Costa insiste no apoio total à Ucrânia, sem qualquer iniciativa diplomática da União Europeia

(João Mc-Gomes, in VK, 04/01/2025, Revisão da Estátua)

“Como Ícaro seduzido pelo brilho de um Sol sem calor, ele alçou voo, deixando para trás o ninho onde um dia guardou os seus valores, apenas para descobrir que as alturas que almejava eram feitas de vazio e reflexos fugazes.”

É isso que penso de António Costa e da sua atual apetência pela hipócrisia politica. Pensa ele que vai “salvar a UE” da desgraça em que os seus dirigentes a colocaram, nesta e noutras matérias!?


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António Costa defende o reforço da segurança na UE para assegurar a paz no continente. O presidente do Conselho Europeu, que iniciou funções há um mês, disse que a Ucrânia “continua a ser a prioridade” e que é preciso apoiá-la “tanto quanto necessário, enquanto for preciso”, a caminho do terceiro aniversário do conflito, que ocorrerá no dia 24 de fevereiro de 2025.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu que é necessário “reforçar a segurança para garantir a paz na Europa”, por ocasião do arranque da presidência polaca do Conselho da União Europeia (UE). Assim:

A nossa União [Europeia] nasceu como um projeto de paz depois da Segunda Guerra Mundial, e precisamos de reforçar a nossa segurança para assegurar a paz na Europa“, disse António Costa, durante uma cerimónia, em Varsóvia, para assinalar o início da presidência rotativa do Conselho da UE.

O presidente do Conselho Europeu, que iniciou funções há um mês, acrescentou que a Ucrânia “continua a ser a prioridade” e que é preciso apoiá-la “tanto quanto necessário, enquanto for preciso“, a caminho do terceiro aniversário do conflito, no dia 24 de fevereiro de 2025.

A defesa é uma “prioridade estratégica” para a União Europeia, considerou o ex-primeiro-ministro de Portugal.

António Costa lembrou que organizou para o início de fevereiro um encontro informal entre os presidentes e primeiros-ministros dos 27 países do bloco comunitário, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para abordar a cooperação nesta área.

Alinhando com a narrativa da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu pediu um reforço da cooperação com a NATO (23 dos 32 Estados-membros da Aliança Atlântica são também da UE).

António Costa considerou que o facto de a primeira presidência semestral de 2025 caber à Polónia vai ser “uma inspiração”, pela “força de resistência” da população numa altura de “interferência estrangeira que ameaça a integridade democrática”.

A Polónia assumiu no dia 01 de janeiro e conduzirá até 30 de junho a presidência rotativa do Conselho da União Europeia com atenções focadas na segurança do bloco comunitário, numa altura de incertezas e de desafios geopolíticos causados por conflitos.

Varsóvia sucede à Hungria, liderada pelo controverso primeiro-ministro Viktor Orbán, na presidência semestral do Conselho da UE.

Num momento em que a guerra na Ucrânia desencadeada pela invasão russa está quase a alcançar três anos e que a região do Médio Oriente vive um cenário de conflito e de fortes tensões, Varsóvia pretende liderar o bloco comunitário, este semestre, dando prioridade à defesa dos 27 Estados-membros, nas dimensões externa, interna, informativa, económica, energia, alimentar e sanitária.

Sob o mote “Segurança, Europa!”, a Polónia, que faz fronteira com a Ucrânia e tem estado na linha da frente ao apoio prestado a Kiev face aos ataques russos, destaca no programa para a presidência semestral que a agressão de Moscovo ao país vizinho “ameaça a segurança de todo o continente”.

“Mas é também uma guerra contra os princípios e valores representados pela União Europeia”, frisam as autoridades de Varsóvia, indicando que “a presidência polaca esforçar-se-á para os respeitar e promover na UE, salientando o papel especial da sociedade civil”.

