Todo o poder ao povo!

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 02/05/2024)

A insistência neste tipo de “estudos” sobre a “corrupção” em Portugal funciona como um círculo vicioso que se alimenta a si próprio, privilegiando a percepção sobre os factos e os números e instigando de forma determinante o discurso do Chega e das conversas de café.


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De entre as inúmeras iniciativas que a academia e os media levaram a cabo a propósito dos 50 anos do 25 de Abril, a mais deprimente é capaz de ter sido o projecto de investigação “50 Anos de Democracia em Portugal: Aspirações e Práticas Democráticas”, elaborado pelo Instituto de Ciências Sociais e Políticas. Se o inquérito aos portugueses promovido pelo estudo tem base fiável, estou desconfiado que, apesar de se declararem largamente favoráveis à democracia (uf!), muitos portugueses ainda não perceberam bem, 50 anos depois, o que é a democracia. Ou então acham que democracia é um sistema com um “líder forte” — como também declarou preferir uma grande maioria —, mas em que os interesses do “povo” fossem respeitados. Sim, porque para 81% dos inquiridos os “políticos falam muito e fazem pouco” — ao contrário do povo, que, como se sabe, fala pouco e faz muito. Tudo menos um líder fraco, como António Costa, por exemplo, à mercê de ser derrubado pelos humores de um Presidente, que, todavia, só tem poderes comparáveis aos da rainha de Inglaterra, ou mesmo pelos humores de uma procuradora-geral da República, que de rainha de Inglaterra só tem pose. Atrevo-me até a desconfiar que anda por aqui muito saudosismo inconfesso daquele líder forte que há tempos, numa votação televisiva, foi eleito o maior português de sempre — o tal que declarava que, felizmente para eles, os portugueses só tinham de se ocupar do seu dia-a-dia, porque da política ocupava-se ele e o seu Governo.

Que raio de esperança haveremos de ter numa democracia que aparece aos olhos dos seus destinatários e intervenientes dividida entre “o povo puro” e “a elite corrupta”? De facto, não fosse o que vimos nas ruas no dia 25 e até parece que não se salvaria nada deste inquérito às aspirações democráticas da nossa gente: segundo ele, 86,7% dos heróis do mar vêem os políticos e os partidos apenas interessados na defesa dos seus privilégios e 82% vêem uns e outros como “desonestos e corruptos”. Infelizmente, o estudo não se atreveu a ir tão longe como perguntar aos portugueses o que eles pensam de si próprios enquanto povo. Mas não custa muito adivinhar que não nos consideramos nem maledicentes nem invejosos, dissimulados ou cobardes, preguiçosos ou dependentes, ressabiados ou boateiros. Pelo contrário, somos seguramente valentes e determinados, trabalhadores e responsáveis, independentes e frontais, solidários e amantes da verdade. Numa palavra: democratas. Tão democratas como os ingleses, tão pouco faladores como os suecos, tão produtivos como os alemães.

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Mas sendo este, segundo o povo, o estado da nossa democracia, só caberá uma solução: abdicar dos partidos e dos políticos, uma vez que quatro em cada cinco são corruptos e desonestos. Nem sequer é uma ideia original: em tempos (já em democracia, ou o que chamamos de tal) houve um grande empresário que defendeu que o país devia ser governado por um Presidente da República “forte”, apoiado nas corporações e sindicatos e deixando de lado o Governo, a Assembleia da República e os partidos, a emanação de todo o mal democrático. Este bom povo, agora inquirido, parece ser da mesma opinião, talvez menos elaborada: 70% deles defendem que “as decisões importantes” deveriam ser tomadas directamente pelos cidadãos através de referendos. Assim “o povo puro” governaria no lugar da “elite corrupta” e seguramente melhor. Imaginemos então o cenário de tal democracia.

Para começar, aboliam-se as eleições, uma vez que, governando por referendos populares, não era necessário eleger nem um Parlamento nem dele sair um Governo. Este seria basicamente composto apenas por um super-Ministério dos Referendos, a quem caberia a organização de toda essa nova forma de manifestação da vontade popular democrática. Abaixo desse ministério, e remetendo para as áreas dos anteriores e extintos ministérios, haveria somente direcções-gerais, encarregues de executar as “leis” saídas dos referendos e que em caso algum poderiam ser preenchidas por alguém com passado político ou suspeitas de quaisquer ambições políticas. No lugar dos partidos, que seriam, obviamente, extintos por inutilidade e perfídia, poderiam organizar-se grupos de cidadãos para defenderem orientações de voto nos referendos, mas jamais de forma profissional ou duradoura, jamais subsidiados por dinheiros públicos, apenas motivados por pura generosidade cidadã. Apenas para efeitos de assessoria da governação dos directores-gerais constituir-se-iam Juntas de Aconselhamento Público, com a função de emitirem pareceres — não vinculativos! — sobre alguns assuntos mais técnicos, tais como as contas públicas, a defesa e segurança, os negó­cios estrangeiros, os direitos e garantias individuais, e pouco mais. Mas nunca por nunca tais juntas poderiam pôr em causa a liberdade de pronunciamento popular sobre as “decisões mais importantes” em referendo ou contrariá-las, e, obviamente, os seus membros também seriam não remunerados e politicamente virgens.

