A sinistra rábula de Zelensky e dos seus comparsas locais durante a visita que fez a Portugal

(José Catarino Soares, in a Tertúlia Orwelliana, 04/06/2024)

28 de Maio de 2024. Marcelo Rebelo de Sousa, Zelensky e Luís Montenegro, no aeroporto militar de Figo Maduro

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Volodymyr Zelensky fez um visita-relâmpago a Portugal, dia 28 de Maio de 2024. «Foi um dia de festa para a democracia portuguesa», declarou Sebastião Bugalho, o candidato cabeça de lista da AD [PSD + CDS+ PPM] às eleições para o Parlamento Europeu.

O presidente da república portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, concordam certamente com a opinião de Bugalho porque foram ambos receber Zelensky ao aeroporto militar do Figo Maduro, com honras militares, como se Zelensky fosse o presidente de um país de primeira importância para Portugal e uma grande individualidade política, digna do respeito, da estima e da admiração dos portugueses.

Mas Zelensky não é nada disso.

Ler artigo cmpleto aqui.

Os tentáculos de Marcelo…

18 pensamentos sobre “A sinistra rábula de Zelensky e dos seus comparsas locais durante a visita que fez a Portugal

  1. * lançaram.

    O vídeo a que me refiro no último parágrafo do meu comentário é o que se encontra neste endereço [https://www.youtube.com/watch?v=-fJtzsKraLg]. Espero que o youtube não apague outra vez esta referência. Mas, se apagar, fica aqui a informação de que é a mesma que foi indicada no 5.º parágrafo. Esse vídeo reproduz uma pequena parte da conferência de imprensa integral, mas tem a vantagem de ter legendas E dobragem em inglês e apanhar os dois pontos que eu quis salientar.

  2. Armas nucleares ditas “tácticas” = 50-70 quilotoneladas, 3 vezes mais potentes do que as que os EUA lançarem em Hiroshima e Nagasaki

  3. Anteontem, dia 6 de Junho de 2024, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deu uma extensa conferência de imprensa (3h12m) aos responsáveis máximos das agências noticiosas nacionais e estrangeiras acreditadas na Rússia, durante a qual respondeu longamente a todas as perguntas que lhe foram feitas.

    Claro está, Putin é “infrequentável” (como disse há tempos uma conhecida comentadora portuguesa) para os governantes e opinadores do chamado “Ocidente alargado”. Por isso, a conferência de imprensa de Putin nunca será transmitida nos canais de televisão portugueses (RTP, SIC, TVI, CNN-Portugal, etc.), nem será transcrita nos jornais portugueses de grande circulação (Expresso, Público, Correio da Manhã, DN, JN, etc.). As próprias agências noticiosas estrangeiras presentes na conferência farão uma selecção das passagens que acharem mais polémicas e/ou resumos enviezados de tudo o que nela se passou para divulgação aos seus clientes. O essencial ficará por dizer ou será dito de uma maneira distorcida.

    Mas quem tiver tempo e curiosidade e souber inglês, poderá ver essa conferência de imprensa na íntegra, aqui [https://odysee.com/@Overthrown:6/putin-newsagencies-meeting-full:c], com legendas em inglês. Vale bem a pena. Entre muitos outros motivos, serve para imaginarmos se Biden, ou Macron, ou Sunak, ou Scholz, ou Ursula von der Leyen, ou Borrell, ou Charles Michel, etc., teriam a preparação intelectual, a presença de espírito e a perspicácia necessárias para se atreverem a enfrentar uma prova semelhante. Em minha opinião, nem pensar. Comparados com Putin, os indivíduos supramencionados são todos eles verbos de encher. Independentemente de se gostar ou não do homem e de se concordar ou não com o que ele diz, faz ou fez, a verdade é que ele deixa a concorrência a grande distância, mesmo tendo em conta todas as suas ilusões, limitações e tergiversações no passado, oportunamente lembradas por Whale Project num dos seus comentários [Estátua de Sal, Junho 5, 2024 às 6:21 am]. Mas que cada um(a) veja, se quiser, a dita conferência de imprensa e tire as suas próprias conclusões neste particular.

