Eu e o PS

(Carlos Esperança, in Facebook, 24/05/2025), Revisão da Estátua)

E no fim da noite só se salvou Évora….

(Este texto está escrito na primeira pessoa pelo meu amigo Carlos Esperança, pelo que isso reforça a asserção de que as opiniões políticas nele expressas só a ele responsabilizam. A Estátua não faz propaganda partidária, nem contra o PS nem a seu favor, mas não pode ignorar que há uma “falha” – ideológica e não tectónica -, que divide a esquerda da direita – para usar uma classificação discutível, à falta de melhor -, que passa pelo interior dp PS. Isso fica claro no texto e o autor realiza um debate analítico que muitos simpatizantes e militantes do PS deveriam fazer.

Pela frontalidade sincera das posições expendidas, num exercício de separação ideológica das águas, resolvi publicá-lo.

Estátua de Sal, 25/05/2025)


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Agora que a urgência exige que o PS rapidamente tenha um novo líder, congratulo-me por ver José Luís Carneiro à frente do partido e desejo-lhe as maiores felicidades. É um político decente, sem ser de esquerda.

Não direi mal do PS, para isso bastam os militantes, os que preferem o poder sem cuidar da ideologia, os que estão prontos a denegrir o líder que perde, a favor de qualquer outro que os leve ao poder, os que aceitam que os seus líderes sejam acusados de radicais de esquerda pelos reacionários. Nunca o PS teve um líder radical de esquerda.

Foi assim que renunciaram à herança de Guterres, Sócrates e António Costa e deixaram que os adversários a denegrissem. Falei também de José Sócrates, o PM que a crise das dívidas soberanas destruiu, inovador e corajoso, cujos governos mereciam a defesa dos que querem uma governação entre a social-democracia e a democracia- cristã, devendo saber distinguir entre os problemas judiciais e a qualidade da sua governação.

Antes de José Luís Carneiro ser alvo de investigação preventiva e acusado de radical de esquerda, ele que é de direita, igual a Rui Rio, referência ética do PSD que Marcelo, Montenegro, Aguiar Branco e Ventura, este então no PSD, substituíram por homens de negócios sem visão para o País, continuarei a defender os meus ideais, a democracia liberal e a justiça social de que o IL é inimigo pior do que o Chega.

Assisti ao abandono de Ferro Rodrigues, infamado por um juiz de instrução narcisista e inculto, até ver agora os militantes que a direita mais à direita desejava à frente do PS, sem aí votar, a denegrirem o primeiro governo de António Costa, que os devia honrar, e a afastarem-se de Pedro Nuno dos Santos, imolado em golpes urdidos pelos empresários de Espinho, Montenegro e Hugo Soares.

Até o golpista de Belém, o do parágrafo, o adversário da despenalização do aborto, da regionalização e da decência, o que preferiu à estabilidade, às contas-certas e a Centeno a explosão do partido fascista e a entrega do poder ao bando atual, já foi perdoado.

Os que agora e há um ano invocavam o perigo do Chega para o PS viabilizar o governo reacionário e incompetente de Montenegro, jamais se oporão à aliança do PSD com o Chega, que Cavaco, Moedas e Miguel Relvas defendem. O “não é não”, é não enquanto convier!

A Europa assiste de novo, um século depois, ao advento do fascismo. Caíram primeiro os partidos comunistas, depois os sociais-democratas, enquanto a direita do pós-guerra, que lutou contra o fascismo, se tornou neoliberal e os sociais-democratas se deixaram seduzir pelo triunfo do capitalismo e se confundiram com a direita.

Agora, com a social-democracia afastada através de sucessivas eleições que culminaram golpes palacianos urdidos pelos órgãos que juraram fidelidade à Constituição, só resta a luta entre a direita moderada e a fascista enquanto o PS, como sucedeu em França, Grécia e outros países, se arrisca a desaparecer.