Isto estabelecido e atribuídos poderes simbólicos ao cargo de Presidente da República (indispensável apenas para efeitos protocolares e de representação externa, mas sem direito a discursos nem condecorações), façamos um exercício do que seria Portugal imediatamente governado pelo povo, com o povo e para o povo pegando em alguns dos temas actualmente mais falados. Imediatamente, trataríamos de referendar se restabeleceríamos o Serviço Militar Obrigatório e, com carácter de urgência, se atribuiríamos o reclamado subsídio de risco igual aos inspectores da PJ a polícias, GNR, guardas prisionais e bombeiros, tendo depois que decidir em quanto teriam de ser aumentadas as Forças Armadas; com idêntica urgência referendar-se-ia a reposição integral das promoções dos professores, decidindo se tudo de uma vez ou faseadamente, e o mesmo para os restantes corpos da Função Pública. Depois fixar-se-ia por referendo os vencimentos dos profissionais do SNS, o Salário Mínimo Nacional e as tabelas do IRS. Assim reposta de imediato a paz e a justiça social, poderia passar-se a outros referendos menos urgentes, mas igualmente importantes demais para serem deixados ao livre-arbítrio dos políticos. Seria o caso da reforma da justiça, do montante do investimento público em saúde, habitação, educação e transição digital e energética, do reconhecimento do Estado da Palestina, das eventuais indemnizações a pagar às ex-colónias por 500 anos de exploração e escravidão e finalmente, e como consequência de tudo o resto, referendar-se-ia os limites de endividamento do Estado português e as formas de possível pagamento.

Claro que esta ficção, meio a sério, meio a brincar, só é possível face aos resultados de um inquérito que, mesmo desconhecendo os seus dados de trabalho, considero mal feito, com perguntas demagógicas e orientadas, induzindo respostas impensadas e demagógicas. A insistência, aliás, neste tipo de “estudos” sobre a “corrupção” em Portugal — unicamente baseados na “percepção da corrupção” pelas pessoas interrogadas — funciona como um círculo vicioso que se alimenta a si próprio, privilegiando a percepção sobre os factos e os números e instigando de forma determinante o discurso do Chega e das conversas de café. A cooperação entre o Ministério Público, a leviandade comunicacional e a demagogia política — nuns casos irresponsável, noutros premeditada — conduzem a um caldo de cultura que mói e desgasta o combate pela preservação das instituições e da própria ideia de democracia. Não ignoro que muito do que resulta das respostas a este inquérito corresponde ao que pensa mesmo uma franja larga, demasiado larga, dos portugueses. Mas, felizmente, ainda não chegámos ao estado de catástrofe que das suas conclusões resultaria e a que muitos aspiram.

Quanto mais não fosse, a multidão de portugueses a festejar nas ruas a liberdade no dia 25 e os 27 mil sócios do FC Porto a resgatarem para a liberdade o seu clube no dia 27 mostraram às aves de rapina que ainda não estamos prontos para o seu festim. E ao contemplar a lua cheia na noite de 25 ocorreu-me o título do livro de Sttau Monteiro: “Felizmente Há Luar”. Ainda há luar.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

18 pensamentos sobre “Todo o poder ao povo!

  1. Melhor ainda. O poder aos Loureiros, aos Varas, aos Cabritas. Aos ministros e ajudantes após governo. Todos, todas e todes. Deputados, emprego público garantido. Nais do mesmo. Vale?

  2. Mas, afinal, o que é o«povo»? Receia-se que um conceito abstrato, de que cada um se serve para os mais diversos fins, que a um tempo se mostrará inteligente ou burro, conforme esses mesmos fins! É como os «referendos», apela-se ou dispensa-se os mesmos, conforme der jeito!

  3. Se já não há políticos dignos desse nome é porque Portugal e ocidente está à beira dos cuidados paliativos, isso deve-se, em grande parte, a este tipo de personagens que se tornam subitamente lúcidos quando já não têm interesses pessoais a defender, mas que perderam o sentido de discernimento e o dever para com a nação quando tiveram a oportunidade de influenciar o curso do seu destino.
    O problema é a influência externa, e de ideias que faz com que aqueles que chegam ao poder não mudem o seu software porque esse foi o método vencedor para chegar ao topo. 50.000 lobistas em Bruxelas que fazem chover e brilhar o sol impondo reformas…
    Mas nunca se esqueçam que são nomeados pelos presidentes dos países europeus que, por isso, consentem no desmantelamento dos países europeus… entre os 50.000 lobistas, 30.000 americanos! A Europa é o joguete do Estado profundo americano e das suas multinacionais (blaqueroqueuuu! Rotte-chield) e os dirigentes europeus são os testas-de-ferro dos americanos ao serviço das ideias neoliberais, e tudo em benefício de uma minoria.