    Os pontos que quero salientar nessa conferência de imprensa são dois. O primeiro diz respeito às condições necessárias e suficientes para o uso de armamento nuclear previsto na doutrina militar e nuclear russa em relação com a autorização solicitada por Zelensky e o seu regime para usarem as armas de longo alcance (foguetes e mísseis) que os EUA, Reino Unido, França e Alemanha lhes forneceram para atingir alvos no interior da Rússia. A pergunta foi feita directamente a Putin e a resposta que ele deu confirma a análise que eu fiz nas secções 3 e 7 do meu artigo “A sinistra rábula de Volodymyr Zelensky (ex-presidente da Ucrânia) e dos seus comparsas locais durante a visita que fez a Portugal.

    Quem não tenha tempo ou paciência para ver a conferência toda, poderá ver o trecho relevante aqui [https://www.youtube.com/watch?v=-fJtzsKraLg] começando no momento 6m48 até ao minuto 9.

    O segundo ponto a salientar tem a ver com o modo como Zelensky e o seu regime vão utilizar as armas de longo alcance que lhes foram fornecidas pelos seus patronos e tutores para atingir a Rússia em profundidade. Limitei-me a afirmar que essas armas (i) têm um alcance mais reduzido do que aquele que Zelensky apregoa, (ii) que elas são manejadas por pessoal especializado de várias nacionalidades, e (iii) que a Rússia procurará destruir umas e outro por todos os meios ao seu dispor, incluindo, como “ultima ratio regum”, armas nucleares ditas “tácticas”, se vir a sua existência gravemente ameaçada. Mas não desenvolvi o tema (ii) por falta de conhecimentos militares.

    Afortunadamente, o coronel Carlos Matos Gomes veio, dois dias depois, colmatar essa lacuna e explicar-nos como é que coisa funciona (ver, “O GPS e a mentira política”, https://estatuadesal.com/2024/06/06/o-gps-e-a-mentira-politica/).

    1.º) «Quer a guerra na Ucrânia quer a chacina de Gaza estão dependentes de um sistema de localização e comunicação de dados que é propriedade do governo dos Estados Unidos: o GPS. /…/ Sem o GPS fornecido pelos Estados Unidos nenhum míssil disparado da Ucrânia voa para qualquer alvo nem qualquer avião israelita descola para bombardear escolas e hospitais. O GPS é propriedade do Departamento de Defesa dos Estados Unido. Também debaixo do completo controlo da administração americana está a rede de satélites de espionagem / observação, e de comunicações, incluindo a rede Starlink de Elon Musk que fornece as comunicações na Ucrânia. Isto é, toda a informação de referenciação de alvos na Ucrânia, na Rússia e em Gaza está sob o controlo direto dos Estados Unidos»

    2.º) «[A] rábula da limitação de emprego de armas ocidentais na Ucrânia. As armas fornecidas pelo Ocidente — sejam espanholas, alemãs, inglesas, polacas, lituanas — são armas americanas, que têm os chips americanos e que só podem ser empregues nas condições que os Estados Unidos, enquanto proprietários, autorizam».

    Putin, na referida conferência de imprensa, corrobora a análise de Carlos Matos Gomes neste particular. Ver o trecho que vai do momento 0 minutos ao momento 6m e 48 segundos do vídeo

  4. Conheço dois ou três ucranianos. Uma mãe que passou o filho e a nora pela fronteira com a Roménia, segundo ela, por 5000 euros e que está muito preocupada com a vivenda que por lá construiu, um outro que, ao ouvir uma conversa lateral entre dois portugueses muito informados acerca da guerra pela nossa televisão, os elucidou com muita calma que aquilo é uma guerra dos EUA com a Rússia e que, por exemplo, as terras agrícolas já não pertencem à Ucrânia e que os tipo que mandam no país estão todos muito ricos, e outro que não gosta de russos.