No dia 28 de maio, ironia da data, 99 anos depois, apuram-se os votos da emigração e o Chega passa a maior partido da oposição. No PS a capitulação ganha força. É a vida… 

Eu estarei onde sempre estive. É a vida…

25 pensamentos sobre “Eu e o PS

  1. Sejamos sérios!
    Mesmo que seja retirado, do blogue, como tenho sido, das chamas redes-sociais. Não, vou deixar de dar a minha opinião, “vale o que vale”!
    Os intelectuais de (da dita) esquerda, estão calados!
    Os neoliberais (P”S”/P”SD”/CDS/IL/CH, da direta, extrema-direita, alguns deles com tiques a roçar o neonazismo e neofascismo! Estes, (a maioria deles) tem onde ir lavrar a terra, muitos dos seus bisavôs lavraram! Agora, encontram-se ingeridos pela bicharada, que faz falta aqueles, que nunca estiveram ao lado da democracia, mas sim das ditaduras fascistas e social-fascista! Muitos não sabem, nem querem saber o que é!
    O P“S” , B”E” e P”C”P, são partidos que ao, longo dos anos , a sua primeira preocupação, foi sempre defenderem os seus interesses e dos seus correligionários, e não só! Serão sempre corresponsáveis do que vai acontecer, neste “País de Medo”!
    Espero e desejo que estejam mais preocupados, o que vai acontecer daqui para a frente, e como diria o meu saudoso avô materno, um republicano convicto;-“O silêncio é o nosso maior inimigo”!

  2. Sem falar onde e que eles andavam quando um neo nazi, presidente de uma tal de Associacao de Ucranianos, pediu, em directo, na televisão, a ilegalização do PCP tendo a pouca vergonha de perguntar como era possível que tal partido ainda existisse em Portugal?
    Como foi possível que pusessem um bandalho como Herr Zelensky a discursar na sessão solene do 25 de Abril?
    Um sujeito que ilegalizou mais de uma dezena de partidos políticos no seu pais, que persegue, encarcera e mata adversários politicos?
    Depois querem que malta a esquerda tenha pena deles quando também levam porrada de uma direita que não quer concorrência?
    Vão ver se o mar da choco.

  3. Trump contra Harvard: “É surreal. A medida leva-nos a tempos em que se tentou encarcerar o pensamento” – Mário Centeno, segundo o DN.
    E quando um académico russo, só porque russo era, fui expulso da Universidade de Coimbra, onde estavam Centeno e outros tais?

  4. O Partido Socialista, desde o 25 de Abril, fez a cama em que agora está a deitar-se.
    Começou pela ambição desmesurada de um homem, Mário Soares, que logo nos primórdios, meteu o socialismo na gaveta, vendeu-se aos norte-americanos (entenda-se, ao grande capitalismo hegemónico), permitindo que indivíduos de índole fascista, como António Barreto, liderassem programas de ataque frontal às conquistas de Abril.
    A linha política do PS passou a ter como referencial o amigo americano, afastando-se inclusive da social democracia, à altura ainda em vigor nalguns países europeus.
    Como estava encostado à parede pela direita interna, salazarenta pura e dura, decidiu ser mais papista que o papa e posicionar-se na prática em pé de igualdade com essa ala do panorama político português, desmantelando cada vez mais o que foi conquistado em Abril.
    Assim, a Mário Soares sucedeu uma série de “bem intencionados” que, progressivamente foram enterrando o 25 de Abril.
    A direita nunca fala em revolução e tem horror a ela.
    A direita profunda foi minando o poder até colocá-lo da sua feição.
    O PS integrou-se nessa estratégia da direita e passou desde o início a ser, com fama e proveito, um partido de direita.
    O último golpe foi-lhe dado pelo golpista António Costa (AC), que teve como prémio o tacho da presidência do Conselho Europeu dado, pasme-se, pelo Partido Popular Europeu – a direita europeia.
    Admiro-me de o Carlos Esperança tentar branquear o AC e não questionar a moeda de troca – presidência do Conselho Europeu pela governação em Portugal – sabendo AC que isso era o fim do PS.
    O PS, com as suas políticas de direita estigmatizou a esquerda que, afinal, está a pagar pelo proveito do PS desde o 25 de Abril (diz o Ventura do Chega: “estamos a desmantelar o socialismo”, quando nunca houve socialismo em Portugal).
    Agora, para que se quer um PS de direita se há representantes mais ‘chamativos’ a reivindicar esse atributo?
    Acabará por ser o fim do partido idiota útil?

