(Por Alberto Carvalho, in Facebook, 16/05/2025, Revisão da Estátua)

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Há momentos em que a história muda de tom sem mudar de tema.
O regresso de Trump à presidência dos EUA, a ausência estratégica de Putin em Istambul e a persistência quase solitária de Zelensky em palco mostram que a guerra já não se faz só de tiros – faz-se de tempos, gestos e simbologias.
Num Ocidente onde o ruído vale mais do que a razão, é fundamental saber reconhecer quem pensa – e quem apenas reage.
2. Putin sabe que a guerra, como a política, é uma arte de paciência. Ao recusar Istambul, não recusa a paz – recusa a pressa. Manda emissários de segunda linha para medir o pulso, mas mantém-se ausente como quem diz: “Nada de essencial acontecerá sem mim.” A sua estratégia é clara: esperar pelo enfraquecimento ocidental. E nisso, conta com o aliado que acaba de regressar à Casa Branca.
3. Trump não voltou para gerir – voltou para dominar. O seu estilo é personalista, imprevisível e brutalmente eficaz em dividir. Ao insinuar que só ele e Putin podem resolver a guerra, diz ao mundo que os sistemas coletivos falharam – e que resta confiar nos homens fortes. É o regresso da diplomacia do espetáculo, da política como encenação – e da geopolítica como negócio.
O que se perde? A ideia de bem comum. O que se ganha? Um mundo à mercê de impulsos.
4. Zelensky resiste com palavras, porque sabe que o silêncio é agora mais perigoso que o fogo. Vai a Istambul, fala em fóruns internacionais, apela a uma Europa que já não sabe se quer ouvir. Ele não representa apenas a Ucrânia – representa o último elo entre a convicção e a desilusão, entre o ideal europeu e a sua erosão interna. Se for abandonado, não cairá só Kiev – cairá a ilusão de que os princípios ainda mandam no mundo.
5. Putin joga com o tempo. Trump com a encenação. Zelensky com o desgaste. E os europeus? Os europeus oscilam – entre o medo e a amnésia. A tentação de um acordo “possível” cresce. Mas há paz que, sendo assinada, soa a capitulação. E há soluções que, sendo convenientes, só adiam a próxima tragédia.
6. E enquanto tudo isto acontece, Portugal vota no domingo. Num tempo em que o ruído político é global, importa lembrar que o voto não é um grito – é uma escolha. E que a lucidez exige mais do que indignação.
Há partidos que prometem ruturas – mas sem planos. Outros, que encenam coragem – mas sem coerência.
E há quem, com todos os erros, tenha sustentado o país em crises internacionais, financeiras e sociais – e evite agora cair no canto fácil do populismo? Mesmo entre dúvidas e críticas, mantém o rumo da estabilidade e da solidariedade social, com um Estado forte que Portugal tanto necessita? Não se trata de fanatismos. Trata-se de responsabilidade. De perceber que há alturas em que o centro não é cobardia – é resistência. Que o populismo não precisa de tanques – basta-lhe o desânimo. E que, num mundo a braços com a erosão das democracias liberais, votar com a cabeça fria pode ser o último ato de cidadania lúcida.
No domingo, como em Kiev, como em Bruxelas, como em Washington, joga-se mais do que parece. Joga-se o futuro – e a forma como ainda queremos enfrentá-lo.
“o homem apelou à descarada no voto no PS”
“E apelar ao voto no PS num texto em dia de reflexão é uma pouca vergonha porque nos está ainda por cima a vender gato por lebre”
“Mais lhe valia ter cumprido as regras do dia de reflexão e ter ficado calado”
Continuas a chutar para canto e a não esclarecer de quem estás a falar. Afinal quem foi o caramelo que cometeu esses pecados todos? Quanto ao que aconteceu ontem, tem principalmente a ver com a incoerência, arrogância e ligeireza com que muitos tratam princípios em cuja defesa deviam ser claros, assim os desacreditando e escancarando a porta a demagogos. Com alguma introspecção, conseguirás perceber o que quero dizer.
Já te disse que não li o texto, porra! Tenho de te dar uma prova que disse a verdade?
