As patifarias que acontecem na Assembleia desta república

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 19/11/2024)

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Portugal tem relações diplomáticas com a Rússia que datam desde o século XVIII, ou não diz o portal da nossa embaixada em Moscovo que “não obstante a distância geográfica, Portugal e a Rússia partilham uma História multisecular, uma relação de amizade e de respeito mútuo construída a partir de inúmeros e multifacetados contactos, tanto oficiais como pessoais, no campo cultural, económico, comercial e político-diplomático”?

Espanta-me, e espantará a qualquer pessoa com um mínimo do sentido de oportunidade, decência e até preparação que na nossa Assembleia da República tenha hoje sido inaugurada uma exposição sobre a corrente guerra no Leste europeu (ver aqui) em que, para animar fotos, se exibem objetos pertencentes a militares russos mortos em combate. Se esta miserável porcaria configura o deplorável crime de profanação de cadáveres, bom seria que a segunda figura do Estado, se tivesse um mínimo de reserva, não tivesse marcado presença no evento, assim como interditasse que naquele lugar tenham cabimento provocações sórdidas deste jaez e que se houver naquela casa meia dúzia de deputados com recato e embaraço, façam chegar a quem de direito o seu protesto.

A cobardia e a impudência de mãos dadas a alimentar uma falange de desequilibrados que expõem gratuitamente Portugal a retaliações que, tenhamos a certeza, vão cobrar a este país frívolo e inconsciente um duro tributo.

Honestamente, colocando-me na posição dos russos, mandava chamar o embaixador acreditado em Lisboa, confiando a representação a um encarregado de negócios, pediria satisfações ao governo português e pedia à nossa embaixadora em Moscovo que abandonasse o país.

12 pensamentos sobre “As patifarias que acontecem na Assembleia desta república

  1. Pois, e que foram mesmo os russos que andaram a delirar que eram descendentes dos vikings e a chamar aos vizinhos “ogres” e “pretos da neve”.
    E se calhar era mesmo por se acharem descendentes dos vikings, conhecidos como saqueadores e furiosos violadores de mulheres que bandos de nazis violavam mulheres no Donbass e pelo menos num caso houve violação ate a morte tendo a vítima sido mutilada com o desenho a navalha de uma suástica na barriga.
    Realmente a Rússia foi muito má em acabar com isso pois que canalha que dizia “os meus homens alimentam me com o sangue de crianças que falam russo” estavam só a ter umas brincadeiras mais pesadas.
    Nunca ninguém que aqui criticou o nazismo ucraniano lhes chamou sub humanos.
    Mas quem de certeza os tratou como subhumanos foi quem os meteu numa guerra que nunca poderiam ganhar e quem agora lhes diz que se eles puderam mandar miudos de 18 anos para o Vietname também eles poderiam começar a mandar los para a frente de combate.
    Quem os trata como subhumanos e o seu próprio governo corrupto que os sacrifica sem do nem piedade, recusa fazer eleições a pretexto da guerra e elabora listas de morte onde ate o secretário geral da ONU já lá está.
    E eu pergunto por onde andava a solidariedade com os ucranianos quando eles eram tratados como subhumanos, eles nos campos ou na construção civil sem condições nenhumas e algumas mortes por falta das mais elementares condições de segurança e elas nas casas de putas ou nas limpezas por uma pele de batata.
    Quanto a regimes ditatoriais se a vacina COVID se tornasse mesmo obrigatória na União Europeia outro remédio não teria eu a não ser pedir penico ao senhor Putin ou ao senhor Maduro porque morrer da cura por ordem da democracia não estava nos meus planos.
    Isto de democracia tem que se lhe diga.

