A guerra não está a correr nada bem para Israel

(José Neto, in comentários na Estátua de Sal, 02/12/2023)

(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos de Samuel Moncada, embaixador da Venezuela na ONU, ver aqui. Pelo contributo para o debate sobre a evolução futura da guerra na faixa de Gaza, resolvi publicá-lo como artigo.

Estátua de Sal, 02/12/2023)


Pois é, e a guerra não está a correr nada bem para Israel.

E devo dizer que isso não é novidade nenhuma para mim dado que, logo no rescaldo da ofensiva das Brigadas Al-Qassam, eu disse aqui, contrariando a opinião de Carlos Matos Gomes, que não me parecia que o Hamas estivesse destinado a perecer na sequência da previsível resposta furiosa dos sionistas.

Disse-o por considerar que uma ação militar tão bem executada e com uma preparação tão longa no tempo, tivesse o suicídio como único objetivo. Os árabes não são exatamente lemingues e não têm propensão para o suicídio coletivo. Nem os lemingues, de resto. Isso é uma lenda idiota criada por um documentário falso produzido pela Disney em 1958.

Desculpem lá eu estar sempre a lembrar estas coisas, mas ninguém é perfeito e acho que vocês já devem ter desconfiado de que a humildade não é uma das minhas melhores qualidades.

Acontece também que, ao contrário de outros que andam por aí, eu não me sinto limitado por nenhum preconceito de superioridade racial do Ocidente, incutido desde os tempos da escola ou transmitido subliminarmente pelo cinema americano. E então não acho que os árabes, e particularmente os palestinos e seus mentores, sejam assim uma espécie de “índios” atrasados que agem por instinto e ao sabor do fanatismo. Por acaso eles até têm exatamente o mesmo volume de massa encefálica que os ocidentais. E os seus comandantes possuem uma formação militar que em nada fica a dever à dos melhores estrategas da NATO.

E ainda por cima eles não têm nada a perder e estão a lutar na sua “casa”, no seu terreno, que conhecem como ninguém. E isso faz toda a diferença. Sempre fez, como os americanos e as antigas potências coloniais europeias, Portugal incluído, têm obrigação de saber. Aprenderam à própria custa.

Israel mobilizou mais de 100 mil soldados em torno da Faixa de Gaza, que tem uma área total de cerca de 360 ​​quilómetros quadrados. A maior parte destas tropas pertence às forças regulares e Israel convocou mais 300 mil soldados e oficiais da reserva – mais do que o número de reservistas convocados pela Rússia para lutar na Ucrânia ao longo de uma frente de 1.500 km contra um exército ucraniano que no início do conflito teria potencialmente meio milhão de homens. Todas as forças regulares que o exército sionista conseguiu reunir foram mobilizadas na Faixa de Gaza desde o início da quarta semana de guerra. Além disso, Israel mobilizou metade do seu stock de artilharia, metade da sua força aérea e cerca de mil veículos blindados.

As tropas israelitas penetraram em Gaza a partir de três pontos e avançaram protegidas pelos bombardeamentos maciços da aviação, que foram desbravando caminho numa distância de 500 metros adiante. Eles também desembarcaram nas praias e tentaram progredir a partir do mar para o interior, mas aí encontraram uma resistência feroz que os impediu de avançar.

Os comandos do Hamas não tentam impedir o avanço dos blindados israelitas, o que seria impossível dada a cobertura aérea de que estes beneficiam, mas depois atacam-nos em locais previamente escolhidos, onde existem bocas de túneis. Eles saem rapidamente em pequenos grupos e abrem fogo sobre os blindados, destruindo-os. Muitos soldados israelitas encontraram a morte neste processo, ainda que Israel apenas confirme 70 baixas mortais. Os números reais andarão por várias centenas. O Hamas divulgou de forma documentada a destruição de 320 tanques e outros blindados.

É a guerra de guerrilha na sua expressão máxima. Israel nunca conseguirá atrair os comandos do Hamas para o combate em campo aberto. Os seus soldados não têm vontade nenhuma de sair dos seus blindados e entrar num combate urbano casa a casa, como fizeram russos e ucranianos em Mariupol e Bakhmut por exemplo. Isso faria disparar o número de baixas para números incomportáveis para os israelitas. E tão pouco podem entrar nos túneis que vão encontrando em perseguição do inimigo, pois eles estarão de certeza armadilhados e rapidamente se iriam tornar nos seus túmulos.

Israel atingiu assim um ponto de bloqueio do qual não consegue sair. Não significa nada dizer que “ocuparam este ou aquele território”. Porque, se eles lá estão, os comandos Al-Qassam também estão. Mesmo por baixo deles. Esta não é uma guerra do tipo convencional, como sucede na Ucrânia. Ali, quando os ucranianos controlam uma região os russos saíram de lá e vice-versa. Em Gaza os dois exércitos inimigos coincidem nos mesmos locais, com os árabes no papel de “snipers” e os israelitas como alvos.

Foi por se ter chegado a uma situação de impasse, com maior prejuízo para o exército israelita, que Israel finalmente aceitou negociar um cessar-fogo e proceder a uma troca de prisioneiros, que é exatamente o que Netanyahu tinha dito que nunca faria. E ainda pior, aceitou fazê-lo nas condições exigidas pelo Hamas, como Scott Ritter muito bem chamou a atenção num texto aqui publicado.

Esta pausa nos combates beneficia Israel muito mais do que o Hamas, que mantém o seu exército praticamente intacto (terá sofrido cerca de 1 500 baixas num total de efetivos de cerca de 40 000 reforçado com cerca de mais 30 000 provenientes das outras forças de resistência suas aliadas) enquanto Israel vai ter de repensar toda a sua estratégia.

Entretanto, na Cisjordânia, prosseguem ferozes combates com as forças do Hezbollah, que não integram o acordo para a pausa nos combates. O facto de Israel ter as suas forças divididas em duas frentes deveria preocupar os seus estrategas militares, já que o Hezbollah é uma força formidável, equipada com armamento de ponta iraniano e possuidora de grande experiência de combate real (que os soldados israelitas não têm) sobretudo resultante da sua participação na luta contra o ISIS na Síria. O Hezbollah tem ainda à sua disposição entre 150 000 e 200 000 misseis de médio e longo alcance capazes de destruir rapidamente toda a infraestrutura de Israel. E poderá ter mais trunfos que ainda não são conhecidos, como é normal em todas as guerras. Nunca se mostra tudo ao inimigo.

Aparentemente os Israelitas estão confiantes de que o Hezbollah não irá desencadear uma ofensiva decisiva por receio de entrar em rota de colisão com a força de intervenção da OTAN sita no Mediterrâneo. Talvez, mas eu não apostaria o meu dinheiro nisso.

Uma ofensiva americana contra o Hezbollah levaria à guerra com o Irão e eu não acho que os russos achassem muita graça a isso. Neste momento da sua História, com todo o esforço diplomático que eles estão a desenvolver para ganharem ascendente junto dos países da região, e por extensão em todo o Sul Global, não podem de maneira nenhuma dar-se ao luxo de permitir que o seu maior aliado militar seja eventualmente destruído pelas forças do Império. Isso iria deitar por terra tudo o que foi conseguido nesse campo ao longo dos dois últimos anos. Faria desabar (mais uma vez depois da Perestroika) toda a sua credibilidade como potência mundial.

Repare-se que as sucessivas afrontas que o Rei da Arábia Saudita tem vindo a infligir a Biden e aos seus diplomatas deve-se muito ao facto de ele considerar que tem as costas quentes. O truculento americano não o assusta porque ele acha que tem na Rússia um protetor mais forte e que, ainda por cima, é mais respeitoso e menos intrusivo. O recuo de Putin numa situação limite como essa seria o fim de muita coisa. O próprio desenvolvimento da organização BRICS+11 seria talvez ferido de morte.

Também por essa razão se encontra uma frota chinesa com grande capacidade de dissuasão no local.

Os comandos militares dos Estados Unidos e da Rússia têm vias de comunicação diretas para falarem entre si e de certeza que os americanos foram avisados das linhas vermelhas de maneira bastante enfática. Eu acho que eles estão ali só para fazer pose. Ou então a III guerra Mundial pode estar mesmo ao virar da esquina. Os cogumelos laranja também são possíveis, claro. E eu até acho que prováveis, como já disse aqui mais de uma vez, mas talvez não para já.

Repare-se que os líderes do Hezbollah e do Hamas, organizações muito próximas e dependentes do Irão, rapidamente se esforçaram por vincar que a decisão da ofensiva “Dilúvio de Al Aqsa” foi exclusivamente do Hamas e nada teve a ver com o governo iraniano. Provavelmente não é verdade mas trata-se de não dar aos americanos um pretexto aceitável para o conflito aberto de grande dimensão (ou um motivo de constrangimento praticamente impossível de engolir) que não interessa a ninguém. Nem aos americanos, obviamente.

A economia de Israel não poderá suportar uma guerra de vários meses e não se está a ver como é que eles conseguirão atingir os seus objetivos militares em menos tempo do que isso. Aquele conflito tem tudo para durar anos. As brigadas Al-Qassam poderão receber suprimentos indefinidamente por via subterrânea a partir do Egito. Os Estados Unidos, na pessoa de Blinken, já fizeram saber ao governo de Israel que aquela guerra terá de ser resolvida muito rapidamente, de uma maneira ou de outra, supostamente em menos de trinta dias. Porque quanto mais tempo ela durar, maior será a condenação mundial e americanos e israelitas estão no mesmo barco. Todo o trabalho da diplomacia americana no Médio Oriente e em outras partes do mundo será arruinado.

A indignação do mundo árabe atinge níveis avassaladores, talvez nunca antes atingidos mesmo quando os americanos arrasaram o Iraque e a Líbia, e quase conseguiram fazer o mesmo na Síria, se os russos não tivessem atuado de forma inteligente para lhes frustrar os planos. Aí as coisas foram feitas de outra maneira e os americanos jogaram sabiamente com as grandes rivalidades entre os países muçulmanos da região que eles próprios fomentam. A maior parte das atrocidades cometidas só veio a ser revelada mais tarde. Agora é diferente, com os telemóveis a filmarem tudo e a divulgarem as imagens na net. O mundo está a assistir pela primeira vez na sua história a um genocídio em direto.

É claro que as elites árabes da região, ainda que em alguns casos possam estar genuinamente indignadas com o que estão a ver, consideram também os interesses que possuem nos países ocidentais e de que não querem abdicar. Mas as suas populações pensam de outra maneira. Ao contrário do que se possa pensar, o facto de os líderes da região serem soberanos que governam por desígnio divino e não políticos eleitos, não significa necessariamente que não podem ser demitidos. Significa apenas que poderão não sobreviver ao processo de impugnação.