  5. E deves estar esquecido de quantos militantes socialistas quase teem um orgasmo ante derrotas dos partidos a sua esquerda.
    Foi de militantes socialistas que que li e ouvi discursos anti comunistas dignos do mais empedernido fascista.
    Conheço gente que viveu no tempo em que trabalhadores ouviram o conselho “vai ao Largo do Rato pedir o cartão que no outro dia tens logo a promoção”.
    Querem depois que essa malta tenha pena quando a vida também lhes corre mal.
    Claro que, mal por mal, ante levar com os chuchas que com a direita declarada.
    Porque a nossa direita sempre teve a sua bússola no Salazar e nos muitos compadrios desse tempo. Enquanto o PS sempre tenta limitar as medidas de miserabilizacao da sociedade.
    Embora tenham vindo do PS algumas das medidas mais horrendas como as taxas moderadoras no acesso ao SNS.
    Por essa altura até queriam fazer o internamento a uma taxa de 1000 escudos ao dia sendo que foram os médicos a dizer o obvio. Que ninguém e internado no hospital porque quer mas por ordens médicas.
    Com a história das propinas universitárias, substituíram a progressividade proposta por Cavaco pela imposição de propinas a todos, ganhasse a família o que ganhasse.
    A bolsa de estudo as vezes não chegava para pagar a merda das propinas e conheci gente que se matava a trabalhar no Verão para juntar dinheiro para as ditas.
    Porque ainda por cima muitos eram gente deslocada, que já tinha de pagar alojamentos fora e o diabo a quatro e pagar propinas era um sonho.
    As propinas tornaram se o pesadelo de todos os que viam num curso superior um caminho para fugir a pobreza.
    E podia estar aqui até amanhã a desfiar políticas “de esquerda” do teu querido Partido Socialista.
    E depois de merdas destas ainda querem que a malta esqueça esta e outras trapalhadas que mostram que o PS só seria de esquerda de comparado com o próprio Salazar.
    E esquecer qual foi a finalidade da criação do PS só não vê quem não quer.
    Se ainda assim foi alvo de brutais ataques da direita declarada e porque esta não gosta de concorrência.
    Enganou muita gente boa? Sim, enganou. E esse e um dos motivos porque estamos aqui.

  6. Vai chamar idiota ao diabo que te carregue.
    O PS se não é de direita sempre lhe fez o frete.
    Simplesmente a direita não lhe agradeceu porque essa gente não agradece a ninguém.
    E se achas normal que Costa tenha descido aí ponto de ir a Kiev e dar 350 milhões de euros a Herr Zelensky, quando não havia necessidade nenhuma de descer tão baixo, paciência.
    O Ministério Público quem não o conhecer que o compre. Por eles usariam a boa e velha tortura medieval contra os acusados. Sonham com impunidade e por isso quanto mais direita cafeteira houver melhor.
    O resto e conversa.
    O PS nunca foi esquerda. Foi uma criação da CIA. Se levou áreas muita gente honesta foi pena.
    Vai ver se o mar da choco.

  7. Eu preferia estar, agora, sob um governo PS, mesmo não gostando da sua “moderação” a favor da estabilidade (?), ou das atitudes seguidistas no plano internacional.
    Devo dizer que voto no PCP (até no bloco votei, uma vez) quando acho relevante e útil, mas ainda voto PS nas legislativas e, já agora, tenho imensa admiração pelo Bruno Amaral de Carvalho ( comprei e li o livro “8 meses no Dombass), mas não concordo com a narrativa “PS =PSD”.
    Sempre achei que se devia puxar pelo maior partido da esquerda em Portugal (digam o que disserem os puristas) do que empurrá-lo para a direita, dando força à fações seguristas ou carneiristas.

