Um país dito excecional obcecado pelo domínio global

(Daniel Vaz de Carvalho, in Resistir, 22/01/2024)

Os EUA tiveram de facto condições excecionais para se desenvolverem e expandirem. A excecionalidade de sair incólume tanto da 1ª como da 2ª Guerra Mundial, permitiu aos EUA constituírem-se como um império…

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3 pensamentos sobre “Um país dito excecional obcecado pelo domínio global

  1. Na qualidade de criatura pouco amante da democracia e natural que Putin quisesse aderir ao latrocinio chamado Nato. Não porque a Rússia, com os recursos que tem, precisasse de ir roubar em terra alheia mas por aquele desejo que existe em todos os artistas de estar do lado dos vencedores.
    O destino de árabes é africanos mortos para lhes sacar recursos não era coisa que tirasse o sono a criatura.
    Foi certamente um rude despertar das suas ilusões ver que os poderes ocidentais não viam os habitantes da Rússia como seus iguais mas como tão inferiores como os pardos árabes ou negros. Como gente que tinha recursos que nos importava explorar. Não interessava quantas vidas russas isso custasse.
    Tinha obrigação de saber mais porque, a Rússia fartou se de sofrer invasoes.
    Os primeiros que fomos caçar a laco como escravos não foram africanos, foram russos. Quando os russos se começaram a organizar e que se voltaram para os africanos.
    Portanto não é do tempo de Napoleão e Hitler que os russos são vistos como diferentes e inegável mente inferiores. Gente que não merece ter os recursos que tem.
    Quando Putin viu que o Ocidente estava mesmo disposto a dotar um regime apoiado em nazis com armamento nuclear e que viu que, se pudéssemos, tratariamos o seu pais como tratamos Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria e que viu a grande patranha e o grande sarilho em que estava metido. Até porque sempre que pudemos asseguramos a morte dos dirigentes dos países que destruímos.
    Aí é que Putin veio pedir desculpa por não ter entendido o racismo e dizer que não podia confiar numa aliança que já tinha destruído vários países.
    Agora ou conseguimos levar os russos a, alguma vez voltar a votar num vendido ao Ocidente como Yeltsin ou efectivamente a Rússia não só não quererá certamente aderir a Nato como não nos quererá dar nem água.
    E não sou eu quem os censure porque andar a preparar hordas de nazis para levar a morte e a destruição primeiro as populações russofonas do país e depois a própria Rússia foi um crime que não tem perdão.
    E nenhum russo que não seja um traidor e um vendido nos perdoará algum dia.
    E também me parece que a Rússia começa a interessar esta guerra de desgaste.
    Toda a gente pensava que em poucas semanas os oligarcas defenestrariam Putin e os vendidos ao Ocidente estenderiam a passadeira vermelha ao grotesco palhaço ucraniano e ajoelhariam perante a nação excepcional.
    Seria um glorioso voltar a era Gorbatchov/Yeltsin ou pior.
    Bom mesmo era a Rússia dividir se nuns quantos, de preferência em guerra como as milícias libias.
    Mas as contas teem andado a sair furadas e não arrisco prognósticos para o tempo que ainda falta jogar.
    Mas se nos e a tal nação excepcional tivéssemos percebido que o tempo do latrocinio acabou e tivéssemos aprendido que se queremos comprar temos de pagar não estávamos metidos neste saco de gatos. Mas como continuamos a sonhar com os tempos em que trocávamos ouro, marfim e escravos por contas de vidro e pano ruim agora é lidar.

  2. O fim do ocidente!

    Qualquer império ou sistema à beira do colapso fica louco, e as suas leis estão a ficar cada vez mais perigosas… por isso é normal o que está a acontecer. A besta está a fugir… tal como um prisioneiro encurralado sem mais nada a perder!

    A Rússia não tem uma economia de guerra, a sua indústria transformadora continua a crescer.
    Não são os russos que estão a pôr a nossa economia de rastos.
    Somos nós próprios que estamos a pôr a nossa economia de rastos.
    A Europa transformou-se na Gronelândia.

    A Rússia não tem qualquer interesse num cessar-fogo e o Ocidente não tem os meios para o impor.
    Isto não é a Coreia.
    Estrategicamente, os russos vão continuar a sua guerra de desgaste, pelo menos até às eleições americanas, e mesmo para lançar uma grande ofensiva sobre Kharkov no verão.
    Cada dia que passa enfraquece económica e militarmente os seus inimigos e fortalece a Rússia…

    A Rússia não está presa, está à espera que a NATO, a economia europeia e a UE entrem em colapso e que a verdadeira crise nos EUA comece (guerra civil, talvez)… Quando o inimigo está a perder quase 1000 soldados por dia, sem qualquer compromisso ofensivo real, não estão presos, estão a ganhar, porque o inimigo está a perder muito, muito… e é julho que confirma a gravidade de perder 1000 soldados por dia e o equipamento que os acompanha. Mais 1 a 2 anos e será o fim da NATO, do Ocidente como bloco, da UE e provavelmente dos EUA como federação.

    A outra coisa que pode acontecer é que as economias ocidentais entrem em colapso e a NATO seja forçada a ceder e a obrigar a Ucrânia a capitular.

    Isto explica a contenção dos russos, jogadores de xadrez que analisaram perfeitamente as inconsistências, insuficiências e outras fraquezas da estratégia ocidental e sabem, sem qualquer dúvida, que o tempo está agora do seu lado. O marechal B. Montgoméry avisou, no auge da Guerra Fria, que a Rússia não devia ser atacada. Esta sabedoria das pessoas que participaram na guerra já não é válida atualmente entre os nossos dirigentes, que carecem de bom senso e de cultura política.