Mais uma vez, não resisto a lembrar aqui o excelente trabalho de destruição da estrutura mundial do poder americano que o velho Biden tem levado a cabo desde que foi eleito. Apenas no decurso de um mandato ele já conseguiu conduzir os Estados Unidos a dois vexames militares espetaculares, no Afeganistão e na Ucrânia, libertar a Rússia da sua dependência face ao Ocidente e lançar a respetiva economia num crescimento de 5% ao ano (algo que a UE não conseguiu nem nos seus melhores tempos) acelerar o crescimento do BRICS e o processo de desdolarização, fazer disparar a dívida americana para níveis realmente estratosféricos e ainda, a cereja no topo do bolo, pôr os líderes dos principais centros de produção energética (dos quais a América depende em absoluto) furiosamente contra si.

Biden abriu descuidadamente a caixa de Pandora, esquecendo que lhe tinham dito que ali não era para mexer, e ela estava cheia de dragões que rapidamente saltaram para fora e se espalharam pelo mundo vomitando fogo e enxofre contra os interesses americanos nos quatro cantos do planeta.

O raio do velho tem realmente uma capacidade de gerar o caos que faria corar de inveja qualquer borboleta chinesa que se preze!

Quando a trégua em Gaza terminar Israel irá retomar os bombardeamentos assassinos sobre a população. E as forças da resistência continuarão em segurança, à espera na segurança dos seus túneis fortificados.

Quando o mar bate na rocha…


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39 pensamentos sobre “A guerra não está a correr nada bem para Israel

  1. Não te esqueças de dizer também ao fiscal que a ordinarice é escusada pois que o senhor já nos chamou de tudo e se agora esta menos ordinário e justamente por ter levado um aviso do editor do blog.
    Continua e com as mesmas ideias sopradas pelo fantasma de Salazar que deve ter estado em Katyn para ter a certeza que não foram os nazis a fazer aquele trabalho. Até porque nem há fotos de soldadesca nazi a fuzilar civis polacos, incluído sacerdotes católicos. Iam lá matar militares capturados.
    De qualquer maneira até gostamos do homem que é a nossa musa inspiradora. No meu caso concreto, se o mando ir ver se o mar dá choco e porque o choco fresquinho é muito bom. Se quiseres, podes ir com ele.

  2. Por favor, não dêm conversa a esse mentecapto.
    É que assim ele sente-se importante e continua a debitar a sua diarreia mental com mais besteiras.
    Deixem a besta à solta.

    • É quase assim!
      Aje como um bom controleiro e recomenda que não leiam, que só esse é modo seguro de preservação dos miasmas da cartilha.

      • És um incompetente, fiscal controleiro de terceira. Não desmobilizas ninguém e ainda consegues estimular óptimos contributos, como a compilação histórica feita pelo Carlos Marques. Obrigado, porco nazi, mas quando o teu dono reparar enfia-te com um supositório de Novichok pelo cu acima! Há com sabor a baunilha, morango e chocolate. Qual preferes, bacorinho?

        • «compilação histórica»
          Faltou-lhe referir aquela coisa de Katyn!
          Eram outros tempos, era tudo à bala, uma sangueira desgraçada!
          Mas o camarada Adolfo mostrou o caminho, e sem dúvida o Novichok é avanço tecnológico de monta.
          Vejo que te manténs actualizado e apto para servir o czar.

  3. Boa parte das mortes foram efectivamente provocadas pelos israelitas que trataram de levar tudo a eito, de guerrilheiros a civis. Porque os queridos bandidos que se acham o povo eleito de Deus e que nos não valemos nada são muito melhor a matar do que a salvar quem quer que seja.
    Esses bandidos sim são uns treteiros da pior especie pois até simulam viver no Século XXI mas na realidade continuam a viver há quatro mil anos atrás. Quando nem os animais pertencentes ao inimigo eram poupados.
    Por isso se dá o tal prazer sádico dos israelitas com a morte de palestinianos. Porque eles são os ferozes guerreiros da antiguidade com a mais avançada tecnologia do Século XXI. É desta fez não há babilonicos, nem assírios, nem romanos que lhes dêem a sova que merecem.
    E tens razão senhor fiscal treteiro, apesar de tudo o que dizemos a maldita máquina de assassinios em massa movesse e os palestinuanos fodem se, sem asteriscos. E como não são só os israelitas que vivem há quatro mil anos, andas tu todo contente. Proveito te faça. Vai ver se o mar dá choco.

  4. «em 7/10, a maioria das mortes israelitas foi causada por fogo de helicópteros ou de tanques, como demonstrado pela investigação da polícia israelita e publicado no Haaretz»

    Agora sim!
    Tens direito de assento do podium dos treteiros!
    O tal Camacho vai seguramente mandar-te o certificado.

  5. Não tinha lido este excelente texto de José Neto por falta de tempo.

    E acrescentaria que:

    Arábia Saudita
    Emirados Árabes Unidos
    Bahrein
    Marrocos
    Estes quatro países da Liga Árabe estão a impedir o apoio da Liga Árabe à Palestina.

    São os povos que apoiam a Palestina, não a maioria dos governos .

    Dito isto, vamos a mais uma análise factual.

    1- desde janeiro de 2023 até ao ataque de 7/10, já se tinham registado mais de 200 mortes de civis palestinianos, todas elas ignoradas pelo Ocidente,

    2- de acordo com o direito internacional, uma ocupação e um bloqueio são posturas ofensivas e a ONU reconheceu o direito dos palestinianos a resistir, mesmo pela força,

    3- em 7/10, a maioria das mortes israelitas foi causada por fogo de helicópteros ou de tanques, como demonstrado pela investigação da polícia israelita e publicado no Haaretz

    4- O Hamas é uma pura criação de Israel para contrariar a Fatah e cujo controlo lhes escapou, tendo sido eleito democraticamente em 2006 e o Ocidente não o aceitou.

    5- O Hamas é mantido no poder por Israel ainda hoje, lembrem-se do discurso de Netanyahu em 2019 “temos de ajudar o Hamas…”.

    6- A colonização israelita da Cisjordânia é galopante, pelo que “muitos” estão a agir de má fé quando falam de uma solução de dois Estados sem desmontar os colonatos ilegais.

    7- Uma vez que se está a fazer um juízo de valor sobre o frerismo (a definir) do Hamas, porque não se faz o mesmo com a extrema-direita do governo israelita?

    8- Os bombardeamentos israelitas são indiscriminados e muitos oficiais não escondem o seu desejo de exterminar a população palestiniana de Gaza. Quase15.000 civis mortos num mês.

    9- Cortar a eletricidade, a água e a ajuda não é suficiente para apoiar a crueldade e a indefensável política de punição colectiva de Israel? Não é terrorismo no sentido estrito da palavra? porque chamar o Hamas de organização terrorista e não o governo israelita?

    10 – Por último, mas não menos importante, milhares de crianças, mulheres e civis inocentes estão detidos nas prisões israelitas sem julgamento e alguns são torturados. Não será isto motivo de revolta para os palestinianos e motivo de indignação, como dizia o falecido Stephane Hessel, para todos os povos do mundo?

    Para não falar do caso do gás offshore e a intenção de Israel de privar os palestinianos do acesso ao mar.

    Temos três conflitos que envolvem o Ocidente:
    1/ Nagorno-Karabakh
    Registamos :
    a/ Acordos azeri-turcos (NATO) e acordos azeri-israelitas (armamento)
    b/ O silêncio ocidental sobre a deportação dos arménios
    Não houve ações antinaturais por e contra o Ocidente?
    2/ Ucrânia
    Os belicistas ocidentais foram avisados desde o início de que estavam a caminhar para o desastre. Actualmente, é evidente que o Ocidente, e sobretudo a Europa, já perdeu a guerra. Quanto mais tempo for necessário para negociar, maior será a derrota militar.
    Quanto ao enfraquecimento estratégico do Ocidente, trata-se de uma derrota ou de uma catástrofe?
    3/ Tsahal-Hamas
    Todos os estrategas pensam em voz alta que o Hamas deu um golpe de mestre, e dizem em voz alta que a atitude militar de Israel não conduzirá a uma vitória estratégica ou a uma solução.
    Mas o Ocidente está a deixar que isso aconteça, encorajando-o mesmo. Não estará isto a conduzir à sua queda global?

    Na questão Azerbaijão-Arménia, vemos a incapacidade destas pessoas de abandonarem o seu tribalismo cristão-ocidental.
    A imparcialidade exige que se lembre que a legitimidade e o direito internacional estão do lado dos azeris.
    A passagem sobre a Turquia e os “irmãos muçulmanos” revela a islamofobia inconsciente desta gente.
    E para esta gente, Israel não é um projeto racista, supremacista e messiânico de substituição colonial, mas um “Estado ocidental” normal!
    A “famosa dupla moral”!

    “Se querem paz, preparem-se para a guerra”.
    O Irão precisa de sistemas defensivos (o ponto forte da Rússia) para contrariar uma possível agressão dos EUA. A Rússia precisa de sistemas ofensivos eficazes e baratos em grande número para se preparar para um conflito mais alargado na Europa.
    Os dois países complementam-se e harmonizam as suas estratégias face à ameaça americana no Mediterrâneo e à loucura israelita que, depois de transformar Gaza num gueto a céu aberto, comete um terrível genocídio contra a população palestiniana.
    E não esqueçamos o papel da China, grande aliada da Rússia e, portanto, “indiretamente” do Irão.
    Os americanos e israelitas têm muito com que se preocupar, porque não fazem ideia de quão poderosos e muito mais inteligentes são os seus adversários.

    A aliança China-Rússia-Irão e durante muito tempo a nível económico com os BRICS, o que tem mais ou menos de mudar é a aproximação com uma coligação Irano Síria e Iraquiana actualmente apoiada pela força Internet e russa externa como Wagner. O objetivo é simplesmente esvaziar as bases americanas para as substituir pelas russas e controlar o Médio Oriente através das novas Rotas da Seda (trocando as moedas americanas, o gás, o petróleo, etc.), a fim de resolver também o conflito na Palestina. O que é espantoso é a aceleração das coisas desde que Israel começou o seu massacre, e o provérbio diz: “quem ri por último…”

    A geopolítica no mundo entre os Estados Unidos e a Rússia é um jogo de xadrez. Cada tática de ataque que os Estados Unidos levam a cabo para enfraquecer a Rússia e encaminhar o jogo para a derrota da Rússia, mas esta é uma grande artista dos jogos de xadrez, tem sempre respostas de defesa bem reflectidas. O jogo é sempre apertado e a fraqueza geopolítica parece estar do lado dos Estados Unidos. A força geopolítica está do lado da Rússia…

    No entanto, contrariamente à orientação pró-EUA , há muitos de nós que estão despertos e instruídos em geopolítica.
    Os BRICS terão mais 6 novos países em janeiro de 2024, incluindo a Arábia Saudita e a Argentina.