    O PCP e o Bloco sempre antagonizaram o PS por razões eleitoralistas, à espera de absorverem os votantes de “esquerda” à custa do definhamento dos xuxas.
    No fundo, qual tem sido o resultado das “lutas” da esquerda “pura” contra o PS? Governos radicais e austeritários capitalistas ++ (ultra liberais, o que quiserem).
    A esquerda “pura” compactuou com as manobras sujas do poder económico/financeiro desde que fosse para prejudício do PS porque, para eles, este não representa os valores da esquerda.
    Qual foi a reação do PCP, ou do Bloco na tomada dos meios de comunicação social estatais e controlo da informação (dos privados é um dado adquirido) pela direita?
    Desde que lhes dessem um minutinho de antena para cascar no PS, ‘tava-se bem.
    Quais foram as atitudes tomadas, ou mesmo declarações verbalizadas pelo PCP, ou Bloco, em reação às ações de “Lawfare” perpretadas pelo Ministério Público, com a colaboração de juízes corruptos, para anular o PS, ou mesmo derrubar governos? Rien.
    Pimenta no cu do PS é refresco para o PCP e Bloco, certo?
    Lembram-se do caso Casa Pia?
    E a escandalosa prisão do Sócras durante 9 meses sem acusação!? Direitos humanos com inimgos políticos? Nãã!
    As manobras do MP não arrancaram um comentário à esquerda do PS (nem a muita malta do mesmo, devo acrescentar)
    Na luta política por direitos laborais, onde estiveram os sindicalistas durante os governos do Passoilo alémtroika e do Montedemerda currupto?
    Depois da sobrehumana atividade dos profs no governo do Sócras, o Mário Nojeira desapareceu e só deu sinal de vida depois da troika para morder as canelas ao Costa. Agora, cumpriu a missão e vai reformar-se de vez?
    Alguma vez alguém denunciou essa fraude chamada STOP? Para não falar de outros que apareceram do nada, mas sempre no mesmo registo.
    Os funcionários da CP, tão ativos com o governo PS, só depois do governo da AD cair é que se lembraram que os gajos são mentirosos?
    A greve que afetou, principalmente, os mais pobres serviu para acicatar os ânimos contra as empresas públicas, principalmente uma que esteve sob a tutela do Nuno Santos. Foi erro estratégico ou era mais uma machadada nos mesmos para efeitos eleitorais?
    Continuo na minha: O PS precisa de ser limpo (agora, com a entrada em cena do Zé Luis Borrego, do Inseguro e do Merdina já vai ser tarde) mas, ainda assim, era melhor do que a merda que vamos ter que engolir, desculpem-me os “puros” da esquerda.
    Se há razões para criticar a atuação do PS? Claro, muitas. E daí, merecemos ser castigados com esta corja que vai vender o resto que, pelos vistos, o PS não tinha vendido?
    Não era melhor estarmos a discutir direitos adquiridos do que perdidos?
    Desculparem os péssimos resultados eleitorais, culpando o PS, não é moralmente honesto.
    Mas, ah como eles estão contentes! Pelo menos conseguiram cumprir o objetivo primordial:
    Derrotar a “direita” da esquerda. Os idiotas úteis!
    Volto a afirmar que preferia estar a ser governado pelos “fachos” socialistas mas, pelos visto, os “puros” convivem melhor com esta merda.

    Espero que, agora, apareçam os líricos do costume a iniciar a revolução e desatar à chapada, embora não tenha percebido bem a quem.
    Se calhar ao PS, está-se mesmo a ver.

