Entre a espada e a parede, Macron insiste na «grave inacção» olímpica

 

(In AbrilAbril, 22/08/2024)

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Três meses depois das eleições, com uma espécie de tréguas durante os Jogos Olímpicos e já sabendo que a  Nova Frente Popular indicou Lucie Castets para primeira-ministra, Emmanuel Macron mantém o silêncio. 

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4 pensamentos sobre “Entre a espada e a parede, Macron insiste na «grave inacção» olímpica

  1. Há muito tempo, presumo que desde o início, a chamada ‘democracia liberal’, instaurada no Ocidente, resumiu-se a uma ‘plutocracia’ e hoje, mais do que nunca, está transformada numa ‘putocracia. Traduzindo: ‘governo do povo’, ‘govermno dos ricos’, ‘governo de filhos da puta’ ou seja de ‘cabrões’ – me desculpem o destempero, mas assim reza a etimologia das palavras. .

  2. Esses olham para a direita e vêem o Putin (e o Trump), e olham para a esquerda e vêem a Kamala, sem perceber que estão a ser comidos de cebolada pelas teorias para pategos da alt-right, e iludidos com a libertinagem sexual prometida pelos libelinhas (mudança de sexo, homossexualidade, os direitos LGBTQ+-, da mulher, o aborto)…
    …em suma, trocaram as grandes causas colectivas, a oposição ao capitalismo selvagem, o fomento do equilíbrio social, a redistribuição da riqueza pelos caprichos ou vontades individuais de identificação sexual.

  3. Desde que um dirigente do Bloco de Esquerda apareceu a achar normal que a Kamala prometesse tudo fazer para garantir a liderança dos Estados Unidos sobre o mundo, continuar sem restrições a guerra na Ucrânia e combater a China, acusando Trump de promover a vassalagem em relação a esse país já não me espanto com nada do que esta gente acha normal.
    Por mim a última coisa que eu quero e a liderança no mundo de um país que destruiu pelo menos dois para roubar petróleo, que financia um genocídio em Gaza, Cisjordânia e se se estender ao Líbano e até ao Irão não há problema nenhum, que promove fascistas na América Latina e lança sanções homicidas sobre quem não se verga, tem pena de morte e penas de duração indeterminada, um sistema de saúde e segurança social incipiente a liderar o mundo.
    Já agora, que terceirizou a produção de um veneno a que chamou vacinas COVID tendo a muito democrática administração Biden despedido mais de 100 mil funcionários públicos, sem apelo nem agravo, por não terem querido a sopa estragada.
    Não quero essa gente a liderar nem o Clube de Setas de Papa Leitinho de Baixo quanto mais o mundo.
    Já o Fazendinha pensa de outra maneira e se isso e esquerda vou ali já volto.
    Vá ver se o mar da choco.

  4. Na outrora plural e livre França (Liberté, Fraternité, Égalité), eis que é tabu nomear uma primeira-ministra indigitada pela esquerda, que obteve coligada o maior número de mandatos parlamentares.
    Quo Vadis, “eles estarem a defenderem os nossos valores e a demo-cracia”?

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