidor (e Livre e PAN), ou no eixo NeoLiberal do PSD/CDS/IL, ou nos Cheganos. Esse focinho irá estar do outro lado da trincheira, e será o obstáculo entre nós, os decentes, e os nossos objectivos: paz, anti-imperialismo, direitos humanos, anti-colonialismo, direitos laborais, anti-fascismo, decência, anti-nazismo, verdade, anti-genocídio, liberdade de expressão, anti-racismo, democracia, anti-oligarquia, patriotismo, anti-EUrofanatismo/Euro-federalismo, independência, anti-vassalagem, Socialismo q.b., anti-NeoLiberalismo, e multipolarismo, anti-supremacia “branca”/ocidental.
Quem acha que as eleições ainda são o local para se travar esta luta, está totalmente em negação. Está como um qualquer tontinho em 1942 que ainda acha que se pode negociar com Hitler e Mussolini, que basta apelar ao bom senso dos cidadãos germânicos e italianos, e que não é preciso entrar nessa guerra nem sacrificar nada para se ter um Mundo decente.
Não!
O que se passa em Gaza é comparável ao que a Alemanha nazi fez. Pior! Porque o estamos a ver em directo, enquanto que o outro genocídio nos campos de concentração era escondido.
Só que desta vez os genocidas não estão só concentrados em Berlim. Então em Berlim, Paris, Bruxelas, Jerusalém ocupada, Kiev, Londres, Washington, e companhia. E nesta companhia está incluída a elite corrupta e indecente de Lisboa. PS incluído. RTP incluída!
Um mal tão grande e tão espalhado assim, não abdica voluntariamente do poder. Metam isso na cabeça!
Muito bem, mas polémico quanto baste… 🙂