  5. Foram 500 anos de exploração, depredacoes, massacres, substituição de populações, nas cinco partes do mundo. Não iam agora aprender a ser honestos.
    Simplesmente tal não está no nosso ADN.
    O problema é que também sempre vimos os russos como uma população que pode simplesmente ser substituída. Como o foram as da América, Austrália e Nova Zelândia.
    E então agora que o aquecimento global permite que até zonas como a Sibéria já não sejam assim tão más.
    Foi o frio extremo da Rússia que contribuiu em grande parte para a derrota das grandes invasoes ocidentais, dos suecos a Hitler.
    E após Hitler, a Rússia lá continuou ainda por cima oferecendo uma outra forma de organização social. Que até os obrigou a arrepiar caminho e dar a plebe alguns direitos como reformas, horários de trabalho e salários decentes.
    Convertida a Rússia ao capitalismo e mais “encolhida”, com a perda de vastos territórios, começamos logo a ver novas oportunidades de pilhar e desta vez destruir totalmente aquela gente que cometeu o crime de ter recursos que deveriam ser nossos.
    Já sem falar da retirada de direitos a plebe via crises, mercados e neo liberalismo desenfreado.
    Mas a injustiça de os russos terem o que nos não tínhamos podia ser corrigida.
    Ieltsyn foi o primeiro “corrector”, desta injustiça. Impingido aos russos por uma campanha eleitoral milionária e orquestrada pela mais moderna propaganda ocidental, o bêbado garantiu anos de farta pilhagem.
    Pelo caminho ficaram três milhões de mortos de frio e fome mas nada que tire o sono a ninguém.
    O sucessor do bêbado tratou de pôr alguma ordem no galinheiro garantindo pelo menos que ninguém morreria de fome ou de frio.
    Vendendo energia barata e pensando que assim acalmaria a nossa sede de pilhagem.
    Embarcou em sonhos cor de rosa de que, convertidos ao capitalismo e a religiosidade por vezes extrema, os russos seriam finalmente aceites como iguais pelo Ocidente. Chegou a pedir a adesão do seu pais à Nato.
    Começou a acordar após a campanha de pilhagem do Iraque.
    O despertar continuou com o Golpe Maidan e, provavelmente, com a Guerra na Síria.
    O nosso apoio a forças das trevas como o Estado Islâmico e a tentativa de passar como defensores da democracia grupos ligados à Al Qaeda que massacra a sem do nem piedade deve ter lhe dado a medida de quão baixo podíamos cair para garantir os nossos direitos de saque.
    Mesmo assim, no caso da Ucrânia, ficou demasiado tempo a espera de ver no que aquilo dava. Quando coisas como o Massacre de Odessa e os bombardeamentos sistemáticos no Donbass deviam ter dado a medida do que aquilo dava, bem antes de 2022.
    Foi esta hesitação que nos deu asas para tentar mais uma vez a grande aventura de destruição da Rússia.
    Até porque os meios tecnológicos e de suporte de vida para combater o frio que ainda por lá faz no Inverno são bem melhores que no tempo do Hitler.
    Hitler calculava que seria preciso manter vivos cerca de 30 milhões de habitantes da então União Soviética para utilização como escravos, que poderiam ser extintos a medida que as heroicas parideiras arianas fossem produzindo substitutos de raça pura.
    Para esta gente talvez nem seja preciso tanto. Por isso procuramos prolongar a guerra por todos os meios.
    Quanto ao tal ucraniano que teve coragem de ir a Figo Maduro dar ao ditador de facto do seu pais as “boas vindas”, que merecia, é provável que não o voltemos a ver. Se entrou num tempo curto e perfeitamente possível que o registo tenha sido simplesmente apagado.
    E não venham dizer que nestes tempos de censura isto é teoria da conspiração.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  6. O desprezo dos ocidentais (europeus, norte-americanos e sul-americanos e sul-africanos, e autralianos e neo-zelandeses de origem europeia) sentem pelos outros é a causa de todos os seus triunfos e tormentos.
    Curiosamente, nós os europeus continentais, a origem de toda a colonização nos restantes continentes, com particular destaque para a América (onde as nossas doenças fizeram mais de metade do trabalho de extermínio dos autóctones, e permitiram uma colonização hiperbólica e massiva) e a Oceania (na Austrália e Nova Zelândia foi à vontade do freguês), mas também em África (onde as doenças e o clima locais faziam mais estragos nos colonizadores que as doenças e artimanhas dos colonizadores nos africanos) e na Ásia (os impérios europeus lá chegaram e foram dos últimos a permanecer (Macau e Hong Kong, sem falar das Índias que alcançaram a Independência décadas mais cedo), estamos neste momento no epicentro da crise mundial, tal como aconteceu no século passado nos preâmbulos das Guerras Mundiais, e depois na Guerra Fria.
    Ou seja, por muitas voltas que demos ou que o mundo dê, é sempre o continente europeu o palco principal das “danças de salão” (outra designação para “artes bélicas) mais decisivas, seja pelo seu carácter colonial multipolar (quando a Europa dividia o mundo, e isso começou com o Tratado de Tordesilhas que dividia o mundo entre Portugal e Espanha, até à intromissão das outras nações europeias na partilha do “Novo Mundo”), como aconteceu no passado, seja agora pelo seu carácter de tabuleiro menor, periférico, desde que se tornou um satélite da potência maior do pólo ocidental, os Estados Unidos da América, tendência que se acentuou a partir da sua entrada na Guerra Mundial, na frente Atlântica / da Europa, e desde então, no pós-guerra (Plano Marshall) e durante a Guerra Fria com a União Soviética e posteriormente, até aos dias de hoje, sempre numa intervenção de expansão, mais ou menos directa, mais ou menos activa.
    Enquanto não se aceitar a realidade histórica, as causas e origens da nossa realidade, não se entende nem se consegue superar os desafios da actualidade. O passado não podemos modificar, só entender, estudar e aprender com ele. O futuro não controlamos, não depende só de nós. O que depende de nós é o presente, a consciência e a lucidez para podermos decidir da forma mais correcta tendo noção das lições do passado e dos desafios presentes e futuros.
    Ora as elites ocidentais insistem no domínio e no controlo para continuarem a sua senda, no poder da violência e da força, não percebendo os problemas que já causaram, as suas consequências, não aprendendo as lições, não percebendo os sinais nem os limites, e isso não augura nada de bom, não há lucidez, não há presença de espírito, não há noção histórica, não sequer princípio éticos e deontológicos, honestidade intelectual…