Quando também instituições como a Comissão Europeia e o Conselho Europeu — liderados respetivamente por Ursula von der Leyen e António Costa —, iniciam novos mandatos, a presidência semestral polaca adianta que o facto de coincidir com este início do ciclo institucional da UE “constitui uma oportunidade para definir objetivos, sugerir soluções e iniciar processos para os próximos cinco anos”

6 pensamentos sobre “Costa insiste no apoio total à Ucrânia, sem qualquer iniciativa diplomática da União Europeia

  1. António Costa é o exemplo claro da chamada “esperteza saloia” e do político sem escrúpulos.
    Chamou-me a atenção para essas caraterísticas,
    1) – Quando foi candidato à presidência da Câmara de Loures nos idos anos 80 ou 90 do século passado. Para dar nas vistas, montou um burrico para tentar provar que demorava menos tempo que um automóvel a chegar a Lisboa. Nem provou nada nem foi eleito.
    2) – Quando traiu aqueles que o alcandoraram ao cargo de 1º ministro, nomeadamente o PCP e o Bloco de Esquerda.
    Após assumir o cargo tudo fez para provar que continuava lacaio de seus senhores.
    3) – Quando, de conluio com Marcelo e com Lucília, faz o golpe de estado que o deixou livre para o cargo que lhe tinham prometido quando se vergou ao domínio do grande capital internacional, à Big Pharma, àqueles que de facto mandam neste “Ocidente Livre e Democrático”.

    Tenho a vaga esperança de que ainda um dia venha a ser julgado criminalmente por se ter servido dos cidadãos portugueses para seu proveito próprio.

    • Foi a corrida entre o burro e o Ferrari, a subir a Calçada de Carriche.
      O Costa é um artista, devia ser incluído nas Corridas Loucas (Wacky Races) montado num jerico.
      Já agora, aproveito para relembrar a golpada interna que deu no PS, destronando o Seguro (que não tinha pressa), Lembro-me bem desses tempos, e de como nessa altura ainda precisava do povo português (sobretudo dos socialistas) para conseguir atingir os objectivos a que se propôs.

  2. O homem e inteligente. Se não o fosse não teria sabido tão bem esconder a sua verdadeira natureza de escorpião abraçando a tal solução a esquerda que ficou atravessada nos gorgumilhos de muitos.
    Após os primeiros quatro anos, em que pela implementação de algumas medidas que tiveram de ficar escritas preto no branco foi aliviado um pouco o garrote vil colocado no pescoço de trabalhadores e pensionistas, foi hábil em atribuir totalmente ao seu partido todos esses benefícios.
    Foi também hábil em instilar no povao uma sensação de que estando colado a uma esquerda radical que se estava nas tintas para as contas certas não poderia colocar o país no pelotão dos países nórdicos, os tais responsáveis e de contas certas, tão diferentes dos gregos, vade retro.
    Vai daí nas eleições seguintes ganhou mais ainda.
    Rapidamente viu que bastaria só mais um esforço. Vai daí, nos anos seguintes apresentou dois orçamentos indefensáveis, o segundo dos quais foi mesmo chumbado por toda a gente.
    Na campanha eleitoral que se seguiu foi hábil em atribuir a tal esquerda radical o chumbo de um orçamento apresentado como aquele que nos poria definitivamente com as contas certas sem nos deixar a todos de tanga.
    Ninguém perguntou porque e que tão magnífico orçamento não tinha colhido um único voto dos partidos a direita. So a esquerda e que foi a ma da fita.
    O resultado foi uma maioria absoluta em que, já de olho num tacho europeu, começou, a nível interno a ter tiques ditatoriais que alhearam boa parte do eleitorado.
    Ate porque a ocasião era boa, a chamada esquerda radical estava definitivamente derrotada.
    O PCP irremediavelmente colado as posições russas por todos os comentadeiros estava totalmente desacreditado numa população que desde o tempo de Salazar engoliu bem a pílula da russofobia.
    Com a sua posição de enguia, o Bloco de Esquerda não consegue capitalizar os votos de quem seja de esquerda, apenas não definhar.
    Para consolidar a ambição de um tacho europeus Costa apenas precisou de capitalizar a russofobia e o apoio ao nazismo ucraniano e daí as visitas a Kiev e os 300 milhões de euros dados ao malandro.
    Caiu bem tal esforço, a par dos únicos tanques que funcionavam e cuecas camufladas para mulheres por parte de um país endividado e com tantas carências.
    Os poderes europeus viram logo que tinham ali o seu homem. Desprovido de escrúpulos, desprovido de valores humanos, desprovido de tudo.
    Daí tratou de sair assim que o mandaram e por isso estamos nas unhas de um sujeito que uma vez disse que quem estava mal que se mudasse.
    Ora isto e ser inteligente. O homem e um traste que certamente desiludiu todos os que tiveram a desdita de acreditar nele mas temos de reconhecer nele inteligência.
    Uma inteligência que quem acreditar em poderes sobrenaturais classificará como diabólica, eu diria psicopata, mas inteligência.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  3. Sempre tive António Costa na conta de um homem inteligente. Estava redondamente enganado. Não passa de um pobre idiota, deslumbrado pelos palcos onde agora cacareja o seu esforçado mas confrangedoramente ridículo inglês de aviário, pelo brilho das lantejoulas das madamas bem nutridas que neles passeiam as bundas e pelas palmadinhas nas costas de outros lacaios engravatados, tão idiotas como ele. PQP.

