O riso de Costa

(Whale project, in Estátua de Sal, 01/12/2024, revisão da Estátua)


(Este artigo resulta de um comentário a um texto que publicámos sobre a tomada de posse de António Costa como Presidente do Conselho Europeu (ver aqui). Pela sua atualidade, e pela justeza das suas considerações – que a visita de hoje de Costa a Kiev só vem justificar ainda mais -, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 01/12/2024)


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Costa desistiu de Portugal por não ter a espinha direita e ter medo de ter um destino pior que Robert Fico.

Desde os tempos de Judas Iscariotes que a raça dos traidores se refinou. Os traidores de hoje não têm crises de consciência e garantidamente não acabam a pôr uma corda ao pescoço num campo comprado com o dinheiro da traição.

Os taidores conseguem bons tachos e Costa tem certamente motivos para sorrir e se rir de todos nós e disto tudo. Está tudo a correr a bom ritmo para quem quis lançar Portugal nas garras desta direita torta.

O Orçamento de Estado para 2025 foi aprovado, apenas e só, porque o PS regressou aos tempos da “abstenção indignada” de António José Seguro. Por essa altura nem sequer havia razões para isso. A dupla Coelho/Portas tinha maioria absoluta pelo que, Seguro, podia mostrar uma posição decente contra orçamentos devastadores para quem vivia do seu trabalho; não esquecer que nenhum ordenado, incluindo o miserável salário mínimo, aumentou nesses anos e, as reformas, nem as mais pequenas aumentaram.

Mas o maior partido da oposição quis mostrar que afinal de contas até concordava com esse “ir para além da troika”. Mas sabia que se votasse abertamente a favor de tais barbaridades poderia perder votos para a “esquerda radical”. Garantia um velho socialista – daqueles que militam no PS porque ser abertamente de direita parece mal -, que essa era a atitude correta para “não sublevar a população”. Valha, a gente dessa, um burro aos coices.

O PS foi domesticado. O país jaz nas garras de uma direita disposta até a imolar-nos nas estepes ucranianas – se tal for exigido por quem realmente manda -, e Costa deve estar a pensar o que, segundo o mito fundador de Israel, pensou o rei amalequita: “decerto já se afastou de mim a amarga experiência da morte”.

Certamente, Costa terá melhor destino que o tal amalequita que terá sido retalhado à espadeirada por um sumo-sacerdote sanguinário e ensandecido. E é o saber isso que o faz tão risonho. Muito daquele riso é mesmo o riso de alívio de quem saiu de uma experiência de quase morte. Ele lá sabe o que ouviu no tal telefonema. Mesmo assim, quem se mete a político, sabe ao que vai e que o risco de morte faz parte da vida.

Costa não teve espinha, traiu o seu país e o seu povo e isso é sempre condenável. Quantos anos espera continuar nos mares desde mundo com a idade que já tem? Valeu a pena ter-nos brindado com um Primeiro-ministro destes? Um bandalho que disse que a vida das pessoas não estava melhor, mas que o país estava melhor, e que quem estivesse mal devia mudar-se?

Agora o PS abstém-se num orçamento que, não sendo tão devastador como os orçamentos fascistas, aumenta reformas miseráveis abaixo da inflação e tira aos pobres para dar aos ricos, trocando investimentos em saúde e educação por descidas no IRC.

E, se esta gente não tiver juízo – que até não tem -, teremos como próximo Presidente da República um almirante que está convencido que impediu uma grande invasão russa pelo Sul. E que está disposto a mandar-nos a todos para a morte em nome da NATO. Em resumo, alguém que precisa de ajuda psiquiátrica de um profissional qualificado.

Talvez tenhamos o que merecemos, depois de tantos atestados psiquiátricos passados ao presidente russo. Mas que custa a roer, custa. Valha-nos um burro aos coices.


25 pensamentos sobre “O riso de Costa

  1. E essa capacidade de rir um pouco desta desgraça toda, que também e precisa, que eu não tenho.
    O Sr. almirante também estava bem para cabo-do-mar do tempo da Outra Senhora.

  2. Sim, subscrevo inteiramente o que Whale diz também nestes seus últimos dois comentários. Muito bem dito!
    Ah, mencionei GM como General no meu comentário anterior, mas ele é Almirante, só que podia muito bem ser mesmo Cabo-Mor, dada a prestação que tem tido, tanto nas vacinas como agora…

  3. Já agora, concordo com tudo mas a Ucrânia de pobre não tem nada. Ninguém os mandou desatar a delirar que são descendentes dos vikings e que tinham mesmo de fazer a guerra aos “pretos da neve”.
    Ninguém os mandou acreditar nas promessas do Ocidente e ninguem os manda andar a caçar jovens do seu próprio povo para lancar sem preparação alguma na frente de combate.
    Tenho pena de quem de lá tenta fugir e de quem e caçado como um animal mas se o regime de Kiev ainda não caiu e porque os nazis ainda são muito mais que os outros.
    E desses não há que ter pena.
    Se a maior parte dos ucranianos ocidentais fossem gente decente Herr Zelensky já tinha levado um tiro nos cornos.
    Se não sao, terão de aguentar o que vier e esperemos que não sobre para nos.