    Outro problema da maioria dos Portugueses é que foram de tal forma emburrecidos pelo Estado que se tornaram incapazes de criticar as incoerências do sistema. E os sucessivos governos dos últimos 50 anos fizeram um trabalho tão bom para minar o sistema que o liberalismo se tornou um palavrão .

    Sim,a globalização capitalista em que vivemos, com a corrupção generalizada que a acompanha, tornou-se pior do que o comunismo.

    O sistema merece, de facto, ser destruído, desmoronar-se.

    Quanto mais se retira a responsabilidade, menos liberdade se deixa e mais se entra na submissão voluntária.
    Eles sabem o que estão a fazer, não são loucos.

    Querer controlar tudo, taxar tudo, bloqueia a máquina, o desejo, a emancipação e a remuneração justa… Em suma, priva-nos da liberdade de sermos livres.

    Talvez o meu erro, penso eu, ou como deliberadamente o apresentam, é fazer crer que se trata de pura estupidez por parte de políticos .

    Mas imaginemos: e se foi feito de propósito?
    A minha recordação da URSS é que muitas pessoas se aproveitaram de forma atroz do Estado durante os anos de sofrimento do povo antes da queda, para ganhar dinheiro.
    Assim que a URSS entrou em colapso, foram os países ocidentais que aproveitaram para se instalarem, reconstruírem e McDoizarem.
    E depois, toda esta oligarquia de novos bilionários russos que prosperaram no início de 2000…

    Não é esse o plano?

    Já podemos ver muitos actores a “empanturrarem-se” nas costas da besta, o povo.
    A queda parece inevitável e já podemos sentir que os EUA estão prontos para introduzir o Plano Marshall II.
    E todos aqueles que vão aproveitar a reconstrução para encher os bolsos quando todos os impérios exportados para todo o continente tiverem de ser reconstruídos localmente.

    Como se costuma dizer, a história está a repetir-se.
    Então, que melhor maneira de prever o futuro do que inventá-lo a partir do zero?

    Não me surpreenderia.

    Continuamos a ser apenas consumíveis para “eles”.

    É triste.

    Enquanto a situação económica do país se deteriora dramaticamente, com a taxa de pobreza a subir, com a inflação que deverá aumentar muito mais, as universidades do país estão também na linha da frente deste empobrecimento acelerado.

    Cada vez mais economistas admitem, pública ou secretamente, que o sistema capitalista está no fim da sua vida (K. Schwab, etc.).
    O “comunismo”, ou pelo menos certas práticas do comunismo, parecem ser-lhes favoráveis.
    Não há dúvida de que o mundo está em plena mutação social, que se esforça por encontrar soluções para todos os problemas colocados por essa mutação e que essas soluções só podem passar por uma redução drástica da população (por razões ambientais) seguida de uma reestruturação de TODOS os nossos parâmetros! E este é um assunto muito mais vital do que a nossa pequena nação.

    Foi a nossa elite que lançou as bases do problema ao desperdiçar os nossos conhecimentos e isso foi feito deliberadamente para nos submeter ao internacionalismo…

    Porque a nossa elite já não é Portuguesa mas capitalista, o seu país é o dinheiro.

    Infelizmente, agora que estamos nus por causa da nossa elite, só nos resta sofrer e adaptarmo-nos ou morrer economicamente…

    Estamos simplesmente a caminhar para um governo de multinacionais ocidentais, num primeiro momento global, num segundo…

    E toda a gente acha que é normal, as multinacionais ditar as regras (já o fazem em Bruxelas… Cf.Lobistas).
    Os nitritos são proibidos para os animais, não para os humanos.
    Temos de vos vender os medicamentos que desenvolvemos…

    Só Bayer – Monsanto é suficiente para perceber isto…

    Em suma, o mundo de amanhã será um mundo sombrio, porque toda a gente odeia a gestão ocidental, e com razão, mas é a gestão ocidental que manda…

    Sim, aquele que cria o problema para fingir que dá a solução ao problema que ele próprio criou para que o consideremos indispensável!