  4. Faria bem a Costa ler “As conversações com Estaline”, de Churchill, onde a troca de correspondência entre os dois ocupa a maior parte de espaço e o estatuto futuro da Polônia no pós-guerra tem grande destaque. Estaline centrou a discussão no papel da Polónia como Estado hostil à União Soviética no período entre as duas guerras, em sua opinião irreformável, para reivindicar a colocação dela na esfera de influência soviética. A discussão foi longa, mas Churchill percebeu que estava perante uma questão em que o seu adversário não podia transigir por razões objectivas; e a Polónia foi enquadrada no bloco do Leste até à década de 90 do século passado. Posteriormente, a dinâmica de hostilidade em relação à Rússia ressurgiu, muito virulenta nos períodos dos governos de extrema direita nacionalista do PIS, mas também durante a vigência dos governos ditos europeístas; como reverberações da doutrina e prática da antiga “szlachta”, imbuída da sua convicção de superioridade no mundo eslavo dos séculos XVI e XVII.
    As suas ilusões sobre a democraticidade da Polônia
    e da capacidade para conviver com os vizinhos seriam abaladas, levando-o a proferir discursos menos épicos.

  5. Temos mesmo de falar nestas bandalhos apoiadores do nazismo?
    Temos mesmo de falar deste traidor aos valores da paz e da humanidade?
    Este sujeito perdeu completamente a vergonha no focinho.
    A Polónia, onde há prisão perpétua por aborto, e inspiração para quem?
    Ha uns anos, na terra onde vivo houve um intercâmbio de alunos com escolas da Polónia.
    Os moços polacos vinham todos com fichas a dizer que eram vegetarianos.
    E a malta já a bater mal, que porra dou a um vegetariano?
    Logo os infortunados mocos desfizeram o embroglio.
    “Não comemos peixe porque não há e carne comemos pouca porque e cara, mas nenhum de nós e vegetariano”. Não eram por opção, eram a força.
    As famílias que os receberam trataram de matar a fome bem morta aos pobres diabos que mesmo assim faziam parte dos bem remediados lá do sítio ou não participariam num intercâmbio. Não quero pensar no que comeriam os outros.
    E mesmo isto que queremos que nos sirva de inspiração?
    Revanchismo que já vem de há séculos, fanatismo religioso, gente disposta a todos os sacrifícios para destruir aqueles que elegeram como inimigos?
    Quem lá faz Erasmus está desejando de se vir embora e muito arrependido pois que são racistas e tratam os alunos estrangeiros abaixo de cão. E isso que queremos que nos sirva de inspiração?
    Vão ver se o mar da tubarão branco faminto. E que encontrem um cardume deles.

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