  4. E um bem haja as forças de Resistência Islâmica que no Iraque se estão a mobilizar para combater os terroristas armados por nos.
    Alguém esta também a acordar tanto na Arábia Saudita, como no Egipto, como nos Emirados Árabes já se manifestaram pelo Governo da Síria e deram o apoio a sua luta contra o terrorismo.
    Por muitos defeitos que esses regimes tenham, e teem, parecem pelo menos ter compreendido que o apoio a caricaturas grotescas do Islão financiadas pelo Ocidente só serve para que toda uma religião seja desumanizada e legitimadas as aspirações de Grande Israel dos seguidores de uma religião que lhes diz que sao a raca escolhida por Deus e nos somos todos inferiores e descartáveis, muçulmanos, cristaos e ate ateus.
    Por isso e bom que sejam outros muçulmanos a enfrentar essa canalha na Síria e onde quer que ela se levante.
    A Georgia tem um governo corajoso, mas uma presidente vendida que já diz que não sai, grunhos dispostos a sair para a rua porque certamente alguém lhes paga e vamos ver no que isto dá.
    Sendo certo que o pais pagará um preço terrível se forem os pro ocidentais a ganhar e lançarem o pais no moedor de carne russo.
    Assim sejam os ajuizados mais que os outros ou tem tudo para correr mal.
    Vai ser ate ao último ucraniano e até ao último georgiano.
    Mas o Ocidente já provou que nada os prende as vidas acabadas.

  5. Como é que o nosso País chegou a um nível tão abjecto? Andam estes políticos repugnantes a enganar a maioria da população desde que derrotaram por completo os ideais do 25 de Abril (que durou no máximo uns 10 anos após a sua realização!) e poucos percebem. Honra seja feita à Estátua de Sal e à maioria dos comentadores daqui que ainda são lúcidos, inteligentes, racionais e humanistas como mostra o que escrevem. O meu bem haja a vós todos!

    Quando vi esse traidor, criminoso e corrupto do Costa (assim o tem mostrado a comunicação social e as ações posteriores dele legitimam isso) a ir prestar vassalagem a um palhaço assassino e corrupto em kiev entrei (quase) em choque!! Quase… por que já pouco ou quase nada me surpreende vindo desta escumalha sem escrúpulos.

    Então vivemos no melhor dos mundos e nada há já para melhorar em Portugal e na UE por isso vai ESPATIFAR O NOSSO DINHEIRO NUM PAÍS FORA DA UE, um regime altamente corrupto e criminoso que assassina e rouba o seu próprio povo?! Malditos! Não tem pingo de humanidade e tem já as mãos cobertas de sangue de inocentes!! Demónio!! Os portugueses que abram os olhos de vez e compreendam que somos escravizados por monstros mafiosos que nos desgovernam, roubam alegremente e ainda nos querem meter em guerras sem fim.

    Querem destruir a Humanidade e começaram já quando esse demónio do general que quer ser PR e a vendida da Marta Temido autorizaram vacinas não testadas e perigosas para a saúde. Ele que vá combater no terreno a soldo do carrasco de kiev!! PS é realmente o partido que mais traiu Portugal!!! Fingiu-se de esquerda e é pior já do que a direita. Hoje são todos criminosos neoliberais que só pensam em lucro e para tal estão dispostos a provocar até uma guerra nuclear. São dementes, psicopatas, demónios!

    Já agora, viva a Geórgia fora da UE, é o melhor que faz, é afastar-se desta víbora peçonhenta!! Pelos vistos ainda tem um governo corajoso e sério, que pensa no povo e não em acumular lucros sobre lucros, numa sanha infinita enquanto destroem os seus povos e países como fazem estes vassalos que desgovernam a UE e a pobre ucrania.

    • A mim foi o José Mário Branco em pessoa que me entregou uma resma de folhas A4 contendo a denúncia do crime de guerra saído da cimeira das Lajes, que ainda hoje guardo em casa.
      Quanto ao Paulinho das Feiras e do Alto do Parque Eduardo VII, disse que me abstenho de comentar esse sociopata com complexo de Maquiavel pois não quero emporcalharba minha mente e o meu espírito a falar dessa criatura pedante que nunca superou os ciúmes e desenvolveu um complexo de inferioridade para o irmão. E é muito mais estúpido e pérfido do que parece, sim. Mas é um ser sem espinha, cartilaginoso, talvez da família da Tintureira ou bico-mole.