    • Estás como o desesperança: desiludido, desorientado mas, sempre, obstinado no erro. Acrescentas-lhe o ressentimento mal dirigido.

    • Um abraço, amigo Vieira! Posso não concordar contigo em tudo, mas ao menos falas com o coração e não desatas à marrada contra tudo e todos, incluindo paredes, como os “puros”, que descarregam ressabiamentos e frustrações dando caneladas nos vizinhos da trincheira!

  8. Pois, entrar no bom caminho sob o olhar benevolente das potências que sempre aqueceram as costas a Salazar e Caetano.
    Se não fossem europeus e americanos nunca as sangrentas ditaduras ibéricas teriam durado tantos anos.
    O PS surgiu para esvaziar a esquerda sob os auspícios do tal amigo que não era da CIA.
    Por isso sempre fez o frete a direita e deve agora desaparecer porque já não faz falta nenhuma a quem o criou.
    Os pategos estão no bom caminho para voltar a penúria dos anos de Salazar e Caetano desta vez pelo seu próprio voto.

    • Para uma direita travestida de social-democrata, já bastará o PSD, pelo que o desaparecimento do PS (desde logo ultrajante na sigla exibida, quando decretou o socialismo na gaveta) sempre se pouparia nos impostos que recebe de subvenções enquanto partido! .

    • Tenho estado a ouvir, parece-me interessante. Seria bom que uma editora portuguesa publicasse algum (ou alguns) dos seus livros.

      https://portal.dnb.de/opac.htm?method=simpleSearch&query=139600787

      São pelo menos três, do que se depreende do link acima, mas o que me interessa mais é o primeiro da lista, que é também o da entrevista:

      https://www.amazon.com/Medien-Macht-Meinung-Renate-Dillmann/dp/389438834X

      E também este:

      https://www.amazon.com/Abweichendes-Ukraine-Krieg-German-Renate-Dillmann/dp/3982027799

      Vou estar atento a eventuais traduções futuras em inglês ou francês, que até agora parece que não existem.

    • Este jornalista (também alemão), Udo Ulfkotte, tem boas histórias para contar, nomeadamente o modo, ou modos, como ele próprio, enquanto jornalista, se deixou comprar e os vários “métodos”, ou “modalidades”, de pagamento. A imaginação dos “compradores” não tem limites. Já morreu, ainda relativamente novo, e, ao que parece, há algumas dúvidas sobre as circunstâncias da sua morte. Consegui comprar, há alguns anos, o primeiro da lista: “Presstitutes Embedded in the Pay of the CIA: A Confession from the Profession”. Tentei mais tarde adquirir mais, para oferecer a amigos, mas estava esgotado, ou “esgotado”, não tenho como saber. Não sei como está agora.

      https://www.amazon.com/Books-Dr-Udo-Ulfkotte/s?rh=n%3A283155%2Cp_27%3ADr.%2BUdo%2BUlfkotte

    • Udo Ulfkotte não se limita a uma confissão, depois de uma vida de “pecado”, chamemos-lhe assim. Apresenta-nos uma lista bem recheada de fretes que fez à sacanagem e, com uma grande dose de coragem e honestidade intelectual, descreve o modo como foi aliciado e recompensado. Mas não se limita a si próprio, já que descreve inúmeros casos concretos de “transacções”, principescamente recompensadas, no panorama merdiático alemão, com nomes dos “jornalistas” comprados, nomeadamente directores e editores, além de títulos de publicações, como os principais jornais e revistas do Reich, e datas dos artigos “comprados” e acontecimentos que lhes estiveram na origem.