E achas que depois do que aconteceu ontem não tens nada mais importante para fazer e sobre o que escrever se não aquilo que eu comento?
Acorda, homem!
Pois pois, não leste o texto, mas isso não te impediu de dizer: “Uma coisa é certa. Em dia de reflexão o homem apelou à descarada no voto no PS. Uma prática condenável.” Se tivesses lido o texto evitarias fazer figura de mentiroso, pois o homem (o Brás Cubas) não faz absolutamente nada disso!
“Por isso não estava a responder ao texto porque não o li. E apelar ao voto no PS num texto em dia de reflexão é uma pouca vergonha porque nos está ainda por cima a vender gato por lebre. (…) Mais lhe valia ter cumprido as regras do dia de reflexão e ter ficado calado. E disso que estamos a falar e não no texto do Brás Cubas.”
Se não estás a falar do texto do Brás Cubas estás a falar do quê e de quem? O dele é o único texto aqui publicado em dia de reflexão e sobre o dia de reflexão. O do Alberto Carvalho não foi publicado em dia de reflexão e apela ao voto “no centro”, seja lá isso o que for, mas que tanto dá para PS como para AD. Como já referi acima, estás a exagerar na ginástica, nos golpes de rins, e isso é perigoso, podes apanhar um torcicolo!
Há muitas coisas que aqui dizes que subscrevo, como já deves ter percebido, mas flic-flacs primários e facilmente desmontáveis como estes não te desacreditam apenas a ti, mas também as posições eventualmente correctas que tomaste no passado ou poderás expressar no futuro. E eu tenho todo o direito de velar por que tais posições, já de si infelizmente minoritárias, não sejam abastardadas e desacreditadas.
Se a boquinha e cá para estas bandas eu nem tinha lido o texto.
Porque eu penso pela minha cabeça e acho que e uma boa ideia um dia sem representantes partidários a grunhir, muito menos cheganos que perturbam um treino para apelar ao voto num partido que se a Constituição Portuguesa fosse mesmo cumprida já teria sido ilegalizado.
Por isso não estava a responder ao texto porque não o li.
E apelar ao voto no PS num texto em dia de reflexão e uma pouca vergonha porque nos esta ainda por cima a vender gato por lebre.
Não nos livramos de privatizações ruinosas, crise na habitação, aumento exponencial de pessoas sem abrigo e meter dinheiro no atoleiro da Ucrânia.
Mais lhe valia ter cumprido as regras do dia de reflexão e ter ficado calado. E disso que estamos a falar e não no texto do Bras Cubas.
E não estou a espera de ir para o Reino dos Céus dado que a minha crença se resume vagamente a um santo protector dos cachalotes e que espero continue a proteger aqueles que por terem dado vacina porca estão agora mais parecidos com uma baleia azul na sua vertente “baleinoptera músculos”.
Grande Brás Cubas, se não estivesses morto casava-me contigo! E não ligues aos filisteus que, sem um segundo de reflexão, te lêem fazendo o pino! Deles não será, isso te garanto, o Reino dos Céus!
E grande Zé Povinho, que me pôs a rir sem reflectir!
Uma coisa e certa. Em dia de reflexão o homem apelou a descarada no voto no PS.
Uma prática condenável mesmo que, no meu caso concreto, ache um mal menor que votar em qualquer um da tripla AD, IL,Chega.
Ma como toda a gente se está nas tintas para a reflexão, o que e que se vai fazer.
Ontem num ginásio que um conhecido meu frequenta, um outro utente, não indo treinar, teve o descaramento de gritar a porta “amanhã, votem em consciência, votem Chega”.
Claro que como o sujeito não acredita que quem vota Chega tenha consciência de porra alguma, o sujeito teve um peso pelos cornos abaixo por um triz.
Pior mesmo foi a defesa igualmente descarada de Herr Zelensky daí que eu não perceba o sentido do título.
Porque não e de certeza o PS quem nos livrara do atoleiro da Ucrânia e da guerra que esse atoleiro ainda pode dar.
Alias, foi Costa quem rumou a Kiev e deu ao grotesco palhaço 250 milhões de euros que muita falta ficaram a fazer por cá.