  6. Tem razão quem diz que a nossa indignação não salva vidas. Efectivamente a sensação de impotência é mais que muita. Não somos suficientes para impedir que os nossos países continuem a armar nazis na Ucrânia e em Israel. Já agora, nem sequer para que comentadores e jornalistas deixem de dizer asneiras.
    Não conseguimos impedir que lhes continuemos a dar meios de matar, que os continuem a glorificar quando matam, alegando um direito de defesa dos nazis.
    Nem impedir que o medonho estandarte nazi ondeasse num monumento nacional e que fossemos todos insultados com a frase assassina que somos todos israelitas.
    Porque a verdade é que as nossas democracias ocidentais sempre se deram bem com os nazis.
    Cedo os poderes norte americanos viram a eficácia nazista a exterminar “baratas”, epíteto carinhoso pelo qual conheciam os esquerdistas em geral e os comunistas em particular.
    Os Estados Unidos esperaram até ao último momento para entrar na Europa no famoso dia D. Só entraram quando viram que Hitler nunca cumpriria o sonho molhado de destruir a União Soviética. E que mais países ainda poderiam cair na esfera de influência Soviética.
    Alguém acredita que se Hitler tivesse conseguido destruir a União Soviética tinha havido dia D?
    Os americanos negociariam muito melhor com um poder para quem a vida dos dominados não valesse mesmo nada. Em vez de deslocalizar fábricas para o Oriente deslocalizariam para a Europa. A não de obra viria, farta e inesgotável, dos territórios de Leste. Voltaríamos a ter escravos russos como tinhamos na Idade Média. Desta vez quantos fossem precisos assim houvesse algum cuidado nas campanhas de extermínio.
    Os judeus seriam na mesma despejados na Palestina porque continuava a ser preciso desestabilizar terras ricas em petróleo, que com aqueles vizinhos nem os cães estão seguros.
    Quanto a Ucrânia achei sempre engraçado essa das pragas rogadas ao Putin. Porque a verdade é que há na Rússia muita gente a querer fazer na Ucrânia o que os israelitas estão a fazer na Palestina. Meios para isso teem. É se tal ainda não foi feito devesse justamente a ingenuidade de quem um dia expressou o interesse da Rússia em aderir a Nato. De quem apesar de nos últimos tempos ter mudado o discurso e reconhecido o racismo ainda deve ter alguma esperanca de poder negociar com uma gente desta. Espere sentado porque para nós a vida de um russo vale tanto como a de um palestiniano, isto é, nada. Esta gente a única coisa que lamenta é que a Ucrânia não seja Israel. A Rússia, grandes malandros, nem lhes deu tempo de ter as armas nucleares que no domingo antes da invasão Zelensky garantiu que podia ter já no Verao.
    Por isso é que vejo os palestinianos muito mal deitados porque os nazis so param de matar quando são todos destruídos até ao último. E tentar destruir um pais nazi que tem pelo menos 200 armas nucleares, que na sua loucura messiânica não hesitaria em usar, faria muita gente ver cogumelos cor de laranja. Ninguém se quer meter nisso.
    Mas eu se vivesse debaixo da pata de nazis, com a perspectiva de vida brutal e breve, talvez agarrasse numa arma e se é para acontecer que seja agora.
    Nao tenho pretensões a santo ao contrário de outros que a haver inferno já teem lá um caldeirão a espera deles entre Kissinguer e Sharon.

    • Estás a piorar a olhos vistos, já com visões infernais e de cogumelos cor de laranja!
      Para que saibas:
      – Os russos pagaram uma parte do preço devido pela aliança com Hitler e a partilha da Polónia com Katyn e demais extermínios. Ainda ficaram os polacos a dever-lhes deixarem os revoltados de Varsóvia a solo com os nazis, para só depois se declararem seus tutores por mais de 50 anos.
      – Devem bastante ao Estaline que só com as bombas em cima acreditou que o camarada Adolfo o ia invadir.
      – Devem aos americanos não terem ido a pé para o campo de batalha, com o fornecimento de camiões e outras miudezas; e mais umas tantas outras coisas aos aliados, como uns aviões e outras ferramentas.
      Se hoje a comunada enche a boca com nazis, mais não faz que tentar afastar dos soviéticos e do seu herdeiro Putin, o quanto um mesmo imperialismo se mantêm fiel aos princípios do nazismo: dominação e imposição de padrões fundados em doutrina adaptada ao suporte do seu poder.

      • «Os russos pagaram uma parte do preço devido pela aliança com Hitler»

        O mediatizado/propagandeado Pacto Molotov-Ribbentrop foi assinado em Agosto de 1939.
        Não foi uma “aliança” dos Russos com Hitler, filho da p*ta, mentiroso dum c*brão! Foi um pacto de não-agressão entre Alemanha e todos os países da USSR.

        A USSR teve de o assinar a bem da sua sobrevivência e dos seus cidadãos (inclusive Ucranianos!). Porquê? Porque antes desse pacto, a USSR viu o ocidente assinar todos estes pactos equivalentes com a Alemanha de Hitler (nomes Nazis em maiúsculas):

        1933 – UK, França, Itália – Pacto das Quatro Potências (Graham – Jouvenel – MUSSOLINI – HASSELL, foi um dos factores que levou ao pacto seguinte na lista)

        1934 – POLÓNIA – Pacto de Não Agressão (Pilsudsky – Hans-Adolf von MOLTKE)

        1935 – UK – Acordo Naval (Kriegsmarine podia crescer até ter 35% do tamanho da Royal Navy)

        1936 – Japão – Pacto Anti-ComIntern (Mushanokōji – RIBBENTROP)
        (em 1937 juntou-se a Itália de Mussolini, em 1939 antes da guerra juntaram-se a Hungria, a Manchúria ocupada pelo Japão, e a Espanha de Franco)
        (e vejam também quem se juntou a este pacto em 1941: Finlândia, Roménia, Bulgária, Eslováquia, Dinamarca, Croácia, e os fascistas Chineses que mais tarde ficariam só em Taiwan…)

        1938 – UK, França, Itália – Acordo de Munique (Chamberlain – Deladier – MUSSOLINI – HITLER = Anexação dos Sudetas da Checoslováquia. Ao assinar isto, França traiu Checoslováquia com quem tinha acordo desde 1925. E a POLÓNIA também aproveitou para anexar partes!)

        É preciso saber isto antes dos 2 pactos seguintes:
        «In light of the German advance in the east, the Soviet government demanded an Anglo-French guarantee of the independence of the Baltic states during the negotiations for an alliance with the Western Powers.»

        1939/Mar – Lituânia – Pacto de Não-Agressão (Urbšys – RIBBENTROP)
        1939/Jun – Letónia, Estónia – Pacto de Não-Agressão (Munters – Selter – RIBBENTROP)

        Basicamente, se os Nazis invadissem a USSR, os Bálticos iriam sair do caminho dos Nazis e não fariam aliança com os Soviéticos. Com estes acordos, São Petersburgo ficou ameaçada.

        1939/Mar – Roménia – Tratado Económico de cooperação (Roménia tinha ditadura fascista semelhante à Alemã desde 1937. Naturalmente viriam a ser aliados em 1940, apenas para a Alemanha os invadir, confirmando as preocupações Soviéticas.)

        1939/Mai – Dinamarca – Pacto de Não-Agressão (Zahle – RIBBENTROP)

        1939/Mai – Itália – Pacto do Aço (Ciano – RIBBENTROP, aliança política e militar)

        Só depois desta borrada e fachalhada toda é que finalmente chegou a hora da USSR assinar também um acordo, tal como os outros.

        E depois a guerra não começou com os Soviéticos a invadir a Polónia:
        «World War II began in Europe on 1 September 1939 with the German invasion of Poland and the United Kingdom and France’s declaration of war on Germany two days later on 3 September 1939.»

        E há ainda que acrescentar riqueza ao debate deixando saber que há mais pontos de vista para além do ocidental:
        «Dates for the beginning of the Pacific War include the start of the Second Sino-Japanese War on 7 July 1937, or the earlier Japanese invasion of Manchuria, on 19 September 1931.»

        E ainda outras versões de historiadores ocidentais que merecem discussão:
        «Others follow the British historian A. J. P. Taylor, who stated that the Sino-Japanese War and war in Europe and its colonies occurred simultaneously, and the two wars became World War II in 1941. Other theorized starting dates for World War II include the Italian invasion of Abyssinia on 3 October 1935. The British historian Antony Beevor views the beginning of World War II as the Battles of Khalkhin Gol fought between Japan and the forces of Mongolia and the Soviet Union from May to September 1939. Others view the Spanish Civil War as the start or prelude to World War II.»

        Isto são factos. Mas claro que o Jg-cag*lhão-Menos só sabe o que o regime lhe diz na propaganda e só escreve o que o regime lhe envia na cartilha…
        Uma coisa ainda é andares a mentir sobre a actualidade, que não foi ainda estudada e está sujeita a interpretações na hora. Só dizes m*rda, mas estás no teu direito. Outra coisa é o negacionismo da história. É mesmo tipicamente fascista esse comportamento inaceitável.

        Se te insultei agora, insultei foi pouco! Pior que isso, no nível abaixo, só mesmo o Estado Islâmico, que para além de negar a história, ainda faz questão de destruir os seus registos para que outros não possam sequer contrariar o negacionismo.
        O que vais fazer a seguir? Vais aos arquivos destes países queimar estes documentos todos? E depois aproveitas o embalo e vais para Odessa queimar pessoas…

        Termino com uma provocação que fará queimar o neurónio que resta na cabeça deste imperialista genocida racista fascista e vassalo de USAmerikkkanos chamado “JgMenos”:

        «Devem bastante ao Estaline que só com as bombas em cima acreditou que o camarada Adolfo o ia invadir.»

        Então o que é que Stalin deveria ter feito? Será que, perante a ameaça de invasão por regimes agressivos a ocidente, devia ter sido ele a movimentar as suas tropas primeiro e a desmilitarizar e desnazificar a ameaça no solo dos países agressores ou aliados/vassalos do agressor?

        «um mesmo imperialismo se mantêm fiel aos princípios do nazismo: dominação e imposição de padrões fundados em doutrina adaptada ao suporte do seu poder»

        Esta aqui é só mesmo para quem é cego dos c*rnos. Olha para um mapa, filho duma grande p*ta! Vê onde estão as +800 bases militares dos EUA, meu c*brão! Os EUA têm mais tropas só na Europa do que a Rússia na Ucrânia! E vê lá bem quem é o Bandera na foto dos Azovs, Svobodas, Praviy Sektors, e outros idiotas com bandeiras vermelhas e pretas, antes de decidires quem é que deve ser comparado com Nazis!

        Epá, morre longe e depressa!

        • E qual é o ‘filho da p*ta, mentiroso dum c*brão! ‘ capaz de negar que a partilha da Polónia fazia parte desse pacto e que foi a invasão da Polónia que levou à declaração da guerra?

          Palhaço!

        • Os pontos nos is, Carlos Marques, óptima resenha. Pensar dá trabalho, lembrar também, historiar com rigor ainda mais e já há poucos que o façam. Obrigado.

    • «Alguém acredita que se Hitler tivesse conseguido destruir a União Soviética tinha havido dia D?»