  6. Cheguei a assistir a uma conferência de imprensa com o irmão que cá me parece que deve estar a dar voltas no túmulo ao ver quão domesticado está em termos de apoio a todas as aleivosias e mais algumas em termos de política externa, do apoio a destruição da Libia, a diabolizacao do regime sírio, relativizando assim os hediondos crimes dos jihadistas apoiados pelo Ocidente e por Israel, e ao apoio descarado aos nazis de Kiev em que se tornou o partido em que militou.
    Aquilo não era bem uma conferência de imprensa mas uma ronda de comentários a um documentário sobre crimes de guerra no Iraque e a discriminação a que eram sujeitos os jovens israelitas que ou se recusavam a ingressar no exército ou dele saiam denunciando crimes.
    As imagens de vítimas de munições de fósforo branco, esqueletos de mulheres e crianças perfeitamente vestidos, davam a volta as tripas e vergonha por pensar que o governo do meu pais tinha apoiado aquilo.
    Infelizmente outros governos foram nos dando mais razões para ter vergonha.
    E palpita me que ainda a procissão vai no adro.
    E sim, parece que o Paulinho também deve querer julgamentos sumarios para quem, as palavras são suas, cometer crimes de difamação, divulgar notícias falsas e apelar a prática de crimes.
    E quem decide o que e difamação? Dizer que Netanyahu e um assassino psicopata e difamação? Que Herr Zelensky e drogado e difamação?
    E divulgar notícias falsas dizer que as vacinas COVID são um veneno do caraças mesmo quando quem o diz viu a morte com enxada e tudo graças as vacinas?
    E quem define o que e crime? Nalguns países europeus apelar o boicote a produtos do estado genocida de Israel e crime.
    Por isso, por muito respeito que tenha, pela memória de alguém que não merecia ter um irmão destes não vou deixar de dizer que um tipo destes e um perigo para a democracia e os direitos humanos,nomeadamente o de liberdade de expressão, e devia ir ver se o mar da tubarão branco faminto. Embora tão depauperada criatura não me parece que o pobre bicho lhe pegasse. Teria medo de partir os dentes.
    E tão perigoso como ele e haver quem lhe de direito de antena e ainda lhe pague bem.

  7. A propósito de gente sem vergonha e que acredita piamente comer-nos a todos por parvos, transcrevo abaixo uma pérola fresquinha do salta-pocinhas Paulo Portas, no Jornal Nacional de ontem da TVI. A propósito das eleições na Roménia e da “vitória”, na primeira volta, de um candidato alegadamente “de extrema-direita” e “pró-russo”, vade retro! (ou vá de metro, se a Carris estiver em greve), candidato esse que, garante-nos o espantoso malabarista e ilusionista, fez campanha exclusivamente no TikTok, decretou a luminária, ipsis verbis, ao minuto 20:51:

    “E quanto ao TikTok, eu não sei quanto tempo é que a Europa demora a ver o óbvio, mas é assim: o TikTok é uma empresa CHINESA [ênfase bem martelado e olhos esbugalhados, aux armes, citoyens!]. Não existe na China como existe na Europa. E portanto, eu só permitiria a existência do TikTok na Europa quando os chineses aceitassem, na China, ter o TikTok que nós cá temos. Se as pessoas não quiserem falar com franqueza no assunto, têm que se preparar para ter, além da geração mais preparada de sempre, uma manipulação de consciências feita por uma potência externa, que não partilha os nossos valores e que tem a maior das influências nas gerações mais novas, incluindo crianças e adolescentes, com graves lesões do ponto de vista da saúde mental. Ou se fala nisto a sério ou, se quiserem continuar nesta simplificação de qualquer questão através do TikTok… É só pedir à China que faça o mesmo que faz aqui.”

    Ao minuto 21:01, voltou Sua Excremência (perdão, Sua Excelência) a pôr em sentido o mafarrico chinês:

    “Para mim, o caso do TikTok é uma coisa completamente diferente das outras [o tema era então ‘redes sociais’], porque eu acho que é uma empresa estrangeira com um projecto de minar a juventude do Ocidente, é tão simples quanto isso. No caso das outras [a imagem mostrava logótipos do ex-Twitter, WhatsApp, Facebook, YouTube, Telegram, Instagram e Pinterest, além do TikTok], eu tenho muito receio das medidas proibicionistas, porque… são sempre superáveis pela tecnologia.”

