(Por Sofia Smirnov, in Telegram, 23/10/2024)

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Nos EUA, a matemática da ajuda governamental é tão brutal quanto reveladora.
Aos sobreviventes do furacão Helene foram atribuídos 750 dólares – pessoas que perderam casas, meios de subsistência e até vidas. Mas para a Ucrânia e Israel são 1.526 dólares e 2.381 dólares per capita, respetivamente.
Os dólares americanos servem para armar o regime de Zelensky, e a sua guerra contra os seus próprios cidadãos e a Igreja Ortodoxa, e para financiar o terror sancionado por Israel contra os palestinianos.
Porquê investir na reconstrução de casas quando o complexo militar-industrial precisa de se agitar, ou melhor, lavar dinheiro através de guerras por procuração suicidas (que apenas servem para acelerar o desaparecimento do seu Império)?
Os americanos dormem em tendas, enquanto os dólares fluem para regimes fantoches que travam guerras brutais que servem a agenda do império.
Fonte aqui.
Comentário da Estátua
Um país que não socorre os seus cidadãos de forma condigna, mas tem meios para espalhar a guerra e o terror pelo mundo fora, durante décadas e dédadas, só por anedota pode ser designado por alguns dementes “o farol do mundo”. Mas pode é questionar-se porque se porta dessa maneira, aparentemente irracional e ilógica.
É simples. Se o dinheiro for para as vítimas das catástrofes, vai diretamente para os bolsos de simples cidadãos desconhecidos, provavelmente da classe média, ou mesmo das mais desfavorecidas. Se for para a guerra e o terror vai para o bolso de alguns dos 1% mais ricos que vivem à custa da manjedoura do complexo militar-industrial, dos seus esquemas, compadrios, chantagens, corrupções e obscuras trapaças.
It’s the american democracy, stupid! 🙂
Curioso que na análise destes números, os “calculistas” neoliberais (ideólogos) e seus papagaios da comunicação social, especialistas no “economês”, que tanto adoram dissecar números económicos e usá-los para justificações políticas e sociais, nunca se atrevem a referi-los, quanto mais justificá-los (seria um exercício difícil, tento em conta as regras da economia, da política social, mesmo em estados ultra-liberais, e do sacrossanto direito internacional).
Portanto, o “farol” do neoliberalismo e da democracia é na verdade um estado que financia exércitos estrangeiros, ao serviço de regimes supremacistas e segregacionistas, que servem os seus desígnios imperialistas, entre os quais batalhões de índole neo-nazi na Ucrânia e o exército sionista em Israel, com propensão para os crimes de guerra e contra a humanidade que temos visto somarem-se uns atrás dos outros, a uma escala massiva.
Faz de conta que “eles estarem a defenderem os nossos valores, e a demo-cracia”…
PARA MEMÓRIA FUTURA:
https://www.odiario.info/o-numero-oficial-de-mortos-em/
Estes números não são de causar admiração.
Basta lembrar o que sempre foi o “apoio” a vítimas de catástrofes naturais por lá.
Quando um terramoto matou sete dezenas de pessoas na Califórnia destruindo centenas de casas e danificando outras tantas rapidamente chegou o Bill prometendo a quem tinha perdido a casa uma linha de crédito bonificado. A isso se resumiu o apoio.
Mas sempre que foi preciso bombardear o Iraque, a Somália, a antiga Jugoslávia o dinheiro nunca faltou.
Sempre que há furações a face mais visível da “ajuda” são militares e polícias armados visando impedir pilhagens e a imposição de recolher obrigatório nas zonas afectadas.
O “apoio” as vítimas do Katrina foi um crime do princípio ao fim.
George W. Bush teve homens e máquinas para invadir e ocupar o Afeganistão e o Iraque mas houve quem ficasse três dias, sob o sol ardente, no telhado das suas casas a espera de socorro.
Muitos morreram a espera de uma ajuda que não chegou.
Houve deportações em regra de sobreviventes.
Enfiados em aviões militares sem direito sequer a assentos. Lembro me do ar aterrorizado de uma mulher negra, encostada contra a fuselagem do avião que a levaria.
Muitos daqueles desgraçados nunca tinham andado de avião, o que reforçava o terror de quem não sabia bem para onde ia.
Foram despejados no Utah.
Um homem já sexagenário recontava “quando sai do avião e vi aquelas montanhas desatei a chorar”.
Por isso não e de estranhar que haja agora dinheiro para nazis matarem russos e para nazi sionistas matarem os seus vizinhos mas não haja dinheiro para apoiar decentemente vítimas de catástrofes naturais no próprio país.
Sempre foi assim. Mas ainda há gente que acha isso normal.
Vão ver se o mar da tubarão branco faminto.
Muito bem! Deitar dinheiro fora? Nunca!