      Depende. O grande erro de Adolf Hitler, do ponto de vista da sobrevivência geopolítica, sua e do seu regime, foi ter atacado o Reino Unido. Se se tivesse ficado pelo continente, os EUA até teriam enviado antes a sua ajuda para o australopiteco austríaco do bigode esquisito…

      Nunca nos esqueçamos que foi preciso o Reino Unido estar à beira da derrota para os EUA aceitarem vender-lhes material de guerra, na condição de que o britânicos tinham de o ir buscar aos EUA, pois os EUA não queriam que a entrega feita por si fosse mal vista pela Alemanha.

      Dizer isto, e pensar no que hoje em dia o império genocida ocidental inteiro faz contra a Rússia, contra o povo do Donbass (russófonos pró-russos) e da Crimea (efetivamente Russos étnicos). A Rússia tem já razão mais do que suficiente para nos bombardear a todos, de Talin até Lisboa, com armas nucleares.

      Não esqueçamos que a oligarquia/capitalistas dos EUA eram fervorosos apoiantes do “anti-marxista” de Berlim. Todas as grandes empresas ocidentais que apoiaram Hitler. O capitalismo é isto, se de um lado está um trabalhador esfomeado e do outro um nazi, o capitalista ajuda o nazi a matar o trabalhador à fome. E foi só graças ao Marxismo ter-se tornado prática na USSR que isto mudou no Ocidente Liberal. E é por isso que os direitos dos trabalhadores estão a ser destruídos desde 1991, e a riqueza cada vez mais a voltar a ser concentrada como antes.

      Convém também não esquecer que uma das motivações do massacre de Dresden, uma cidade só com civis e refugiados e sem alvos militares, destruída pelos bombardeamentos dos Aliados ocidentais, foi também para usar os destroços e os corpos para travar o avanço dos Soviéticos que tinha de passar por ali a caminho de Berlim. Se não fosse por outros crimes imperialistas noutras zonas do globo, Churchill devia ter sido enforcado pelo menos por isto! Em vez disso, é ainda hoje um “herói” dos Liberais.

      E não esqueçamos que os EUA enquanto máquina de guerra permanente, com uma economia que depende da venda de armas, começou logo aí a ser inadvertidamente criado pelo FDRoosevelt. Uns EUA que ficaram de fora a vender armas a quem se matava entre si. Depressa os menos recomendáveis daquela sociedade (os capitalistas que lucravam com o MIC) perceberam o que tinham de fazer para garantir roubos futuros. Daí até à morte do pró-paz JFKennedy, foi um tirinho, ou dois. Desculpem o trocadilho.

      Finalmente, é só reparar que os fascistas ibéricos pró-Hitler, seja o aliado fora do armário (Franco), seja o aliado mais tímido (Salazar), foram ambos imediatamente a seguir convidados pelos EUA para criar logo em 1949 o grupo terrorista fascista imperialista chamado NATO.

      Mas a propaganda deu tantas voltas, que hoje a NATO é “defensiva” e “pró-democracia”, os Soviéticos eram “só” Russos, e os Soviéticos eram “tão maus ou piores” que os Nazis, e como tal 2+2=4 e portanto os Russos é que “são piores” que os Nazis, e os Ucranianos do Sul/Leste que “nunca foram” Soviéticos, e os Ucranianos do Oeste/Norte que “nunca foram” Nazis, são um só povo, e são a linha de defesa da “civilização” contra os “ogres”.

      E da mesma forma que Hollywood pôs o Rambo 3 a homenagear os Talibã e o “jornal” Independent” a glorificar Bin Laden, esse “herói Saudita” que liderava os “bravos guerreiros anti-soviéticos”, hoje em dia É Azov e Zelensky para aqui, IDF e Netanyahu para acolá, todos “bravos guerreiros anti-Putin” ou “bravos guerreiros anti-Hamas”.

      E acabo com o meu gráfico preferido: um histórico de uma sondagem repetida ao longo de décadas, para saber qual a percepção dos ocidentais (feita em França) em relação a quem foi mais importante para ganhar a 2ª Guerra Mundial:
      Maio-1945: 57% USSR, 20% USA, 12% UK.
      Maio 1994: 25% USSR, 49% USA, 16% UK.
      Junho 2004: 20% USSR, 58% USA, 16% UK.

      Quando a guerra acabou, os próprios cidadãos do país alegadamente libertado pelas tropas do dia D dos EUA, Reino Unido e Canadá, percebiam que quem decidiu tudo, foi quem enfrentou o principal do exército Nazi e mesmo assim chegou primeiro a Berlim.
      Umas décadas de propaganda e lavagem cerebral depois, com muito Macartismo (McCarthyism, “red scare”) aqui e uns toques de Hollywood acolá, afinal quem ganhou isto foram os EUA, e não deve faltar muito para dizerem que o fizeram sozinhos, e que a USSR só lá estava a estorvar o avanço do excessivamente glorificado Dia D… uma operação que foi um falhanço total numa das praias, e só foi um sucesso parcial e mesmo assim demorado nas outras graças a duas coisas: a meteorologia que enganou Hitler quanto ao dia exacto do acontecimento, e o facto da Alemanha já estar a esticar a manta das suas tropas para tentar tapar o vento imparável do Exército Vermelho com as mãos.

      E ainda o mito do “lend-lease”. «Ah e tal se não fosse a ajuda dos amaricanos aos pobres dos Russos»… O lend-lease representou 4%, QUATRO POR CENTO, das necessidades militares da USSR.

      E já agora, a tal conferência que foi em Yalta. Adivinhem em que península fica essa histórica cidade Russa? Dica: Crimeia! Sabem onde estavam os Ucranianos heróis do atual regime nessa altura? No exército de Hitler.
      E a primeira conferência, sabem onde foi e em que condições? Uma dica: Teerão.
      https://en.wikipedia.org/wiki/Anglo-Soviet_invasion_of_Iran
      Quando eles eram BFF (melhores amigos para sempre) nas invasões…

      Já agora, convém ler sobre a “NATO do Médio Oriente”, a CENTO (antes METO):
      https://en.wikipedia.org/wiki/Central_Treaty_Organization
      Primeiro os imperialistas genocidas ocidentais invadiram, os poderes vassalos até eram parte de uma aliança militar. Enquanto obedeceram eram bons regimes, matassem quem matassem. No dia em que deixaram de ser vassalos, foram chamados de ditaduras e invadidos novamente em nome da “democracia” e da “liberdade”…
      Para quem ainda não acordou em relação à real natureza da NATO.

  7. Os palestinianos andam, segundo o nosso fiscal de serviço a suicidar se desde pelo menos 1948.
    Tudo porque tiveram o azar de viver na terra dada por Deus ao seu povo eleito.
    Como se suicidaram os nativos americanos ou os africanos que não quiseram entrar no barco que os levaria a uma vida de delícias a apanhar algodão no novo mundo.
    Isto nos tínhamos mesmo azar, só nos cruzavamos com suicidas e por isso até lhes fazíamos um favor quando os matavamos para lhes roubar o que tínham.
    Mas o fiscal de serviço ainda se lembra do livro da quarta classe que lhe dizia que íamos lá civilizar os selvagens que se em milhares de anos nunca se tinham morto uns aos outros iriam agora extinguir se se nos não tivéssemos lá chegado matando muitos e trazendo os sobreviventes a luz da fé crista.
    Esta é a verdade de muitos porque é isso que está nos livros. E porque a vida dos palestinianos não vale nada como não valeu a dos nativos americanos, dos negros, dos indianos, e, mais recentemente afegãos, iraquianos, libios e sírios.
    Escusam e de andar aqui a tentar civilizar e converter quem viveu uma vida inteira a conviver com o assassínio de um povo. Porque não foi a 7 de Outubro que esta “espiral” começou. É quem nos tenta convencer disso e ainda mais burro que o suposto. Porque toma os outros por ele pensando que devemos ter memória de peixe. Onde estava o Zé Alberto em 2006 e 2014 so para citar dois dos muitos anos em que a orgia de morte a que se entrega Israel foi maior ainda? No mundo da fantasia, por onde anda o nosso fiscal.
    Quanto a 99 por cento dos israelitas, um que tentou dizer que a coisa não era bem assim como eles pensam eles depressa arranjaram maneira de fazer crucificar.
    Mas isso foi há dois mil anos e a ideologia assassina que ainda hoje sustenta Israel tinha nascido uma dois mil anos antes.
    O que parece estranho é que essa ideologia tenha apoiantes entre quem não é Israelita que deve ser masoquista e gosta de ser chamado de gentio.
    Enfim, é mesmo o império da estupidez. Já para não falar da desumanidade. Podiam ao menos ir ver se o mar dá choco.

  8. Pois não é que o Império do Mal induziu os coitadinhos do Hamas a matar a insignificância de uns mil e tantos civis israelitas?
    Pois não que é o Império do Mal autorizou os israelitas a lançar bombas que mataram miles de civis, alegadamente para escavar acessos aos corajosos guerreiros do Hamas metidos nas suas tocas?
    Pois não é que toda a boa alma deve reconhecer que a paz é devida ao Hamas e às populações que o abrigam?
    E se os mais empedernidos hesitam em reconhecer os méritos das acções do Hamas, escavem na História e, selecionando com critério, sempre encontrarão fundamento para entender que para que convivam comunidades multi-o-que-quer-que-seja, tal só é possível sob regimes que claramente se demarquem do Império do Mal, como sejam a Rússia, o Irão e a China.

    • Dos 1200 mortos a 7-Outubro-2023, mais de 300 eram forças policiais ou militares do IDF, isto já foi confirmado pelo regime.
      Dos 900 restantes, vários foram assassinados pela própria resposta do IDF, isto foi publicado pelo próprio Haaretz. Muitos eram reservistas do IDF, e TODOS sem exceção eram invasores ilegais da Palestina, logo não são vítimas nem reféns. São prisioneiros de guerra. Enquanto prisioneiros, foram bem tratados, e o Hamas libertou primeiro mulheres, idosos, e crianças, em troca por mulheres e crianças, essas sim civis vítimas e reféns, que estavam a apodrecer há meses ou anos nos gulags de Israel.

      E isto não foi o início. O início foi há 76 anos atrás, com uma invasão (até por colonos não-semitas) decidida por meia dúzia de países e sem qualquer Direito Humano à Auto-Determinação de quem já vivia na Palestina desde sempre.
      Entretanto, de limpeza étnica em limpeza étnica, os naZionistas fizeram MILHÕES de refugiados a quem roubaram casas e terras de forma permanente. Assassinaram centenas de milhares de pessoas. Invadiram todos os países à volta, e continuam a ocupar uma grande área na Síria.
      A agressão num Apartheid é constante, diária.