  2. Um citava o Hernâni Lopes, outro cita a Zita Seabra… com referências políticas destas, não é de admirar que andem confusos das ideias…
    Já agora, aconselho a pesquisar sobre as fomes fomentadas pelos “defensores dos nossos valores e da demo-cracia” anglo-saxões na Índia, a fome da batata na Irlanda, e as fomes agrárias nos EUA que resultaram na expropriação e expulsão dos pequenos agricultores do mid-west pelos grandes latifúndios e companhias agro-alimentares (o livro As Vinhas da Ira, de John Steinbeck, retrata esses eventos históricos).
    E quanto a conflitos e intervenções e invasões estrangeiras, temos as aventuras no Iraque e no Afeganistão, a destruição da Líbia, a quase-destruição da Síria, o bombardeamento massivo da Sérvia, etc… informe-se, em vez de tapar o olho esquerdo para só ver com o direito, e talvez consiga alargar os horizontes (a não ser que os ucranianos, os tais que se dizem superiores por serem descendentes directos dos nórdicos e arianos, sejam os únicos meninos dos seus olhos)…
    A destruição da Ucrânia começou com a inteferência americana e europeia no Maidan (onde houve mortos por balas de snipers ligados aos grupos neo-nazis), continuou com a negação dos acordos de paz na Turquia já depois da invasão russa (lembra-se, ou já esqueceu quem boicotou?) e tem continuado cada vez que os armamentistas e belicistas levam a sua avante… já devia ter percebido que por aqui não abundam muitos espécimes desses, e os raros que aparecem têm o condão de mostrar uma russofobia e uma falta de noção histórica quase do calibre das suas.

  3. Eu também não estarei na cerimónia do 25 de novembro nas galerias da assembleia da república, no entanto reconheço que a Zita Seabra deveria estar distraída quando afirmou que isto não bandeou para o vosso lado porque depois da contagem das espingardas chegou a conclusão que havia um grande déficit. Palavras dela, e ainda bem pois nunca gostei de regimes ditatoriais ,se gostasse já teria ido para a Venezuela ou quiçá fazer companhia ao senhor Putin, já agora o staline está bem representado , olodomor não resultou talvez que agora com a operação especial consigam acabar com aquela subespécie de humanos chamados de ucranianos.

  4. Também se pode dar o caso de na AR, sobretudo nos grupos parlamentares afectos ao governo, e à direita deste, obde a russofobia campeia e dá cartas (os mais ferrenhos anti-comunistas e por isso de vocação nazi-fascistas – veja-se o tal recente voto contra a condenação do nazismo e da discriminação racial na AG da ONU pelo representante português) abundem necrófilos e necromantes, ávidos por necrologia.
    Daí o seu apelo constante ao militarismo e belicismo…

  5. A choldra dos poderes políticos portugueses no seu melhor…deuses menores, piromagos e escalavrados que querem pertencer ao circo da guerra, que nesciamente já lá estão.
    Nada me admira neste país político com esta classe política dirigente despudoramente miserável!!

  6. Totalmente solidário com este comentário e cada vez tenho mais nojo destes m….s que infelizmente fazem parte deste pobre País Zé Rafacho