  4. Mais um caldo de estupidez do senhor capelão, que sabe tudo sobre os outros mas não passa de um lampião intermitente e pouco inteligente (não confundir com benfiquista, da estirpe de um Toni, por exemplo). Não esforces essa molécula, que ainda te dá uma queda de tensão.
    Não, não sou do clube do vinho e do garrafão, nem do bispo, dos padres, da toupeira, da mala ciao, dos assassinos de adeptos, dos perdões fiscais da Manuela Azeda O Leite, das borlas da EPUL e da CML, etc, nem da claque que existe sem o Orelhas saber (faz de conta) sem nome que se junta em dúzias para espancar e violar pessoas isoladas, a cobardia pode não ter nome mas tem caras, e o lugar delas é na prisão a apanhar sabão.
    E mais depressa és um fascizóide do eu sou um comunista, parolo.
    Não, não sou do clube que para ser campeão vai jogar com o Estoril no Estádio do Algarve.
    O Despot nem sequer falou em Portugal, patego, tu é que no meio da azia da tua bebedeira vieste dizer por palavras esquisitas que ele pecara por omissão. És mesmo mais estúpido do que pareces, és como um lampião, um em cada três é tão estúpido como os outros dois.

  5. O MST quando diz que todos roubamos o Estado deve estar a querer relativizar o que os seus ilustres “sócios do FCP” Manuel Serrão e Henrique Magalhães andaram (alegadamente) a fazer. Só que se é fácil para ele acusar todos os portugueses (todos? TODOS!) de roubar o estado, já fica mais difícil falar destes casos em concreto, vá-se lá saber porquê, e o mais certo é começar a bater no MP e no sistema judicial (com todos os defeitos e problemas que têm), se for preciso ainda invocando a presunção de inocência e os direitos jurídicos destes e outros arguidos. Já vi burlões profissionais e encantadores de pategos com mais ética…

    • Mais vale cair em graça, que ser engraçado.

      Declaração de interesses: “não acompanho o filho da poetisa na sua paixão pelo FCP”. Por isso quando o leio, coloco sempre uma ponderação no que ele diz, por ser portista.

      Agora porque é que, não atacaram este?
      https://estatuadesal.com/2024/05/02/o-porto-e-o-espelho-do-que-pode-ser-a-nacao/#comments

      Ahhhh …. porque …

      Eu quando li o que este escreveu:
      https://estatuadesal.com/2024/05/03/em-louvor-da-guerra/

      cheguei ao fim e pensei: “um perfeito Calimero a choramingar”.
      Porque não sei quem ele é, fui à procura. Realmente o que encontrei, confirmou o pensamento. Não que tenha ficado surpreendido por saber que é “comunista”, isso vê-se, no que ele escreve.
      Agora o tom choramingas, esse é daqui: “Foi também director de comunicação do SCP”. Está certo! Quem sai aos seus, não degenera.

      Mais um caso de estudo, o dos “comunistas” serem adeptos do clube dos viscondes e marqueses. O trânsfuga Carlos Brito também é, não por necessidade de disfarce na clandestinidade, mas porque havia que aprender ao pé da Nobreza, que pretendiam substituir.

      Quanto à dores de parto que sentem pela honra do Povo aqui, não deixam de ser interessante, já que não sentiram nada, quando das palavras do marido de Madame Despot (slobodan despot para quem está a chegar agora).

      Mais uma vez, mas vale cair em graça, que ser engraçado.

  6. Claro, o homem escreve tanto, aliás, ele ganha a vida com a escrita, que alguma vez há de acertar.
    Também eu já disse que temos por cá muita gente feia, porca e má, mas o problema do MST é generalizar contribuindo para nos tornar dóceis a toda a miséria que nos queiram impor.
    Foi assim nos anos terríveis da troika. Quando alguém escreve “a verdade é que andamos todos a roubar o estado” está a querer que todos nós sintamos responsáveis pelos desmandos de uns quantos corruptos cá e noutras paragens.
    E que aceitemos toda a miseria que nos seja imposta. Como foi o caso dos terríveis anos da troika.
    Lembro me também de um conjunto de perguntas que se faziam a algumas figuras públicas não sei já onde em que era dado a escolher o que diriam as pessoas. As perguntas variavam conforme as semanas mas numa delas entre as escolhas estava esta pérola “não devo querer viver como alemão produzindo como marroquino”.
    Ora isto significava que devíamos aceitar toda a miseria que nos fosse imposta pois que éramos um bando de calaceiros que não fazíamos nada. E a coisa assustou me porque se o que se pretendia era fazer o nosso nível de vida descer ao nível de Marrocos poucos de nós aguentariamos viver assim.
    Porque, é justamente porque muitos deles não aguentam que se metem nas pateras e tentam chegar a Espanha sendo que todos os anos dezenas deles morrem afogados no Mediterrâneo.
    Mas havia nessa altura muito bons espíritos a defender que Portugal so seria viável se o nosso novel de vida regredisse ao dos anos 60 do Século passado.
    E para que aceitassemos tal balde de miseria tínhamos mesmo de nos convencer que éramos todos feios, porcos e maus.
    E para isso lá estavam MST e outros. Gente como o Camilo Lourenço que lembrava que noutros tempos era normal que duas ou mais famílias partilhassem uma casa e tantas outras aleivosias.
    Havia ainda quem nos ensinasse a fazer bifes de casca de banana.
    Mais recentemente o homem tratou de instar o PS e outros partidos a deixar de se comportar como se ainda estivessem em campanha eleitoral. Ou seja, para, ele é deixar o Governo trabalhar não interessa o que faça.
    Ora isto faz lembrar o “deixem me trabalhar” do Cavaco Silva.
    O jogo político é isso mesmo e a crítica à actuação do Governo, qualquer que eje seja, é legítima. Um Governo não pode ter direito a quatro anos de ditadura sem escrutínio a pretexto de que se houver criticas mais acesas estamo nos a comportar como se estivéssemos em campanha eleitoral.
    Especialmente se temos um Governo que parece disposto a não fazer nada do que prometeu em campanha e ate a brindarmos com mais uma transferência de rendimentos do trabalho para o capital a pretexto de que afinal as contas não estavam assim tão certas.
    Tão certas como eles diziam que estavam para acusar o Governo de não fazer nada para amealhar dinheiro.
    Por isso o direito a crítica é até à fazermos o possível para que esta desgraça nao dure mais quatro anos e legítimo porque assim mandam as regras da democracia.
    Pensem o que pensarem MST e quejandos.