  9. O PS tem de justificar porque nos ultimos 8 anos da sua governação, durante 6 anos os orçamentos da saúde ficaram pelos 50 % dos orçamentado e só não ficaram nos 8 anso porque existiu uma pandemia e não havia lata para cortar. E o silência duarnte muito mais tempo vai levá-lo á insignificância

  10. Mas não nos haviam dito que com o 25 de novembro, com o amigo Carlucci, o país, finalmente, livre de perigosos radicais, iria, finalmente, poder entrar no bom caminho?
    Não diz a sabedoria popular que «na cama que fizeres nela te deitarás»?🥸

    • De facto! “A palavra esquerda significa, hoje, pouco para os portugueses porque a identificam com partidos como o PS que sempre disseram uma coisa e fizeram outra”, Bruno Amaral de Carvalho disse quase tudo num post de 18-05 no FB, glosado neste blog. Muito melhor que ler choradinhos de arrependidos. Exactamente: o partido de Soares (homem de mão da CIA em Portugal) foi o cavalo de Tróia que a burguesia derrotada em Abril estacionou às portas da “democracia liberal”, que Novembro pariu. A propaganda, controlada pela mesma burguesia, fez o resto…

  11. E provável que o destino do PS seja o destino do PS francês. Sem um grande partido que se assuma como uma alternativa aos já diabolizados partidos de extrema esquerda e em quem quase ninguém vota porque se ganharem eleições vão comer criancinhas e vender Portugal a Rússia, os eleitores acabam nos braços da direita, em especial se aparecer um novo partido a direita.
    Em França os grandes beneficiários do esvaziamento do outrora poderoso Partido Socialista foram partidos de extrema direita que nao interessam nem ao Menino Jesus.
    Porque ninguém duvide que o En Marche do banqueiro Macron e tão de extrema direita como Le Pen.
    Em Portugal provavelmente o destino dos socialistas será o mesmo, tanto mais que vai insistir na mesma receita escolhendo um sujeito identificado com a ala direita do Partido e que provavelmente será ainda pior do que se revelou Pedro Nuno Santos que no último ano fez todos os fretes e mais alguns ao Governo de direita.
    Sim, isto tem tudo para correr pior ainda.

    • O PS Francês morreu pelas mesmas razões que levam à morte do PS Português, que é algo que já previ há uma década: o PS transformou-se num P”S”, i.e. num partido sem qualquer representatividade de quem trabalha, num partido sem sequer Social-Democracia, quanto mais um pingo de Socialismo. Tal como em França, primeiro mataram o Socialismo, depois exterminaram a Social-Democracia, e a seguir, só quando o partido deixou de ter eleitores é que exclamaram: “ah, que desilusão, e agora quem combate a Direita?”.

      Mas de exclamações parvas feitas por parvos já eu estou farto.
      Em França o eleitorado não está dividido entre Direita (Macron, NeoLiberal Pinocherista que deu a estocasa final denteo do P”S” francês) e a Extrema-Direita.

      Em França, o eleitorado divide-se entre em 3 grandes grupos, que competem a 3 pela vitória eleitoral nas Presidenciais e Legislativas:

      — uma coligação de forças anti-fascistas de diferentes sectores, a Frande Insoumisse de Mélénchon reúne forças de Comunistas, Socialistas, Sociais-Democratas, e Verdes, uns mais Eurocépticos e outros mais EUropeístas, uns mais críticos da criminosa NATO e outros mais cúmplices;

      — os NeoLiberais que fazem de conta que são democráticos e moderados, liderados pelo Macron, um mero capataz dos banksters e oligarcas franceses;

      — e uma Direita de Le Pen que pelo seu discurso atrativo anti-sistema reúne conservadores e patriotas (nada de mal aqui, bem pelo contrário), mas também é o local onde votam nacionalistas, fascistas e racistas.

      Em Portugal esta divisão existe de forma igual do ponto de vista ideológico, mas não do ponto de vista das proporções.

      — a Esquerda é só cerca de 10%, do PCP, BE e Livre, e pior: nem sequer uma coligação tem capacidade para fazer como em França;

      — os NeoLiberais Pinochetistas e traidores do país (e em particular dos trabalhadores) são o PAN, PS, PSD, CDS, e IL, num total que continua há décadas acima dos 60%, e é a causa do estado a que isto chegou;

      — e o Chega, que tem o mesmo perfil do RN da Le Pen, com uma nuance: em Portugal não há patriotismo, e a propaganda da NATO/EUA penetra +95% das pobres e indefesa mentes do ignorantíssimo eleitorado português.