      Mas vivemos o suficiente para ver “democratas” liberais ocidentais a dizer que afinal de contas os Gulags, desde que sejam para civis e crianças Palestinianas, são uma coisa boa. Onde já se viu uma criança atirar uma pedra contra um tanque invasor conduzido por quem assassinou os seus pais… Essa criança (ou “homem com menos de 18 anos” como se atreveu a dizer o The Guardian) só pode ser um terrorista… Há que bombardear o bairro dela todo… E ocupar ilegalmente ainda mais. Prender quem usa a bandeira do seu próprio país. Banhar com água de esgoto quem se manifesta pela liberdade. Colocar muros e grades, jaulas e militares armados até aos dentes, no caminho das crianças que tentam ir à escola, no caminho de pais que tentam chegar vivos ao final do dia…

      É esta a tua “liberdade”, a tua “democracia”, os teus “valores”. Como até o nada tem uso na Matemática, então gente com tu vale menos que nada. Até os Talibã são menos indecentes que tu e os teus colaboradores imperialistas genocidas fascistas e racistas. Vai-te lá então espumar todo da boca enquanto esticas o braço direito e fazes Heil Netanyahu, Heil Zelensky, Heil Stoltenberg, Heil Lagarde, Heil Leyen, Heil Biden! Não admira que tenhas ficado do lado dos da bandeirinha vermelha e preta da UPA/OUN. Faz como os da Divisão Misantrópica da Ucrânia e grita que vais matar em nome de Odin e que só os brancos puros ficarão à face da terra…
      Parece impossível, mas houve gente julgada em Nurenberga que metia menos nojo do que tu!

      Não dizes que a guerra na Ucrânia só pode acabar com a saída total do “invasor”, que só por acaso era dono dessas terras há séculos, colocou-as sob gestão da República Soviética Socialista da Ucrânia só há umas décadas, e fez uma intervenção para salvar quem aí vivia e estava a ser vítima de uma agressão dos UkraNazis que vieram da zona mais ocidental?
      Pois então, quando vais dizer o mesmo sobre quem invade a Palestina? É que nesse caso não há sequer história assim, há simplesmente uma invasão que começa do nada com base em fanatismo religioso. E quem a faz chama-te “goyim” a ti. Um animal que os Judeus mais cegos pela Torah acham que devem matar preventivamente antes sequer de serem atacados, pois eles são o “povo escolhido” e tu não passas de, lá está, um goyim.

      Uns dizem que são o povo escolhido, por um ser imaginário com poderes mágicos, para formar a grande nação matando todos os goyim pelo caminho. E são ajudados pelos da “única nação essencial na terra”, sendo portanto todas as outras descartáveis a bem ou a mal…

      Os outros só queriam viver onde sempre viveram, e tiveram de resistir perante a agressão e imperialismo naZionista, depois de viverem sob ocupação e imperialismo britânico, depois de viverem sob ocupação e imperialismo otomano, etc.

      O terrorismo/agressão começou em 13-Maio-1948 quando a organização paramilitar naZionista chamada Haganah ocupou a cidade Palestiniana de Jaffa. Os nativos semitas Árabes que aí viviamcomeçaram a ser assassinados e tiveram de fugir. De 70 mil em 1947, ficaram 4 mil. Começou aqui o terrorismo, a guerra, a agressão, o apartheid, a limpeza étnica, o genocídio.

      Tudo o que qualquer Palestiniano ou Árabe tenha feito depois disto, não é um ataque, é uma resistência ou contra-ofensiva.

      No dia 15-Maio-1948, o relatório da CIA confirmou-se: as acções das grandes potências imperialistas na ONU provocaram (tornaram inevitável) o início de uma guerra Israelo-Árabe.
      Os Árabes que foram provocados e ameaçados e tiveram de fazer esta guerra, não estavam perante um grupo bem intencionado do outro lado. Estavam perante assassinos apoiados por assassinos mundiais, e com uma ideologia extremista de fanatismo religioso que ainda hoje faz com que alguns repitam que a “grande nação” não é sequer contida pelas fronteiras da total ocupação da Palestina, mas tem de ir até ao Cairo a oeste e até ao coração da Mesopotâmia a este. Isto é um casus belli. E quem criou e defendeu a criação de Israel, sabe muito bem disto.

      Mesmo quem não é Judeu sabe bem disto. Até no paleio Cristão ainda hoje por altura da Páscoa se fala da história da princesa da Pérsia, chamada Ester, que sendo muito amiga dos Judeus pois vinha de uma tribo de Judá, tratou de convencer o seu marido e imperador, Xerxes I, do então Império Aquemênida, a deixá-la liderar uma guerra/matança preventiva antes que os Judeus fossem atacados por um alegado plano para os exterminar, que nunca se verificou. Isto está no ADN ideológico deste lunáticos até aos dias de hoje! Ainda hoje repetem esta estória de ficção nauseabunda e a tratam como uma heroína. E já nessa altura o ataque genocida dos Judeus foi considerado de “defesa”. O assessor do rei foi assassinado, e no seu lugar, com grande poder de influência nas decisões do rei, foi colocado, lá está, um Judeu.
      E ainda hoje os Judeus festejam o Purim com base na alegada data desta estória de ficção..

      Parece os de Azov em relação ao Stepan Bandera… E é uma versão bíblica do que hoje em dia se pode chamar de false flag, para depois justificar o injustificável com base numa mentira. Deve ser uma das primeiras lições nas escolas do Pentágono… E toda a estória da Ester, parece que estou a descrever como o naZionismo se move no império genocida dos EUA hoje em dia. São coincidência a mais.

      Mas se como dizes, a guerra só acaba quando a invasão inicial é expulsa, pois então, os naZionistas estão à espera de quê? Façam as malas! Deixem a Palestina em paz! E tu estás à espera de quê para condenar a não provocada e injustificada guerra de agressão brutal e invasão de larga escala feita com bombardeamentos indiscriminados contra civis a mando de um criminoso de guerra? Ah, espera, isso é só o que repetes, com cãozinho obediente, caso seja para defender UkraNazis. No caso dos Palestinianos, mostras quem realmente és (como se já não fosse evidente).

      • A História é toda a matéria-prima de que um treteiro precisa para montar a sua versão do que quer que tenha vencimento!
        O barbarismo de uns é a justa luta de outro, o que de uns se ignora compõe os hinos à contraparte.
        Se mais escavasses mais encontravas, mas o que é mais próximo sempre ignoras por conveniência:
        – Quantos dos israelitas são judeus expulsos de territórios árabes? Fazes a menor ideia?
        – São os árabes invasores da Palestina?
        – São os otomanos árabes?
        – As terras compradas por judeus a otomanos e palestinos devem ser devolvidas a quem?
        – Os judeus que sempre viveram na Palestina devem ir para onde?
        – Os judeus de Medina – a quem o Maomé massacrou e expulsou – podem ainda aí ter direitos?

        Tudo se resume em determinar – para quem não seja um vendido a ideologias e a poderes fácticos – qual o futuro possível e benéfico, que acomode a memória histórica sem que esta seja necessariamente a determinante de um futuro que não assegurou em tempo.

        Jaffa era palestina antes que todos os estados árabes atacassem Israel em 1947, setenta e seis anos atrás (Jaffa – cidade que me disseram ter sido fundada há já 3000 anos, já lá comi um excelente jantar num restaurante palestiniano).

        Quanto às tretas sobre os nazismos dos nossos dias, sempre me ocorre pensar que é terapia recomendada a comunas, que sentindo-se inibidos em promover a sua crença, se desforram em ressuscitar e execrar o que lhes fizeram acreditar, erradamente, ser-lhes a oposta doutrina.

  9. Não é, infelizmente, apenas o império bombista do lado de lá do mar que nos lixa o juízo e a vida. Nesta época desgraçada, temos também de aturar o seu inseparável irmão, o império da estupidez, sem o qual o império bombista não beneficiaria das facilidades conhecidas. Há dias, soube-se que um bebé israelita, seu irmão de quatro anos e a mãe, reféns na Faixa de Gaza, morreram num bombardeamento israelita. O pivot da TVI José Alberto Carvalho noticiou o caso do seguinte modo:

    “Este é o bebé mais famoso de Israel e é agora o mais dramático exemplo da espiral de violência que se abateu sobre a região desde 7 de Outubro.”

    Ou seja: pelo menos quatro a cinco mil crianças palestinianas foram mortas nas últimas semanas, diariamente, ininterruptamente, pelos mesmíssimos bombardeamentos israelitas, entre elas centenas de bebés, muitos deles ligados a incubadoras, e só agora, quando um desses bombardeamentos matou um bebé israelita, é que este idiota descobriu, finalmente, “O MAIS DRAMÁTICO EXEMPLO DA ESPIRAL DE VIOLÊNCIA QUE SE ABATEU SOBRE A REGIÃO DESDE 7 DE OUTUBRO”.

    Manuela Moura Guedes, criatura que considero execrável, disse uma vez sobre este José Alberto Carvalho, numa entrevista qualquer: “O Zé Beto é burro!” Tal como o relógio avariado que, malgré lui, está certo duas vezes por dia, também desta vez a Guedes acertou em cheio.

    • Que coisa repugnante e revoltante. Essa gente da MainStreamMedia ocidental é mesmo um putedo sem qualquer pingo de honestidade intelectual ou sequer humanismo.

      «O MAIS DRAMÁTICO EXEMPLO DA ESPIRAL DE VIOLÊNCIA QUE SE ABATEU SOBRE A REGIÃO DESDE 7 DE OUTUBRO»

      Mentira 1: a violência é só desde 7 de Outubro. Não há 76 anos de agressão antes disso…

      Mentira 2: é só sobre a região. Não tem nada de geopolítico (EUA) a ver com isso…

      Mentira 3: o mais dramático. Os +15 mil civis (+6 mil crianças) assassinadas, famílias inteiras feitas em pedaços, cercos e bombardeamentos a hospitais e escolas e templos religiosos (do Islão e dos Cristãos Ortodoxos), e gente duplamente refugiada a ser assassinada à bomba no local para onde lhes disseram para fugir, nada disso aconteceu, ou se por acaso alguém ouviu falar, tem de ficar a saber que não é tão dramático…

      Mentira 4: a violência que se abateu, referindo-se ao Hamas. Como se os locais onde o Hamas foi não fossem zonas ocupadas ilegalmente pelos naZionistas, sendo essa portanto a violência que se abateu inicialmente e de forma permanente. Como se o que o Hamas fez não tivesse sido uma provocada e justificada contra-ofensiva. Pelos vistos essa expressão da “contra-ofensiva” está reservadoa para os UkraNazis que tentam re-invadir as zonas anti-Maidan que já se juntaram à Rússia via referendo.

      E, imagino eu, essa foi só uma de muitas alarvidades mentirosas desse presstituto e dos seus companheiros e colaboradores. Não vi. Nem quero ver. Nem tenho inveja de quem vê. É simplesmente nojento.

      Eu ontem num espaço de minutos estava a ver a Al Jazeera (Catar) e a TRT (Turquia) e fiz um breve Zapping por lapso na TVE (Espanha).