  7. Independente da opinião de cada um,eu não estou aqui para julgar alguém mas sim um sistema que que na sua arquitectura jurídica é corrupta contra o povo…

    E é um sistema que tem que ser mudado por um todo,de “cima abaixo”.

    Neste caso aconselho o Blogue Grazia Tanta sobre as desigualdades,corrupção,arquitectura jurídica,etc,etc,que pode elucidar muitos ,mesmo aqueles que não gostam.

    Explica muito bem o que é o nosso país,e depois pode-se fazer uma dissertação à base do que se lê.

    Gosto muito de ler o Grazia Tanta!

    Dito isto,todas as tiranias e tiranos acabam sempre por cair, e esta gente usa e abusa dos seus poderes antes da sua queda e dos grandes julgamentos populares que os afastarão definitivamente do perigo.

    Não haverá esquecimento nem perdão por parte desta gente e vidrada que se sucedeu fraudulentamente no poder, e por todos os miseráveis carreiristas e oportunistas que os serviram…

    Os povo apaixonou-se tanto pelas palavras que acabaram por acreditar nelas e segui-las. Até se afogarem nos seus pensamentos e emoções. Até se esquecerem de que tinham chegado a esta criação como vida.

    Como disse um famoso político italiano, “tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.
    Mais uma confirmação…

    O caminho para o inferno está sempre cheio de boas intenções. E com o controlo digital e a criação do euro, os governos de todos os quadrantes terão as ferramentas necessárias para controlar as nossas liberdades fundamentais.
    A questão é: como é que saímos desta situação?

    O perigo vem dos lobbies que detêm cada vez mais poder.
    Todos os governos, em todos os países, estão mergulhados numa espécie de massa negra.

    O perigo vem dos lobbies que detêm cada vez mais poder.
    Todos os governos, em todos os países, estão mergulhados numa espécie de massa negra.

    A classe política tornou-se uma seita onde proliferam ignorantes e totalitários, os dois de mãos dadas, inseparáveis. Tratam os outros como ignorantes e delinquentes. É o mundo de pernas para o ar, é o satanismo puro e simples.

    Em suma, aqueles que recusarem este sistema serão progressivamente marginalizados,ou mortos.

    O Ocidente tornou-se uma ditadura muito mais eficaz do que as ditaduras tradicionais, porque a coerção só é utilizada nas margens. O castigo das minorias vocais e activas é totalmente aceite e seguido pela maioria da população, que não quer reviver “as horas mais negras da nossa história”.
    Já não há necessidade de uma burocracia de censura – o público e as redes sociais tratam disso sozinhos e dão a impressão de uma liberdade total que, na realidade, é apenas virtual.

    O capitalismo, para se proteger, atingiu o seu clímax e passou ao comunismo, e o mesmo se passa ao contrário… O homem está sempre a falar de evolução… Tudo o que faz é imitar e utilizar à saciedade os sistemas que sempre existiram…

    É isso que mais me incomoda na morte que inevitavelmente virá…
    Nunca saber a verdade última das coisas…

    A nossa “civilização” está a morrer…

    “Eles” irão virar a mesa..

    Em suma, qualquer pessoa que não esteja “no eixo do sistema”, ou que exprime opiniões críticas ou diferentes da “Doxa Oficial”, é automaticamente desacreditada, perseguida e afastada das bancadas da Sociedade Civil. Essa pessoa perde evidentemente, o emprego, bem como a possibilidade de encontrar outro, vai se envergonhada em todo o lado e a todos os níveis (administrativo, bancário, social, etc.)