    Ou seja, de acordo com este magnífico sabe-tudo, todos os proibicionismos são iguais, mas alguns são bem mais iguais do que outros. Assim, o TikTok criado pelos chineses e usado na Europa é proibível porque significa “uma manipulação de consciências feita por uma potência externa, que não partilha os nossos valores e que tem a maior das influências nas gerações mais novas, incluindo crianças e adolescentes, com graves lesões do ponto de vista da saúde mental”. Mas se os chineses passarem a usar, na China, o TikTok que impingem aos europeus, essa manipulação das crianças e adolescentes europeus, “com graves lesões do ponto de vista da saúde mental”, passa a ser legítima e, logicamente, deixa de ser proibível. Capisce? Io non capisco, mas deve ser porque sou burro e caí agorinha mesmo na Europa de pára-quedas.

    Mas ainda assim, apesar de burro, vou fazer um esforço e tentar de novo. “O TikTok é uma coisa completamente diferente das outras, porque eu acho que é uma empresa estrangeira com um projecto de minar a juventude do Ocidente, é tão simples quanto isso”, decreta o magnífico atleta [especialidade: cambalhota às três tabelas]. E aqui vai de novo o meu (não menos atlético) esforço: se a dita empresa estrangeira, além de minar a juventude do Ocidente, minar igualmente as gerações mais novas do seu próprio país, incluindo crianças e adolescentes, com graves lesões do ponto de vista da saúde mental, tá tudo certo, meu, tudo nos conformes! Capisce again? Io no capisco ancora, só pode mesmo ser burrice.

    Quanto ao caso das outras redes sociais (Facebook, ex-Twitter e quejandos), trata-se de “uma coisa completamente diferente”, segundo o cambalhoteiro. Não há “manipulação de consciências das gerações mais novas, incluindo crianças e adolescentes, com graves lesões do ponto de vista da saúde mental”, porque não há “potência externa”. É só potências internas, fica tudo em família, capisce again and again? Mim continua sem capiscar nem catrapiscar, acho até a coisa assim a modos que incestuosa, mas só pode ser mesmo porque sou burro, defeito que se agravou quando, ao chegar há poucachinho à Europa nas asas do vento, uma subversiva gaivota chinesa me bombardeou o pára-quedas com uma corrosiva cagadela, a 666 metros do chão, provocando-lhe um buraco de 69 cm de diâmetro que me fez despencar por aí abaixo como um míssil hipersónico russo e acabando com os cornos espetados numa azinheira que não sabia a idade, maleita que, por osmose, me transmitiu e me levou há dias, de mochilinha às costas, manhã cedo, à porta do liceu Pedro Nunes. Oremos ao senhor! Ou à senhora, tanto faz.

  8. O Paulinho das Feiras é um tal que defendeu e instituiu os julgamentos sumários para meliantes e crimes comuns, mas nunca foi a julgamento em Tribunal pelos submarinos comprados aos alemães, que deram prisões na Alemanha?
    Por respeito ao falecido irmão dele, o Miguel (que não conheci pessoalmente mas deixou obra e
    contributos intelectuais de relevo, abstenho-me de falar desse sociopata boçal com tiques de sofisticação maquiavélica, foi o 4.º pastorinho da altura, o “homem-novo conservador” da direita populista na transição de séculos, e o seu legado a longo prazo para o CDS-PP foi devastador, o que não é problema meu, e pelos vistos dele também não, ou pelo menos finge bem que não é nada com ele).