  7. Não se exibiam objectos de guerrilheiros mortos em público mas os soldados tugas na guerra colonial, bem como os agentes da PIDE tinham o péssimo hábito de colher troféus de guerra ou obtidos em sessões de tortura, nomeadamente partes do corpo.
    Tinham era um pouco mais de vergonha na cara, não fazendo exposições públicas.
    O que não impediu um bandalho que se gabava onde calhava de ter cometido atrocidades sem nome por terras de Angola de ter um pouco belo dia brindado a minha avó materna com um frasco de bom tamanho cheio de orelhas de negros conservadas em álcool.
    Não sei o que levou o suíno a mostrar tal coisa a uma mulher mas suponho que seja porque, mesmo sem poder falar muito, a atitude da minha avó, que tinha os tomates que muita gente do sexo masculino não tinha, era de uma hostilidade que se sentia contra toda a raca de PIDEs, colonialistas e assassinos do regime em geral.
    A criatura lembrava se do nojento, mostrando a quem pode uma satisfação evidente quando o malandro morreu não deixando de contar a história a quem pode e quis assim que a ditadura caiu.
    Por essa altura o javardo já tinha morrido mas nenhum familiar se atreveu a desmentir a história que sabiam ser mais que verdade.
    Ainda não sei como é que a criatura conseguiu ver tal coisa mantendo a postura e sem vomitar, que era certamente o que o javardo queria.
    A velha contava que a vontade que sentira de mandar o javardo fazer companhia as suas vítimas suplantou o nojo que a coisa lhe deu. Continuava a suplantar sempre que ela espetava a história nos focinhos de quem lhe dizia que tinhamos feito uma guerra limpa.
    Os ucranianos teem o péssimo hábito de colher troféus de guerra e Herr Zelensky brindou o rei belga com um destroço de um aviao russo abatido na Ucrânia.
    O que seria se nas suas visitas a países aliados Putin fizesse o mesmo ou levasse o uniforme do carniceiro de Odessa, morto mais tarde em Artemovsk/Bakmut.
    Colher troféus de guerra e o que os nazis fazem, era o que fazíamos no tempo do fascismo e por isso não nos dá mossa que agora os ucranianos nazis façam o mesmo e ate exibimos o fruto macabro dessa nojeira.
    E não duvido que também os nazis ucranianos colectem partes do corpo mas pelo menos teem o bom senso de não os mandar para fazer parte de uma exposição num país do cu da Europa que conserva o ódio aos russos do tempo da ditadura.
    Porque se não tivessem não sei se os autores da exposição não as levariam a cena para mostrar o desespero a que a invasão russa esta a levar os pobres e inocentes ucranianos.
    Será uma nostalgia do tempo em que cortavamos orelhas de negros ou e só falta de vergonha no focinho mesmo?
    De qualquer modo se a Rússia fosse ligar a isso tudo já não havia uma embaixada do Ocidente alargado aberta em Moscovo.
    Porque a Rússia não precisa de ter cá embaixada nenhuma para saber que estamos mais uma vez a tentar a sua destruição.
    Ontem os nazis deram um ar de sua desgraça atacando mesmo a Rússia com os tais mísseis para mostrar que a autorização valia alguma coisa.
    Devem ter sido travados sem atingir nada que valesse a pena ou os presstitutos e comentadeiros estariam capazes de dançar as sevilhanas garantindo que agora é que e.
    Quanto a possibilidade de a Rússia, se sofrer danos incomportáveis, nos lançar em cima umas batatas quentes podemos estar descansados que o grande general Isidro de Morais já garantiu que isto e tudo para rir. Podemos todos dormir descansados.
    Valha lhes um burro aos coices.

  8. Aqui está um relato de algo que envolve os nossos orgãos de soberania oficiais, a classe política e mesmo embaixadores.
    Na sinopse ou texto de apresentação da página oficial da Assembleia da República (AR) são referidos “objectos pessoais de soldados russos e ucranianos”, mas apenas “uniformes de militares russos”, o que não deixa de ser estranho, sendo a exposição inaugurada com a presença da Embaixadora da Ucrânia em Portugal. Por que motivo não se incluem uniformes de soldados ucranianos? Estarão esgotados os uniformes, “out of stock”, que não haja algum para expor? Haverá algum tipo de inibição em os exibir?
    Realmente dá a ideia que os “uniformes russos” se tratam de “troféus de guerra”, o que seria provavelmente inédito na AR.
    Penso que nem no tempo da Outra Senhora se organizavam exposições exibindo “objectos pessoais” e “uniformes” ou equipamentos militares dos guerrilheiros independentistas. Aliás, apesar do carácter colonialista das exposições do Estado Novo, e do “luso-tropicalismo”, havia um certo cuidado na representação dos povos africanos e da sua cultura e costumes (Exposição O Mundo Português, etc), apesar de todas as idiossincrasias de então, do regime e das suas operações de propaganda.

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