    É, sem dúvida, o que nos espera, caros amigos, e a Repressão para aqueles que se atrevem a criticar, ou investigar .

    Toda a crítica será “proibida” ….
    Em breve, “toda a oposição” será proibida ou comprada e “sob ordens”…
    O que hoje é válido para o Covid,etc,etc, amanhã será válido para a Guerra na Ucrânia, para o Genocídio Israelita em GAZA, para o Aquecimento Global, para a Omnipotência da OMS, para as vacinas que serão impostos automaticamente por essa mesma OMS ou pela UE, até para a possível manipulação informática dos Resultados Eleitorais…

    Não se esqueçam que dentro de 3 ou 4 anos terá direito à sua própria “Carteira de Identidade Global Digital”, que incluirá todo o seu pedigree e o seguirá por todo o lado, e que, dependendo do seu “Comportamento Cidadão” (no Eixo) ou não, poderá bloquear a sua Conta Bancária em “Euros Digitais”, e impedi-lo de poder comprar comida, apanhar o autocarro, viajar de avião,etc…
    Em suma, uma cortina de chumbo está prestes a ser colocada sobre a nossa sociedade civil, e sim, é um facto!

    E, de facto, é fácil ver “QUEM” manda realmente por detrás dos nossos “Zélus”, que não passam de pequenos operários que cumprem ordens que lhes são dadas em altos cargos por “Outros”…
    “Outros” que “ELES” fazem parte do chamado “Mundo Corporativo Internacional”…

    Como fui profissional da pesca,e ainda o sou,embora afastado,desafio-me a mim próprio que implica necessariamente destruir o meu êgo. Mas antes disso, é preciso ter a coragem de descobrir, de resumir e de tirar uma conclusão.

    Podem “talvez” impedir-nos temporariamente de falar, mas não de pensar e agir em conformidade. Depois disso, cada um pode fazer o que quiser e acreditar no que quiser. Pessoalmente, já me decidi desde o episódio da Covid e continuo a ser e vou ser livre! Aqueles que tentarem forçar a entrada na minha vida, se chegar a esse ponto, sofrerão as consequências. Quando não se tem mais nada a perder, tudo pode acontecer.

    No Parlamento de Bruxelas, há milhares de lobistas a percorrer os corredores, a encontrar-se com os deputados
    para os influenciar sobre o que seria bom ou não .Devillier, um homem incorruptível quando era eurodeputado em Bruxelas, colocou uma placa na porta a dizer “Não são permitidos cães nem laboratórios”.

    As leis só aumentam a confusão.

    Aqui estamos nós, já vos tinha falado sobre as delícias gastronómicas à base de insectos. Dos 20% de que falava, 10% submeter-se-ão, restando 10% para serem presos, ou seja, cerca de 6,5 milhões de pretendentes. Pensava que as prisões já estavam sobrelotadas, e mais um emprego promissor, construtor de prisões.
    Estão a tornar-se cada vez mais perigosos, decisores com cérebros decadentes – não, desculpem, cérebros decadentes – não vamos contra o muro, já estamos atrás dele.

    Para que serve a lei? Penso nesta questão muitas vezes que ela pode ser modificada com adequação dos governantes e ver emitir o seu contrário, ou da pluralidade de lei contrária? … Segundo que critérios podem ser legalmente definidos? este direito já não é garantido? um serviço de uso privado não seria controlado pelo cidadão individual? conclusão o objetivo da lei perde o seu significado através de leis contraditórias ????

    • Não estás aqui para julgar ninguém? Não parece, quando falas que serão todos julgados e condenados de “cima a baixo” (a forma mais correcta da expressão, tal como da esquerda à direita”.
      Já agora dizer que o capitalismo se transforma gradualmente em comunismo é uma versão muito exótica, para não dizer lunática, do materialismo dialéctico e da ciência política, em que o euro digital é ainda mais manipulado e controlado pelo capital e o estado central que o físico. O comunismo tem origem na revolução socialista, tem uma ditadura do proletariado (alô! O Proletariado risca quase 0 na UE!), tem partido único, etc… despejar as culpas do capitalismo ultra-liberal desaguando-o no comunismo é um salto de absoluta falta de noção da ciência política, algo típico dos alt-rightolas de arribação.
      Quanto ao resto, algum conteúdo válido, mas também alguma alucinação. Do culto do nazismo/fascismo e do ódio racial que se vai paulatinamente afirmando é que nem uma frase.

  8. Têm razão o Whale e o Albarda-mos no apontar das incoerências e cambalhotas do Sousa Tavares, mas, tal como o relógio avariado está certo duas vezes por dia, também o MST acerta ao denunciar a demagogia ventrulheira que considera a maioria dos políticos como inerentemente corruptos. Demagogia ventrulheira essa que é a principal responsável pela generalizada “percepção da corrupção” que o inquérito revela e que nada tem a ver com a corrupção real, bem menor. É sempre boa política não deitar fora o menino com a água do banho.