Em resumo, o articulista pode ir ver se o mar da choco, do grande, daquele que e bom para grelhar.
https://www.paginaum.pt/2025/05/17/dia-de-reflexao-o-unico-feriado-democratico-que-nada-celebra-e-tudo-proibe
A apologia de zelensky e o apelo subrepticio à continuação da guerra (europeia?) contra Putin (a Rússia?), enquanto não há uma palavra contra o genocídio perpetrado pelo sionismo, também não deixam dúvidas sobre as inclinações partidárias do alberto carvalho & gpt, lda.
O escriba Alberto de Carvalho Narrador escreve em verso, mas não será poeta. E professor, também não, apesar do confessado amor pelo Ensino. A sua proficiência em postas no Facebook não é compatível com horário de professor. Parece mais um colectivo de avençados do PS, dadas as acusações que fazem ao PSD pelas privatizações cavaquistas e passistas. Esquecem-se é das privatizações guterristas, socratistas, costistas…
Tudo embrulhado em patois neoliberal, como convém a um partido rendido ao neoliberalismo da UE. Com que então “votar ao centro” é lutar contra a “erosão de democracia”, hein?! Democracia “liberal”, lá está…
Entretanto, aquilo de que verdadeiramente importa falar:
https://expresso.pt/blitz/2025-05-17-eurovisao-ameaca-multar-televisao-publica-espanhola-se-voltar-a-mencionar-numero-de-mortos-em-gaza-na-final-deste-sabado-0936117c
Eu (e nesta caixa de comentários apenas eu) digo que o homem é burro e tu, em marcação cerrada, homem a homem, saltas logo com um “Não sei se é burro ou nO”. Mas agora queres que acredite que “Nem pensei em ti”. Logo em seguida garantes que o homem que, pouco antes, não sabias se era burro ou não, afinal “De burro não tem nada”. E reforças, duas ou três linhas depois: “o homem é avençado e não burro”. Pôcera, pá, é muita ginástica, muito golpe de rins.
Nem pensei em ti. Simplesmente não me dou a achar que posso aferir da inteligência ou não inteligência de alguém. Não me acho assim tão sapiente.
O homem e um avençado e diz que lhe mandam. De burro não tem nada ou não tinha chegado onde chegou.
Dei a resposta na boa e tu saltas a israelita. Um bombardeamento em resposta a um projéctil imaginário.
E repito, o homem e avençado e não burro. Diz e escreve o que lhe mandam porque sabe o que lhe convém.
Não e xingado de Putinista nem mandado para lá do sol posto
E e isso que torna gente desta perigosa enquanto pensamos que eles são só burros.
Mas fica lá com a bicicleta.
Um tipo que, quando há uns dois anos o Medvedev relembrou o velho sonho de “uma Europa de Lisboa a Vladivostok”, passou largos minutos do noticiário da TVI, de olhos esbugalhados, a dizer que aquilo era uma ameaça aberta de invasão da Europa pela Rússia, só pode mesmo ser burro, e sem remissão possível. E quando até o salta-pocinhas Paulo Portas, perante a parvoíce, se sentiu obrigado a esclarecê-lo de que a ideia de “uma Europa de Lisboa a Vladivostok” era uma promessa de paz e cooperação entre Rússia e Europa e não uma ameaça, ainda me lembro da resposta dele: “Mas neste contexto…” e o contexto, para ele, era a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O Portas, envergonhado, voltou a tentar convencê-lo de que não, mas o gajo insistia, e mesmo quando finalmente desistiu foi com aquele ar de sabichão que não se deixa convencer, estilo “Tá bem, abelha, podes teimar à vontade mas não me convences, porque eu sou o mais esperto da galáxia e arredores e tu és um ingénuo. Aquilo foi uma ameaça de ocupação da Europa toda, até Lisboa, e o resto é conversa para boi dormir”.
