A Europa em estado de choque – Munique 2007, Munique 2025

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 17/02/2025, Revisão da Estátua)


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Cumpriram-se 18 anos sobre aquela Conferência para a Segurança de Munique – a conferência iniciou-se em 10/02/2007 -, no decurso da qual Putin ofereceu à Europa e ao mundo a sensata proposta para o desenho de um sólido compromisso para a paz e cooperação baseado no reconhecimento da soberania e independência, na não ingerência, no desescalar das tensões e na imediata cessação da expansão da NATO.

Então, Putin afirmou:

 «É óbvio que a expansão da NATO não tem qualquer relação com a modernização da própria Aliança ou com a garantia da segurança na Europa. Pelo contrário, representa uma provocação séria que reduz o nível de confiança mútua. E temos o direito de perguntar: contra quem se destina essa expansão? E o que aconteceu com as garantias que os nossos parceiros ocidentais fizeram após a dissolução do Pacto de Varsóvia? Onde estão essas declarações hoje? Ninguém sequer se lembra delas».

O discurso de Putin foi recebido com o fogo da arrogância e o gelo da verdade incómoda por americanos e seus atrelados europeus. Não quiseram discutir, não quiseram, sequer, compreender a posição da Rússia, pensando tolamente que o tempo corria pela NATO e que à Rússia cumpria conformar-se, obedecer e ajoelhar.

Passaram 18 anos e hoje, no desespero do bunker de Paris, Macron e os pequenos aventureiros vão esgrimir bravatas, se bem que aqueles que hoje mais cabelos arrancam tivessem sido os principais responsáveis pela guerra, pela imolação da Ucrânia e pela inapelável derrota da “Europa”.

 Hoje, a Europa é a Rússia, pelo que se os pequenos trastes não o compreenderem, terão de abandonar quanto antes o poder para darem lugar a governos que cooperem com Moscovo para o renovo da paz e da prosperidade no continente.

Fonte aqui

4 pensamentos sobre “A Europa em estado de choque – Munique 2007, Munique 2025

  1. O Marselfies em visita oficial ao Brasil já veio dizer que os portugueses e europeus são leais aos seus aliados, e que gostam que estes lhes retribuam a fidelidade.
    Nas suas divagações habituais, esqueceu-se de dizer, como habitualmente, a verdade. Os europeus são vassalos dos EUA, no âmbito da NATO e da UE (que foi capturada pelos interesses de poder e expansão militar da NATO, sob o domínio dos EUA), aos quais a potência a que se submeteram não deve qualquer lealdade, nunca existiu isso, só nos melhores sonhos molhados dos “atlantistas” inveterados, crédulos e cooptados, a soldo e ao serviço do “farol do mundo livre”.
    Portanto, conversa de “corno manso” que foi na cantiga porque decidiu acreditar num mito.

    • Se nem com as escutas que os norte-americanos faziam aos “grandes líderes” europeus, que levaram Barack Obama a resolver o escândalo com um simples e dissimulado pedido de desculpas, se nem com as leis de dados e informações, que permitiam o acesso das agências de informações norte-americanas ao registo civil e outras bases de dados do Estado Português, Marcelo acordou para a realidade, então é um ignorante que temos como PR. A alternativa é ser mentiroso, e é o mais provável, pela força do exemplo dos seus mandatos e dos anteriores, como Cavaco Silva, que em vésperas da ruína e colapso do BES, de origem criminosa, como é habitual no sistema bancário e financeiro capitalista, garantia a sua fiabilidade e solidez aos portugueses, enquanto PR. Também não consta que tenha havido reciprocidade dos EUA em fornecer os seus registos civis, etc, aos estados europeus, enquanto os exigia a estes.
      Já agora, qual é a lealdade e a reciprocidade em actos como a sabotagem do Nord Stream, de que já nem interessa ouvir falar? Pois… lealdades “atlantistas”…

  2. Assim se resume toda a incompetência, toda a incapacidade analítica e política, todo o degredo que é a actual (e a anterior) União Europeia, que com a recondução de von der Leyen ao cargo de presidentes da Comissão Europeia reforçou este rumo de degradação e inaptidão. A António Costa deram-lhe um presente envenenado, e ele aceitou, confiante que o salário, as mordomias e o prestígio o levavam longe. Bem, quanto ao prestígio é melhor esquecer, que já ninguém respeita a UE, agora vamos ver se esta continua a evoluir para uma organização totalitária e supremacista, para a desgraça ser total. Já faltou menos para que a Kallas mandasse calar todos os “putinista” que não querem ver os seus filhos, sobrinhos e netos marcharem na direcção de Moscovo, ficando pelo caminho, e iniciasse o recrutamento forçado, como tanto anseiam os pategos úteis dos “grandes líderes” europeus.

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