      O povo em França já viu qual é o problema, o Macron e a facção NeoLiberal Pinochetista e traidora já só tem 15% de aprovação e semelhante votação nas eleições Europeias, e na primeira volta das Presidenciais fica pouco acima disso.
      As chantagens “ai a extrema esquerda” e “ai a extrema direita” cada vez enganam menos pessoas, e pouco tempo falra para França se ver livre do problema, pois já faltou mais para se ver umas Presidenciais onde os dois mais votados (que passam à segunda volta e disputam a presidência, e passam como favoritos à chamada “terceira volta” que são as legislativas francesas) serão a Esquerda+Centro anti-fascista e a Direita patriota+nacionalista.
      Nesse momento, será o momento da verdade para a França: troc o problema (NeoLiberais) por uma solução (Mélénchon) ou por um problema de cor diferente (Le Pen)?

      Em Portugal, o povinho ignorante continua a dar maioria de dois terços ao problema: PAN + PS + PSD + CDS + IL.
      Enquanto assim for, o Chega continuará a subir, de eleição para eleição.

      Já a Esquerda anti-fascista (que reúne os anti-UE do PCP, os Eurocépticos que já há várias eleições deixaram de votar no BE, os Euro-resignados que foram votando na Mortágua, e os EUro-iludidos do Livre) vai continuar abaixo dos 15%, como tem sido hábito.
      A excepção foram as eleições europeias durante a austeridade, e as eleições que deram origem à geringonça, onde a Esquerda soube capitalizar o descontentamento.
      Mas devido a um conjunto de erros próprios, de limitações do eleitorado, e de muita, mas mesmo muita prooaganda e manipulação dos meios de comunicação social detidos pelo regime (oligarquia nacional, e UE e EUA) e dos seus bots nas suas redes sociais, a Esquerda portuguesa está neste momento a ser efectivamente cancelada.

      Aliás, faço já aqui um leitura alternativa do que se passou nestas últimas eleições:
      — o PCP foi cancelado pela propaganda da NATO+Nazis e pela rigidez discursiva que os impede de captar novo eleitorado que substitua os velhotes wue vão morrendo;
      — o BE foi destruído em parte pela própria liderança (ao encostar-se à NATO+Nazis) e em outra parte pelo paleio mentiroso do PS (o “ah e tal vocês é que acabaram com a Geringonça);
      — e o Livre não fidelizou voto nenhum (ou fidelizou poucos), simplesmente o seu crescimento é na realidade uma inflação conjuntural pois foi o caixote do lixo (ou voto de protesto) de uma parte do BE (os que comeram a mentira sobre a morte da Geringonça) e do PS (os mais esquerdistas que olham para Pedro Nuno Santos e vêm o que realmente ali está: um Macron, mas na versão super-incompetente).

      No final de contas, voltou a ganhar o meu partido, o da abstenção, e teve um crescimento de meio milhão de votos.
      Haverá muitas razões diferentes, mas vou falar só das minhas:

      — não reconheço qualquer legitimidade a um sistema eleitoral onde os partidos da frente elegem deputados sem ter votos, enquanto que partidos mais de trás têm votos atirados LITERALMENTE para o lixo, o que levou o BE a ter 1 deputado apesar de ter votos para 4, e no passado levou o CDS a ficar sem deputados mesmo quando teve votos para pelo menos 2. Nos distritos mais pequenos chega-se ao absurdo de só se eleger deputados de dois partidos ou só de um, indo todos os outros votos para o LIXO. Esta lei anti-democrática VIOLA a Constituição, foi feita pelo PS+PSD, e leva a um total de votos desperdiçados que ronda os quase 1 MILHÃO de votos;