Se isto, além de dezenas de outras bojardas que ouvi da boca do homenzinho, não é prova de burrice, além de ignorância pretensiosa e bacoca, então eu sou o rei da Prússia! Mas, de há uns tempos para cá, há pouca coisa que eu diga que não ponhas imediatamente em causa com correcções ou dúvidas, ou que não interpretes dando-lhe um sentido que não é o meu. Estás no teu direito, não me passa pela cabeça tentar limitá-lo, mas depois não te queixes de que não te largo o pé, porque quando o faço é sempre porque agarraste no meu primeiro.
Não sei se é burro ou nO, mas e de certeza o tipo de Chico esperto de que ninguém precisa agora.
Burros são de certeza quem hoje votar Chega também por o Ventura, que estava a despencar nas sondagens, ter vindo fazer o número do doentinho.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
Tal como o relógio avariado que, malgré lui, consegue estar certo duas vezes por dia, Manuela Moura Guedes, essa execrável criatura cuja fuça anda, afortunadamente, desaparecida dos écrãs, disse uma vez, a propósito do pivoto e seu ex-colega de trabalho José Alberto de Carvalho, o seguinte: “O Zé Beto é burro!” Eu acrescentaria que tenho o rapaz na conta de um sonso vaidoso, aparentemente convencido de que a sua “magnífica” voz provoca orgasmos nas pedras da calçada.
Será ele o Alberto Carvalho que assina esta coisa a modos que assim? Se é, fica mais uma vez provado que Fraulein Guedes tinha razão.
Concordo, quanto mais depressa alguém de bom senso atirar para o fundo de uma masmorra o pirilau de Kiev melhor. O problema e que na Ucrânia Ocidental e capaz de esse bom senso não chegar nem quando estiverem a mandar para a frente de combate crianças de 10 anos, como aconteceu na Alemanha nazi.
— “É o regresso da diplomacia do espetáculo, da política como encenação – e da geopolítica como negócio.”
“Regresso”?! Pôcera, de que planeta é este caramelo?
— “O que se perde? A ideia de bem comum. O que se ganha? Um mundo à mercê de impulsos.”
Como é que se perde uma coisa que se perdeu há muito? E ganha-se “um mundo à mercê de impulsos” onde? Só nas divagações hipócritas de lacaios parasitas, sonsos e aldrabões, defensores caninos de um mundo de cálculos, manobras e jogadas vigaristas, que é o que temos hoje!
— “Ele [Zelensky] não representa apenas a Ucrânia – representa o último elo entre a convicção e a desilusão, entre o ideal europeu e a sua erosão interna. Se for abandonado, não cairá só Kiev – cairá a ilusão de que os princípios ainda mandam no mundo.”
Se o pirilau pianista de Kiev cair, “cairá a ilusão de que os princípios ainda mandam no mundo”?! WHAT?! Quer este rapaz dizer que “os princípios que ainda mandam no mundo” são os de um palhaço corrupto cocainómano, para quem as vidas de milhares de compatriotas valem zero? Será porventura este o único ponto em que tem alguma razão, mas esse é talvez o seu mundo, não o meu. E quanto mais depressa acabar melhor!
Este escriba deve ser poeta !
Bem visto… 🙂
E quais são os princípios que se perdem se Herr Zelensky for abandonado? Os princípios do apoio a nazis, corruptos, drogados e afins? Só se forem esses.
Decididamente, vai ver se o mar da choco.
Se está a falar do PS pode ir ver se o mar da choco. O pouco que fez de bom nos anos da troika foi por acordos escritos com os parceiros a esquerda.
Que logo tratou de apunhalar pelas costas chamando a si as melhorias na vida das pessoas que os anos da geringonça trouxeram.
Para conseguir a maioria absoluta e se enredar em casos e casinhos.
Por acaso o PS quer livrar nos de meter dinheiro e quem sabe homens no atoleiro da Ucrânia?
E uma voz forte contra o genocídio em curso em Gaza?
Quer impor o necessário tecto nas rendas que e a única maneira de garantir habitação acessível? Por travão a praga do alojamento local?
Centro? Vão ver se o mar da choco.
E desde quando e que o Trump é aliado de Putin? Mais um mito que e só triste.
Ai, Estátua…
O impulso de fazer o frete ao partido da “ética republicana” às vezes suplanta a razão. E fere a sensibilidade e o bom senso…