(Carlos Esperança, in Facebook, 23/04/2025, Revisão da Estátua)

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Ministério Público – Na terceira vez que entrou em período eleitoral, prejudicando o PS, criou uma investigação preventiva para arquivar suspeitas graves sobre o líder do PSD; depois, inventou outra para, através da imprensa, criar suspeitas sobre o líder do PS.
Primeiro-ministro – Montenegro foi à Madeira inspirar-se em Miguel Albuquerque para aprender com o exemplo a ganhar as eleições. Não foi por acaso que prometeu continuar a governar(-se), mesmo que fosse constituído arguido. É a ética a render votos.
Funeral do Papa – Marcelo, Montenegro, Aguiar Branco e Paulo Rangel vão ao funeral do Papa, e deixam o Moedas. Acompanham o Papa à última morada, mas regressam. É, aliás, o regresso que preocupa, depois de gozarem a época baixa da hotelaria romana!
André Ventura – O homem é tão pequenino que cabe numa casa de 30m2 onde cabem ainda o Moedas e as malas do Miguel Arruda. Trump há de orgulhar-se dele por ver no discípulo um modelo tão inspirador.

Ministério da Administração Interna – Em 14 de abril disse ignorar em absoluto o apagão do capítulo sobre a extrema-direita do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) e como o Governo não mente só pode presumir-se uma relação difícil com a verdade e fácil com o álcool. (Ver na imagem ao lado).
Presidente da República – O homem gosta de funerais, mas podia ter-nos poupado às suas divagações sobre a vida eterna e à convocação dos telespetadores para comunicar estados de alma às 20h quando podia não o fazer ou tê-lo feito a qualquer hora.
25 de Abril (1) – Depois de ter substituído o Primeiro-ministro, o Presidente da Assembleia da República e a maioria, e alterado a correlação de forças na Assembleia da República, o Presidente da República não podia desejar melhor, para preitear o pai, do que deixar o país de luto no 25 de Abril e com as forças antidemocráticas à solta. Isto não se inventa.
25 de Abril (2) – A emigração do Estado e o luto papal no dia da Liberdade é a maior canalhice dos últimos 51 anos pós Abril. Isto é o recreio do Presidente da República, Primeiro-ministro e Presidente da Assembleia da República que exoneram o patriotismo, a democracia e a decência e transformam o Estado em offshore da democracia.
E estão se tão nas tintas que se estão a servir de um pretenso luto por um Papa cujos ensinamentos nunca seguiram para justificar a não participação nos festejos do 25 de Abril.
Assim se vê o seu real desprezo pelo 25 de Abril e pela liberdade que ele trouxe.
A verdade e que todos os políticos de direita sabem que seriam parte da elite e teriam grandes vidas mesmo que a ditadura fascista tivesse continuado por serem famílias de elite.
E se a mesma tivesse continuado poderiam ter todos os negócios que quisessem sem que ninguém se atrevesse a abrir pio.
Numa altura em que a extrema direita cresce em todo o lado como uma praga temos uma direita que deixa cair as máscaras e renega a Revolução que trouxe a liberdade com um pretexto que não tem sentido nenhum.
Um pretexto que não seria aceite nem pelo pretenso homenageado que, ao contrário do que pensaram alguns que o elegeram, de neoliberal com tintas de fascista não tinha nada.
Tudo isto e triste e também assustador porque mostra que as máscaras caíram e que, dependendo do que fizermos no próximo dia 18 uma nova noite pode cair nos em cima mais depressa do que esperamos.
Mais do que nunca, e tempo de 25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!
Claro que não houve uma linda noite fascista mas uma longa noite fascista. Raio de corrector que não corrige porra nenhuma.
E que de linda aquela noite não teve nada.
Bem analisado, Whale. Os meninos do coro deste desgraçado país estão-se nas tintas para o dia da liberdade. Francisco, se pudesse, levantava-se do caixão para lhes chamar hipócritas.
E uma canalhice um estado laico tingir de luto por um líder religioso um dia que deve ser de festa e comemoração da liberdade.
Mas a maior canalhice foi cometida em 2022 quando, por videoconferencia, se deu a palavra nada mais nada menos que a Herr Zelensky.
Se queriam mostrar se solidários com a Ucrânia tinham muitos outros dias.
Nao tinham era o direito de, no dia em que se celebrava o fim de uma longa ditadura fascista, darem a palavra e louvarem um liberticida que por essa altura tinha muitos opositores a estiolar em masmorras e ilegalizado a maior parte dos partidos políticos, excepto os partidos fascistas e o seu próprio.
Os deputados do partido cujos militantes mais sofreram nessa linda ditadura não tiveram estômago e tiveram a dignidade de abandonar a sala.
O que deu mais um mote para que o partido fosse ainda mais diabolizado e acusado de pro russo, Putinista e o mais que lhe quiseram por.
Já os deputados do Bloco de Esquerda cavalgaram a onda e assistiram e aplaudiram aquele que no seu país era um verdadeiro carniceiro da gente de esquerda.
Essa foi uma canalhice sem tamanho.
Esta e diferente. Se a de Herr Zelensky cuspiu na memória dos que em Portugal morreram pela liberdade esta nega a própria laicidade do estado e faz nos também regressar a um tempo em que essa mesma laicidade era muitas vezes negada. O da linda noite fascista.
Já agora. Um homem corajoso e decente como foi o Papa Francisco não merecia uma trapalhada destas.
Esta subscrevo a 100%.
Vá-se lá saber porquê, lembrei-me do título em português do “Animal Farm”, do Orwell: “O Triunfo dos Porcos”. E ospois lembrei-me da sabedoria do caçador: “Deixa-os Poisar!”