      Na Al Jazeera e na TRT mostravam os crimes de guerra dos naZionistas a levar a cabo um genocídio dos civis Palestinianos mesmo nas zonas Centro e Sul da Faixa de Gaza, com bombardeamentos propositados contra prédios de habitação, com aquelas bombas “bunker buster” que deitam abaixo o edifício todo, e já com centenas de mortos confirmados (fora os que se confirmam mais tarde) poucas horas após o fim da trégua, com uma menina a chorar no hospital, coberta de pó de cimento, após ver o irmão (também criança) morrer ao seu lado na sua própria casa destruída, uma rapaz com o olho rebentado a agarrar e a tapar a boca da mãe para ela não gritar, famílias a prestar a última homenagem a um monte de corpos na entrada do hospital, falavam do número de jornalistas e funcionários da ONU assassinados até agora, do número gigante de civis/crianças Palestinianos feitos reféns nos gulags de Israel sem que ninguém no ocidente queira saber deles, etc.

      Enquanto isso a TVE limitou-se a dizer assim, parafraseado: “Israel retoma operações e derrota com sucesso 400 alvos do Hamas”. Não precisei de mais, mudei de canal ao fim de segundos antes que me viesse o vómito à boca…
      A invasão ilegal e injustificada é uma “operação”… A guerra não é genocídio… É entre “Israel e o Hamas” e não dos naZionistas contra todos os Palestinianos… Não há nenhum drama em Gaza, e o que se publica é a versão oficial do regime ocidental, de forma completamente acrítica, sem usar aspas nem nada. Tal e qual como fizeram na Ucrânia. A diferença, como comentei naquele momento a uma pessoa que estava ao meu lado, é que em Gaza o Mundo inteiro está a ver, quer o ocidente queira quer não, enquanto que no Donbass só uma meia dúzia de criaturas valentes foi mostrar o lado de lá, mas prontamente censurados e cancelados do lado de cá…

      PS: e é por isso, por isso e por mais razão nenhuma, que o BE tem a posição que tem. É a posição fácil do oportunista. Nadar a favor da corrente mediática (redes sociais acima de tudo). Depois do que vi o BE fazer em 2022 (a Marisa Matias a dizer venham mais armas, e a Isabel Pires a ir a Kiev apoiar a NATO e aquele regime…), estou convicto que se a resposta de Israel tivesse sido contida e cirúrgica, e se a corrente mediática ainda fosse hoje como no pós-7-Outubro, teríamos visto o BE pela primeira vez na história a ir a Jerusalém oeste apoiar o Netanyahu e a pedir mais armas para o IDF…
      Até os fascistas valem mais que isto, pois esses ao menos estão errados com convicção. E os fascistas não valem nada. Portanto o BE, na minha consideração, passou a valer menos que nada. Isto dito por mim, que toda a vida votei neles. Nunca mais. E para acabar com uma provocaçãozona citando Putin: a traição não tem perdão.

  10. Muito acertada a avaliação de que o Hamas não é suicida; limita-se a suicidar a população que diz representar, enquanto permanece nos seus túneis.
    Israel encontra o que esperava encontrar e só a população civil vai limitando o que pode fazer para eliminar o Hamas.
    Sempre o suicídio pela morte em combate teve um papel nessa região do mundo onde a palavra assassino foi originada. Com drogas ou com promessas de virgens para lá da morte, lá vão conservando a sua cultura.

    Como bem manda a doutrina dos coitadinhos, todo o mal dos palestinianos lhe advém, não das suas acções e crença, mas de um mal que lhes é imposto. Mais do mesmo, sempre!

    Já a decadência dos valores e do poder do Ocidente, é sonho húmido de cuja conservação cuidam os órfãos soviéticos e todo o amante de uma pata no cachaço, esse eterno meio de varrer as dúvidas aos mais temerosos de usarem a razão.

    • Não foi o Hamas quem “suicidou” mais de 15 000 civis palestinos, um terço dos quais crianças, seu imbecil. Foi Israel, com o apoio das nojentas “democracias” ocidentais que você adora. As mesmas cleptocracias que por mais de 500 anos fizeram a sua riqueza e prosperidade à custa da pilhagem a outros povos e ao extermínio de milhões de pessoas inocentes, só porque por acaso elas estavam em cima do que eles queriam roubar. As mesmas “civilizações” que ainda têm a pouca vergonha de querer impor os seus próprios “valores” aos outros só para poderem continuar a roubá-los impunemente. Israel assassina cerca de mil palestinos por ano, estatisticamente demonstrado, na maior parte garotos que se atrevem a gritar “liberdade”, sem precisar de nenhum pretexto para isso. Mas tudo tem um fim.

  11. Outra coisa arrepiante no meio disto tudo é o desbocamendo dos nazis dirigentes de Israel que agora prometem “a mãe de todas as sovas”.Nao meus celerados, uma sova pressupõe pelo menos a sobrevivência do sovado, para que se lembre. Esta é a mãe de todos os massacres, mais de 15 mil pessoas mortas em pouco mais de um mês.
    Israel não quer sovar, quer matar ou expulsar. Já matou mais de 15 mil e deslocou meio milhão.
    A razão pela qual o Hamas atacou mesmo sabendo o que se seguria dada a selvageria conhecida do ocupante claro que não tem a ver com um desejo de morte nem própria nem do seu povo.
    É a mesma razão pela qual a resistência Checa executou Reinhardt Heidrich, o “homem de coração de ferro” mesmo sabendo o que se seguiria. E o que se seguiu foram duas vilas arrasadas até ao chão, mais de seis mil pessoas chacinadas.Era preciso dar um exemplo às populações ocupadas, assim como agora os novos nazis tentam dar um exemplo a todos quantos os querem ver pelas costas.
    Em todos os países ocupados pelos nazis qualquer acto de resistência dava azo a retaliações horrendas.
    Na Grécia a conta era de 50 civis a abater por cada soldado ocupante morto. Por isso a morte de um bom número deles era a morte de todos os desgraçados que habitassem a aldeia mais próxima. Eram arrebanhados para o edifício da escola ou da igreja, a que se pegava fogo pelos quatro cantos.
    Quem fugia a morrer queimado era fuzilado ao tentar sair.
    Os novos nazis optaram pelos bombardeamentos aéreos que dão muito menos trabalho e ainda permitem que hajam trastes que os defendam. Coitadinhos, eles não querem matar civis, so querem matar os guerrilheiros, se, eles estão entre os civis e não fazem o favor de se postar na praça com um alvo no cu a culpa é deles se os civis morrem. São os malfadados danos colaterais.
    O que é que instalações da ONU teem a ver com isso e que ninguém explica. Já para não falar em escolas, hospitais e até padarias. Como a nenhum traste pro Israelita parece escorrer que mais de 15 mil pessoas mortas em pouco mais de um mês são demasiados danos colaterais. Especialmente se inflingidos por trastes que há anos dizem que não há civis inocentes em Gaza. Sim, o discurso assassino contra Gaza não começou a 7 de Outubro. Nem quando fomos insultados por alguém que disse que somos todos israelitas.
    No início da guerra a vitória nazi parecia certa mas os resistentes logo começaram a atacar.
    Era porque queriam morrer? Era porque queriam que
    a sua família fosse morta?
    Claro que não. Simplesmente a vida sob o domínio nazi era impossível até porque o que se pretendia era a substituição ou a escravizacao da população. Escravizacao em condições que não deixavam ninguém durar muito.
    Ora isso é o que os nazis hoje pretendem na Palestina e sabe Deus onde mais. E sendo a vida impossível só resta a resistência. Já alguém também parou para pensar porque é que a esmagadora maioria da população de Gaza e de criancas e jovens daí o obsceno número de vítimas infantis? Porque é que nas imagens que se lá nos chegam raramente vemos um idoso? É porque as condições de sobrevida não permitem durar muito. Ali não há problemas com a “peste grisalha”. Hoje na Palestina como ontem na República Checa, na França, na Grécia, na Noruega, em todos os lugares tomados pela besta nazi só resta resistir. Mesmo que isso traga morte. Afinal de contas, sob o domínio da besta nazi, a morte é a companhia mais fiel que se tem na vida.
    O problema é que a besta nazi de hoje tem as costas bem quentes, daí o desbocanento a que se permitem.
    De resto claro que os árabes não teem mais propensão ao suicídio que qualquer outro. Também entre os resistentes contra os nazis houve um bom número de ataques com muito de suicida. O suicídio é muitas vezes uma questão prática quando se enfrenta um mal absoluto. No caso dos resistentes contra os nazis tratava se de não cair vivo nas unhas da Gestapo.
    No caso palestiniano tratasse de não cair vivo nas unhas de torturadores tão bons naquilo que fazem que foram exportados para todas as ditaduras que ensanguentaram a América Latina.
    Mas cada um acredita no que quiser. Ninguém se esqueça e da sorte que tem em não ter nascido árabe em geral e palestiniano em particular.

    • Provavelmente tens visto demais a Al Jazeera e acabas por ficar deprimido!
      Essas incursões às acções dos nazis na IIGG não te melhoram nada e ainda acabas a ler as histórias de Katyn e do Gulag e ficas passado de todo.
      PS: não te falo do Holocausto para não meter nisto os judeus.

      • Claro que não falas de Holocausto. O teu lado está simultaneamente a tentar destruir quem (Rússia) conseguiu colocar fim ao Holocausto, e a cometer um outro Holocausto (do povo Palestiniano) em directo. A palavra Holocausto na tua boca, é como a palavra Holodomor na boca dos UkraNazis: em nome do Passado (seja contado com mais factos ou com mais falsidade), querem ser vocês a repeti-lo no Presente. E a palavra Liberdade na tua boca, é como a palavra Humanismo na boca de Hitler: não significa nada.

        Por falar em Al Jazeera, estive ontem a ver os naZionistas Israelitas a bombardear propositadamente prédios residenciais uns atrás dos outros nas zonas centro e sul da Faixa de Gaza assim que as tréguas terminaram. Ou seja, bombas a cair para assassinar civis no local para onde os invasores os mandaram refugiar pois aí estariam “seguros”.
        Eram daqueles mísseis “bunker busters”, só que em vez de serem lançados contra os alegados túneis do Hamas, foram apontados com toda a precisão aos prédios, de forma a caírem como castelos de cartas. Eu nunca trabalhei em minas, mas pelo que já vi, acho que não é com mísseis apontados a prédios residenciais que se conseguem os melhores resultados a abrir buracos na terra…

        JgMenos, quando morreres, terás um caminho semelhante ao que felizmente Kissinger finalmente teve: vais diretamente para o Inferno, serás recebido pelo Diabo como uma grande contratação, e o Hitler entrará em competição com o Mussolini, o Pinochet, o Zelensky, e o Netanyahu, a ver quem é que fica teu companheiro de quarto. Ganharás com facilidade o reconhecimento de “colaborador do mês”. Vais usar uma cruz na testa, como no Inglorious Basterds, mas vais fazê-lo ao lado de Stepan Bandera cheio de orgulho.

        Mas como o Diabo é quem é, até tu terás de sofrer, e para tal, ele reservará uma sala onde tens de ficar várias horas por dia a ver como era a Ucrânia antes do UkraNazismo, a Palestina antes do naZionismo, e como será para a eternidade, inevitavelmente vais ser torturado tendo de ver um Mundo Multipolar, em paz, com o império genocida ocidental desmantelado, e um sistema económico mundial liderado pela China e por todos os não-fascistas. Perante tal tortura para ti, só não voltas a morrer porque já estás morto.