    • O problema põe-se quando se molda a realidade histórica à nossa percepção da realidade e isso é o que podemos ver todos os dias reflectido na nossa comunicação social. É disto exemplo uma enorme discussão (aos gritos) que tive com um amigo de longa data e que felizmente não resultou em zanga, porque eu não conseguia entender que ele, pessoa informada e com um enorme interesse pela história, não quisesse entender que este conflito também tem uma história e que não foi um tipo que um dia acordou e disse: hoje apetece-me invadir a Ucrânia. E, quando referi, por exemplo, o massacre na casa dos sindicatos, os acordos de Minsk, em particular Minsk II ou a retirada de direitos de cidadania como a utilização da língua, ele me atira com: mas o Hitler também usou os Sudetas como pretexto para a invasão da Checoslováquia. Por conseguinte estamos lixados com F grande. E, pelo andar da carruagem, vamos ficar pior ainda.

  7. Não me parece que efectivamente todos os ucranianos se queiram imolar por Zelensky. Os que já morreram afogados no rio para de lá fugir não queriam de certeza.
    O problema é quando uma parte da população esta fanatizada não há muito a fazer se não fugir.
    Com efeito, se o pobre diabo que teve a coragem de ir a Figo Maduro dizer o que pensava de Herr Zelensky fizesse o mesmo na Ucrânia talvez não visse raiar o dia seguinte.
    Os nazis que espalham o terror na Ucrânia não fazem por menos. Matam com a mesma facilidade com que nos bebemos um copo de água.
    E se o homem teve essa coragem e por saber que provavelmente a maior parte dos compatriotas que cá estão compartilham a sua opinião e não as de Pavlo Sadoka.
    Com efeito, foi estranho que com tantos ucranianos em Portugal não se conseguisse arregimentar meia dúzia para receberem Herr Zelensky. Talves não tenham já confiança no que fariam ou diriam.
    Com efeito, se alguns europeus começam a estar cansados desta guerra, e so estamos a gastar lá o nosso dinheiro, como não estarão boa parte dos ucranianos que estão a dar o sangue.
    Se ainda se vao calando e provavelmente por terem famílias na Ucrânia que não deixarão de sofrer represálias. É os que lá estão sabem que se verão a contas com os nazis.
    A Ucrania vai cada vez mais apostar no terrorismo em território russo dado que no campo de batalha já perceberam que não há maneira de ganhar.
    O que pode fazer a Rússia perder a paciência de vez.
    Portugal também teve muita gente a fugir para não ir bater com os costados em África. Gente que acabou muitas vezes a envelhecer onde o Diabo perdeu as botas.
    Nunca esquecerei a raiva contida com que um homem já idoso sacou de um bilhete de identidade sueco quando, querendo tirar um número de contribuinte lhe pediram uma identificação. O azedume com que disse, colocando o documento no balcão “tenho este, graças ao Salazar”.
    Quantos ucranianos terão outros bilhetes de identidade graças a Zelensky se ter vendido ao “Ocidente Alargado”.
    O que é preciso é que quem não se quer sacrificar seja acolhido como nós fomos. Que ninguém cumpra a ameaça de Polónia e Lituânia, que afirmaram que iriam entregar a Herr Zelensky os refugiados em idade militar. Que na Ucrânia vai ate aos 60 anos. Quem fizer isso está a cometer (mais) um crime.