  9. Ser enganados pelo 4 Pastorinho e bem possível tal como os tais velhos da reforma curta que em 2011 deram o seu voto ao Paulinho das Feiras.
    Mas palpita me que antes disso ainda vamos na conversa do heróico almirante que impediu uma grande invasão russa pelo Sul.
    Depois de tantos atestados em psiquiatria passados ao marrafico do Kremlin talvez mereçamos mesmo ter um presidente mais variado que um xalavar de caranguejos. Se os nossos votos lá caírem, como pais, só estamos a ter o que merecemos.
    O problema é que as aleivosias que o sujeito fizer cairão em cima dos que foram enganados e dos que não foram.
    No Brasil, as aleivosias caíram de igual modo sobre os 55 por cento que deram a vitória ao traste, muitos deles porque o pastor da sua igreja mandou, e os 45 por cento que tiveram juizo naqueles cornos.
    Lembro me de um sujeito de uns 50 anos que estava aqui a tirar um curso de mestrado que garantia que se Bolsonaro ganhasse não voltaria para lá.
    Tendo em conta gente que nesses anos demandou Portugal, alguns com mais de 50 anos, palpita me que não voltou.
    E sinceramente tenho pena também dessa gente se aqui ganhar um troglodita daqueles.
    O Almirante tem o apoio mais ou menos declarado do Chega e do CDS e e muito popular entre os grunhos.
    Eu nem quero imaginar o que será um governo destas direitas tortas acolitado por um sujeito que diz que se nos for ordenado “morreremos onde tivermos de morrer” e acha que impediu uma invasão russa.
    Para nos e para quem cá procurou refúgio.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  10. As aleivosias dos anos da troika foram tantas que assim de repente não deu para escrever sobre todas.
    Isto quando escrevemos sob o impulso de um furor concentrado, pois que gente sem espinha e alma de traição sempre me deu volta as tripas acabamos por não escarrapachar lá tudo.
    Mas não me esqueci que algumas reformas consideradas maiores levaram a palmada.
    Fiquei me pelas aleivosias maiores que lançaram a fome absoluta sobre velhos que tinham reformas de pouco mais de 200 euros e se viram sem dinheiro ate para a sopinha miserável.
    Houve quem morresse literalmente a fome.
    Lembro me de uma enfermeira do INEM quase em lágrimas a contar que, tendo sido chamados a casa de um pobre diabo que há uns dias não saia de casa pelo que os vizinhos desconfiavam que coisa boa não era, indo lá acompanhados dos bombeiros para arrombar a porta, de depararam com um verdadeiro esqueleto. Também repararam que o desventurado não tinha em casa nada que enchesse a tripa, nem uma caixa de Nestum.
    Dizia que ultimamente andavam a ser chamados para muitos casos em que a unica maleita do velho era fome aguda.
    Emigrou para Inglaterra pouco depois do episódio do velho encontrado morto horas antes provavelmente de fome pura.
    Por aqueles dias de chumbo as instituições sociais não tinham maos a medir. E nem toda a gente tinha “tomates” para ir comer a instituições sociais. Para muitos idosos “estender a mão a caridade” e a vergonha suprema e eu não duvido que muitos preferiram a morte.
    Foi o tempo em que mais idosos e menos idosos caiam por acidente, claro, a linhas de metro e comboio.
    Foi o tempo em que houve um excesso de mortalidade entre gente idosa tanto aqui como na Grécia, os países mais castigados pela miserabilizacao a que muitos, dando mostras de psicopatia extrema, chamaram simplesmente austeridade.
    Na Grécia, onde as reformas levaram também um bom desbaste, a solução para muita gente foi expatriar se para a Bulgária, que fica ali perto e onde o facto de haver ainda mais miséria que na Grécia lhes permitiria viver.
    O engraçado sem ter graça nenhuma e que a Bulgária foi local de exílio de comunistas fugidos aos governos pro ocidentais e depois era local de fuga para gente que mais perto da morte que da vida queria poder a usufruir de “luxos” como electricidade e aquecimento em casa e não ter de recuperar receitas do tempo da ocupação nazi.
    Calculo que o Inverno búlgaro seja duro de roer para quem e grego, a menos que viva no alto das montanhas do Norte mas não se pode ter tudo.
    Os nossos velhos e que não tinham para onde fugir e a morte foi o destino de muitos que tinham as reformas mais curtas.
    E a ironia cruel de tudo isto foi que muitos ate votaram no bandalho do Paulinho das Feiras que prometeu acabar com o Rendimento Mínimo para lhes aumentar as reformas.
    E como a matemática já foi há muitos anos, muitos acreditaram.
    Esses anos fizeram se muitas aleivosias e também não me esqueço do desespero de muita malta da função pública que oficialmente ganhava mais de 1000 euros mas nem 900 levava para casa depois dos descontos ao, corria o ano de 2012 ficar sem subsídio de ferias e de Natal.
    E que ninguém que eu conhecia ia de férias com aquele dinheiro.
    Aquilo era para pagar o arranjo do carro, o IMI, já em relaxe porque o IMI se pagava em Abril e o subsídio entrava em Junho, essas coisas.
    Em 2014 foi a vez desses ordenados levarem um corte, algo que nem Salazar fez.
    Lembro me de uma triste a olhar com cara de bovino para o recibo de vencimento pois que, ganhando 900 euros levou uma palmada de 100 euros.
    Felizmente o Tribunal Constitucional dessa vez acordou e ordenou “troquem de cabra que está já tem as tetas secas”. E pelo menos isso foi revertido.
    Sim, foram anos duros, foram anos de chumbo, foram anos terríveis.
    E se acharem que Herr Zelensky precisa de mais dinheiro para contratar mercenários e fazer a guerra eles voltarão desta vez em defesa dos nossos valores e democracia.
    Alias, quem trabalha na Alemanha já desconta cerca de um euro por hora para o apoio a Ucrânia e não sei se a aleivosia não se faz noutros lados. Há malta daquela que fica capaz de subir paredes mas já se percebeu que abrir a boca pode ser perigoso.
    Depois temos trastes como o Paulino das Feiras a exigir que toda a gente que denúncia aleivosias nas redes sociais se identifique “digam quem são para poderem ser responsabilizados em Tribunal”. Claro como a água quando ate o Secretário Geral da ONU já tem o focinho escarrapachado na lista de morte ucraniana.
    Quando em muitos países qualquer denúncia do genocidio israelita leva a acusações de antissemitismo. Trastes como o Paulinho sabem muito bem o que querem.
    Essa do Kyiv que muitos pasquins on line de verdadeira propaganda ucronazi já fazem daria vontade de rir.
    A esse preço grafavamos London para Londres, Munchen para Munique, Kobenhaven para Copenhaga e Balle Atha Cliath, acho que e assim que se escreve, para Dublin.
    Sorte teem eles de não escrevermos Quieve, pois que a letra K não existe na língua portuguesa.
    Vão ver se o mar da tubarão branco faminto.