    • Não digo que não, pacífico. Ele escreve tanto que acerta algumas vezes, porém a inconsistência das suas posições pesam quando o vemos a inserir factóides para atacar o discernimento do povo português. Se o estudo é fraco (ele diz que é, provavelmente será), isso não justifica o ensaio de rebaixar os “sondados” (inquiridos), não se atrevendo a questionar a inteligência e os hábitos de vida dos “sondadores” (autores e organizadores e promotores do estudo) da mesma forma.
      Depois o resto é o costume, puxar a brasa à sua sardinha, mas isso é lá com ele, as posições/opiniões que tem e o confronto com a sua realidade. Para mim é mais importante a forma como aponta a propaganda com uma mão mas não enxerga os factóides e falácias em que baseia alguns dos seus argumentos.

      • O Maior Português de Sempre foi escolhido da mesma forma que as 7 Maravilhas (Gastronómicas/Turísticas/Arqueológicas/qualquer coisa) de Portugal. Alguém que não um espectador atento desses programas se lembra qual é a Maior Maravilha Gastronómica de Portugal? E será que é mesmo assim, não será antes uma questão de gosto ou preferência ou reconhecimento pessoal?
        Ainda por cima estamos a falar de TELE-VOTO, com tudo o que isso implica.
        Vale menos ainda que algumas sondagens todas “pipis” (como diria o Montenegro), com fichas técnicas e letrinhas pequenas tipo cláusulas de contrato bancário, e com vários doutores e universidades mais católicas ou menos a “supervisionar”, empresas de estudos e sondagens (EUROSONDAGEM, etc e tal), além de “mui reputados” grupos de imprensa (IMPRESA, COFINA, PÚBLICO, DIÁRIO DE NOTÍCIAS), e que no fim batem tão certo como as contas de mercearia do Vítor Gaspar.
        Por isso é que há tanta manipulação, e existe a mirífica e “sempre sondável” (ou será insondável, penso que será mais isto) “Opinião Pública”, que não passa de um alter-ego da “Opinião Publicada”, da qual MST tem uma vasta quota-parte.
        E estas falácias e factóides já está no tempo de começarem a ser apontados e desmontados pelo que são.
        Claro, o Whale Project já escreveu aqui várias vezes, que eu tenho memória suficiente, que os portugueses votaram Chega e há muitos por aí e se calhar ainda são mais ou serão mais daqui a uns tempos a saírem do armário, e está tudo certo, ainda há muitos saudosistas e aprendizes, ou neo-saudosistas… mas a manipulação da mente das pessoas através destes factóides e falácias e psy-ops não é só responsabilidade da susceptibilidade ou ignorância dos receptores de propaganda e controlo mental (a população em geral, o “povo”), é muito mais responsabilidade dos criadores, emissores e facilitadores desse tipo de propaganda, pois para além de se arvorarem em supremas inteligências cá do burgo (e não são, são espertinhos a soldo quase todos, e pouco mais que isso, alguns outros são os “donos disto tudo”, os “senhores doutores”, e com tantas voltas que já deram e viagens e estudos e escrituras tinham a obrigação de ter as ideias e os conceitos e a consciência mais organizados e desenvolvidos.
        Essa história do Maior Português de Todos os Tempos é apenas uma espécie de anedota de mau gosto, e se revela que ainda há muito “saudosista” e outros a aparecer, não passa de um artefacto da comunicação social, neste caso a televisão pública, e tem tanto valor como o vencedor do Big Brother ou o Castelo mais português de Portugal, quer pela forma como é programado e apresentado nos seus moldes televisivos, quer pelos métodos de apuramento, votação e participação – à Lagardère.
        O valor de votar no Zé Maria ou no Salazar é o de um concorrer ao Grande Irmão e outro ao Maior Português de Sempre (e não sei qual deles é o programa mais obscuro e estupidificante, o máximo que se consegue dali é conhecer um pouco melhor as personagens, e mesmo assim sob o filtro de quem as apresenta e expõe a concurso), se fosse ao contrário se calhar ia dar ao mesmo, mas venciam no programa um do outro, só para a anedota ser ainda mais caricata.