        E quando o Diabo se cansar de ti, vai colocar-te como um anónimo qualquer no meio dos restantes da Volkssturm ou dos Camisas Negras ou dos Ku Klux Klan… mas só até o Diabo reparar que ficaste feliz com a companhia. Vai depois colocar-te numa cela com um gajo do ISIS, e obrigar ambos a verem pessoas num país mesmo livre, ou a ver médicos cubanos a salvar vidas no estrangeiro, a ver um país Africano a desenvolver-se com investimento Chinês, ou a ver repetidamente o Vietname a derrotar os teus amigos. Jesus, como vais ficar danado. Vais passar a eternidade a espumar-te pela boca.

        Depois, para não dar mais trabalho, e porque a criatividade tem limites, serás colocado numa máquina tipo Matrix, em que a realidade virtual escolhida para ti em forma de loop, será estares numa casa na Palestina, a ver a tua família morrer, e só depois tu te esvaires em sangue com um membro para cada lado esmagado e decepado pelos escombros numa operações de “defesa” Israelita. A seguir, ainda antes do loop se repetir, irás ver as “notícias” na CNN onde apresentam a tua imagem e da tua família mortos, e na legenda dizem: “Israel vitoriosa contra mais um terrorista”.

        É isto que mereces tu e todos os apoiantes e colaboradores do genocídio que está actualmente a decorrer na Palestina, e que ocorreria no Donbass caso a Rússia não fizesse a intervenção atempadamente.

        NOTA: peço desde já desculpa à Estátua De Sal e a outros visitantes decentes deste blog, mas o que é demais, é demais. Não me consigui conter perante tanta barbárie e repetitiva alarvidade. Mesmo assim não desejo mal a ninguém em vida. Apenas, caso exista, um merecido castigo divino em morte.

        • O espécime não merece tanta deferência. Se ainda dissesse alguma coisa com propriedade. Aliás, como advogado do diabo, nem se safa mal. É arraia miúda, um propagandista corrente, tresanda a datilógrafo das caixa de comentários desses tablóides que entretêm gente atoleimada.

        • Pois, não reparem… o coitado não se pôde conter!
          Há que reconhecer que com ter tantos miasmas no cabeça, a vida não será fácil.

    • «Nao meus celerados, uma sova pressupõe pelo menos a sobrevivência do sovado»
      – e a sobrevivência também daquele que sova. Imagine isto: Israel leva mesmo a cabo a “solução final” de limpeza étnica e ocupação de toda a Palestina. O que é que estes “génios” acham que acontece a seguir? A única razão pela qual não é armas de destruição massiva a cair-lhes em cima, é porque o território é tão pequeno que tais armas correriam o risco de magoar também os Palestinianos. Ora, no momento em que estiverem todos mortos ou expulsos das suas terras, e essas terras ocupadas a 100% só pelos naZionistas, isso será luz verde para quem tiver o ódio (infelizmente justificado) e a capacidade (de obter tais armas) para dar a Israel uma resposta à altura da mãe de todas as sovas.

      Isto faz-me lembrar um relatório da CIA dos anos 40 que li há dias, onde a CIA analisava a votação na ONU que se iria levar a cabo para dividir a Palestina e estabelecer em terra ocupada um estado para o movimento Sionista. A CIA dizia que se acontece em 1947 o que veio mesmo a acontecer, isso iria causar um conflito étnico-religioso entre colonos judeus e nativos islamitas.

      Não lembro agora quem disse, mas disse-o muito bem: quem tem memória, conhecimento dos factos, e noção, não condena quem inicia a guerra. Condena quem a provocou e tornou inevitável.
      É por isso que o império genocida ocidente só fala de 3 datas: 11-Setembro-2001, 24-Fevereiro-2022, e 7-Outubro-2023. A propaganda apaga a memória do que aconteceu antes, omite o contexto e deturpa os factos, mente sobre as causas, e assim gera o condicionamento da população ocidental para acreditar que o agressor é a “vítima” e que o agredido é o “criminoso” ou o “terrorista”.

      Nas consequências, por mais que um ou outro indivíduo ou instituição faça análises sérias e lance os avisos, ninguém quer saber. Só querem saber dos lucros que vão obter, das vantagens do momento, dos ganhos para o seu umbigo, e mais nada. Então e o depois? Depois? Quem vier a seguir que se f*da. E se a coisa correr mal, fazemos o chamado “double down”: mais armas e mais guerra, mais agressão e imperialismo, mais propaganda e mentira. É sempre pior até à implosão, ou até alguém se fartar e der uma resposta de que nos vamos arrepender para sempre. Para o brinkmanship ocidental, isso é estarmos a todo o momento a meros segundos do apocalipse nuclear devido à provocação belicista que fazemos contra China e Rússia. No caso de Israel, isso é levar a coisa longe de mais (não para os Palestinianos, coitados, estão mais que abandonados) para os vizinhos de Israel. No momento em que não houver Palestinianos na Palestina, Israel acabou. KABOOM!!

    • O exército profissional do Hezbollah está no Líbano, como é óbvio. Com apoio do Irão, e suficientemente entretido com actos de auto-defesa semita totalmente justificados contra os terroristas das IDF naZionistas.

      Na Cisjordânia está a “Autoridade” Palestiniana, e estão cada vez mais os Israelitas, invasores ilegais do movimento terrorista naZionista, nenhum deles civil ou sequer inocente, seja homem ou mulher, velho ou criança, todos agressores e alvos legítimos do Hamas, do Hezbollah e de tudo o que aquela gente criar para tentar resistir à agressão naZionista que já leva oficialmente 76 anos.

      Israel, uma ditadura racista, Apartheid, um invasor ilegal, um agressor brutal, um regime genocida, colonizador assassino, um autêntico naZionismo disfarçado de Judeu, está neste momento a bombardear e a invadir 3 países diferentes: Líbano, Síria, Palestina. Invadiu completamente a região da Galileia, invadiu Ashkelon, invadiu Beersheva, invadiu Jerusalém, e já vai em mais de 85% de Palestinsa ocupada. Já só faltam 15%! Pensam os naZionistas. De quantas armas precisas? Perguntam os genocidas ocidentais…

      Os “democratas” do império genocida ocidental dizem que é assim que tem de ser, que isto é que é “liberdade”, “direitos humanos”, etc. Tudo paleio vazio. Olham para +15 mil civis assassinados, dos quais +6 mil crianças, e dizem que é “auto-defesa”, e repetem ad nauseam “7-Outubro, 7-Outubro, 7-Outubro” ou “reféns, reféns, reféns”. Mas se forem crianças Palestinianas em prisões Israelitas, autênticos gulags, não chama reféns, aliás nem lhes chamavam nada pois a “imprensa livre” nem falava disso. Mas agora que fala, chama-lhes só “prisioneiros”. E aos que têm menos de 18 anos não chama crianças. Eu vi mesmo um título no jornal, o The Guardian, que dizia: “homens com menos de 18 anos”. Ao ponto a que a falta de vergonha chegou!

      São +15 mil civis assassinados em 1 mês e meio, só para cercar uma cidade. Dizem os imperialistas genocidas que “estão no seu direito”, mas “se calhar precisam de moderar um pouquito”…
      Já na “não provocada nem justificada brutal guerra de agressão e invasão em larga escala do Putin com ataques indiscriminados contra os civis inocentes da livre e democrática Ucrânia” (porra que quase gasto o teclado só a repetir esta lenga-lenga da propaganda ocidental…), morreram até 10 mil civis, dos quais cerca de 50 crianças, ao fim de quase 2 anos, com a Amnistia Internacional a ter a coragem de dizer que muitos foram vítimas dos crimes de guerra do UkraNazis, e com jornalistas de facto como o Bruno Amaral de Carvalho a mostrar, com os corajosos pés no Donbass, todas as vítimas civis do lado pró-Russo.

      Vamos a contas:
      15 mil civis / 1,5 meses = 333,3 assassinatos por dia (todos vítimas dos naZionistas)
      10 mil civis (mortos por ambos os lados) / 21 meses = 15,9 mortos por dia (sabe-se lá em que proporção causados por cada um dos lados)
      Portanto, o GENOCÍDIO dos colonos naZionistas contra o povo semita Palestiniano, está a ser 21x mais mortífero do que a guerra proxy da NATO contra a Rússia por intermédio dos UkraNazis.
      Obviamente, sendo a matemática algo factual, o Tribunal Penal Internacional (International Criminal Court ***) já está no Donbass a investigar quem matou quem, quem violou Minsk, etc, e por outro lado já emitiu um óbvio mandato de captura para todo o governo terrorista do regime naZionista que está a cometer um inegável genocídio… Ops, espera lá, isso é só na utopia da minha imaginação. Na realidade, estes palhaços deste circo chamado TPI/ICC (*** que só cerca de metade do Mundo reconhece, ao contrário do mais sério Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) ou International Court of Justice (ICJ) reconhecido por todos os países da ONU) já obedeceram ao “estado de direito” das “rules based world order” e emitiram mandato para o Presidente que combate UkraNazis, e foram a Israel em visita de estudo, ou turismo quiçá, visitar o genocida Netanyahu e investigar… investigar única e exclusivamente o 7-Outubro. A palhaçada chegou ao ponto de nem durante as tréguas o Procurador do TPI/ICC ter posto os pés em Gaza.