    Agora ao dar “fogo” a Herr Zelensky estamos a mostrar que temos o mesmo desprezo pelos ucranianos que tivemos pelos das primeiras levas, nos anos 90 do Século passado. Quantos morreram em acidente de trabalho por serem postos na construção civil sem condições de segurança nenhuma. Quantas mulheres sucumbiram a doenças venereas em casas de prostituição onde muitas vezes eram forçadas.
    Não desprezamos só os russos. Também nos estamos nas tintas para os ucranianos. O problema é que teem um presidente que também se está nas tintas para as suas vidas.
    Isto tem tudo para correr mal.

  8. O Zé do Sky é um mercador da morte, e o Arestovych um encantador de pategos. Quando chegou a Portugal, a Figo Maduro, um homem o esperava cá fora, com dezenas de militares entre ele e os portões que davam acesso à pista, com um cartaz escrito à mão, com letras garrafais, presumo que em ucraniano.
    A reportagem da RTP cometeu uma pequena proeza e foi ao seu encontro para perguntar o que dizia o cartaz e se era uma mensagem de apreço a Zelensky, ao que o homem respondeu que pelo contrário era um cartaz de protesto e que Zelensky era um crápula e grande responsável pelo que estava a acontecer na Ucrânia, sobretudo os sentidos por pessoas civis como ele.
    Escusado será dizer que a reportagem não durou muito mais, mas pelo menos mostrou alguém que deu a cara, sozinho contra o mundo, para dizer o que pensa do “presidente” (ou será ditador?) da Ucrânia, já que provavelmente no país dele, se o fizesse, seria detido e teria problemas sérios com o “aparelho de Estado”.
    A única vez que perguntei a um ucraniano que conheço o que pensava do assunto, a resposta foi idêntica, que Zelensky é um crápula vendido e está a colocar a Ucrânia de pantanas. A amostra é curta, mas a já são dois ucranianos a viver em Portugal a dizer o mesmo. Felizes os que conseguiram sair de lá a tempo e encontrar um sítio onde viver descansados. É que a narrativa é que os ucranianos querem todos lutar sacrificialmente contra os invasores russos, esquecendo que milhões já emigraram, muitos para escapar a alistamentos forçados e a tornarem-se carne para canhão, o destino que muitos tiveram na tão propalada “contra-ofensiva” da Primavera do ano passado. Que este ano a contra-ofensiva parece que vai ser disparar mísseis para dentro da Rússia, já que no campo de batalha está bloqueada.
    Paz aos homens de paz, e que os maluquinhos da guerra não nos levem a todos (ou muitos) para o delírio belicista com que anseiam, enquanto deitam biliões de dinheiro para a fogueira.
    Quanto ao “inverno nuclear” ser um bom paliativo para as alterações climáticas já ouvi teorias menos parvas, mas cada um com a sua, assim sabemos o que papam ao lanche.
    A verdade é que o discurso da Agenda Vinte-Trinta para a transição energética e as energias renováveis é tão urgente e prioritário, mas tão prioritário para a segurança global e o futuro da biodiversidade no planeta, que ficará em stand by em caso da guerra mundial “iminente e inevitável” que os senhores da guerra, da finança e das armas tanto se esforçam por espoletar. E uma guerra nuclear pode destruir não só a Humanidade, como grande parte da cadeia alimentar, imaginem o efeito de vários vulcões por todo o mundo em erupção, seria parecido.