  9. O comentário en passant e em jeito de epílogo sobre o seu FCP diz muita coisa de quem passou anos a apoiar o status quo (sim, de vez em quando chateavam-se as “comadres” e lá dizia umas “verdades”, mas quase sempre e por sistema amparou quase todos os golpes do seu outrora ídolo beatificado D. Jorge Nuno). Mas não vou pegar por aí, até porque parece que desta vez não veio debitar bílis e rebaixar o Sporting, como é habitual. Vou deixá-lo passar entre os pingos da chuva, camaleónico e cambaleante com habitualmente.
    Foco-me na passagem onde usa o exemplo da TELE-VOTAÇÃO onde Salazar recolheu mais votos, intitulada “O MAIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE” para lá ir dar mais uma vergastada aos portugueses, que ao pé dos “27 mil sócios do FCP” parecem ser mais feios, mais porcos, mais burros, resumidamente, “mais maus”, ou seja, piores.
    Esse é um dos maiores mitos utilizados pela propaganda de extrema-direita, que a MST tanto parece incomodar, mas só quando se apercebe dela. Serve até como arma de arremesso, ou lembrete, daqueles que um qualquer capelão utilizaria para pregar as suas demagogias e falácias, toma lá, que até o “saudoso Salazar” tem mais votos que outras figuras históricas, a maioria mais antigas, com as quais nenhum dos votantes conviveu nos seus dias neste mundo, e algumas poucas tão ou mais actuais. Que o D. Afonso Henriqes, que o Infante D. Henrique, que o D. João I, o II e o D. Sancho III. Enfim…
    Uma TELE-VOTAÇÃO que não tem limites nem parâmetros aferíveis de controlo de participação, onde qualquer zequinha ou madalena pode votar as vezes que quiser e puder, e onde os resultados devem ser mais martelados que o vinho da taberna onde o MST vai ouvir os tugas a dizer baboseiras e a fazer más figuras, ao contrário dos soberbos “27 mil sócios do FCP”.
    Para concluir e desmontar este tipo de propaganda, ela sim altamente favorecedora dos encantadores de pategos do Patega, e parafraseando o “saudoso” José Hermano Saraiva: “e foi assim… e foi assim… que o ZÉ MARIA ganhou o 1.º Grande Irmão (Big Brother, da Endemol) em Portugal”. Sim, a eleição do maior português de sempre tem tanto valor como a do Zé Maria e os restantes que lhe sucederam. E consta que se ficou feliz então, bem não lhe fez nenhum nos tempos que se seguiram, mas isso já são contas de outro rosário…

    Como bónus, a propósito disto tudo e dos 50 anos do 25 de Abril, deixo este link da RTP, com um sugestivo título. Também é com títulos e parangonas sugestivas deste género, e de outros (em) que se leva ao colo os Pategas e Energúmenos desta vida:
    https://media.rtp.pt/extremaesquerda/foi-assim/

  10. O MST esquece se que foi gente como ele que contribuiu para que o povo tivesse essa percepção. Deve estar esquecido das vezes que zurziu políticos, professores, funcionários públicos em geral nos seus comentários.
    Aliás, até o direito das crianças frequentarem restaurantes o sujeito zurziu a proposito da proibição de fumar nos restaurantes.
    E até se gabou de que a primeira vez que entrou num restaurante tinha 14 anos. Como se todas as famílias fossem da elite, como a dele, que o podiam deixar a cargo de criados enquanto iam comer fora.
    Ou como se as famílias devessem ficar em casa até “a praga dos restaurantes” crescer e estar apta a engolir o fumo dos outros.
    Esta tudo dito quando se tem uma mentalidade destas.
    Claro que o homem também flagela o povo pois que num livro escreveu “a verdade é que andamos todos a roubar o estado”. Não comprei a coisa mas li porque uma criatura com tendência para a autoflagelacao gastou o dinheiro que muita falta lhe fazia nos alvores dos anos da troika a comprar.
    A partir daí nunca mais levei o senhor a sério mas o que diz continua a irritar me.
    Se o homem não gosta do seu povo que emigre para a democrática Inglaterra mas tenha cuidado com o que escreve não va acabar metido numa cela ao lado do Assange, que desde 2012 que goza os frutos dessa grande democracia.
    De caminho pode pedir a nacionalidade sueca, país que não perdeu tempo a vender os curdos para entrar na Nato e melhor poder vender armas. Para fazer canalhices não é preciso falar muito.
    Ou pode optar por ir produzir para a Alemanha juntamente com todos os emigrantes dos quatro cantos da Europa e do mundo que lá fazem os trabalhinhos de corno e fazem a tal produtividade da Alemanha.
    Tenha é cuidado em não dizer uma palavra contra o estado genocida de Israel ou a multa ou a prisão podem espera lo. É que lá não chega dizer que os genocidas teem o direito de matar sem julgamento nem porra nenhuma quem disserem que é do Hamas. Como ele teve a pouca vergonha de o dizer.
    Eu também defendo a execução de Netaniahu por 30 anos de crimes mas após um julgamento. De preferência bem mais longo que o que foi dado a outros. Agora defender que carrascos andem a matar quem lhes apetecer é só defender a lei da selva e a barbárie.
    Foram comentários como os dele que contribuíram e muito para o crescimento da extrema direita e outras aleivosias. Agora queixam se. Vão ver se o mar dá choco.

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