      Quanto à guerra propriamente dita, acho que o José Neto (comentador publicado pela Estátua De Sal) está otimista demais a favor do Hamas. Vamos a factos:
      – não libertaram um único centímetro quadrado da Palestina ocupada;
      – não têm qualquer defesa anti-aérea para evitar a terraplanagem de Gaza pelos terroristas da força aérea do IDF;
      – deixaram a cidade de Gaza (Norte da Faixa de Gaza) ser totalmente rodeada;
      – podem ir a pé colocar explosivos diretamente nos tanques Merkava (há vídeos disto), mas tanques há muitos;
      – já perderam +1500 dos seu pessoal num total de apenas 40 mil (anunciados);
      – só impuseram uma pequena parte dessas perdas contra um IDF que tem centenas de milhares de mobilizados já no terreno;
      – não terão qualquer possibilidade de evitar no Centro e Sul de Gaza o que já aconteceu no Norte;
      – será uma questão de tempo até Israel ocupa Gaza inteira e depois decidir se faz lá o mesmo que faz na Cisjordânia, ou se aplica uma limpeza étnica a 100%;

      Muito sinceramente, o Movimento da Resistência para a Libertação da Palestina não tem culpa de ter a sua nação ocupada por um invasor tão brutal, mas se o seu plano de 7-Outubro resultou nisto, então era um péssimo plano. Sejamos francos! Não há uma única manifestação com cartazes no ocidente que os salve! Portanto dizer que a mudança da opinião Mundial sobre o conflito é uma “vitória” do Hamas, é desonestidade intelectual e na prática a chamada “vitória” de Pirro. Sim, a própria intelligence Israelita fala de 95% das manifestações no Mundo, APÓS o genocídio começar a ser mostrado em todas redes sociais, foi pró-Palestina. Mas quantas vidas Palestinianos é que isso salvou? Zero. Quantas agressões militares isso travou? Zero. Aliás, na ONU foi votado o fim da invasão dos Montes Golã, e essa “mudança” resultou num ocidente inteiro (vergonhosamente Portugal também) a ABSTER-SE em relação a essa invasão. Nessa votação os anglo-saxões (USA, UK, Aus, Can) votaram a favor da invasão juntamente com 3 micro-estados/ilhas cuja população somada é inferior a um bairro em Gaza. Pelos vistos há invasões boas e invasões más…

      E é aqui que entra a geopolítica e o “jogo” de médio/longo prazo da Rússia e companhia. Isto que eu estou a dizer pode ser uma percepção que apesar de factual é minoritária no império genocida ocidental, devido ás carradas de propaganda, fake news e lavagem cerebral que o regime (a oligarquia e a sua imprensa amestrada) levam a cabo contra a população. Mas isto está tudo a ser visto pelo Mundo inteiro. Ficou preto no branco: o ocidente não é contra invasões nem guerras. O ocidente é a favor até de um genocídio, deste que sejam os seus a fazê-lo. E o ocidente é até a favor de Nazis caso estes lutem numa direção que beneficie os seus interesses. As recentes acções de campanha dos “Democratas” e de certos Republicanos a tentarem convencer os seus eleitores de que a continuação da guerra na Ucrânia é uma coisa boa, pois isso dá muito dinheiro às empresas que fabricam armas nos respetivos estados, numa lógica de “Ucraniano morto lá, é lucro e emprego garantido aqui”, é a cereja podre no topo deste bolo de vómito.

      Entretanto, o Montenegro e o Kosovo lá vão ser anexados pela NATO, separados à força dos seus países. Mas ai do Donbass e da Crimea que faça um referendo legítimo após serem vítimas de um golpe Nazi+CIA em Kiev…
      Entretanto, o Azerbaijão com armas da NATO (via Turquia e Israel) lá garantiu à força a região separatista de Kharabak, com uma limpeza étnica e morte de uns quantos soldados da paz lá colocados pela Rússia a pedido das duas partes do conflito, mas ai da China que garanta aquilo que é seu na ilha Formosa.
      Estar 20 anos a invadir ilegal e brutalmente o Afeganistão, assassinar aldeias inteiras, bombardear casamentos, baptizados, mães que levam filhos à escola, crimes de guerra uns atrás de outros, é “espalhar a democracia”.
      Mas ai da Venezuela se fizer um referendo para garantir o Direito Humano à Auto-Determinação dos nativos de Esequibo que foram corridos das suas terras pelos que colonizara a Guiana. Ora a Venezuela é uma ditadura porque não aceita o Presidente escolhido pelos EUA, ora é uma ditadura porque deixa as suas pessoas votar num referendo… Mas quando se sabe mais do assunto, sabemos o que é a “ditadura”: impedir a USAmerikkkana Exxon de roubar o petróleo que está na terra disputada pela Venezuela, e que a Guiana aproveitou desde 2015 (ainda se lembram o que Obama fez?) para declarar suas à revelia das decisões da ONU que não permitiam decisões unilaterais e exigiam uma resolução negociada. Ora aqui está a resposta da Venezuela.

      E vejam como tudo está ligado: sabem o que é que existe no mar Mediterrânea, ao largo da Palestina ocupada? Pois é: petróleo e gás! Uma riqueza que só aos Palestinianos nativos, semitas, pertence, mas que lhes é roubada pelos invasores naZionistas. Uma das grandes jazidas fica no mar que era da Palestina até Israel invadir a Galileia por completo. A outra das grandes jazidas fica one? Exatamente: no mar que banha a Faixa de Gaza. Ora, se Israel invadir mais um bocadinho, acabam-se as dúvidas: é tudo deles. É também assim em relação à exploração do Sal no rio Jordão, e em relação aos cursos de água subterrâneos em toda a Cisjordânia. O que era dos Palestinianos foi-lhes roubado. Os ANTI-semitas Israelitas naZionistas são ladrões além de assassinos. E tudo isto tem o carimbo de colaboração ou total apoio do império genocida ocidental.

      Chegados aqui, podemos perguntar: então o Hamas não estava melhor quietinho, a dar-se bem com os invasores naZionistas, e a tentar desenvolver a sua parte da Palestina, a usar esses recursos que ainda eram seus, a fazer a paz, a dar as mãos e a cantar o Kumbaya? A resposta é dada pelo Mahmoud Abbas, pois ele fez isso: a Cisjordânia já deixou de existir enquanto território contíguo, está desfigurada com muros, grades, e arame farpado, todos os dias os terroristas do IDF invadem bairros residenciais ou campos de refugiados e matam civis, crianças baleadas pelas costas, tiros na cabeça, bulldozers a destruir a estrada alcatroada, a derrubar postes de electricidade, a rebentar canalizações, e mais colonato ilegais a serem construídos, e mais casas Palestinianas roubadas por ordem do “estado de direito”, e mais “civis” armados com metralhadoras a “auto-defenderem-se” indo para campos agrícolas impedir os Palestinianos de sequer apanharem as suas azeitonas, ameaçando-os com essas armas, conduzindo veículos todo-o-terreno na sua direcção, ou usando maquinaria pesada para destruir as únicas estradas que rompem aqueles montes rochosos em direção àquelas terras aráveis!

      E é então que o império genocida ocidental si vira para nós, pega no megafone, e diz assim: “estão a ver que “com a Autoridade Palestiniana da Cisjordânia podemos falar a mesma língua”? Pois é. E que língua…
      E eis que o mostro, que o ocidente alimentou, sai ainda mais da casca e diz assim, por intermédio de um ministro: “Nem Hamas nem Autoridade Palestiniana, é tudo igual, tudo terrorista, nós vamos ocupar tudo”.
      Conclusão, faça o Hamas o que fizer, o resultado é o mesmo. É o movimento de resistência de uma causa perdida. O império genocida ocidental garantiu a vitória dos naZionistas contra TODA a Palestina. O mapa que o genocida Netanyahu apresentou na ONU vai mesmo acontecer. E o Hamas percebeu bem que isto era uma declaração de guerra, uma “solução final”, e portanto tinha de reagir.
      É por isso que a MainStreamMedia tem de repetir a FakeNews todos os dias que começa logo no nome que dão a este genocídio e limpeza étnica: a tal de “guerra Israel vs Hamas”. Como é possível dizer tantas mentiras em apenas 3 palavras?

      Para quem chama “democratas” a UkraNazis, tudo e possível. Até mesmo celebrar um “Dia da EU-ropa” ao mesmo tempo que se censura as celebração dos Dia da Vitória de quem (Rússia/USSR) ganhou a 2ª Grande Guerra Mundial contra os Nazis Alemães. Até mesmo dar um Nobel da Paz a um criminoso de guerra chamado Obama e a um outro assassino chamado Kissinger. Até mesmo ameaçar com sanções um pobre, pequeno, e inofensivo país à beira mar plantado, só porque em 2015 se atreveu a dar 18% de votos à Esquerda anti-austeridade. Até mesmo prender durante 10 anos em condições de tortura e ameaça de morte o maior jornalista de todos os tempos: Julien Assange. Para este putedo imperialista genocida ocidental, tudo é possível.

      Até assassinar +20 milhões de pessoas nas suas invasões, guerras proxy, golpes, sanções ilegais, desde 1945, e mesmo assim ter a lata de continuar a repetir que “o Capitalismo é pela vida, o Comunismo é que matou muito”. A primeira parte da frase sempre foi mentira (fosse na versão do Feudalismo, ou na versão actual do NeoLiberalismo), e a segunda parte da frase foi verdade num curto período da história. Se fôssemos julgar o Capitalismo/Liberalismo pela quantidade de humanos que matou nos seus primeiros tempos, tal como se faz com o Comunismo, havia de ser lindo. Só no Congo a Bélgica matou quantos milhões? E na “fome da batata” na Irlanda? Pois… Mas e nos dias de hoje? Quantas pessoas morrem em nome do luxo da oligarquia capitalista, e quantas morrem às mãos do regime Chinês que, até segundo um observatório ocidental, tem um índice de percepção de representatividade do povo pelo seu regime SUPERIOR à maioria dos países ocidentais! A rondar os 80% de cidadãos que se sentem representados por quem os governa, enquanto nos EUA já nem chega a 50%. E esta, hein?

      Às mãos da China, não morre ninguém! Não se invade ninguém! Não se promove nem prolonga guerra nenhuma! A riqueza é para ser distribuída. E o Direito Internacional é mesmo para cumprir por inteiro, não é com “regras” à la carte.
      Então e como é a relação do império genocida ocidental com a China? Querem guerra económica, e querem uma “NATO na Ásia”…
      E como é a relação da Rússia e dos Árabes, dos Africanos e Sul Americanos, com a China? É cada vez mais uma relação positiva de cooperação e respeito mútuo, com a China a lidera pela exemplo, e os restantes a seguir por respeito e voluntariamente, sem ninguém ser forçado com uma arma apontada à cabeça.
      É por isso que o Mundo Multipolar é inevitável. E os BRICS+, ou muito me engano, ou podem ser a semente do substituto da ONU. Com uma casa em cada continente, em vez de um quartel general em Nova Iorque onde os vistos para os diplomatas são dados consoante a vontade do imperador.

      Será sem dúvida um Mundo melhor, aquele que aí vem. Mas será um Mundo sem Palestina. Para que o plano de longo prazo do Sul Global funcione, não podem intervir militarmente na Mesopotâmia. Têm de ficar a ver os imperialistas genocidas ocidentais e os seus queridos Israelitas naZionistas a fazê-lo. Só podem apelar à paz com diplomacia. Não a podem conquistar como em 1945. Com as armas nucleares isso deixou de ser possível.
      É por isso que sem qualquer falsa modéstia eu afirmo: já sou um cidadão do Mundo, já penso décadas à frente, e já estou certo quanto a esmagadora maioria ainda nem sequer sabe que está errada. Este Mundo é inevitável, e será confirmado no momento da implosão deste império e da queda dos vassalos nos vários regimes NeoLiberais/NeoCon a ocidente.
      Se eu tivesse uma máquina do tempo, iria umas quantas décadas adiante ver o resultado e falar com o homem ocidental do futuro. Infelizmente, estou aqui preso com os burros do presente, cujo brinkmanship * (NATO vs Rússia, Israel vs Irão, AUKUS vs China, G7 vs BRICS+) pode fazer esse futuro desaparecer num espaço de minutos.

      * «é uma estratégia que consiste em forçar uma situação inerentemente perigosa até à iminência de um desastre, de forma a alcançar o resultado mais vantajoso. Ocorre na prática em política externa, relações laborais e em estratégia militar, podendo envolver, nesse caso, a ameaça do uso de armas nucleares.»
      – in https://pt.wikipedia.org/wiki/Brinkmanship

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