    • Amigo Albarda-mos, lembras-te em que dia, a que horas e em que canal (RTP-1, RTP-2 ou RTP-3) a RTP mostrou o ucraniano que protestava contra o pirilau pianista? (Re)vi o Telejornal (20:00) de 28 de Maio da RTP-1 (dia da visita) e não está lá.

      • Já pesquisei (só consigo recuar até dia 29, e não encontrei, por isso pode ter sido no próprio dia 28. Vou pesquisar melhor e se descobrir escrevo aqui. Recordo-me a hora e o dia em que foi a visita, por volta das 15H30 do dia 28 de Maio, pois referi num comentário pouco depois o acontecimento.
        Tenho ideia que foi num dos noticiários da tarde da RTP3 ou no telejornal da RTP, mas não encontrei. Posso estar enganado no canal.

  9. Mísseis com 500 quilómetros de alcance não vão permitir essa profundidade toda, dada a dimensão gigantesca do país, mas podem permitir lançar o terror sobre vastas áreas civis.
    De qualquer maneira a recente autorização não vai mudar nada pois que a Ucrânia sempre fez o que lhe apeteceu e atacou tanto quanto pode. Cometendo crimes de guerra atrás de crimes de guerra.
    Cabe a Rússia continuar a tentar interceptar o maior número de projécteis, como até aqui.
    O que estes trastes querem mostrar é que estão dispostos a tudo para tudo para apoiar a fúria, assassina dos ucranazis. E que apoiarao a Ucrânia e o seu sanguinário regime ate ao fim o que quer que este faça.
    Pelo menos são coerentes dado que também apoiam o estado genocida de Israel.
    Que na madrugada de segunda feira atacou Alepo, na Síria, matando pelo menos 17 pessoas. Porque o fez? Não interessa. O povo eleito de Deus não deve explicações a ninguém nem são estes trastes que lhas irão pedir.
    Para derrotar a Rússia teremos de apostar numa ofensiva terrestre e aí podemos contar com os cogumelos cor de laranja.
    Agora digam de uma vez que estamos a apoiar uma personagem grotesca como Zelensky pelos mesmos motivos que apoiamos o Estado Islâmico na Síria. O controle de recursos e a pilhagem de um pais.
    Parem de nos vender a ideia idiota de que a Rússia quer esta merda que é a Europa para alguma coisa.
    Nos é que queremos pilhar o que eles teem. Porra, já viram alguém assaltar um sem abrigo?
    So outro sem abrigo que já esteja louco, aqui os sem abrigo somos nós. O problema é que somos sem abrigo com instintos de ladrões, armados e perigosos.
    Vão ver se o mar dá megalodonte.

  10. 500 mil milhões para a guerra…
    0 para a paz.

    “Nada de novo debaixo do sol”.

    Interessante: o S300 e o S400 são sistemas de defesa terra-ar muito eficazes.
    Não são armas que podem ser utilizadas para disparar contra a Ucrânia, mas armas que podem ser utilizadas para nos defendermos quando somos atacados.
    Começar a atacá-los significa que os ucranianos vão enviar aviões para a Rússia.

    É preciso ser ingénuo para pensar que a Ucrânia não vai atacar profundamente a Rússia!