    Os Estados Unidos estão num dilema com a situação que provocaram na Ucrânia, porque são obrigados a ter em conta a evolução da Europa na sequência das suas decisões sobre a Ucrânia, porque não podem existir com uma Europa independente que, se realmente se unir por detrás de um presidente e de uma língua comum, se tornará automaticamente um concorrente direto dos Estados Unidos em todos os domínios…
    É por isso que estão a pesar todas as consequências da situação ucraniana antes de tomarem uma decisão.
    Para os Estados Unidos, a guerra na Ucrânia nunca foi contra a Rússia, mas para manter a Europa sob a sua tutela, impedindo-a de se tornar uma Europa forte e independente….
    A história em breve provará que estamos errados…

    Sei que é difícil admitir tudo isto no contexto da russofobia dominante, mas a realidade está longe de ser a que se descreve na mídia. E quando dizem que a Rússia está numa indústria de guerra, penso que estão enganados, o país está a viver quase normalmente e não é muito afectado pelo conflito.
    E dizem que a Rússia não pode ganhar… Em que se baseiam para fazer essa afirmação? Quando vemos o exército russo a ganhar força e a avançar cada vez mais depressa… A propaganda que fazem, apesar das suas posições serem muitas vezes mais objectivas do que a maioria, é perturbadora, sobretudo quando fala das “democracias” ocidentais contra a “ditadura” russa… Deixe-me rir, e chorar…

    De acordo com uma fuga de informação da CIA da primavera passada, as perdas ucranianas são sete (7) vezes superiores às perdas russas, O site Mediazona, uma organização apoiada por Washington que acompanha as perdas russas através da OSINT, afirmou em novembro passado que os russos tinham 35.800 homens em novembro, enquanto até o governo ucraniano reconheceu recentemente que tinha perdido 500.000 homens – um número com o qual a maioria dos analistas militares e dos serviços secretos concordam.

    No que diz respeito aos ataques russos às infraestruturas, estes visam alvos com impacto militar, mas as infraestruturas elétricas e todas as que fornecem energia que pode ser utilizada pelos militares são consideradas alvos legítimos. Basta ver o que a NATO fez na Jugoslávia, na Sérvia, no Iraque, na Líbia e na Síria e as justificações dadas para a destruição destes locais para compreender isto.

    Além disso, tendo em conta a situação na frente, é um erro acreditar que a situação é estável: as tropas russas têm vindo a avançar de forma constante e acelerada nas últimas semanas, infligindo pesadas perdas aos ucranianos, enquanto as perdas russas têm vindo a diminuir proporcionalmente desde junho passado, quando a ofensiva ucraniana começou.

    Os russos têm uma vantagem notável sobre a NATO, que aliás entrou em guerra apesar das afirmações em contrário, em termos de guerra eletrónica, sistemas antiaéreos, mísseis hipersónicos, bombas guiadas e drones, porque antes da guerra a Rússia tinha capacidades industriais superiores às da NATO, que foi “estupidamente” desindustrializada e desmanufacturada durante mais de trinta (30) anos.
    As sanções (a Rússia está sujeita a quase 14.000 sanções!!!) prejudicaram de facto a Europa e, pelo contrário, beneficiaram a Rússia, e o pior é que isto era previsível desde o início.

    A Alemanha é certamente a principal vítima das sanções, especialmente porque a destruição de três (3) dos quatro (4) gasodutos Nord Stream pelos EUA com o consentimento tácito de Scholz, como Seymour Hersh demonstrou, deu o golpe final na economia alemã, que foi ultrapassada pela Rússia, que se tornou a quinta maior economia do mundo em termos de PIB este ano, de acordo com o FMI.

    Era de esperar que a China, a Índia e os outros membros dos BRICS, que agora são dez (10), incluindo a Arábia Saudita e o Irão, apoiassem a Rússia, tal como a maioria dos países do planeta (são os países da NATO que se isolam ao apoiar o regime nazi de Kiev instalado no poder pelos americanos em 2014, Não esqueçamos o “Fuck the EU” lançado por Victoria Nuland num telefonema a Jeffrey Pyatt) na sequência do massacre da Praça Maidan e do golpe de Estado perpetrado contra Yanukovych apenas alguns meses antes das eleições previstas para o outono de 2014 (Yanukovych tinha sido legitimamente eleito em 2010) perpetrado por grupos nazis financiados, armados e organizados pelos EUA (CIA State Dep & membros do Congresso (McCain Klobuchar Graham & co)

    Em conclusão, a NATO tornou-se uma instituição obsoleta que não serve apenas os países europeus, mas representa também um perigo para a sua segurança, porque abdicaram da sua soberania a favor da América, que, como podemos ver, não tem qualquer escrúpulo em destruir as suas economias. Além disso, está a criar uma situação na Europa que pode degenerar num conflito que ultrapassa as fronteiras da Ucrânia, se os EUA decidirem enviar tropas da NATO para a Ucrânia.

    A solução era simples: bastava permitir que a Rússia aderisse à NATO, como Putin tinha pedido repetidamente, e esta continua a ser a melhor solução para os países europeus no âmbito de uma nova arquitetura de segurança para a Europa.

  3. «eliminar com o RU os resistentes antinazis na Grécia» – leia-se os comunistas que visavam tomar o poder pós IIGG.
    «se tivessem servido de organizações neonazis» – curioso verificar como a par das manifestações de um destino de povo eleito em espaço vital para os russos, se vai espalhando o nazismo sem outro fundamento aparente que afastá-lo dos russos.

    Quanto ao mais, desde que o individualismo e a ganância se tenham por inventados pelo liberalismo e a liberdade seja esquecida, temos criada a base teórica para a ficção marxista.

    Quanto ao demais temos a orfandade soviética e seus estertores aplicados aos casos do dia.

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