  11. *Quando Sampaio dissolveu o governo de Santana Lopes, já tinha permitido que houvesse troca de PM, sendo a inaptidão deste último o motivo para a dissolução. Desta vez, com a saída de António Costa (que não foi directamente para o tacho na UE, e sim para o limbo jurídico português, apesar de estar em banho-maria para ser repescado pelos amigos da Úrsula), o PR Marcelo Rebelo de Sousa não deu qualquer hipótese de substituição do PM, apesar do governo ser de maioria absoluta.
    Quando se trata de revanchismo, os direitolas conseguem sempre ser os mais cínicos, hipócritas e ressabiados. E até cambalachos com o Ministério Público e os Juízes valem… não olham a meios para atingir os fins.

    A título de exemplo comparativo, o Bolsonaro. depois de se provar que abusou de “lawfare” com o seu amigo Juíz promovido a Governante Sérgio Moro, para o levar preso (tanto assim foi que acabou com a sentença anulada pelo supremo por se provar a manipulação feita), agora até conspirou, ao que consta, com militares de alta patente para promover um golpe de estado e assassinar o Lula.

    As manifestações selváticas no Planalto em Brasília fizeram paralelo com as de Janeiro de 2020 em Washington, e como eram os alt-rightolas a ter aquele comportamento ninguém falou em “forças de bloqueio”, “grandes substiuições” ou “great resets”. Foram os bimbos, os pategas, os evangelistas, os puritanos, os puristas, “as pessoas de bem”. Então foi tudo relativizado, e para muito idiota eles é que estavam a fazer o correcto: vandalizar, invadir, destruir, defecar e urinar em edifícios públicos do poder político instituído, levando à frente, intimidando e aterrorizando quem tivesse de ser.

    É como se nada fosse para os seus amigos pategas, os de lá e os do lado de cá do oceano. Quero ver essa flor de estufa angelical passar entre os pingos da chuva como passou o Trump. A falta de escrúpulos desta gente, que se diz defensora dos “nossos valores e da democracia”, chega a ser doentia.

    Portanto, pensem muito bem antes de darem carta branca a gente desta sem princípios éticos, mas que se dizem iluminados por Nossa Senhora de Fátima quais 4.ºs pastorinhos. Não sejam mais pategos que os pategas que acreditam naquilo, culpando quem não vota neles por os votos que lhes dão. Eles não respeitam a verdade, e se perseguem os imigrantes, não se esqueçam que o objectivo deles (e de quem os financia, que são as corporações e os grupos económicos familiares de maior riqueza em Portugal) é que sejam vocês, “os portugueses de Portugal, as pessoas de bem” que vão ganhar o que os imigrantes ganham a fazer o mesmo que eles, mas sem direito a união sindical, recurso à greve, e negociação e reivindicações profissional – só se forem forças da autoridade manobráveis e derem jeito para reprimir violentamente a contestação social.

    Vão na cantiga deles, vão… pensando que votando neles não votam nos Durões, nos Costas, nos Coelhos e nos Marcelos, ao serviço das Úrsulas, das Kamalas, dos Bidens… depois digam que foram enganados.

  12. “A dupla Coelho/Portas tinha maioria absoluta pelo que, Seguro, podia mostrar uma posição decente contra orçamentos devastadores para quem vivia do seu trabalho; não esquecer que nenhum ordenado, incluindo o miserável salário mínimo, aumentou nesses anos e, as reformas, nem as mais pequenas aumentaram.”