    Parece que não queremos compreender que, para um russo, as palavras são actos e vamos aprender isso à nossa custa, numa guerra que não é nossa, por um país liderado pelos EUA, um país de nazis com quem não temos qualquer interesse e por quem os vossos filhos terão as tripas no ar para tocar piano ou jogar à bola, com a ruína do nosso país .

    A mensagem é clara e existe um risco real de escalada numa guerra que nunca teria acontecido se os EUA e a UE tivessem sido um pouco mais lúcidos… há 30 anos!

    Os “ucranianos” danificaram – antes da “luz verde” oficial – um radar de alerta precoce da rede russa de mísseis anti-balísticos. Um tal ataque não tem qualquer interesse militar para a Ucrânia, que nunca utilizará mísseis balísticos, mas apenas para os EUA, com vista a um primeiro ataque balístico. E nós fingimos acreditar que todas estas operações estão a ser levadas a cabo exclusivamente pelos ucranianos? Uma marcha cega para a guerra nuclear, tal como 1914 foi uma marcha cega para a carnificina, com a população a aplaudir !!!!

    Estamos a enviar armas para matar os nossos antigos parceiros económicos, com os quais não tínhamos qualquer razão para chegar a esta perigosa conclusão. Em todo o caso, não dispomos de meios para travar esta guerra e não estamos ameaçados no nosso próprio território, a não ser pelo … Haverá lágrimas nos olhos de todos, por isso, se ainda não as têm, reservem um talhão no cemitério para os vossos filhos, desde que consigamos encontrar pedaços deles .

    Para falar de modo profundo, são necessárias informações precisas, orientação e competências que não podem ser adquiridas rapidamente.
    Pois, no caso da NATO intervir directamente no conflito, vai acabar por irritar os russos.

    Os mísseis hipersónicos russos demorarão 240 segundos a atingir Lisboa…

    Os ucranianos nunca imaginaram que seriam dizimados por uma guerra conduzida pela NATO, e nós estamos a caminho de sofrer o mesmo destino para o bem maior dos EUA!

    Terá Putin paciência para aguentar até às eleições americanas do início de novembro?

    Mas vamos com calma…

    Os “teóricos da conspiração” (no qual muito me orgulho),começam a concordar com este cenário (salvo circunstâncias imprevistas) até janeiro/fevereiro de 2025:

    Fase 1: os Popofs libertarão Kharkov… e depois Odessa, até essa data.
    Eles não vão gostar… porque o que resta de não lhes interessa…

    Fase 2: A NATO lançará skalps ocidentais sobre populações civis…
    E eles também não vão gostar disso…!

    Fase 3: “A Coreia do Norte e o Irão autorizarão a Rússia a atacar a Ucrânia e os países da NATO” com as suas armas e Putin lançará uma arma pesada sobre Kiev…. para silenciar os resmungões…. ou enviará uma demo mais potente sobre um país “co-beligerante”… como a França, o Reino Unido… ou sobre os 900.000 reservistas da “Wehrmacht 2024” mobilizados na Alemanha…!

    E é nessa altura que é preciso ter revisto as lições sobre como reagir em caso de queda de uma bomba nuclear nas proximidades…

    Em todo o caso, os “megadontes” não sabem nada sobre isto e estão-se nas tintas!

    Depois disto, choca-me que tudo isto esteja a ser feito de forma antidemocrática, sem passar pelo parlamento…

    Todo este circo só beneficia os países fora da Europa. Não são os Estados Unidos que arriscam um ataque no seu território, uma vez que não são oficialmente beligerantes.

    Não compreendo por que razão os dirigentes enveredam por este caminho de suicídio colectivo, a não ser que seja para varrer as coisas para debaixo do tapete, em benefício dos industriais e dos banqueiros, mas em detrimento dos cidadãos.

    A vantagem de um inverno nuclear é o facto de ser uma solução sustentável para o aquecimento global.

    Quanto ao ritmo das hostilidades, sejamos mais precisos: devemos colocar-nos a questão “quando é que o bunker do FaceBookMan estará concluído e habitável?”.
    Essa será a data-chave.

    Cuidem das vossas tiróides.

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