Os sucessos de Biden

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 22/07/2024)


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Os sucessos de Biden. Biden foi defenestrado e os pêsames são os habituais: Grande Presidente! Os oligarcas democratas embrulham o defunto e a sua herança em papel de celofane e vamos a outro. Esqueça-se.

Esqueça-se a vergonhosa retirada dos EUA do Afeganistão, deixando para trás, nas mãos dos talibãs os seus anteriores aliados. Viva Biden. A guerra do Afeganistão já rendera o que podia render e havia o novo mercado da Ucrânia. Biden abriu a guerra na Ucrânia, só vantagens, ameaçava Moscovo e o coração da Rússia, as multinacionais da agroindústria tinham acesso às magníficas terras da planície, as empresas químicas e biológicas onde o filho tinha interesses podiam operar livremente. A guerra da Ucrânia separou a Europa do resto do mundo, tornou a Europa um estado vassalo, mas sem vantagem para os EUA: os EUA valem por si. Os EUA perderam um aliado que podia ser útil e recrutaram um serviçal que ninguém respeita. Grande visão de Biden. Esqueça-se a Guerra na Ucrânia!

Por fim, Biden surge aos olhos do mundo, exceto dos fiéis, como o padrinho de Netanyahu, como o primeiro responsável do genocídio na Palestina. O fator de superioridade moral do Ocidente foi passado a fio de espada (de bombas) em Gaza. Esqueça-se a Palestina!

E também se esqueça a ideia de uma ordem internacional e de um direito internacional. Em termos de equilíbrio de forças, Biden conseguiu colocar os Estados Unidos contra as outras três maiores potências nucleares e espaciais, a Rússia, a China e a Índia! Contra as duas maiores potências demográficas, contra as potências que tecnologicamente já suplantam os Estados Unidos.

Em termos internos, a pobreza nos Estados Unidos teve forte alta em 2022, mostram dados do Departamento do Censo. A taxa chamada SPM (Medida de pobreza suplementar) subiu e passou a atingir 12,4% da população, contra 7,8% em 2021. A BBC ainda ensaia uma explicação para tal. Ver aqui.

3 pensamentos sobre “Os sucessos de Biden

  1. O maior sucesso do Biden deve ter sido a forma como lidou com as “agências de rating” e a “credibilidade junto dos credores e financiadores”… pelo seu silêncio e tranquilidade, vê-se que é um “domador de feras” pleno de vitalidade. Nem a Lagarde, nem o FMI, nem o Banco Central/Reserva Federal… nem tugem, nem mugem.
    Assim é que se lidera uma “nação excepcional”!

    • O artigo não é actual e já o tinha consultado 2 anos antes, quando as pessoas começaram a dizer que na Rússia não havia casas-de-banho com equipamento sanitário (sanitas), os soldados iam para a frente descalços (o stock de botas estava em baixo) e apoderavam-se dos electrodomésticos ucranianos para retirarem os componentes electrónicos e reconvertê-los para uso militar e bélico (esta foi a dona Ursula von der Pfizer que espetou nos crédulos e pategos que nessa gente acreditam e validam todas as suas afirmações, mesmo as mais idiotas, já que falsas são grande parte). Isto para demonstrar que nos EUA os níveis de pobreza e miséria, de adição alcoólica e estupafaciente, são praticamente semelhantes, ou até ligeiramente superiores em valores relativos (total da população e percentual de miseráveis), e em números absolutos há cerca do dobro de americanos a viver na miséria (c. 40.000.000 contra 20.000.000). Entretanto os números já devem ter variado, mas não devem ser muito diferentes, logo se farão mais census e estudos sociológicos e demográficos para verificar a oscilação.
      É um bom artigo para mostrar a propagandistas e crédulos, ou a pessoas que desconheçam a realidade, para terem alguma noção dela.

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