      — mesmo que houvesse democracia representativa, não haveria soberania. Portugal não decide nada. Tudo são ordens de Bruxelas (UE), Frankfurt (€uro), Washington/Londres (NATO), e Jerusalém ilegalmente ocupada (lobby sionista genocida).
      Sendo que desde 2022, há ainda uma influência de NAZIS vinda de Kiev, que é tolerada pelos portugueses devido a toda a lavagem cerebral feita pelas Fake News deste regime imperial ocidental, que os portugueses comem, até a última migalha, sem qualquer capacidade de contraditório.
      Ou seja, quando o cidadão chega à urna de voto, o seu voto é baseado numa mentira. Logo esse resultado eleitoral é ilegítimo. E mesmo que fosse legítimo, há forças externas opressoras que nos dão ordens e ameaçam os países que não lhes obedecerem.

      Tenho muitas mais razões para não votar em Portugal, mas fico-me por estas, que são as mais importantes, são factuais, e provam que Portugal já não é a democracia livre representativa e soberana que está definida na Constituição desde 1976.
      Portugal é hoje uma parvónia repleta de ignorantes, uma mera província totalmente vassala de um império criminoso, fascista, nazi, terrorista, colonial, e genocida.

      Enquanto que França ainda tem hipóteses de resolver o problema via eleições, Portugal já passou essa fase.
      O estado a que isto chegou pede, como disse um certo Major-General português, uma nova revolução, para RESTAURAR o 25-Abril, a independência, a decência, e a democracia representativa e soberana! E ainda mais importante, para nos tirar da vassalagem ao império (EUA/NATO) que nos está a levar para morte certa, economicamente, demograficamente, e quiçá até num alargamento da guerra por procuração (planeada, provocada, iniciada, e prolongada pelos EUA/NATO, em Kiev agora, em Taiwan em breve, e não só!) contra a maior super-potência da história da humanidade: a aliança entre Rússia e China.

      Uma aliança sem um pingo de intenções ofensivas, uma aliança que tiveram de forjar por motivos existenciais, para se defenderem da permanente e crescente agressão anglo-americana, à qual os nossos traidores prestam total vassalagem, e onde nos condenam a ser cúmplices de crimes contra a humanidade, mas sempre apresentados nas Fake News (RTP, SIC, TVI, BBC, FOX, CNN, Euronews, etc) como sendo acções “defensivas”, e em nome da “liberdade” e “democracia”.
      Não!
      No dicionário NeoLiberal, “defensivo” é cometer genocídio em Gaza e destruir por completo a Líbia e colocar armas de destruição em massa a toda a volta da Rússia e China, “democracia” é obedecer a Washington e Bruxelas e sermos aliados de nazis em Kiev (ao ponto de proibirmos as celebrações do Dia da Vitória a 9-Maio) e colaboradores de terroristas da al-Qaeda na Síria (agora no poder em Damasco), e “liberdade” é vivermos numa bolha de desinformação (Fake News) onde não sabemos a verdade, e onde os reais jornalistas (aqueles que denunciam os crimes dos regimes ocidentais e recusam ser corrompidos pelas USAID, NED, e companhia) são cancelados, emeaçados, vigiados, presos, e assassindos.

      Enquanto isto se passa, onde estão os portugueses?
      Nas ruas a deitar foguetes porque uma equipa de bola ganhou uma competição, na praia descansados a dormir a sesta ou a ler revistas cor-de-rosa, em casa a ver reality shows sobre “casados” e outras putarias, ou serem treinados para se salivar, que nem o cão de Pavlov, quando ouvem a campainha nas Fake News: “terroristas” do Hamas, “agressão” de Putin, “perigo” da China, “negacionistas” da pandemia, “extrema” Esquerda que “vai destruir” a economia, os “irresponsáveis” que não se querem integrar no “paraíso” da UE, o excesso de “socialismo” que nos impede de crescer, etc.
      E o que eles se fartam de salivar, meu deus, parece uma cascata…

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