    As reformas não foram apenas “congeladas”, foram mesmo diminuídas, não se tratou apenas de não aumentar, tratou-se de retirar de lá dinheiro para o “serviço de dívida” e redução do “défice estrutural”. E não estou a falar de reformas avultadas, pois essas, que resultam muitas vezes de altos cargos desempenhados no Estado, ou Sistema Judicial (juízes, magistrados, etc). nunca são sequer questionadas ou postas em causa pelos economistas e cUmentadores de serviço, quando falam da insustentabilidade da segurança social, da caixa de previdência, do sistema de pensões, etc… falo mesmo de reformas de funcionários públicos sem ordenados muito altos, com uma vida de trabalho e de descontos, que subitamente viram-se privados das “contas certas” pelo Estado, que no entanto nunca falha aos “credores” e “investidores”, aos patrões e empreendedores das PPP, aos grandes grupos económicos e corporações, nem que seja em perdões fiscais ou tributação reduzida ou inexistente. Há sempre uma forma qualquer para beneficiar os grandes e ir ao bolso dos pequenos, e a isto chamam “contrato social”

    Quanto ao Costa, é uma espécie de réplica de Durão Barroso, com algumas nuances próprias e características distintas, mas muito semelhante no essencial, um bom peão para dirigir a partir do mundo anglo-americano e coordenar a União Europeia (UE) à imagem dessas potências (daí o assumir de que é necessário negociar e falar com Trump, como ponto de partida para o seu mandato e o ano que vem (o primeiro completo desde que assumiu o cargo já na parte final deste).

    Tanto ele como Durão Barroso foram primeiros-ministros (PM) de Portugal, um saiu “na mó de cima” para o lugar de Presidente da Comissão Europeia, abandonando o cargo em Portugal, que passou paras as mãos de Santana Lopes e pouco depois foi demitido pelo Presidente da República (PR) Jorge Sampaio, forçando novas eleições.

    Agora, o PM António Costa demitiu-se por causa de uma suspeita de corrupção anunciada pela Procuradora-Geral da República, dizendo que estava a ser investigado. pois o seu nome era citado em algumas conversas interceptadas e escutadas de suspeitos e arguidos no processo Influencer, e o PR actual, Marcelo Rebelo de Sousa, prontamente aceitou a sua demissão, forçou novas eleições e o governo mudou de mãos, tal como da outra vez.

    Como consequência da sua demissão, António Costa ficou umas semanas em lume brando, cogitando-se (já antes destes episódios, que ocorreram este ano) a possibilidade de ir para um “alto cargo” na UE, neste caso Presidente do Conselho Europeu, o que veio a acontecer, mesmo com o processo ainda (em suspenso) a decorrer em Portugal.
    Entretanto já anda a tocar o guizo, já vai à Ucrânia prometer mundos e fundos para a continuação da guerra, fazer a apologia do costume militarista, belicista e “até ao último ucraniano e até ao último € (sacado do bolso do Estado Social e dos mais pobres, daí os cheques de 100 e tal euros que andou a distribuir aos portugueses, esquecendo-se que só a inflacção provocada pelas sanções à Rússia e o apoio desmedido à Ucrânia lhes comeu muito mais que isso em poder de compra, não só então, desde aí e futuramente).

    O outro, o Durão Barroso, que depois da Comissão Europeia foi trabalhar para a Goldman Sachs (se não estou em erro, assim como Vítor Gaspar após os seus serviços “colossais” para a Troika – FMI, Banco Central Europeu, UE, enquanto ministro das Finanças de Passos Coelho). organizou a cimeira das Lajes onde, juntamente com Tony Blair, José Maria Aznar, George W. Bush, anunciou a invasão do Iraque por, alegadamente, o regime de Saddam Hussein ter na sua posse armas (químicas) de destruição massiva, que nunca foram encontradas e provaram ser um pretexto falso para uma invasão militar que destruiu e desequilibrou toda a região, e matou mais de um milhão de pessoas, muitos delas inocentes, mulheres, crianças, que sofreram brutalmente com os bombardeamentos maciços, as munições de urânio empobrecido, violações dos direitos humanos, fome, miséria e o desprezo internacional por inúmeros abusos e crimes de guerra cometidos pela NATO e seus aliados.

    No fundo, 2 peões políticos, 2 facilitadores da guerra, 2 apologistas do belicismo, do militarismo e do intervencionismo americano e europeu da NATO, 2 moços de recados dos poderes instituídos que dirigem verdadeiramente o destino dos europeus à margem de qualquer representatividade realmente democrática, e à margem de quaisquer valores civilizacionais dignos do século XXI.

    Portanto, é não só óbvio como imprescindível afirmar que “eles não estarem a defenderem nem sequer os nossos valores constitucionais, quanto mais a democracia”. E o resto é propaganda e conversa para o boy dormir (a sonhar que um dia lhes segue as pisadas e lhes chega aos calcanhares).

  13. Agora que se deu a substituição dos jardineiros da U.E. fui repescar o que escrevi no dia em que o Senhor Borrell nos mobilizou para a importância de defendermos o nosso jardim.

    No submundo de Borrell
    A Europa é um jardim
    Rodeado de erva daninha, ruim
    A querer entrar, a enfestar o farnel
    O modo de vida europeu, o bem-estar

    Borrell disse, eu não acredito
    Os europeus são os melhores jardineiros
    A semear, a regar, a cuidar dos canteiros
    A afastar as pragas, os proscritos

    Muito melhor que os europeus são os americanos
    Veja-se a grandeza, a dimensão das ferramentas que têm
    Semearam no mundo tantos dramas e danos
    Bases, frotas, escudos, a força do jardim que mantêm

    Mas Borrell sabe do que fala, para quem fala
    Não é um tonto descabelado, insano
    Incita, instiga, inculca, proclama
    Manajeiro a tratar do jardim americano

    “Liberdade”, “democracia”, “coesão social”
    Fertilizantes mágicos fornecidos por quem manda
    Borrell jardineiro mor do quintal
    Segue a mão invisível que tudo comanda.

    O problema é que Borrell tem razão
    O mundo é mesmo selva e jardim
    E os Borrells querem o mundo assim
    Manter de fora, os que de fora já estão.

  14. Sim, devia lá estar isso mas fiquei me pelas consequências internas do Governo que temos.
    Realmente da nojo ver que, com tantos problemas que a Europa tem, o novo presidente do Conselho Europeu não tenha arranjado melhor do que ir prestar vassalagem a um regime nazi e corrupto, que caça jovens como animais para os imolar na frente de combate.
    Arrepia me a ideia que é um português uma das caras mais visíveis do apoio a uma ditadura de facto cruel e sem qualquer respeito pela vida do seu povo.
    Pior sensação de vergonha só mesmo quando o Passos se gabou de que tinha dado algumas ideias para o pacote de miséria lançado sob a Grécia após a capitulação de Tsipras.
    Triste sina a nossa.

  15. A quem correu Costa a mostrar o seu recente guizo de presidente de um cartel de corruptos ? Ao chefe nazi vendido à nato, marionete dos oligarcas anglo-ianquis. Bate certo porque um político ocidental para singrar tem de ser um paspalho e um lacaio: cumprir ordens e pôr creme no orifício por onde lhe saiu toda a verticalidade e lhe entra, agora, o toco da vassoura. Costa foi escolhido para desempenhar o papel de apoiante do nazismo terrorista do ocidente em fim de vida indecente. Pena que seja um português a fazer figuras de palhaço no estrangeiro mas temos escola e créditos.

  16. Hoje, vendo e lendo as notícias sobre a ida de António Costa e resto da vara de porcos/as ao ukrafellatio obrigatório de Kiev, senti vergonha e nojo. Que fosse um francês, alemão ou holandês, ainda vá que não vá, ficar-me-ia pelo nojo. Mas porra, pá, o gajo é português! É impossível não ter vergonha daquele corta-palha escancarado em sorrisos obscenos e daquela coreografia pornográfica hard core, vénias e salamaleques dobrando-lhe a espinha até alinhar a boca com a pélvis do corrupto nazi de Kiev, exibindo-a depois escorrendo nhanha amarela esguichada pelo zelenskiano ukrapirilau! Foda-se, pá, que nojo!

    Um pikeno reparo: onde escreveste “trocando investimentos em saúde e educação por descidas no IRC”, devia estar “trocando investimentos em saúde e educação por descidas no IRC e milhões de euros a fundo perdido para os ukranazis corruptos de Kiev”.

    • Revi as imagens de Sua Excremência… perdão, Sua Excelência D. António Costa von Ukrafellatio em Kiiiiiiiive (o Rogeiro ameaçou que me aplica uma multa se não escrever e palrar em azoviano de lei), e reparei que o nosso herói (salvo seja!) tem a tromba toda rebentada por uma erupção cutânea de origem (para mim) desconhecida. TVI e RTP escolheram carinhosamente planos e ângulos, com tocante generosidade, cosmetizando a maleita, mas a SIC exibiu-lhe as mazelas no focinho com especial acinte e crueldade, sem o mínimo respeito pelo facto de que erupção cutânea não é defeito, político ou pessoal. O homem poderia até ser leproso, que isso não deveria ter qualquer relevo na apreciação dos seus méritos ou deméritos, políticos ou pessoais. Enfim, quem se mete no comboio com víboras e escorpiões devia saber que, como o lacrau da anedota, elas e eles não têm como fugir à sua própria natureza. Mas estou certo de que a CIA, o MI6, as PIDES recauchutadas que bailam nos ouvidos do Rogeiro e as fontes etilizadas do Milhazes descobrirão em breve que a tromba apodrecida de D. António resultou de um ataque com Novichok ordenado pessoalmente pelo mafarrico do Creme Lin, invejoso da facilidade de acesso de D. António ao estratégico cabo da Roca. A minha única dúvida é se o dito Novichok era de sabor a baunilha, morango ou chocolate.

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